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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Bolada no saco.


Hamilton usará capacete em homenagem a Senna no GP do Brasil.
Britânico divulgou imagem do equipamento no Twitter
Por: Lancepress


Lewis Hamilton homenageará Ayrton Senna no GP do Brasil deste fim de semana. 
O piloto inglês divulgou em sua página no Twitter o capacete que usará em Interlagos com traços que lembram o do brasileiro, tricampeão em 1988, 1990 e 1991. 
Na parte de trás, há a bandeira do Brasil e um desenho do Cristo Redentor.
"Este é o design do meu capacete para o GP do Brasil. 
Inspirado no meu ídolo Ayrton Senna e no Brasil. 
Eu amo este lugar tão especial para correr!", escreveu o piloto da Mercedes.
O capacete é uma mistura do seu com o de Senna.

Foto: Reprodução / Twitter / Twitter

No fundo, a cor amarela e as faixas verde e azul características do brasileiro. 
Sobre esta pintura, os desenhos que Hamilton normalmente usa.
O inglês da Mercedes precisa tirar a diferença que Nico Rosberg tem na liderança para seguir na briga pelo tetracampeonato. 
A duas provas do fim da temporada, o piloto do carro 44 está a 19 pontos do seu adversário (349 a 330). 
Caso Nico vença em Interlagos, será campeão antecipadamente.

post: Marcelo Ferla

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Canto homofóbico contra Terry causa espanto e repulsa na Inglaterra.



Canto homofóbico contra Terry causa espanto e repulsa na Inglaterra.

Letra foi entregue a um dos assistentes do Estádio Olímpico, local onde o zagueiro do Chelsea enfrentou os Hammers, pelas oitavas de final da Copa da Liga Inglesa.
Nesta quinta-feira, um dia após a vitória do West Ham sobre o Chelsea por 2 a 1, um panfleto com uma canção da torcida dos Hammers foi divulgado na internet. 
A letra tem caráter homofóbico e ataca o zagueiro Terry, dos Blues. 
O fato gerou repulsa e indignação entre os ingleses.
- Terry é um m... Ele gosta de sentar na cara de Diego Costa e dar o c... É uma escória do Chelsea - diz a canção dos seguidores do West Ham.

Terry foi alvo de cânticos homofóbicos da torcida do West Ham (Ian KINGTON / AFP)
Foto: LANCE!
Um folheto com a letra foi entregue a um dos assistentes do Estádio Olímpico, local do triunfo dos Hammers, pelas oitavas de final da Copa da Liga Inglesa. 
Horas depois, o panfleto estava na rede e repercutindo de forma negativa.
Além do teor da canção homofóbica, o duelo foi marcado pelo confronto entre as duas torcidas. 
Segundo a imprensa inglesa, oito pessoas foram detidas.

post: Marcelo Ferla

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Estudo aponta aumento de racismo nos estádios brasileiros.



Estudo aponta aumento de racismo nos estádios brasileiros.

Giovanni Magliano
O relógio já havia passado dos 40 minutos do primeiro jogo entre Santos e Grêmio pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 2014 quando Aranha, goleiro da equipe paulista na época, não conseguiu mais se controlar e denunciou os xingamentos racistas que escutava vindos da torcida gaúcha.

