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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Cinema.


Guillermo del Toro: “A violência espiritual, física e moral que a família exerce à criança é o germe do horror”
Diretor mexicano leva o prêmio de melhor direção no Globo de Ouro por ‘A Forma da Água’, história de amor entre um ser anfíbio e uma faxineira muda
CARMEN COCINA

Guillermo del Toro, fotografado com exclusividade para ICON, com jeito de não estar pensando em monstros que sofrem e em criaturas de aspecto ameaçador, mas ultrassensíveis. PEP ESCODA;
Outro mundo – um verdadeiramente fantástico – é possível. 
Guillermo del Toro (Guadalajara, México, 1964), deu sua contribuição para aproximar esse desejo à realidade ao fazer com que um filme de gênero (fantástico) se levante como vencedor absoluto em um dos quatros grandes festivais de cinema do mundo (Veneza) e vença o Globo de Ouro de melhor direção (além de melhor trilha sonora). 
Um feito para a História e um tapa na cara do núcleo duro da crítica ancorado em uma ultrapassada concepção da sétima arte, segundo a qual o fantástico não é suficientemente sério.
Mas aí está: a história de uma faxineira muda que se apaixona por um maltratado anfíbio humanoide nos corredores cinzas de um laboratório norte-americano durante a Guerra Fria disparou os níveis de empatia e venceu o grande prêmio do último Festival de Cinema de Veneza. 
Só isso. 
Falamos, claro, do novo filme de Del Toro, A Forma da Água, que estreia em 1 de fevereiro no Brasil.

O diretor mexicano, um outsider, vê tudo com calma: “Não acredito que um só caso mude algo a nível geral”
Mais conciliador do que categórico, mas sempre com as ideias claras, seu discurso em A Forma da Água precisa ser entendido menos como um chamado à insurgência (mas também é) e mais como uma reivindicação da diferença individual frente à asfixiante uniformidade institucional. 
Algo sobre o que um inconformista como Del Toro fala com prazer durante essa entrevista.
Pergunta: ‘A Forma da Água’ é o primeiro filme fantástico a obter o prêmio de melhor filme no Festival de Veneza. 
Acha que se aproxima uma certa abertura em relação ao não poucas vezes subvalorizado cinema de gênero?
Resposta: Não sei se é para tanto. 
Com melhores e piores resultados, estou há um quarto de século fazendo-o. 
Em minha carreira existe uma coerência que permite que as pessoas digam: “Bom, isso é o que ele faz, não importa como se chama”
Em todo caso, o gênero nos deu algumas das imagens primigênias e primordiais do cinema: Nosferatu, o Frankenstein de James Whale, Lon Chaney... O cinema nasce com duas vocações: a da crônica, encarnada pelos Lumière, e a de fábula, por Méliès. 
Inevitavelmente, ambas se combinam. 
Tolkien expressou uma máxima preciosa em seu ensaio Sobre Contos de Fadas: “É preciso fazer o mundo suficientemente reconhecível para nos ancorar em uma realidade e suficientemente mágico para nos transportar para fora dela”.
P: Sua obra é prolixa em monstros e fantasmas. 
De onde vem essa inclinação?
R: Já começa na minha infância. 
Em meu país existe uma tendência à fabulação, o que chamamos de alebrijes: mundos fantásticos que se aproximam do mágico o máximo possível. 
Cresci nos anos sessenta, vendo o cinema fantástico da Universal e o de terror da Hammer, assim como uma enorme invasão de caricaturas e filmes de ficção científica japoneses. 
Foi um momento muito rico e tudo isso convergiu em minha imaginação de garoto.

“Ninguém torce pelos aviões em ‘King Kong’, todo mundo aposta no gorila. Acho que essa segunda opção se encaixa melhor com minha forma de entender o mundo”.

