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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Samarco pagou só 1% do valor de multas ambientais por tragédia de Mariana


Samarco pagou só 1% do valor de multas ambientais por tragédia de Mariana
Ibama e governos de MG e ES aplicaram 68 multas, que totalizam 552 milhões de reais
Apenas a entrada de uma, parcelada em 59 vezes, foi paga. Empresa recorre das outras
TALITA BEDINELLI
Foto de outubro de 2016 mostra a reconstrução da barragem. YASUYOSHI CHIBA AFP
A tragédia de Mariana, que deixou 19 mortos e um rastro de lama e destruição ao longo de 600 quilômetros entre Minas Gerais e Espírito Santo, completará dois anos em novembro. 
Mas, até agora, as principais multas impostas pelos órgãos ambientais dos governos federal e dos dois Estados afetados à mineradora Samarco, dona da barragem que se rompeu, ainda não foram pagas. 
Das 68 penalidades, que totalizam quase 552 milhões de reais, 67 estão em fase de recurso. 
Apenas uma, parcelada em 59 vezes, começou a ser quitada: o valor corresponde a 1% do total.
Levantamento do EL PAÍS junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) aponta que o órgão federal aplicou 24 autos de infração à mineradora por motivos ligados ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. 
A Samarco recorreu de todos: 22 ainda estão na primeira instância administrativa do órgão e outros dois na segunda; se perder nas duas instâncias, a empresa ainda pode recorrer à Justiça, somando suas penalidades à longa lista de multas do Ibama ainda não pagas devido ao grande número de recursos disponíveis.
Segundo o Ibama, o total de penalidades aplicadas pelo órgão federal à Samarco totaliza 344,85 milhões de reais. 
A última delas é de fevereiro deste ano, com data de vencimento em março, segundo o auto de infração, que explica que a penalidade se deve ao fato de a mineradora deixar de atender a exigências legais após ser notificada pelas autoridades. 
Foi a quarta multa aplicada em 2017 relacionada ao rompimento da barragem, por situações que incluem, por exemplo, a entrega em desconformidade do que foi fixado pelo Ibama em um programa de busca e resgate de fauna afetada pela lama.
A situação não é diferente nos órgãos ambientais estaduais, que aplicam sanções adicionais às do Ibama. 
Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) de Minas Gerais apontam que desde o desastre foram aplicadas 38 multas à mineradora, totalizando 205,86 milhões de reais. 
Destas, 37 estão em fase de recurso. 
Só uma, a primeira, aplicada logo em novembro de 2015 e chamada pelo órgão de "multão" por se referir ao rompimento da barragem em si, começou a ser paga. 
O valor original era de 112,7 milhões, que acabou atualizado para 127,6 milhões. 
A Samarco parcelou a dívida em uma entrada de 6,38 milhões —o único valor pago do total das multas aplicadas pelos dois órgãos até agora— e outras 59 parcelas que, em média, custarão dois milhões de reais cada. 
Apenas para efeito de comparação, o lucro líquido de uma das donas da mineradora, a Vale, foi de 7,89 bilhões de reais nos três primeiros meses deste ano, um valor 25% maior que o mesmo período de 2016.
No Espírito Santo, todas as seis multas aplicadas pelo Governo estão em fase de recurso. 
Elas totalizam cerca de 1,25 milhão de reais, segundo o secretário de Meio Ambiente, Aladim Cerqueira. "Nenhuma até agora foi paga. 
A empresa entrou com recurso. Essa questão dos prazos [para o pagamento de multas] é algo estrutural, de muito tempo. 
Reconhecemos que temos que melhorar o sistema e estamos investindo nisso", afirma ele, que aponta processos na secretaria que estão tramitando há cinco anos. 
Ele ressalta, entretanto, que apesar da demora, as empresas multadas costumam sanar a situação flagrada. 
No caso da Samarco, ressalta ele, foi feito um acordo para que sejam implementados programas para diminuir os danos provocados.
A Samarco afirma que recorre das multas por entender que "há aspectos técnicos e jurídicos nas decisões que precisam ser reavaliados e, por isso, aguarda a decisão administrativa das defesas apresentadas". 
A empresa afirmou, ainda, que em 2016 aplicou dois bilhões de reais nas ações de reparação e compensação assumidas em um Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC), firmado em 2016 com os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo. 
"Outros investimentos continuam sendo feitos pela Fundação Renova, entidade sem fins lucrativos que assumiu em agosto de 2016 a responsabilidade de implementar todos os programas do TTAC".
Morosidade das punições
O não pagamento das multas é mais um exemplo de como o desastre tem sido punido a passos lentos. 
O processo criminal, que pode levar para a cadeia diretores da Samarco e de suas proprietárias, a Vale e a BHP Biliton, foi paralisado pela Justiça federal, para a análise de um pedido da defesa que argumenta que houve o uso de provas ilegais no processo. 
Segundo o juiz do caso, que deferiu a suspensão, as alegações da defesa, se comprovadas, podem acabar por cancelar o processo, levando-o à estaca zero. 
A ação criminal julga a denúncia do Ministério Público Federal, que acusou a Samarco, a Vale, a BHP Billiton e 21 diretores das três empresas por suspeita de homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), inundação, desabamento, lesões corporais graves e crimes ambientais em decorrência da tragédia.
Dois destes diretores — o ex-presidente da Samarco Ricardo Vescovi e o ex-diretor de operações da mineradora Kleber Terra— alegaram à Justiça que a investigação usou informações de grampos telefônicos coletadas fora do período autorizado pela Justiça. 
O processo está suspenso até que as companhias telefônicas informem o período exato de coleta das informações. 
O procurador-geral da República Eduardo Aguiar nega que os grampos duraram para além do prazo autorizado e diz que a confusão de datas pode se dever à demora na notificação da Justiça às companhias telefônicas para o início da interceptação telefônica, cujo prazo de vigência é de 15 dias.
Aguiar é um dos oito procuradores da força-tarefa montada pelo MPF para investigar o desastre da barragem de Fundão. 
Eles também são responsáveis pela ação civil pública movida contra a empresa, que pode gerar um ressarcimento estimado em 155 bilhões em compensações. 
Ela também está parada para a confecção dos termos do acordo, planejado para sair em outubro, véspera do segundo aniversário da tragédia —ele é negociado há pelo menos um ano.
Também foram temporariamente suspensas na Justiça comum de Minas Gerais, em julho, milhares de ações judiciais contra a Samarco de pessoas que afirmam terem sido afetadas pelo rompimento da barragem para que o Judiciário analise um pedido da empresa. 
A mineradora quer que a Justiça aplique uma medida chamada de Incidente de Demanda Repetitiva nos processos, o que faria com que todas as causas tenham a mesma solução, independentemente da demanda. 
Segundo afirmou ao site G1 a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Governador Valadares, onde estão 50.000 processos parados, a medida já foi adotada no Espírito Santo e o valor estabelecido para as indenizações foi de 1.000 reais. 
A Samarco afirma que não vai comentar sobre as ações na Justiça.

