Seja bem vindo ao Blog do Marcelo Ferla

Informativo

Sempre gosto de lembrar aos leitores que este blog tem como intenção trazer à tona a informação, o conhecimento e o debate democrático sobre os assuntos mais variados do nosso cotidiano, fazendo com que todos se sintam atualizados.

Na medida em que você vai se identificando com os assuntos, opine a respeito, se manifeste, não tenha medo de errar, pois a sua opinião é de suma importância para o funcionamento e a real função deste espaço, qual seja, a de levar a todos o pensamento e a reflexão.

O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.

Pesquisa

Custom Search

Calendário

quarta-feira, 19 de julho de 2017

T2: Trainspotting.


T2 Trainspotting: quando o lema "Escolha a Vida" escapa à ironia.
por Miguel Martins

Na sequência do filme de 1996, Renton e seus velhos companheiros põem a limpo suas relações, que vão além de agulhas compartilhadas.


Antes tratada como uma dama de “grande personalidade”, a heroína surge como coadjuvante.
"Nostalgia!
Você está querendo ser turista da própria juventude."
(Sick Boy/Simon)



Em um momento, você tem tudo ("you've got it"), depois perde para sempre. 
O craque norte-irlandês George Best tinha, perdeu. 
Os ídolos do rock David Bowie, Lou Reed, Malcolm McLaren e Elvis Presley também. 
Há 20 anos, o personagem de Trainspotting Sick Boy tentava convencer o amigo Mark Renton, vivido por Ewan McGregor, de sua “teoria unificadora da vida”: quando ficamos velhos, não damos mais conta e ponto final. 
Na sequência T2 Trainspotting, Sick Boy, novamente interpretado por Jonny Lee Miller, é obrigado a pôr a teoria à prova na pele de um envelhecido Simon. 
Seus planos de se firmar como um traficante e cafetão seguem no horizonte. 
Com sua parceira de negócios, Veronika (Anjela Nedyalkova), sonha em erguer um controverso empreendimento em Leith, região portuária de Edimburgo.
Simon pouco se arrisca com as agulhas. 
Tampouco Renton, com quem se reencontra 20 anos depois de o amigo o trapacear em um operação amadora de tráfico. 
Ao menos em relação ao abuso de drogas, a dupla parece confirmar a velha teoria: ambos velhos, não parecem dar mais conta.
Na sequência do filme original, um picante retrato dos usuários de substâncias injetáveis também dirigido por Danny Boyle, a heroína, antes tratada como uma dama de “grande personalidade”, surge como coadjuvante. 
Um reflexo do amadurecimento dos personagens e dos temas nesta sequência, mas também da perda relativa de espaço do opiáceo no universo das drogas ilícitas.
Quando o primeiro Trainspotting foi lançado, em 1996, o consumo de heroína era um notório problema de saúde pública na Europa e nos Estados Unidos. 
No Reino Unido, eram mais de 350 mil usuários, segundo estimativas da organização britânica DrugScope. 
Hoje, são 260 mil, grande parte concentrada entre aqueles com 35 a 64 anos.
Ao retratar jovens que compartilhavam agulhas sem o moralismo das campanhas contra entorpecentes, o filme original foi tema até das eleições norte-americanas de 1996, quando o senador Bob Dole, candidato do partido Republicano contra Bill Clinton, atacou o longa por “depravação moral” e “glorificação do uso de drogas”.
No fim dos anos 1990, a heroína não se restringia a círculos marginais, como o grupo de amigos escoceses retratados no primeiro Trainspotting, jovens aferrados ao seguro-desemprego e a programas de redução de danos para dedicarem-se à “injeção intravenosa de drogas pesadas”.
Mesmo entre as bandas que marcavam presença na trilha sonora do filme, havia diversos usuários regulares ou eventuais do opiáceo, como Donna Matthews e Justine Frischmann, guitarrista e vocalista do Elastica, e Damon Albarn, líder do Blur.

No filme de 1996, a realidade de usuários de heroína descortinava relações também viciadas: famílias que não conversam, amigos incapazes de confraternização superior à partilha de uma agulha ou de lucros do tráfico, a escolha sem saída entre o consumo ou o autoconsumo.