Grêmio é excluído da Copa do Brasil por racismo a Aranha
Foto: Reprodução
Apesar das chamativas gesticulações do arqueiro, o árbitro não registrou nada na súmula da partida. 
"Começaram a me chamar de 'preto fedido', gritar 'cambada de preto'. Apesar de ficar nervoso, me segurei, mas aí começou o coro de macaco", contou Aranha na saída do campo.
O caso ganhou enorme repercussão e as autoridades agiram à altura. 
Com reveladores flagras das câmeras de televisão, torcedores foram identificados, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) excluiu o Grêmio da Copa do Brasil daquele ano e o árbitro levou um gancho por não ter registrado o caso.
Mais de dois anos já se passaram desde o episódio e há sinais de que o país regrediu no combate ao racismo no esporte. 
O Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol de 2015, feito pelo Observatório da Discriminação Racial no Futebol em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançado na última segunda-feira, indica um aumento de 20% de casos de discriminação racial dentro de estádios de futebol entre 2014 e 2015.
Para Maurício Corrêa da Veiga, secretário da Comissão de Direito Desportivo da OAB e que colaborou com a elaboração do documento, existem diversos elementos que podem explicar esse crescimento, mas um se destaca. 
"A sensação de impunidade talvez seja o mais convincente e racional", apontou em contato com a Gazeta Esportiva.
No ano de 2014, foram contabilizados 20 supostos casos de racismo. 
No ano seguinte, esse número subiu para 24 casos. 
As estatísticas mostraram uma situação extremamente delicada no Rio Grande do Sul, onde aconteceu o episódio com Aranha em 2014, que teve um crescimento de 80% de ocorrências. 
Ao todo, nove estados registraram algum caso de incidente racial no ano passado.
Uma das questões que podem explicar esses números são a falta de atuação dos órgãos que deveriam coibir essas atitudes. 
Corrêa da Veiga indicou que falta mais atuação dos tribunais regionais. 
Nos campeonatos estaduais, os julgamentos de primeira instância são de competência do órgão das respectivas federações. 
"Pode acontecer dos processos nem chegarem ao STJD", alertou o advogado. 
O STJD tem competência direta apenas sobre os torneios nacionais.
O estudo do Observatório afirmou que existiram cinco possíveis casos de racismo em 2015, registrados nas súmulas dos respectivos jogos, cujas denúncias não foram levadas adiante. Três ocorreram em âmbito estadual - nos Campeonatos Gaúcho, Paulista e Mineiro. 
Em consonância com a opinião de Corrêa da Veiga, esses episódios não foram levados adiante pelos tribunais regionais, não chegando ao STJD.
Os outros dois foram em competições nacionais. Pela Série B do Campeonato Brasileiro, durante a partida entre Bragantino e Macaé, no dia 16 de setembro, o zagueiro Brinner, do time carioca, teria acusado torcedores do Bragantino de proferir xingamentos racistas. 
O atleta fez Boletim de Ocorrência e o árbitro registrou o incidente na súmula. 
Em contato com o STJD, foi explicado à Gazeta Esportiva que a procuradoria arquivou o caso por não ser possível a identificação dos fatos descritos na súmula.
Na outra ocorrência, que aconteceu na Série D, no jogo entre Lajeadense e Central, do dia 27 de setembro, as versões do estudo e do STJD divergem. 
O relatório afirma que o atleta Diego Lima disse ter sido vítima de injúria racial dos torcedores do time local e o árbitro teria relatado o episódio em súmula. 
Apesar disso, não consta na súmula da partida qualquer narração sobre racismo. O STJD, inclusive, enviou a súmula à reportagem para comprovação.
Para a produção do relatório, foram utilizados dados da mídia nacional. 
"Estes números podem, portanto, ser apenas um indicativo de um problema, ainda mais amplo, afinal, suspeitamos que há um grande número de casos os quais não são denunciados pelas vítimas e/ou pela imprensa", concluiu o documento.

post: Marcelo Ferla
fonte: https://esportes.terra.com.br/ e Gazeta Esportiva


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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Bolada no saco.


SELEÇÃO QUE DISPUTARÁ A COPA AMÉRICA RECEBERÁ INSTRUÇÕES PRATICANDO NO PLAYSTATION.
Sim, não é piada, nem loucura do Blog do Bola. 

Isso vai acontecer de fato. Jorge Sampaoli quer implementar o trabalho na seleção chilena. Mas não tem brincadeira. 

O técnico quer usar o PlayStation para demonstrar diversas situações de jogo virtualmente aos seus comandados.


Sampaoli pediu a um grupo de programadores chilenos, segundo o La Tercera, para fazer algumas modificações nos jogos e introduzir todas as informações que sua comissão técnica coletou sobre os adversários. 

Não basta, afinal, abrir o Fifa ou o PES. Com tudo pronto, o treinador senta ao lado do jogador, simula uma situação de partida (enfrentando um esquema 4-4-2, pressionando no 3-5-2, etc) e o deixa controlar a si mesmo na televisão. 

Passa orientações e corrige os eventuais erros de posicionamento.


A ideia de Sampaoli foi aprovada por Guardiola no último encontro entre os dois na Europa. 

O espanhol até recomendou que o colega patenteasse-a para ninguém roubá-la. O primeiro teste de fato será na Copa América. 

Se funcionar, e o Chile for campeão em casa, Sampaoli deve sair do estádio direto para um cartório.