post: Marcelo Ferla
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

"CORREIOS: A PIOR DAS ESTATAIS BRASILEIRAS"


"CORREIOS: A PIOR DAS ESTATAIS BRASILEIRAS"



"Por Luan Sperandio, publicado pelo Instituto Liberal

A União possui 151 estatais. Ao todo, elas tiveram receitas de R$ 89 bilhões e despesas de R$ 122 bilhões nos últimos 5 anos; isto é: um prejuízo da ordem de 33 bilhões de reais.
A despeito da forte concorrência, os Correios se destacam como a pior entre todas elas. Isso mesmo diante do fato de que parte do portfólio de serviços prestados pela estatal detém monopólio legal. 
Como é inerente às estatais, resta ausente um sistema de incentivos adequado, que estimule a produtividade.
Os Correios são uma empresa completamente inchada. 
A influência política é tão alta que atualmente todos os 25 cargos de direção da empresa são ocupadas por indicados políticos: 1 presidente, 8 vices e 16 assessores, tendo cerca de 700 cargos reservados apenas para sindicalistas. 
Todas as 8 vice-presidências dos Correios são ocupadas por apadrinhados do PDT, PSD, PTB e PMDB. 
É a mais politizada de todas as estatais. 
O próprio presidente Guilherme Campos, ex-Deputado Federal pelo DEM, integra essa politização: ele foi presidente do PSD, mesmo partido de Gilberto Kassab, que, como ministro das Comunicações, nomeou-o como presidente dos Correios. 
Questionado, ele admitiu que, para retirada de tamanha politização da empresa, apenas com a sua privatização.
Vale lembrar os diversos escândalos de corrupção em que a empresa envolveu-se. 
O próprio Mensalão foi descoberto em decorrência da estatal, a partir de um vídeo que mostrava um ex-funcionário do Correios negociando propina com um empresário e mencionando o aval do então Deputado Federal Roberto Jefferson. 
A partir daí foi criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as denúncias iniciais, e o país veio abaixo com o esquema de compra de apoio parlamentar por parte do Partido dos Trabalhadores."