P: O senhor tende a mostrar um viés amável dos seres sobrenaturais. 
Por que essa simpatia?
R: O gênero de terror apresenta desde suas origens uma cisão: a visão pró-estrutura, em que o monstro, o outro, se apresenta como um agente do além que causa medo, e a visão pró-anarquia, em que é um mensageiro que desperta empatia, nos conectando a uma realidade terrenal. 
Existem filmes xenófobos, onde se teme o que vem de fora, e existem filmes integradores, em que o monstro é o mais humano do elenco. 
Ninguém torce pelos aviões em King Kong, todo mundo aposta no gorila. 
Acho que essa segunda opção se encaixa melhor com minha forma de entender o mundo.
P: Muitos de seus personagens são criaturas frágeis que encontram alívio em outros que sofrem. 
O que é mais comum, a empatia ou a vontade de submeter?
R: O que nos move à ação é a empatia. Em quase todos os meus filmes cada ser é incompleto em separado. 
Quando nos unimos nos completamos. 
A união leva à autoaceitação e dá força aos diferentes, que por sua condição são invisíveis ao mundo.

“Com raras exceções, o caldeirão da maldade está na infância. Se pudéssemos evitar em uma geração, só uma, os maus-tratos e a incompreensão, o mundo mudaria”.

P: De onde surgiu a ideia para ‘A Forma da Água’?
R: Começou quando eu tinha seis anos. 
Vi O Monstro da Lagoa Negra na televisão, essa criatura nadando por baixo de Julie Adams e seu maiô branco. 
Eu me apaixonei pelos dois e pela ideia desse amor: queria que acabassem juntos, coisa que não aconteceu. 
De modo que ficou gravada em minha cabeça a ideia de corrigir esse erro cinematográfico [risos]. 
Procurei muitas formas, até que em 2011, tomando café da manhã com Daniel Kraus [co-escritor de seu romance Trollhunters] ele me disse: “Tenho essa ideia de uma mulher que trabalha como faxineira em um escritório ultrassecreto no qual há um anfíbio”
Isso me pareceu o caminho perfeito, porque era pouco comum. 
Se você vai me contar um filme de super-herói, me interessa saber o que acontece quando eles vão embora: quem lava a roupa do Super-Homem, quem limpa esse local chamado A Fortaleza da Solidão. 
Com meu filme acontece a mesma coisa: prefiro centrar-me no ponto de vista do monstro e das pessoas que tomam conta dele.
P: Por que decidiu ambientar a história nos tempos da Guerra Fria?
R: É um reflexo do presente. 
O sonho americano que evoca Trump com seu “façamos a América grande novamente” é idêntico ao estado mental dos EUA em 1962, com JFK na presidência, a corrida espacial, as urbanizações, os carros de linha... Era a época ideal para o homem branco protestante anglo-saxão, mas se você fazia parte de uma minoria estava ferrado. 
Isso é exatamente o que está acontecendo agora: dia a dia vivemos a repressão, o racismo e a intolerância sexual da mesma forma que aconteceu com esse sonho que nunca se realizou, porque tudo parecia ótimo até o assassinato de Kennedy e o aumento da violência no Vietnã.

PEP ESCODA
P: A hostilidade entre Trump e Kim Jong-un é alarmante. 
Se o senhor escrevesse um roteiro sobre isso, existiria alguma forma de consertar a situação sem precisar recorrer a um ‘Deus ex machina’?
R: A situação global é de um surrealismo pavoroso. 
O dia a dia foge a minha compreensão. 
Um centésimo dos escândalos revelados deveria bastar para produzir uma mudança presidencial nos EUA. 
O que torna nosso tempo diferente é que suas pessoas, sejam de direita e de esquerda, são incrivelmente ativas: no Twitter, votando, fazendo doações... 
A população está mais ativa politicamente do que nunca. 
A mudança virá das pessoas. 
Dos políticos só podemos esperar politicagens. 
Eles sim tiram meu sono.
P: O individual é então uma alternativa sólida ao institucional?
R: Sem dúvida. 
E a coletividade pode existir sem instituições no meio. 
Uma família cujos membros vivem em separado, mas com a vontade de permanecerem unidos, é uma grande família. 
O Exército, a Igreja, a Escola e a Família são estruturas que se unem e se sustentam mutuamente não pelo desejo de cada um de seus membros, mas por ideologias. 
E a ideologia é a morte do pensamento.
P: Seus filmes às vezes exploram a origem do mal, que costuma explicar como fruto de um trauma. 
Acha que não existe o mal por geração espontânea?
R: Com raras exceções, o caldeirão da maldade está na infância. 
Se pudéssemos evitar em uma geração, só uma, os maus-tratos e a incompreensão, o mundo mudaria. 
A violência espiritual, física e moral que a família exerce à criança é o germe do horror.
P: Continua apostando em efeitos especiais mecânicos, apesar de filmar em digital. 
Não é um anacronismo curioso?
R: Eu gosto de usar efeitos físicos sempre que é possível e adotar o digital com comedimento. 
Essa é agora a segunda natureza do cinema, e eu o vivo de maneira muito espontânea, ainda que às vezes voltaria ao celuloide unicamente pela possibilidade que traz de formatos maiores. 
Alguns diretores, como Tarantino e Nolan, defendem expressamente a recuperação do analógico, mas eu estou muito confortável no digital.