O tipo de treinamento não é inédito no esporte. 

Na Fórmula 1 os pilotos treinam nos games simuladores para conhecerem os trajetos da pistas.

post: Marcelo Ferla

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Decepção dos fãs.


Jon Jones cai em antidoping por derivado de cocaína e se interna em clínica de reabilitação.
Episódio polêmico, no entanto, não irá anular sua recente vitória contra Daniel Cormier, no UFC 182

Jones venceu Cormier em sua última luta. Foto: Brandon Magnus
Poucos dias após uma das vitórias mais consagradoras da bem sucedida carreira de Jon Jones, uma notícia bombástica sobre o campeão dos meio-pesados do UFC promete abalar o mundo do MMA. 

Nesta terça-feira (6), o lutador norte-americano anunciou que caiu em um exame antidoping surpresa com uma substância derivada da cocaína, e que, por isso, irá se internar em uma clínica de reabilitação a drogas.
No exame, realizado no dia 4 de dezembro do ano passado pela Comissão Atlética de Nevada, foi detectada no organismo do lutador a substância benzoilmetilecgonina. 
No entanto, por se tratar de uma substância que não é ilegal fora do período de competição (quando o exame foi realizado) pela WADA, a Agência Mundial Antidoping, Jones não foi proibido de lutar no UFC 182, bem como o ocorrido não irá alterar o resultado de sua luta contra Daniel Cormier.
Pouco depois do anúncio, Jones enviou um depoimento ao site norte-americano “Yahoo Sports” no qual se posiciona sobre o assunto.

“Com o apoio da minha família, entrei em uma clínica de tratamento contra drogas. Eu quero pedir desculpas à minha noiva, meus filhos, minha mãe, pai e irmãos pelo erro que cometi. Também quero pedir desculpas ao UFC, meus treinadores, meus patrocinadores e para os meus fãs, que são tão importantes quanto. 

Estou levando este tratamento de forma muito séria. Portanto, agradeceria se eu tivesse privacidade neste momento com minha família”, declarou.
Aos 27 anos de idade, Jones tem uma das carreiras mais meteóricas da história do MMA, se tornando o campeão mais jovem a conquistar um cinturão no UFC. 



Com cartel praticamente perfeito (tem somente uma derrota por desclassificação em uma luta que dominava), o norte-americano é o recordista de defesas de título entre os meio-pesados, com oito, e já derrotou nomes como Daniel Cormier, Alexander Gustafsson, Vitor Belfort, Rashad Evans, Glover Teixeira, Maurício Shogun, Lyoto Machida e Quinton Jackson. 

O sucesso é tamanho que o lutador foi mencionado na lista dos 30 esportistas mais bem sucedidos com menos de 30 anos da renomada revista norte-americana “Forbes”.
Jon Jones aparece em lista de maiores precoces do esporte de renomada revista. Com meio milhão de dólares, Jones recebe o maior salário do UFC 182
Único representante do MMA na lista, Jones aparece na 12ª posição, superando nomes como Neymar (19º), Cristiano Ronaldo (26º) e Sebastian Vettel (28º). 

O primeiro colocado é James Harden, jogador de basquete do Houston Rockets.
Aos 27 anos de idade, Jones se tornou um dos lutadores mais bem sucedidos da história do MMA em um curto período de tempo. Campeão mais jovem do UFC, aos 23 anos, “Bones” já quebrou o recorde de defesas de cinturão entre os meio-pesados, derrotando nomes como Daniel Cormier, Alexander Gustafsson, Vitor Belfort, Rashad Evans, Glover Teixeira, Maurício Shogun, Lyoto Machida e Quinton Jackson.
Em dezembro, Jones postou o vídeo abaixo em sua conta no Instagram do momento em que foi testado pela Comissão de Nevada. Na ocasião, o atleta escreveu: 

“A única coisa que eu tenho é PHW: Pure Hard Work [Apenas Trabalho Duro]. Eles provavelmente estão se perguntando como minhas pernas de galinha são tão fortes. Eu tomei alguns suplementos, mas é tudo legal.”


UFC mostra decepção, mas apoia decisão de Jones

Pouco depois da notícia se espalhar, o UFC publicou nota oficial na qual se diz decepcionada com o episódio, mas reitera seu apoio a Jones. 