"Mais recentemente, houve o escândalo do Fundo de Pensões dos Correios, o Postalis, que registrou R$ 7 bilhões em prejuízos. 
Boa parte disso foi por causa de investimentos fraudulentos, negligentes e em desacordo com a própria política interna de investimentos do fundo.
Não para por aí: além das frequentes greves com pedidos de reajustes salariais, os atrasos e perdas de itens são rotineiros. 
Tudo isso custa muito não apenas à União, mas aos consumidores, sendo que boa parte deles são empresas que dependem da companhia para entregar e/ou receber seus produtos.
Não à toa que entre 2012 e 2017 foram registrados R$ 4,4 bilhões em prejuízo na estatal. 
Entre 2000 e 2017, os Correios apenas conseguiram fechar as contas anuais com lucro em apenas 5 oportunidades. 
Diante do dramático quadro da empresa, diversas medidas estão sendo tomadas pela presidência da companhia.
Houve o fechamento de mais de 500 agências pelo país, entre as mais de 6 mil existentes. 
Houve ainda a demissão de 5 mil funcionários, entre os mais de 100 mil empregados pela empresa. 
Vale salientar que o Correios trata-se da maior empregadora do país.
Além disso, recentemente houve um polêmico aumento do preço do frete para o comércio online. 
À época, o Mercado Livre conseguiu uma liminar impedindo o reajuste, mas ela acabou sendo derrubada, e os valores das entregas das encomendas restaram mais caros.
Outra mudança na política da estatal para com seus consumidores – que, na prática, sem liberdade de escolha são algemados aos Correios – foi na política de indenização. 
Eles reduziram drasticamente o preço pago pelas falhas da empresa, dificultando mais ainda a vida de lojistas dependentes da empresa para entregar suas encomendas.
E, para ajudar a cobrir o caixa da empresa, foi criada uma nova taxa para as encomendas internacionais em R$ 15. 
Esse valor se dá independentemente de peso, tamanho ou quaisquer outras características do pedido, sendo cobrado de todos os produtos. 
Estima-se que com a medida a estatal fature mais R$ 90 milhões mensais, já que diariamente recebe entre 100 e 300 mil encomendas internacionais por dia. 
Isto é, mais de 1 bilhão de reais por ano. 
Diante da nova taxa, o PROCON do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar um possível abuso por parte da empresa pública.
Não há quaisquer justificativas para tamanha arbitrariedade, exceto pelo fato de que os Correios podem aplicar esta medida. 
E elas continuarão acontecendo porque boa parte dos brasileiros se recusa a apoiar a privatização dos Correios e a completa liberalização desse mercado.
Uma solução seria a quebra do monopólio e a privatização da empresa. 
A União Postal Universal, por exemplo, é composta por 192 países. 
Destes, 56 já quebraram o monopólio. 
Há 18 países que possuem uma estatal de capital misto ou mercado totalmente privado. 
Um dos principais argumentos contrários à medida é que o mercado privado “não vai querer atuar em áreas afastadas e pouco rentáveis”. 
No entanto, o próprio mercado já trouxe solução para esse problema: países europeus criaram um fundo que compensa as perdas nessas regiões. 
Outra saída seria uma abertura gradual no mercado, atraindo competição aos poucos. 
De toda sorte, manter o status quo é persistir no erro."

post: Marcelo Ferla
fonte: 

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Viúva de Marielle conta que foi perseguida e ameaçada de morte



Viúva de Marielle conta que foi perseguida e ameaçada de morte

Após ter encaminhado pedido de proteção à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), a arquiteta Mônica Benício, viúva da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), confirmou hoje (6), durante quase três horas de depoimento na polícia, que há quatro meses sofre ameaças –- pessoalmente e também pela internet. 
O depoimento foi prestado na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Após depoimento de quase 3 horas, Mônica Benício conversa com jornalistas – Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Mônica foi ouvida pelo delegado titular, Giniton Lages. 
A arquiteta contou que, em dois momentos diferentes, foi acompanhada por um carro em situação estranha e que também foi alvo de constrangimento na rua. 
Em um desses momentos, Mônica disse que um homem repetiu que ela estava “falando demais” e “precisava ter cuidado para não morrer”.