“A população está mais ativa politicamente do que nunca. 
A mudança virá das pessoas. 
Dos políticos só podemos esperar ‘politicagens’. 
Eles sim tiram meu sono”

P: A indústria audiovisual aposta agora nas séries, que vivem sua época de ouro graças a plataformas pagas como a Netflix e a HBO. 
O senhor mesmo está por trás de uma, ‘The Strain’. 
Acha que a longo prazo essa tendência acabará prejudicando o longa-metragem e as experiências em salas de cinema?
R: Dizem que as séries estão ganhando terreno ao cinema e que acabarão matando-o, da mesma forma que se disse que o cinema mataria o rádio, a televisão mataria o cinema e o rádio, a leitura. 
Mas continuamos tendo rádio, televisão, cinema e até ópera. 
Os meios mudam de tamanho e de público, mas não desaparecem. 
Não acho que o cinema irá desaparecer, mas irá mudar. 
Há uma parte dessa narrativa de fôlego que pode passar à televisão a cabo, mas suas imagens não têm a permanência que têm no cinema. 
As histórias e os personagens, sim; você nunca irá esquecer de um Walter White [protagonista de Breaking Bad]. 
A narrativa hoje em dia se inclina por esses ganchos, que funcionam muito bem na televisão. Mas a imagem, a sugestão, a emoção, para mim continuam no cinema.
P: O senhor completou 53 anos há pouco tempo. 
Como comemorou?
R: Eu me reuni com alguns amigos em Londres para jantar no restaurante The Ivy, em que servem um excelente frango assado. 
Demoram muito a fazê-lo, mas a espera vale a pena. 
Como quase tudo nesse mundo.

post: Marcelo Ferla

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Homens admiráveis.


A carta da esposa de Aldous Huxley após injetar LSD no marido em seu leito de morte.
por: Vitor Paiva

O escritor inglês Aldous Huxley não foi somente um desbravador da literatura, mas também da consciência humana. 
Autor de clássicos imortais como Admiravel Mundo Novo e As Portas da Percepção, Huxley explorou o uso de alucinógenos como a mescalina, o LSD e outros psicodélicos a fim de expandir a consciência e descobrir, através da abertura justo das portas da percepção, novos horizontes do pensamento humano. 
A experiência com drogas psicodélicas foi tão importante para Huxley, que o autor planejou deixar a vida em uma viagem de LSD – e, com a ajuda de sua mulher, assim o fez.

Laura e Aldous Huxley
Aldou Huxley morreu em novembro de 1963 – curiosamente no mesmo dia em que o presidente dos EUA John Kennedy foi assassinado – depois de três anos de luta contra um câncer e, após o diagnóstico derradeiro de um médico, horas antes de sua morte, conforme seu pedido, sua mulher, Laura, lhe injetou diversas doses de LSD. 
Em uma impressionante carta endereçada ao irmão de Huxley, Laura conta em detalhes como se deu a morte de um dos grandes autores do século XX, sob o efeito do ácido.
  