“Nós apoiamos a decisão do campeão dos meio-pesados do UFC de se internar em uma clínica de reabilitação para abordar seu problema recente. 

Mesmo que estejamos decepcionados com o resultado do teste, aplaudimos sua decisão de entrar em uma clínica. Jon é um lutador forte e corajoso dentro do octógono e esperamos que ele luta contra esse problema com a mesma postura e diligência. 

Louvamos sua decisão e estamos ansioso para vê-lo sair deste problema como um homem melhor.”
O sucesso de Jon Jones dentro do UFC está sendo reconhecido em ambientes que transcendem o mundo do MMA. 

O campeão dos meio-pesados, que recentemente defendeu pela oitava vez seu cinturão, teve seu nome citado na lista personalidades do esporte mais bem sucedidos com menos de 30 anos de idade da renomada revista norte-americana “Forbes”.

post: Marcelo Ferla
Fonte: terra.com
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bolada no saco.



Depois achamos que somos vítimas.
Começo este texto lamentando as palavras e frases entoadas aos gritos por torcedores do Grêmio, alguns igualmente negros, contra a pessoa do atleta do Santos (goleiro) Aranha, também negro, que fora chamado de preto sujo, negrão, imundo, assim como o grupo da equipe do Santos fora chamado de macacos, tudo atrás do gol do goleiro dentro da Arena Grêmio.
Sou gremista, nasci em Porto Alegre e sinto-me envergonhado pelos fatos acorridos tendo a certeza de que as pessoas já identificadas devem ser punidas severamente, bem como o clube, em sendo o caso, deve sim ser punido, eis que só assim acredito que a ida de torcedores ao futebol para assistir uma partida de seu time, se torne um ato de civilidade através do exercício da educação destes que lá estarão.
Como bem ressaltou o comentarista do canal fechado ESPN Antero Greco, o racismo é ato que ocorre de forma explícita ou velada e das mais variadas formas e dos mais variados jeitos em todos os setores e escalas da sociedade.
Logo após o exame de dopping, já que Aranha fora sorteado para tal, este se manifestou que não queria mais falar a cerca do assunto, o que de certa forma enfraquece o exercício que também deve ser feito por todo e qualquer cidadão que sofra esse tipo de delito de forma flagrante ou não, o de registrar boletim de ocorrência em delegacia para que os criminosos sejam devidamente punidos. O exercício deve ser recíproco para que dê certo com o fim de acontecimentos desta natureza. 
Depois, nós gaúchos que nos orgulhamos tanto de morarmos onde moramos, termos nossas tradições fortes, sermos dados como educados, requintados e tudo o mais, acabamos ficando marcados por atos assim, o que só mostra que estamos longe de sustentarmos que somos superiores a alguém neste país. 

Apesar de não partirem ou serem unânimes entre nós estes pensamentos, longe disto, somos taxados como bairristas, chatos e arrogantes, o que só piora com acontecimentos desta natureza, quanto mais pelo fato de que esta não foi a primeira vez, sendo que parte da torcida do Grêmio já tivera atos racistas na mesma Arena Grêmio, tendo até a capacidade de fazer uso de trágica morte de ídolo do rival Internacional (Fernandão), gritando a plenos pulmões e com deboche a morte deste ocorrida dias antes, algo bosal, bizarro e de uma falta de educação sem precedentes.
O que de fato ocorre é que ficamos marcados pela generalização que é natural, e por esta falsa sensação de que somos um dos povos de nosso país dos mais desenvolvidos e civilizados. Ledo engano.
Temos muito que aprender ainda em relação a esta soberba que carregamos e que nós criamos em cima de fatos que realmente são muito fortes e nos qualificam para com o restante do país em um patamar muito alto, presidentes, esportistas, escritores, poetas, atores, enfim, muitos são os gaúchos famosos por sua excelência, mas ai vem à pergunta: de que adianta toda esta construção e esforço, a partir do momento em que uma menina é escancaradamente flagrada chamando Aranha de macaco, e pasmem torcedores também negros e outros, desrespeitando o orientador do setor de arquibancada que desesperadamente tentava explicar que tais atos só viriam a prejudicar o seu próprio clube e ao mesmo tempo sendo flagrados entoando xingamentos como preto sujo?
Precisamos saber que o mundo não gira em torno dos gaúchos, que ambas as equipes do Estado tem atletas negros e que os negros fizeram e fazem demais pelo esporte futebol, aliás, tanto quanto os brancos, senão muito mais do que estes.
Somos todos iguais, sendo o futebol uma categoria esportiva que já fez uma guerra parar, justamente por conta de um negro, Pelé.
É o mais popular dos esportes, já uniu nações em batalhas, guerras em pleno andamento durante Copas do Mundo, dirimiram diversidades e uniram povos de todas as cores.
Não há pretos sujos no futebol, mas sim vencedores da vida que como pretos que são, ralaram muito mais do que brancos, sofreram muito mais do que aqueles para chegar onde Aranha chegou, a titularidade de um time do tamanho do Santos. Fugiram os mesmos da fome, da criminalidade, da violência, enfim, de tudo que um negro sofre sim neste país. Ouviram ofensas demais já por serem quem eram e pelo que são hoje, só que naquela época talvez isso não fosse tão importante, mas hoje é, e na minha opinião deve dar é cana e da severa para desta forma termos negros, brancos, amarelos, azuis e vermelhos, lado a lado, ou você que já foi a um jogo de futebol na hora do gol de seu time prestou atenção em que estava dando um abraço?
Respondo: Você sequer se recorda como ele era na maior parte das vezes que fez isso e em uma partida decisiva então, impossível.