A arquiteta revelou ainda que recebeu mensagens raivosas em seu perfil na rede social Twitter.  
Ao deixar a delegacia, Mônica afirmou que, inicialmente, não pretende pedir para ser incluída no programa de proteção a testemunhas, mas Lages disse que há disposição para dar mais segurança a ela.
À Agência Brasil, o delegado afirmou que está à disposição para prestar segurança à viúva da vereadora.

Soluções
Mônica informou que, ao longo desta semana, pretende buscar alternativas para evitar o incômodo em que vive há quatro meses. 
“Isso tem que ser negociado ainda, porque precisam ser apresentadas algumas soluções. 
Tudo isso vai ser discutido e não tenho muitas informações.”
Por motivo de segurança, a arquiteta disse que não poderia fornecer detalhes do depoimento na polícia. 
Porém, demonstrou tranquilidade a partir do pedido feito à Corte da OEA. 
“Isso significa que a OEA cobra do Estado brasileiro que garanta minha segurança e proteção para que eu continue exercendo o trabalho de defensora dos direitos humanos, porque eu venho ocupando, cada vez mais, os espaços de fala que eram de Marielle.”
Para Mônica, a iniciativa da OEA, de atender a seu pedido, é uma demonstração de que o caso Marielle faz parte das prioridades do Estado. 
A vereadora foi assassinada em 14 de março deste ano, na região central do Rio de Janeiro, ao lado do motorista Anderson Pedro Gomes, mas o crime ainda é objeto de investigação e aguarda desfecho.
Para a arquiteta, a morte da vereadora foi um crime politico, e esta foi a razão de não ter procurado a Secretaria de Segurança do Rio para assegurar a sua vida. 
“Eu estaria pedindo ajuda e proteção ao Estado que matou a Marielle, então, pedi direto à OEA”, explicou.
À Agência Brasil, a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro informou que não vai comentar o assunto.

150 dias
Mônica Benício ressaltou que, no próximo sábado (11), a morte de Marielle Franco completará 150 dias e lamentou que, depois de quase cinco meses, não há informação sobre suspeitos. 
“Acredito que o trabalho da polícia esteja sendo feito efetivamente. 
Foi um crime sofisticado e infelizmente bem executado, em que houve poucos erros – daí a dificuldade de chegar a uma solução.”
Em seguida, a viúva de Marielle disse que é importante ter paciência porque não se procura qualquer solução: “A gente não quer, qualquer solução. 
Por ser um crime político, um crime de poder, que envolve pessoas muito poderosas por trás disso. 
Então, tem que ser bem resolvido”, afirmou.

post: Marcelo Ferla
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No TRF-4, PT insiste para que Lula participe do debate da TV Bandeirantes



No TRF-4, PT insiste para que Lula participe do debate da TV Bandeirantes
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de abril de 2018 (Crédito: AFP/Arquivos)
Os advogados da campanha petista entraram nesta quarta-feira, 8, com um recurso contra a decisão da juíza Bianca Arenhart, do Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF-4), que negou o pedido para que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva participe do debate eleitoral desta quinta-feira, na TV Bandeirantes.
No mandado de segurança, a equipe do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão disse que a execução provisória da pena “não pode ter o condão de lhe cassar ou suspender os direitos políticos, ou mesmo sua liberdade de expressão e de comunicação” do petista, que foi aclamado candidato do partido na convenção nacional, em 4 de agosto.
Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex do Guarujá e está preso desde abril em Curitiba.
Na segunda-feira, 6, ao negar o pedido da defesa de Lula, a juíza Bianca alegou questões processuais e disse entender que o PT não tem legitimidade para fazer o pedido em nome do ex-presidente.
O recurso foi encaminhado ao presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores. 
No pedido, os advogados insistem que Lula participe do debate, nem que seja através de vídeos gravados previamente do local onde se encontra, a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

post: Marcelo Ferla
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Gilmar Mendes liberta três executivos presos na Operação Ressonância


Gilmar Mendes liberta três executivos presos na Operação Ressonância

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar três investigados na Operação Ressonância, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, incluindo Daurio Speranzini Júnior, o presidente-executivo para a América Latina da divisão de saúde da multinacional GE à época em que foi preso.