Em T2, a teoria de Sick Boy é posta à prova: ficamos velhos, não damos mais conta (Foto: Divulgação).
Tema de uma campanha antidrogas de 1980, “Choose Life” ("Escolha a vida"), o gancho do famoso discurso de abertura do primeiro Trainspotting, não parecia oferecer muito mais que carros, máquinas de lavar, tocadores de CD e abridores elétricos de lata — eram os anos 1990, afinal. 
Em vez do consumismo vazio, Renton defende sua opção pela heroína para se libertar de “contas, comida, um time de futebol que nunca ganha porra alguma e relações humanas”.
No discurso “Choose Life” de T2, as referências de consumo são atualizadas para Facebook, Twitter, Instagram e outras referências da cultura digital, mas distanciar-se da heroína não significa apenas integrar um mercado consumidor. 
O lema escapa à ironia: nesse filme, o protagonista "escolhe a vida" ao encarar os erros do passado.
A busca tardia de Renton de reabilitar relações humanas feridas amplia o escopo de dilemas do primeiro filme, reduzidos a uma escolha entre vícios lícitos ou ilícitos. 
Para além de agulhas compartilhadas, os amigos querem pôr suas relações a limpo.
Em Trainspotting 2, Renton assume a posição de “turista de sua própria juventude”, uma condição que se estende para os fãs do primeiro filme. 
Flashes de cenas do longa de 1996 combinam-se com imagens do protagonista e seus amigos durante a infância.
Há diversos personagens revisitados nessa sequência, como Diana (Kelly Macdonald) e o traficante Mikey Forester, interpretado por Irvine Welsh, autor do livro Trainspotting e de Porn, sequência que serviu de base ao novo filme.
Os personagens despem-se de estereótipos. 
Ao conhecermos suas relações familiares, Francis Begbie (Robert Carlyle) torna-se mais humano, mas não menos intimidante. 
Ewen Bremner empresta uma persistente ingenuidade a Spud, aprofundado nessa sequência para além de cenas de humor e escatologia, embora elas ainda estejam presentes.
Tema de abertura do primeiro filme, o clássico “Lust for Life” surgia como uma sugestiva ironia: enquanto Iggy Pop cantava que estava “cansado de dormir na calçada destruindo seu cérebro com bebidas e drogas”, Renton e Spud corriam da polícia após roubarem uma loja para financiarem seu vício em heroína. 
Neste filme, Renton veste a carapuça dos versos da música, repaginada por um remix do grupo eletrônico Prodigy.

“Você é um viciado, então seja viciado em outra coisa”, resume o velho "Rent Boy".


Trainspotting I - Escolha a vida. 

Escolha uma vida. 
Escolha um emprego. 
Escolha uma carreira – escolha uma família! 
Escolha a porra de uma TV grande! 
Escolha uma máquina de lavar, carros, discman, abridora de latas eletrônico. 
Escolha uma boa saúde, baixo colesterol, plano de saúde dentária. 
Escolha parcelas fixas para pagar. 
Escolha uma casa – escolha seus amigos! 
Escolha roupas, acessórios. 
Escolha um terno feito do melhor tecido. 
Escolha bater uma punheta num domingo de manhã pensando nessa merda de vida. 
Escolha sentar no sofá pra ficar vendo programas de auditório. 
Comer um monte de porcaria e acabar apodrecendo. 
E no fim do caminho escolha uma família e filhos que vão se envergonhar de você por causa desse sentimento egoísta de que você o pôs no mundo pra substituí-lo. 
Escolha o seu futuro. Escolha a vida.
Por que eu iria querer algo assim?
Eu escolhi ‘não escolher a vida’. 
Eu escolhi uma outra coisa.
E os motivos? 
Não há motivos.
Quem precisa de motivos quando se tem heroína? 

Transpotting II - Escolha a vida!


post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

Coisas bacanas.


A noiva de 40 anos deixa uma cadeira reservada para seu filho morto. 
Mas, ao ver quem chega para a cerimônia, ela não pode se conter.

Há alguns anos, Becky Turney, do Alasca (EUA), viveu o pior dia de sua vida, quando o seu filho Triston morreu com apenas 19 anos. 
No entanto, apesar da dor, Becky não teve outra opção que não fosse seguir com sua vida. 
Dois anos mais tarde, ela se casava com o homem dos seus sonhos, Kelly Turney. 
Claro, nesse dia tão especial, a noiva tinha Triston presente a cada passo que dava, e deixou uma cadeira reservada para o jovem com a seguinte mensagem:


"No dia do seu casamento, estarei no céu, o que eu posso fazer? 
Virei à Terra para passar o dia contigo, então guarda um lugar para mim, uma cadeira vazia. 
Pode ser que você não me veja, mas estarei ali." 
Mas a surpresa que seu noivo havia preparado para esse dia a deixou literalmente sem palavras.


Minutos antes da cerimônia começar, tinha um homem a ser apresentado a ela: ele se chamava Jacob Kilby, tinha 21 anos e tinha ido de avião desde a cidade de San Diego apenas para conhecê-la. 
Quando Becky o viu, começou a chorar imediatamente, pois já sabia do que se tratava.


Há dois anos, quando seu filho faleceu, Becky autorizou a doação de seus órgãos. 
Esse gesto tão altruísta fez com que cinco pessoas pudessem seguir vivendo. 
Uma dessas pessoas era Jacob, que em outubro de 2015 recebeu o coração de Triston. 
O noivo de Becky planejou esse encontro com Jacob por meses, pois ele estar presente no dia mais especial de suas vidas significaria que uma parte de Triston também estaria com eles.