Marcelo Ferla

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sábado, 19 de julho de 2014

Bolada no saco.



Essa Copa que recém terminou aqui em nosso país vai deixar saudades. Algumas coisas não, como o nosso desempenho na competição, outras sim, como as atuações incríveis dos goleiros das seleções que dominaram as belas jogadas da Copa.
Mas existem também aquelas coisas inexplicáveis, que ao vermos não entendemos como acontecem. Pois eu descobri.
Não é que a intervenção divina, tão comentada nas crônicas futebolísticas, realmente existe. Acha que não?
Então dê uma bela olhada em quem estava por lá durante o Mundial de 2014 aqui no Brasil e divirta-se.


Marcelo Ferla
fonte: Um Sábado Qualquer

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Bolada no saco.


Camisa "Alemengo" é hit em Berlim, mas torcida desconhece clube do Rio.
É um pássaro? É uma dança? Apesar dos alemães não saberem a origem do Flamengo, versão rubro-negra é a mais vendida e está praticamente esgotada
Por Cassio Barco
Berlim, Alemanha
Se você está buscando desafios, vá até o centro de Berlim, capital da Alemanha, e tente achar a camisa rubro-negra da seleção em uma loja. A missão é praticamente impossível.

A versão, com as cores vermelha e preta inspiradas no Flamengo, é sucesso de vendas na capital. Só foi possível encontrá-las nas principais lojas em tamanhos para crianças.
Após mais de uma hora procurando a camisa, nos maiores shoppings centers de Berlim, só encontramos uma, em tamanho regular para adultos. Era a última e na loja oficial do fabricante do manto da seleção alemã.

O preço é de 80 euros, aproximadamente R$ 240, enquanto a tradicional, branca, custa 55 euros, algo em torno de R$ 165. Mesmo assim, os comerciantes venderam mais da rubro-negra durante esta Copa do Mundo.
Em meio às zoações pelo placar de 7 a 1 sobre o Brasil, torcedores alemães festejam momento exibindo versão rubro-negra da camisa da Alemanha, hoje, paixão nacional na Europa (Foto: Cassio Barco)
Mas será que o povo alemão sabe a origem da inspiração desta camisa? Em uma rápida pesquisa pelo centro de Berlim, dá para avaliar que não.
- É aquele pássaro que fica em pé em uma perna só dentro da água? - perguntou um torcedor
- É a dança? - lembrou outro alemão.
Dos perguntados pela reportagem do GloboEsporte.com, apenas um respondeu certo. Mas depois revelou que buscou na internet enquanto um amigo era entrevistado, engraçadinho. Apesar de ser apaixonado por futebol, ele disse que não tem o costume de acompanhar o Campeonato Brasileiro.
- Eu só sei do Atlético Mineiro porque o Ronaldinho joga lá - confessa em seguida.
Alta procura faz preços dispararem nas lojas de material esportivo da Alemanha (Foto: Cassio Barco)
Então, por que a camisa é mais vendida do que a primeira? Segundo os lojistas, há dois motivos. Primeiro, o fator "diferente". Curiosamente, as camisas de visitante costumam vender mais que a principal por terem outras cores, como é o vermelho e preto nessa.