Speranzini e os executivos Miguel Iskin, da empresa Oscar Iskin, e seu sócio, Gustavo Stellita, estavam presos desde 4 de julho, por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Todos são investigados por participar de esquema de fraudes em licitações na Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, entre os anos de 1996 e 2017, para o fornecimento de equipamentos para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), cuja sede fica na capital fluminense.
À época dos supostos crimes, Speranzini Júnior era presidente-executivo da divisão de saúde da Phillips. 
Para justificar sua prisão preventiva, o MPF disse ter encontrado, em uma diligência de busca e apreensão na casa dele, um dossiê contra Israel Masiero, ex-funcionário da Phillips e delator do esquema. 
Isso indicaria que o executivo, caso solto, pretendia atrapalhar as investigações, argumentaram os procuradores.
A defesa recorreu ao Tribunal Regional Federal a 2ª Região (TRF2) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem sucesso, antes de ir ao STF, onde Gilmar Mendes acolheu as argumentações dos advogados e considerou haver “constrangimento ilegal manifesto” na prisão.
Ao soltar o executivo, Mendes considerou que Bretas não demonstrou de forma suficiente como o investigado poderia continuar a cometer crimes, uma vez que já mudou de emprego.
“Ora, se a Philips é a investigada, e o paciente não é mais seu CEO [presidente-executivo], não ficou demonstrado, no decreto de prisão, como o paciente conseguiria dar continuidade, até os dias atuais, às supostas irregularidades praticadas no âmbito da empresa da qual já se retirou”, escreveu o ministro.
No caso dos outros dois executivos, Gilmar Mendes considerou igualmente não haver argumentação suficiente para justificar os decretos de prisão preventiva.

post: Marcelo Ferla
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Fachin aceita desistência de Lula em pedido de liberdade


Fachin aceita desistência de Lula em pedido de liberdade

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou (aceitou) nesta quarta-feira, 8, a desistência da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Lava Jato, no processo que discutiria o pedido de liberdade e possivelmente a condição de Lula para disputar a presidência da República. 
Lula foi lançado como candidato do PT no sábado, 4.

O movimento de desistência da defesa de Lula foi feito na segunda-feira, 6, após sinalizações de ministros da Corte de que era importante dar celeridade ao caso. 
Com a desistência, os advogados colocam em prática a estratégia de evitar que a Suprema Corte discuta sobre a questão de inelegibilidade antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o registro de candidatura é feito.
Na petição, a defesa de Lula afirmava que nunca procurou, neste processo, debater sobre o aspecto eleitoral, apenas sobre a execução da pena do petista, condenado em segunda instância. 
Lula teve a pena confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), situação que enquadra o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa.


Imbróglio
O processo em questão foi apresentado no início de junho para que a Corte suspendesse os efeitos da condenação de Lula no caso do triplex no Guarujá. 
O imbróglio jurídico começou no mesmo mês, quando o TRF-4 negou ao petista a possibilidade de recorrer ao STF, não admitindo o chamado recurso extraordinário. 
Diante disso, Fachin, no mesmo dia, barrou a petição do ex-presidente para suspender os efeitos de sua condenação, que estava previsto originalmente para ser julgado pela Segunda Turma.
Contra essa decisão, a defesa de Lula entrou com recurso (agravo). 
Foi esse pedido, para que a Corte julgue os pedidos de suspensão da condenação, que Fachin enviou ao plenário, retirando o caso da Segunda Turma. 
O ministro, relator da Lava Jato, justificou o envio ao colegiado dos 11 ministros, em função do processo tratar, além de outras questões, sobre as pretensões eleitorais de Lula.
Na petição inicial, a defesa de Lula fala que o ex-presidente tem sérios riscos de ficar de fora da corrida ao Planalto e ter seus “direitos políticos indevidamente cerceados, o que, em vista do processo eleitoral em curso, mostra-se gravíssimo e irreversível”.
Fachin já havia liberado o recurso para ser julgado pelo plenário quando a defesa do ex-presidente entrou com novo recurso, desta vez contra o envio do caso ao plenário.
Segundo a defesa, os advogados não teriam pedido que a questão eleitoral fosse discutida pelo STF. 
Com isso, o ministro pediu esclarecimentos aos defensores do petista antes do final do recesso. 
Foi essa resposta que chegou nesta segunda à Suprema Corte, dentro do pedido de desistência, homologado por Fachin nesta quarta.
A estratégia do PT é registrar no último dia do prazo, 15 de agosto, o pedido de candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral. 
Assim, a questão eleitoral teria de ser respondido pela Corte Eleitoral e somente depois um recurso poderia ser apresentado ao Supremo, em provável negativa do TSE.
O petista foi condenado, em segunda instância, por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá e está preso desde abril na Superintendência da PF de Curitiba (PR). 
A pena foi ampliada para 12 anos e 1 mês pelo TRF-4.