O jovem Huxley
“Eu fui avisada de que pela manhã ele poderia ter convulsões perturbadoras, próximo ao fim, ou algum tipo de contração pulmonar, com ruídos. 
As pessoas tentaram me preparar para reações físicas horríveis que ocorreriam. 
Nada disso aconteceu, na realidade o cessar da respiração não foi em nada dramático, pois aconteceu tão lentamente, tão gentilmente, como uma peça musical simplesmente encerrando em um sempre piu piano dolcement”, ela escreveu. 
“As cinco pessoas presentes na sala disseram que foi a mais serena e bonita morte. 
Ambos os médicos e a enfermeira disseram jamais ter visto alguém em tais condições físicas ir embora tão completamente sem dor ou sofrimento”, escreveu Laura Huxley.
Mais adiante, na carta, ela descreve o último momento em que Aldous reagiu às suas palavras, no qual ela passou a incentiva-lo que deixasse a vida com calma e sem dor. 
“‘Vá, vá, deixe ir, querido; pra frente e adiante. 
Vá na direção da luz. 
Por vontade própria e consciente você está indo, e está indo de forma linda. 
Está fazendo isso com tanta beleza – indo na direção de um amor maior. 
É tão gracioso e lindo. Leve e livre. 
Você está indo na direção de algo melhor, de um amor maior’, eu disse a ele, bem perto de seu ouvido. 
Então perguntei se ele estava me ouvindo, e ele apertou a minha mão. 
Algum tempo depois ele me pediu que não mais fizesse perguntas, que estava tudo bem”.


Por fim, ela comenta sobre a sensação que pairou sobre todos, de que havia sido uma morte especialmente tranquila e bonita. 
“Nunca saberemos se tudo isso foi uma autossugestão nossa, ou se foi real, mas certamente todos os sinais e nossos sentimentos internos deram a indicação de que foi lindo, pacífico e leve”.


Aldous Huxley morreu aos 69 anos em sua casa, em Los Angeles, da forma que quis – o que parece ser realmente uma saída bonita para a própria vida. 
A carta na integra, em inglês, está nesse link – e pode ser ouvida, também em inglês, no vídeo abaixo, lida pela própria Laura.


© fotos: divulgação

post: Marcelo Ferla

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Budismo.



No ventre de uma mulher havia dois bebês.
Um perguntou pro outro:
“Você acredita na vida após o parto?”
O outro respondeu, “Sim, claro! Tem que haver algo após o parto. 
Talvez estejamos aqui para nos prepararmos para o que seremos mais tarde.”
“Tolice,” disse o primeiro, “não existe vida após o parto. 
Que tipo de vida seria essa?”
O segundo disse, “Eu não sei, mas haverá mais luz que aqui. 
Talvez nós andaremos com nossas pernas e comeremos com nossas bocas. 
Talvez teremos outros sentidos que não entendemos agora.”
O primeiro respondeu, “Isso é um absurdo. 
Andar é impossível... E comer com nossas bocas? 
Ridículo! 
O cordão umbilical nos supre a nutrição e tudo que precisamos. 
Mas o cordão umbilical é tão curto, a vida após o parto é uma exclusão lógica.”
O segundo insistiu, “Bem, eu acho que há algo e talvez é diferente daqui. 
Talvez nós não precisaremos desse cordão físico mais.”
O primeiro respondeu, “Tolice, e além do mais, se há vida, porque ninguém nunca voltou de lá? 
O parto é o fim da vida e após o parto não há nada além de escuridão, silêncio e esquecimento. O parto nos leva à lugar nenhum.”
“Bem, eu não sei,” disse o segundo, “mas certamente nós conheceremos a Mãe e Ela cuidará de nós.”
O primeiro respondeu “Mãe? 
Você realmente acredita em Mãe? 
Isso é risível. 
Se a Mãe existe então onde Ela está agora?”
O segundo respondeu “Ela está em todo nosso redor. 
Nós somos cercados por Ela, nós somos Dela, é Nela que vivemos, sem Ela esse mundo não existiria.”
O primeiro disse, “Bem, eu não vejo Ela, então é logico que Ela não existe.”
O segundo respondeu, “Às vezes, quando você estiver em silêncio e focar e realmente escutar, você poderá perceber a presença Dela e você poderá ouvir a amável voz Dela, chamando lá de cima.”
Útmutató a Léleknek


post: Marcelo Ferla
fonte: Florescer

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Merry Alpern.