Assim como fora a versão verde ano passado.

A goleada diante do Brasil por 7 a 1, no Mineirão, é o segundo motivo. Os alemães vestiam essa camisa no jogo, e muitos torcedores correram para as lojas após a goleada para comprar a rubro-negra de recordação do que muitos consideram a melhor partida da história da seleção.
Modelo ficou ainda mais popular após a histórica goleada sobre o Brasil na semifinal da Copa (Foto: André Durão)
No domingo, a Alemanha decide a Copa do Mundo contra a Argentina, no Maracanã, considerada a casa do Flamengo.

No entanto, os germânicos não poderão prestar uma homenagem ao time carioca jogando com suas cores no Rio de Janeiro. Por determinação da FIFA, o uniforme utilizado será o principal, todo branco, enquanto os argentinos jogam de azul.
Marcelo Ferla
fonte: globoesporte.globo.com

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domingo, 13 de julho de 2014

Bolada no saco.


O meu amor por futebol não vai terminar.

Ajustes são precisos, ferimentos devem ser curados, palavras como renovação, estrutura nas bases, qualidade do futebol nacional, estádios cheios, honestidade, vontade de vencer, jogar pela camisa, atualização, qualidade, excelência, dedicação total, muito trabalho e coragem precisam ser usadas não só verbalmente, mas na prática E JÁ!!.

Mudem o futebol brasileiro, façam dele novamente o melhor do mundo pelo seu próprio bem, pelo seu time, pelo nossa seleção, por mim e por você.

Resgatem de forma atualizada, inteligente e eficiente o nosso futebol arte, porque se um dia já foi assim, basta que se empregue esforço e vontade para este futebol volte a ser o que foi hoje!!!







Marcelo Ferla

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sábado, 12 de julho de 2014

Bolada no saco.


Dos 23 alemães, só Klose não atuou em seleções de base. Na Argentina, são dez.
Pedro Venancio
  
Finalista da Copa do Mundo após humilhar o Brasil no Mineirão, a seleção alemã colhe os frutos de um trabalho consistente na formação de jogadores, que teve início após a Eurocopa de 2000. E os números mostram: dos 23 atletas convocados por Joachin Löw, apenas Miroslav Klose não passou por seleções de base. Justamente o mais velho do time, com 36 anos.
Entre os que mais se destacaram, estão Özil, Boateng, Hummels, Höwedes, Khedira e Neuer, integrantes do time campeão europeu sub-21. Mas não são apenas eles os representantes daquela equipe na Copa do Mundo. Há também Ashkan Dejagah, que optou por defender o Irã e esteve no Brasil.
Toni Kroos foi eleito o melhor jogador do Mundial Sub-17 em 2007, quando o Nationalelf chegou às semifinais. Há também Mario Götze, camisa 10 da Alemanha que conquistou o título europeu sub-17 ao lado do defensor Shkodran Mustafi. Philipp Lahm e Bastian Schweinsteiger, primeiros frutos desse mapeamento, atuam nas seleções de base do país desde a sub-16.
Em comparação com a Argentina, o número assusta: dos 23 jogadores convocados por Alejandro Sabella, dez jamais atuaram por seleções de base: Orión, Andújar, Campagnaro, Demichelis, Rojo, Basanta, Enzo Pérez, Augusto Fernández, Ricky Álvaarez e Palacio. O elenco argentino, porém, conta com oito titulares da equipe que foi campeã olímpica em Pequim, em 2008. Resquícios da última geração formada sob as diretrizes de José Pekerman e Hugo Tocalli, são eles Messi, Di María, Zabaletta, Romero, Garay, Lavezzi, Agüero e Mascherano.
No Brasil, os números são semelhantes aos da Argentina. Ao todo, oito jogadores não passaram por seleções de base. São eles Victor, Thiago Silva, Henrique, Dante, Paulinho, Bernard, Hulk e Fred.
Marcelo Ferla
fonte: Blogbasenabola/globoesporte.globo.com

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bolada no saco.