post: Marcelo Ferla
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terça-feira, 31 de julho de 2018

Paes anuncia candidatura ao governo do Rio


Paes anuncia candidatura ao governo do Rio
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes
Estadão Conteúdo
Após meses de ensaio, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) anunciou nesta quinta-feira, 26, que será candidato ao governo do Estado do Rio em outubro. 
Ainda não está definido quem será candidato a vice em sua chapa, e Paes não quis falar sobre alianças – segundo ele, elas serão tratadas por Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados e principal liderança do DEM no Rio. 
Paes também afirmou que não deve apoiar um candidato a presidente, já que provavelmente sua coligação estadual reunirá partidos com vários candidatos a presidente.
Paes confirmou a candidatura ao governo após se reunir com o general Braga Netto, interventor federal na segurança pública do Estado do Rio, na sede do Comando Militar do Leste, no centro do Rio. 
“Já conhecia o general, que durante a Olimpíada trabalhou em Deodoro [bairro que concentrou um dos polos esportivos da Rio-2016]. 
A segurança pública é uma questão fundamental, então quis conversar com ele sobre a situação atual”, disse Paes, para quem é improvável que a intervenção federal, prevista para terminar em 31 de dezembro próximo, seja estendida ao longo de 2019.
Ele negou que tenha constrangimento ao fazer campanha em Maricá – município do Estado do Rio que o então prefeito Paes menosprezou, numa conversa telefônica com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgada como parte de uma investigação da Polícia Federal: “Inclusive é a única cidade onde eu já estive [fazendo pré-campanha]. 
Não tem problema não”, afirmou.
Paes disse ainda que não teria constrangimento em receber apoio do MDB, seu ex-partido: 
“Quem vai decidir é o Rodrigo [Maia], mas os partidos são compostos por pessoas. No MDB tem Jarbas Vasconcelos, assim como no PT tem Tarso Genro. 
Meu CPF é único, não se confunde com [os documentos] daqueles que erraram”.
Nota de rodapé do blog: a cara de pau dos políticos em nosso país parece que realmente não tem limites. 

post: Marcelo Ferla
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Brasil tem mais de 800 casos de sarampo confirmados


Brasil tem mais de 800 casos de sarampo confirmados

O Ministério da Saúde anunciou na manhã desta terça-feira, 31, que o número de casos confirmados de sarampo no País em 2018 chegou a 822. 
Balanço do último dia 18 indicava 667 ocorrências. 
Foram registrados cinco óbitos e o Estado do Amazonas lidera o número de casos (519).
O balanço foi apresentado pelo ministro Gilberto Occhi durante o lançamento da a Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e a poliomielite. 
O mutirão tem como foco crianças com mais de 1 ano e menores de 5 anos e vai ocorrer entre os dias 6 e 31 de agosto. 
A meta é vacinar mais de 11,2 milhões de crianças em todo o País.
“Os casos de sarampo e de pólio foram banidos das doenças existentes no País há alguns anos e (houve) a queda da cobertura vacinal. 
As possíveis causas da queda são o sucesso da vacina, que faz com que as doenças desapareçam, o desconhecimento individual sobre o benefício da vacina e o horário de funcionamento das unidades de vacinação, que é incompatível com as atividades das famílias. 
O quarto item são as notícias falsas. 
No Brasil, temos 822 casos de contaminação por sarampo e não podemos deixar que ocorra uma contaminação maior por essa doença. 
Já foram confirmados cinco óbitos”, diz o ministro. 
Não foram registrados casos nos anos de 2016 e 2017 no Brasil.
No País, há ainda 3.831 casos de sarampo em investigação. 
Não são registrados casos de poliomielite no Brasil desde 1989. 
“Na pólio, no mundo inteiro, estamos identificando três países que ainda têm a doença: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. 
Não temos a identificação da circulação da pólio no Brasil, mas temos baixa cobertura vacinal.
Vacinar é importante”, afirmou Occhi. 
A meta é imunizar 95% do público-alvo da campanha.
Durante a apresentação, Occhi mostrou que, em 2011, a cobertura da vacina contra a poliomielite era de 101,3% e caiu para 78,4% em 2017. 
No caso da primeira dose da vacina contra o sarampo, passou de 102,3% (2011) para 85,2% (2017). 
A segunda dose passou de 92,8% (2014) para 69,9% (2017).
Mesmo crianças que já tomaram as doses das vacinas contra sarampo e poliomielite vão precisar participar da ação. 
“É o momento de chamar todas as crianças, criar uma barreira sanitária e corrigir possíveis falhas vacinais, porque as crianças podem não responder ao esquema e dar um reforço adicional corrige essas falhas. 
Não tem um risco de a criança ficar sobrecarregada”, explica Carla Domingues, coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Segundo Carla, não existe um intervalo mínimo entre as doses da vacina contra a poliomielite. 
No caso do sarampo, não deve tomar a vacina quem recebeu o imunizante nos últimos 30 dias. 
A segunda dose da vacina contra o sarampo deve ser tomada seguindo a rotina de imunização, com um intervalo de três meses entre as doses.
O investimento para a campanha foi de R$ 160,7 milhões para a aquisição de 28,3 milhões de doses das vacinas.
O esquema vacinal para poliomielite é composto por três doses administradas aos 2, 4 e 6 meses, sendo necessários dois reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade. 
Já a imunização contra o sarampo é feita por meio da vacina tríplice viral, que protege também contra rubéola e caxumba. 
O esquema vacinal é de uma dose aos 12 meses, com um reforço aos 15 meses.
No Estado de São Paulo, a Secretaria Estadual da Saúde vai antecipar o início da campanha de vacinação para o próximo sábado, 4. 
A pasta afirmou, em nota, que o objetivo é “facilitar que os pais e os responsáveis levem as crianças aos postos de saúde”. 
No dia, cerca de 4 mil postos de imunização fixos e outros 300 volantes estarão abertos.