Pinto, cocaína, preguiça. As fotos de uma mulher que espiava seus vizinhos,
Fotógrafa registra momentos íntimos de vizinhos por um ano e mostra, mais que o dia a dia deles, a nossa vontade de olhar.
Jader Pires
Cultura e arte

O voyeurismo, a curiosidade humana, a vontade de olhar, o tesão de se achar numa posição de privilégio de olhar sem ser olhado, o panóptico cotidiano. 
Sempre que podemos espiar, o fazemos. 
De andar mais devagar com o carro quando acontece um acidente a conjecturar o quão real pode ser um filme de terror, os closes em filmes pornográficos, o retorcer de olhos pra tentar saber o que a pessoa ao lado está contando no WhatsApp.
De 1993 a 1994, Merry Alpern começou a fotografar a vida dos vizinhos de um amigo que morava em Wall Street, Nova Iorque. 
"De lá, era possível acompanhar histórias que aconteciam dentro de apartamentos de um sex club, onde banqueiros e empresários levavam dinheiro, drogas e mulheres.",
Dá uma olhada e perceba, enquanto olha, o que te brota. 
Curiosidade, a vontade, a consternação ou alívio ou vontade de sentir algum cheiro.
Perceba-se querendo.




















Jader Pires
É escritor e editor do Papo de Homem. 
Seu livro de contos é o Ela Prefere as Uvas Verdes. 
Está no Facebook, no Instagram e escreve semanalmente sua newsletter, a Meio-Fio, com contos/crônicas e uma curadoria cultural todas às sextas, direto no seu e-mail.





post: Marcelo Ferla
fonte: https://www.papodehomem.com.br

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Coisas bacanas.


Ela publicou um texto e uma imagem com seu namorado que viralizou e levantou o debate sobre padrões.

Não é de hoje que casais diferentes entre si de alguma maneira, são alvo de críticas e comentários maldosos. 
Seja por questão racial, de peso, de idade…Infelizmente, algumas pessoas que nada tem a ver com a situação, adoram meter o bedelho onde não foram chamadas.
E com a modelo Jasmine Owens e seu marido Keenen Owens não foi diferente. 
Ela é gorda, e ele tem um corpo malhado. 
Juntos há 14 anos e pais de dois filhos, o casal vive muito bem, obrigado, mas volta e meia são alvos de críticas infundadas, apenas pela diferença de peso que um tem do outro.
E na última semana, Jasmine postou um desabafo na sua conta do Instagram, acompanhada de uma foto maravilhosa dos dois. 
Nele, ela conta que seu marido ama cada curva sua, cada celulite, cada estria sua, mas que ela demorou a entender o porquê, já que não tinha o corpo “perfeito”. 
Mas hoje, graças a um bom trabalho de auto-estima e de amor próprio, ela diz conseguir enxergar que ele estava certo, ela é linda e seu corpo é perfeito sim senhor!


“Durante anos, este homem ama cada curva, cada gomo e cada marca de estria no meu corpo. 
Eu nunca entendi a razão. 
Como ele poderia amar algo que não é ‘perfeito’? 
Como um homem que ‘nasceu fit’ ama alguém como eu?! 
Eu não tenho barriga chapada, eu balanço quando ando, que inferno, se eu subo as escadas muito rápido, meu corpo. 
Mas agora vejo que eu tenho o corpo perfeito!! 
Cada gomo, cada curva e cada marca de estria que está em mim é perfeita para nos fazer felizes!!! 
Eu amo meu corpo e, finalmente, vejo por quê ele ama também.”
Jasmine recebeu grande apoio dos internautas, mas é claro que um hater ou outro aproveitou para alfinetá-la. 
Ela não deixou barato, e respondeu um por um, com muita classe e jogo de cintura, dizendo que, entre outros motivos, pessoas geralmente são grosseiras desta maneira porque definitivamente não são felizes consigo mesmas. Maravilhosa!

post: Marcelo Ferla

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Sabia dessa.


Sede do festival de Woodstock é incluída em lista de lugares históricos dos EUA e será restaurada.