O momento do encontro foi indescritível. Becky pôde escutar o coração de seu filho mais uma vez com um estetoscópio. 
Mesmo que ele não pudesse estar presente fisicamente, seu coração batia ali mesmo, junto a ela. 
Que momento maravilhoso deve ter sido! 
"Eu estava fora de mim. 
Chorei como uma garotinha, não parava de pular. 
Foi incrível. 
Nunca me surpreenderam assim. 
Eu sempre abro os presentes de Natal antes da hora certa. 
Que ele tenha conseguido fazer isso sem que eu soubesse é incrível", conta Becky, emocionada.


Jacob nasceu com a síndrome do coração esquerdo hipoplásico e teve que ser operado três vezes antes de seu primeiro transplante, aos dois anos de idade. 
Mas em 2015 o coração começou a se deteriorar e pouco depois ele sofreu um ataque cardíaco. 
Jacob entrou na lista de espera e em outubro do mesmo ano lhe transplantaram com sucesso o coração de Triston. 
Para Becky, saber que seu filho pôde salvar a vida do jovem e outras quatro pessoas é maravilhoso. 
"Todos deixamos nossa pegada no mundo, mas ver como Triston mudou a vida de Jacob é incrível. 
Faz eu me sentir tremendamente orgulhosa."


Kelly espera que esse presente para sua esposa e sua enteada de 13 anos sirva para que outras pessoas considerem a doação de órgãos. 
"É a atitude mais altruísta que se pode ter. 
Além disso, damos força para que [a família] dos doadores e os receptores se conheçam, pois serve muito para curar [o luto]", disse Kelly. 
E mais: segundo Becky, "o vínculo que se cria entre as famílias dos doadores e receptores dura a vida toda".


Não é de se estranhar que no casamento de Becky e Kelly não tenha ficado um olho seco depois do emocionante encontro. 
Perder um filho é um tremendo golpe para qualquer mãe, mas, graças ao seu marido, Becky pôde ter seu filho junto dela em um dos dias mais especiais de sua vida. 
E, claro, Jacob não hesitou nenhum segundo quando pediram que ele fosse à cerimônia. 
Essa família lhe havia dado uma nova vida!


Uma história triste, mas com final feliz, que demonstra que existem muitos corações bons neste mundo, em todos os sentidos.

post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

Denny Renshaw.


RETRATOS DA SUBCULTURA JAPONESA.
Janara Lopes


Quando a música Rock Around The Clock chegou ao Japão, se tornou um ritmo imediato.
Mas foi por volta dos anos 70 que a subcultura das gangs dançantes inspiradas pelo visual e lifestyle rockabilly se tornou algo estabelecido.
O fotógrafo americano Denny Renshaw se atraiu automaticamente por eles, talvez por ter nascido em Jackson, no Tenessee, local de nascimento do Rockabilly.
Mas coordenar qualquer tipo de sessão de fotos acabou sendo impossível: eles não têm presença on-line e nenhuma informação de contato formal.
Assim, com apenas um vago conhecimento de onde e quando se encontram, Renshaw fez as malas e voou para Tóquio.
Ele relata a experiência incrivelmente estranha de tentar fazer contato com eles e obter permissão para filmá-los.
“Depois de várias tentativas de contato (incluindo um onde ele foi obrigado a jogar um jogo de palavras), Renshaw foi finalmente capaz de capturar os retratos que tinha sonhado em fazer.
Os retratos foram capturados durante 5 semanas entre 2013 e 2015,em parques, festas, bares e lshows.”
Os grupos como o Roller-Zoku são compostos de jovens e idosos, homens e mulheres.

Seus topetes gigantescos lubrificados e danças teatrais ainda podem ser vistos no Yoyogi Park nos fins de semana.






































post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

Coisas Bacanas.


DESIGNER REPENSA FORMATO PARA PRÓTESES BASEANDO-SE EM LEVEZA E ELEGÂNCIA.
Damaris de Angelo



William Root é designer industrial e ele se baseou em projeções futurísticas e formas geométricas para criar uma inovadora visão sobre a engenharia de prótese. 
O formato desenvolvido pelo cara combina materiais resistentes, leveza estrutural, além é claro da elegância.
A Exo Prótese é feita com titânio sinterizado a laser e é feita sob medida. 
Para criar o molde, um membro intacto é digitalizado e a imagem depois serve de base, usada mais tarde em um software de renderização 3D. 
Quando o projeto é finalmente concluído, ele é impresso.
A visão do artista é de que as impressões 3D vão possibilitar um mundo novo para o processo de criação de próteses. 
Para ele, a indústria inevitavelmente se tornará mais criativa e acessível.





post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►