Alerta
Em junho, o Ministério da Saúde fez um alerta sobre o risco de retorno da poliomielite em ao menos 312 cidades brasileiras, das quais 44 estão no Estado de São Paulo, com base na baixa cobertura vacinal registrada nesses locais – que não chegou a 50%, quando a meta é 95%. 
Em 2017, pelo menos 800 mil crianças estavam sem o esquema completo de vacinação, composto por três doses do imunizante.
Dados divulgados pelo Unicef e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as taxas de vacinação aumentam no mundo, mas caem no Brasil há três anos.

post: Marcelo Ferla
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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Facebook derruba rede de fake news usada pelo MBL


Facebook derruba rede de fake news usada pelo MBL
Rede Social retirou 196 páginas e 87 contas do ar; movimento fala em 'censura'
POR DANIEL SALGADO / MARCO GRILLO
Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre - Facebook / Reprodução
RIO — O Facebook retirou do ar uma série de páginas e usuários que eram usados pelo movimento Movimento Brasil Livre (MBL) para disseminar conteúdo que incluia notícias falsas, como os perfis Jornalivre, Brasil 200 e O Diário Nacional. 
De acordo com a empresa, 196 páginas e 87 contas foram removidas com base no código de autenticidade da rede, porque "escondiam das pessoas a natureza e origem de seu conteúdo" e tinham o propósito de gerar "divisão e espalhar desinformação".
Essa não é a primeira ação da rede contra o MBL. 
Como revelado no início do ano pelo GLOBO, o Facebook já havia derrubado um aplicativo utilizado pelo movimento para disparar conteúdo automaticamente em centenas de páginas, mas essa foi a primeira vez que uma ação desse tamanho ocorreu no Brasil.
De com acordo com o Facebook a ação é parte de uma série de esforços da empresa para reprimir perfis enganosos antes das eleições de outubro. 
Como revelado pela Reuters, a rede de páginas era administrada por membros importantes do MBL, movimento que ganhou destaque por liderar protestos em 2016 a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff com um estilo agressivo de política online que ajudou a polarizar o debate no Brasil.
— A minha hipótese é que, diferente de 2014, o ecossistema de páginas com viés político partidário hoje é muito maior. 
Será uma eleição em que as páginas também tem como característica não só o discurso ideológico, o que não é um problema em si, mas também uma pretensão noticiosa travestida em linguagem jornalística. 
Parte dessa estrutura foi desmantelada com a ação do Facebook, que demonstra que elas serão alvo da rede — explica Fábio Malini, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Entre os membros do MBL que tiveram páginas derrubadas estão Renato Battista, coordenador do movimento, Thomaz Barbosa, coordenador do MBL no Vale do Paraíba, e Renan Santos, um dos fundadores do grupo.
As páginas desativadas, algumas com meio milhão de seguidores, variavam de notícias sensacionalistas a temas políticos, com uma abordagem conservadora, com nomes como Jornalivre, Movimento Espartano, Canal Mais Vistas e O Diário Nacional. 
A página do movimento Brasil 200, idealizado pelo empresário e político Flavio Rocha, também foi derrubada.
— Uma ação desse tamanho não existia antes e é surpreendente. 
Não se sabia dessa movimentação. Nós só tinhamos conhecimento de cerca de 20 delas. 
Ao que tudo indica, se tratou de uma ação coordenada do Facebook para cortar essas páginas, que muito provavelmente estavam sendo criadas para as eleições — explica Pablo Ortellado, professor e pesquisador do Monitor do Debate Público no Meio Digital da USP.
O esquema era feito através de perfis verdadeiros, que por sua vez eram utilizados para criar uma série de usuários falsos. 