De todos os grandes festivais de música já ocorridos, nenhum se aproxima do impacto cultural e musical e da importância histórica que o festival de Woodstock, ocorrido entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969 em uma fazenda do estado de Nova Iorque, nos EUA, alcançou ao longo dos anos. 
Não é por acaso, portanto, que o lugar onde ocorreu o festival acaba de ser incluído no registro nacional de locais históricos dos EUA.


A Feira de Arte e Música de Woodstock – nome oficial do festival na época – reuniu cerca de 500 mil pessoas ao longo de quatro dias (pois um dia após o fim oficial o evento ainda acontecia, e a multidão por lá permanecia).



A até então jamais vista multidão se reuniu para assistir a show de nomes igualmente históricos, como Joe Cocker, Joan Baez, Santana, The Who, Janis Joplin, Richie Havens, Ravi Shankar, Grateful Dead, Sly & The Family Stone, The Band, Crosby, Stills, Nash & Young, Blood, Sweet & Tears, além, é claro, do icônico momento auge do festival, quando Jimi Hendrix se apresentou, e devastou o hino norte-americano com sons de bomba e intensa distorção.


Jimi Hendrix durante seu show em Woodstock
Mais do que um festival de música, porém, Woodstock foi um momento definidor na história da música popular do século XX, como uma encarnação de um uma utopia – a vivência de um sentido comunitário que definiria a força da contracultura, das drogas psicodélicas e da expansão da mente como desafio ao establishment político e cultural, do espírito hippie e jovem, da oposição à guerra do Vietnã, sendo, em um só gesto, a afirmação e a despedida da década de 1960.


Acima, Janis Joplin; abaixo, Joe Cocker, ambos em suas históricas apresentações no festival


Em 2006, foi inaugurado no local – que na época era simplesmente uma fazenda de laticínios – um centro para as artes, com um museu dedicado à história do festival.


O local hoje, e o marco que confirma que ali é o ponto onde o festival ocorreu.
A fim de ampliar o potencial turístico desse agora oficialmente histórico ponto da história americana e musical, o ponto onde o palco foi montado, assim como seus arredores, serão restaurados, e um tour interativo passará a ser oferecido. 
Se o espírito de uma época jamais pode ser revivido, será possível ao menos visitar seu epicentro e se deixar atravessar e inspirar pelas emanações psicodélicas e míticas de um evento e um momento como Woodstock.



© fotos: reprodução/divulgação

post: Marcelo Ferla

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Coisas bacanas.


5 histórias provam que a doçura e o amor vencem qualquer obstáculo.
O amor é um sentimento que todos desejam, que nunca sai da moda nem de nossas bocas e assuntos, mas que muitas vezes tratamos como se fosse um inexplicável presente – algo que brota em nós, sem que precisemos fazer nada a não ser simplesmente desfruta-lo. 
Mas do que é feito o amor? 
Para se viver uma história forte, baseada no respeito, no prazer e em uma parceria sólida e bonita, são diversos os ingredientes necessários, na medida certa, a fim de que o amor, mais do que acontecer, seja duradouro e sólido.
As cinco histórias selecionadas abaixo mostram que o amor é feito, entre muitas coisas, de doçura, gentileza, carinho, confiança, além de uma boa dose de coragem. 
São essas as medidas que transformam sentimentos passageiros em encontros de vida, capazes de nos motivar à felicidade, como um combustível que nos move fortes para enfrentarmos até mesmo adversidades profundas – como leis, convenções sociais, preconceitos e fronteiras, obstáculos que o amor, quando firme e bem cuidado, simplesmente desconhece.

1. O amor deste casal com Síndrome de Down registrado em um belo ensaio fotográfico.


Gustavo e Júlia se conheceram há nove anos, e a oito são casados. 
Muito além da síndrome de down, o que o casal de fato divide entre si é o amor que nutrem um pelo outro. 
Vivendo sempre juntos – uma semana na casa da mãe de Gustavo, outra na casa da mãe de Júlia – os dois só se desgrudam quando ele sai pra trabalhar. 
No resto do tempo, estão felizes devidamente enroscados um no outro.
Fotos © Jéssica Vale