Neymar manda mensagem para refugiados da guerra na Síria.
Para quem acha Neymar marrento, metido, arrogante ou balaqueiro, como dizemos aqui no Rio Grande do Sul a cerca de uma pessoas que se acha o maior dos maiores, Neymar vem demonstrando vários atos de humildade e colaboração quando se refere ao contato com seus fãs. Eis ai mais um do craque.
  

Neymar se comoveu com o desejo de dois garotos refugiados, que pediram para que o jogador enviasse uma mensagem de paz para a Síria, país que vive uma sangrenta guerra. Os meninos se emocionaram com o vídeo. Veja:



Marcelo Ferla
fonte: porta R7

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Bolada no saco.


Nigeriano aproveita Copa do Mundo e faz apelo por meninas sequestradas.
Torcedor Bougha Arthur, da Nigéria, levou o cartaz durante o jogo de Irã x Nigéria, em Curitiba, para lembrar as 200 estudantes sequestradas em seu país.
Por Fernando Araújo
Bougha Arthur quer sensibilizar as pessoas ao drama as meninas (Foto: Fernando Araújo).
Em meio à festa da estreia de Irã e Nigéria na Copa do Mundo, em Curitiba,  na Arena da Baixada, nesta segunda, um protesto solitário chamou a atenção entre os torcedores. O nigeriano Bougha Arthur, da cidade de Port Harcourt, da Nigéria, levantava uma pequena faixa onde se lia em inglês Bring back our girls (Traga de volta nossas meninas) em referência às mais de 200 estudantes sequestradas pelo grupo terrorista nigeriano Boko Haram no mês de abril.
Bougha Arthur contou que não conhece nenhuma das meninas sequestradas, mas, assim como todo o país, está sensibilizado com a situação. Ele contou que achou importante fazer o protesto pela visibilidade que um evento como a Copa do Mundo atrai. 
- É uma oportunidade de mostrar para o mundo que nossas meninas ainda estão sequestradas. Aqui em um campo de futebol onde há união de raças, de povos, ideologias e crenças. As pessoas podem lembrar de nossas meninas, disse.
O nigeriano foi crítico em relação à atuação de órgãos como a Organização das Nações Unidas (ONU).

Recentemente, o embaixador de Uganda nas Nações Unidas, Mull Katende disse que a organização está comprometida "com uma diplomacia discreta, porque não quer que a informação chegue aos sequestradores das meninas", segundo a agência France Presse.
- Esperamos que as Nações Unidas se sensibilizem mais e ajudem a resolver a situação, completou Bougha Arthur.
As estudantes nigerianas estavam fazendo uma prova em escola de uma vila remota de Chibok quando homens armados cercaram a escola, colocaram 276 meninas em caminhões e as levaram, no dia 14 de abril. Pouco depois, 53 meninas conseguiram escapar, disseram as autoridades de Borno, que se localiza no epicentro da área de atuação da insurgência.
Marcelo Ferla
fonte: globo.com

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Bolada no saco.


Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo.
Roberto Amado
Os sintomas da Síndrome de Asperger trabalharam a seu favor.


Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.
Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.
É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute.

“Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”.
“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou. E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido. Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está  aliviado”.
A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. “É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda.

Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão”. Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. 

“Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. 

Mas também erram mais”, diz ele.
Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.
Também fora de campo, seu comportamento é revelador.

Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi.
“A começar pelas entrevistas: é  visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo”, diz Giselle. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: “ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho”.
Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas:  “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais”.
Segundo Giselle, Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. “Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outra aspecto que se assemelha muito a meu filho”.
Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. “Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande”, diz ela.
A ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue — mas arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos.

“Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada.

Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível”, diz ela.
Marcelo Ferla

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terça-feira, 24 de junho de 2014

Bolada no saco.



Bolada no saco
Estou aqui de volta. Acharam que eu tinha abandonado a causa, mas, independente de todos os problemas, mesas redondas, críticas ferrenhas e tudo o mais cá estou eu para falar da Seleção Brasileira e de sua estreia.
Vamos nessa.
Brasil X Croácia