Esses usuários, então, criavam e administravam as páginas que foram derrubadas.
Em suas diretrizes de autenticidade, o Facebook diz que é proibido "comportamento não autêntico", que inclui criar, gerenciar ou perpetuar contas falsas ou contas com nomes falsos. 
Além disso, também é proibido o uso de contas que "participam de comportamentos não autênticos coordenados, ou seja, em que múltiplas contas trabalham em conjunto com a finalidade de enganar as pessoas sobre a origem do conteúdo"; "enganar as pessoas sobre o destino dos links externos"; "enganar as pessoas na tentativa de incentivar compartilhamentos, curtidas ou cliques"; "enganar as pessoas para ocultar ou permitir a violação de outras políticas de acordo com os Padrões da Comunidade".
— Se trata de um ecossistema. Esse conteúdo falso ou de ódio não é compartilhado apenas pelo MBL. 
É feita uma rede de páginas, pensada como engenharia da informação, que gera alcance em diferentes públicos. 
Isso faz com que surja um "clima de opinião favorável" às pautas dessas páginas, o que é uma força muito poderosa nas decisões democráticas. 
Seja com posts pagos ou orgânicos, essa rede consegue afetar parte da opinião pública com informações parciais ou até mentirosas. 
E isso se dá em todos os espectros políticos — explica Malini.
Portanto, páginas associadas a esse tipo de conteúdo e páginas e perfis que os promovem, também estão sujeitas ao banimento.
Essas ações são a parceria com agência de checagem, como as agências Lupa e 
Aos Fatos, que avaliam a veracidade de uma notícia. 
Se ela for comprovadamente falsa, a rede reduz o alcance que seus compartilhamentos terão. 
A segunda atitude é a de derrubar páginas que são operadas por perfis falsos, o caso desta quarta-feira. 
Ou seja, as que ferem as "diretrizes de autenticidade" da rede.
Como revelado em uma série de reportagens do GLOBO no mês de março, o MBL já se utilizava de práticas similares para propagar conteúdo nas redes sociais. 
Mais especificamente, de um aplicativo chamado "Voxer", que permitia o compartilhamento automático de mensagens e postagens em contas de outros usuários. 
Na época, a apuração apontou 368 perfis que foram usados pelo MBL, que reproduziram 16 mensagens iguais em um período de duas semanas.
O Facebook desativou o “Voxer”, após ter sido procurado pelo GLOBO durante a apuração de uma reportagem sobre a estratégia digital do MBL.
Procurado, o MBL não respondeu ao GLOBO. 
Em suas redes sociais, porém, o movimento disse em nota que considerou a ação "censura" e que irá "utilizar todos os recursos midiáticos, legais e políticos que a democracia nos oferece para recuperar as páginas derrubadas e reverter a perseguição sofrida, com consequências exemplares para a empresa".

post: Marcelo Ferla
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terça-feira, 24 de julho de 2018

VAI TER BOLO?


VAI TER BOLO?
Eis que na última sexta, a ex presidente Dilma jantou no restaurante A Favorita, em Belo Horizonte, e feliz publicou em suas redes sociais uma foto, com uma sobremesa em sua homenagem.
Lia-se:
“Sempre nossa presidenta”.

A legenda da foto descrevia:
“Uma delicada gentileza que me encheu o coração de alegria”
Quem não ficou muito feliz foi o dono do restaurante, Fernando Areco Motta que estava viajando quando da homenagem. 
Ele fez questão de publicar um vídeo em que se explica:


“O expressado na sobremesa quando da visita da senhora Dilma não reflete meu pensamento e nem o do restaurante. 
Foi um gesto impensado e não autorizado de um funcionário”

O funcionário responsável pela sobremesa continua trabalhando no local e não será demitido.

post: Marcelo Ferla
fonte: 
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