2. A força dos casais homossexuais em países onde ser gay é crime


Quando visitou a Nigéria a fim de fotografar tópicos relacionados aos direitos humanos, o fotógrafo neozelandês Robin Hammond descobriu os diversos países onde a homossexualidade ainda é vista como crime – passível de punições extremas, até a morte. 
Assim nasceu o projeto Where Love Is Illegal (Onde o amor é ilegal), no qual Robin registra em imagens e palavras o universo desses locais e pessoas que simplesmente, por decreto, são impedidas de viver suas identidades e seus amores. 
Tais relatos de luta contra a intolerância, a ignorância, a discriminação, em nome do amor, foram coletados por Robin em países africanos, na Rússia, no Líbano, Malásia, entre outros.
Fotos © Robin Hammond


3. O casal que viaja pelo mundo em busca do significado do amor


Depois de superar um câncer, a vida de Molly Joseph ganhou novo sentido, ao lado de seu companheiro Ryan Fontana: viajar o mundo, vivendo o presente na escolha do “amor acima do medo”. 
O casal de DJs sentia que algo faltava em suas vidas, e foi na escolha de realidade nômade que encontraram esse propósito até então ausente. 
A viagem pelo mundo não só trouxe o sentido que sentiam distante, como também aproximou os dois, apresentando um ao outro cada aspecto de suas personalidades, fazendo assim do amor dos dois algo maior e múltiplo, em constante movimento pelos cinco continentes – em uma viagem permanente.


4. Casal que viveu amor proibido celebra 60 anos de união


Feito personagens de uma história shakespeariana, Ambrósio, de 85 anos, e Ana Maria Lopes, de 77 anos, lutaram contra a reprovação de seu amor por suas famílias, que obrigaram os dois a vivê-lo como um amor proibido. 
Há 50 anos o casal contraria preconceitos sociais e raciais para poder simplesmente viver seu amor.
Quando a família de Ana Maria “proibiu” que ela se relacionasse com o homem que amava, pelo simples fato dele possuir a pele negra e ser de uma origem mais pobre, ela não titubeou: fez as malas e foi embora com Ambrósio, com quem se casou, e teve duas filhas e cinco netos.


5. Casal de transexuais com dois filhos ensina que a felicidade não tem regras


A vida do casal Bianca e Nick Bowser é bastante comum, centrada nos filhos, Kay e Pax, e no trabalho, lutando juntos contra as dificuldades como diariamente faz qualquer família. 
A pequena singularidade é que Bianca nasceu como Jason, e fez a mudança de sexo há 11 anos (através de um implante de silicone e remoção de pelos; por já possuir os traços muito femininos, ela não realizou qualquer tratamento com hormônios), enquanto Nick nasceu como Nicole, adotando sua identidade feminina 7 anos atrás. 
Ambos mantiveram seus órgãos sexuais de nascença.
Curiosamente, quando decidiram ter filhos, foi Nick quem engravidou
Hoje vivem como uma família feliz, que desafia nossos invisíveis padrões, tendo como realmente extraordinário somente o amor que mantém o casal e os filhos juntos e felizes.


Se em todas essas histórias a doçura entra como metáfora do afeto e do cuidado com que o amor é tratado pelas pessoas aqui retratadas, dando início às comemorações pelo Dia dos Namorados, um mimo literalmente adocicado pode ser um presente concreto para declarar seu amor. 
Assim, a marca Cacau Show aproveitou essas histórias para lembrar que o amor e o carinho devem ser valorizados sempre. 
A criatividade deve ser a tônica sempre – como mostram muitas dessas histórias – e isso inclui o ato de presentear a quem se ama. 
Alia-se isso ao prazer de comer um chocolate, e a metáfora está feita.
Produtos como Mini Show laCreme, Collection, Intensidade, Caixa Artesanal Delícias de Amor, Coração Glamour, Doce Gesto meu Docinho,, Urso pote, Kit Sexy, Caixa Amo mais que chocolate, Caixa Glamour 180g, Angel Asas, Coração Gourmet Rosê são alguns dos exemplos da dedicação da marca ao amor – e sua nova campanha, intitulada Primeiro Encontro, mostra que o tempo também não precisa ser uma barreira para o amor.
© fotos: divulgação

post: Marcelo Ferla

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