Texto – 14/06/2014.
No início do jogo não poderíamos ter uma situação mais clara do que viria a ser um dos grandes problemas da seleção até agora, a lateral direita. Daniel Alves perde uma bola lá na frente ao se lançar ao ataque, Paulinho na cobertura não alcança a bola e abre a avenida pela direita da defesa brasileira, Thiago Silva sai na cobertura, o cruzamento passa por ele e pimba, Croácia 1 X 0 com um gol contra de Marcelo, nada, mais nada poderia ser pior, nada poderia ser mais torto estrategicamente, mais ansioso, mais pavoroso, mais desengonçado.
Uma das coisas que chamou atenção a primeira vista e que acompanha a seleção até o presente momento é que o pedido feito pelos jogadores e imprensa esportiva de que a torcida não vaiasse a equipe quando esta estivesse em situações difíceis teve logo de cara sua prova de fogo, e ocorreu, o time brasileiro, assim como a torcida não se abateram e o time passou a se reerguer, enquanto a torcida, todos juntos, pegaram o time no colo e levantaram este o levando para cima do adversário.
Outra coisa que chamou atenção, mas que não era tanta novidade foi a apatia de Paulinho, que não conseguia cumprir sua função, não marcava, não desarmava e não conduzia a bola subindo para apoiar o meio de campo e ataque, assim também não distribuía.
E ai ocorreu algo que não deveria, a princípio, funcionar assim, mas que deu certo. Em duas divididas de bola Oscar que voltava constantemente para apoiar a marcação falha no meio de campo divide bola com o adversário, recupera esta parcialmente, tromba de novo, recupera de vez e consegue passar a bola para Neymar que carrega esta até a entrada da área ajeita para o lado esquerdo e dispara, era o primeiro gol do Brasil que chegava ao empate, mesmo que através de jogada inesperada, eis que Oscar combatia mais que Paulinho.
O jogo continuava duro e Oscar aparecia cada vez mais salvando todo o lado direito com as péssimas atuações por ali de Paulinho e Daniel Alves que não se encontravam no jogo. E foi ai, justamente em jogada pela direita, que Oscar olha e cruza a bola para o meio da área e Fred de costas para o gol e marcado pelo defensor croata domina cai. Pênalti para o Brasil, visto tão somente pelo juiz, ufa, mesmo não o sendo este marca a favor do Brasil.
Neymar, o líder maior de nossa seleção coloca a bola na marca da cal e bate no canto direito do goleiro que quase pega. Tínhamos virado o jogo, 2 X 0 Brasil.
O jogo continuava difícil, a quantidade de erros de passes de Paulinho era muito grande, o volante da seleção estava perdido. A lateral direita tão pouco funcionava o que fazia com que o Brasil concentrasse seu jogo do lado esquerdo com Neymar ou pelo meio o que sobrecarregava Oscar que caia para os dois lados do campo.
Mesmo assim, em mais uma dividida de Oscar, este se atrapalha com o croata, Ramires que entrara no lugar de Paulinho divide forte com outro adversário, a bola sobra de novo para Oscar que conduz a bola até a entrada da área croata gastando o último gás na reserva de seus pulmões e, mesmo estando entre dois marcadores este os enfrenta e de fora da área dá de bico, marcando o terceiro do Brasil. Tínhamos estreado, mal, mas estreado.

Várias foram as dificuldades que o Brasil enfrentou.

A primeira delas e que ficou evidente em boa parte do time brasileiro se deu em relação a ansiedade descontrolada da equipe, assim como a falta de preparo físico, o que preocupa para os demais jogos do grupo A.

Segundo, Paulinho e Daniel Alves não vem, desde o amistoso contra a Sérvia mostrando capacidade de serem titulares, prova disto se dá com a entrada de Maicon no lugar de Daniel Alves e, como já explicamos e em sendo o caso, Ramires, Fernandinho ou Hernanes no lugar de Paulinho conforme o jogo se apresentar.
Terceiro, o meio de campo do Brasil é carente de armação e criatividade, o que preocupa, eis que Neymar não pode fazer tudo sozinho, Fred acaba desaparecendo e ficando isolado na frente e questões como a sobra da segunda bola, apoio efetivo dos laterais, toque de bola, aproximação do 2° volante, etc não acontecem deixando a seleção limitada de opções de jogadas no ataque.

O jogo fica objetivo demais.
Esperamos que Felipão não seja justamente neste momento teimoso e veja o que está ocorrendo, ou seja, a melhora que ocorrera com as substituições feitas, principalmente, as do meio de campo e lateral direita dando assim, mais versatilidade ao time e menos sofrimento ao grupo como um todo.
Marcelo Ferla
        
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