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Sempre gosto de lembrar aos leitores que este blog tem como intenção trazer à tona a informação, o conhecimento e o debate democrático sobre os assuntos mais variados do nosso cotidiano, fazendo com que todos se sintam atualizados.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Luto.

Morre aos 71 anos Lou Reed, lendário músico do Velvet Underground
Ele teve que passar por um transplante de fígado em maio
Morreu neste domingo, 27, aos 71 anos, o extremamente influente compositor e guitarrista Lou Reed, que ajudou a dar forma a quase 50 anos de rock. A causa da morte não foi oficialmente confirmada, mas ele havia passado por um transplante de fígado em maio.
No fim da década de 60, com o Velvet Underground, Reed fundiu a urgência das ruas com elementos da música avant-garde da Europa, casando beleza e barulho, enquanto dava toda uma nova honestidade, em termos de letras, à poesia do rock. Como artista solo criativo, entre as décadas de 70 e 2010, ele estava sempre surpreendendo e desafiando os fãs com seu estilo camaleônico. Glam, punk e rock alternativo são todas coisas impensáveis sem ele.





Lewis Allan "Lou" Reed nasceu no Brooklyn, em 1942. Fã de doo-wop e dos primórdios do rock (em uma cerimônia tocante, ele ajudou a introduzir Dion ao Hall da Fama do Rock, em 1989), Reed também devia parte de sua formação e inspiração ao período em que estudou na Universidade de Syracuse com o poeta Delmore Schwartz.

Depois da faculdade, ele trabalhou como compositor para o selo Pickwick Records (com a qual conseguiu um pequeno hit em 1964 com a paródia dance "The Ostrich").
Em meados da década de 60, ele ficou amigo do músico John Cale, de formação clássica. Reed e Cale formaram uma banda chamada Primitives, depois mudaram o nome para The Warlocks. 

Depois de conhecer o guitarrista Sterling Morrison e a baterista Maureen Tucker, eles se tornaram o Velvet Underground. A banda chamou atenção de Andy Warhol. "Andy costumava exibir os filmes dele na gente", Reed contou certa vez. "Usávamos preto para que desse para ver o filme. Mas a gente só usava preto, de qualquer forma".
Com "produção" de Warhol, mas sem qualquer repercussão comercial, ao ser lançado no início de de 1967, o disco de estreia do VU, The Velvet Underground & Nico, é hoje um marco na história da música que pode ser comparado a Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, ou Blonde On Blonde, do Bob Dylan. As descrições de Reed a respeito da vida boêmia de Nova York, com alusões a drogas, e sadomasoquismo, eram invejáveis até aos momentos mais sombrios dos Rolling Stones, enquanto as doses generosas de distorção e barulho gratuitos revolucionavam a guitarra no rock.

Os três discos seguintes da banda, White Light/White Heat (1968), The Velvet Underground (1969) e Loaded (1970), foram também ignorados. Mas seriam admirados por gerações futuras, fixando o status do Velvet Underground como uma das bandas mais influentes de todos os tempos, nos Estados Unidos.
Depois de se separar dos Velvets em 1970, Reed foi para a Inglaterra e, seguindo sua tradição de ser paradoxal, gravou um disco solo com apoio dos integrantes da banda de rock progressivo Yes. Mas foi o disco seguinte dele, Transformer (1972), produzido pelo discípulo de Reed, David Bowie, que o elevou para além do status de cult, fazendo dele um genuíno astro do rock. Apesar da alusão a sexo oral, “Walk On the Wild Side”, uma evocação carinhosa, embora não fosse sentimental, à cena do estúdio de arte Factory, de Warhol, se tornou um hit nas rádios e “Satellite of Love” ganhou muitas covers, incluindo uma versão do U2.

Reed passou a década de 70 desafiando expectativas quase como se isso fosse um esporte. Berlin (1973) era uma literariamente pomposo enquanto Sally Can’t Dance (1974) tinha sopros do soul e guitarras ousadas. Em 1975, ele lançou Metal Machine Music, um experimento barulhento que o selo RCA vendeu como música clássica avant-garde, enquanto em 1978 saiu o ao vivo Take No Prisoners que era quase como um álbum de comédia em que Reed destruía nominalmente críticos de rock (“Lou certamente é um adepto de descobrir novas maneiras de cagar nas pessoas”, disse um desses críticos, Robert Christgau, naquela época).

Ao explicar a trajetória inusitada da carreira, Reed disse ao jornalista Lester Bangs: “As minhas merdas valem mais do que os diamantes das outras pessoas .”
A personalidade sexualmente ambígua de Reed e o abuso de drogas ao longo dos anos 70 ajudaram a fazer dele um mito do rock. Mas na década seguinte, ele começou a ficar mais suave.

Casou-se com Sylvia Morales e mostrou um pouco da vida de recém-casado no excelente The Blue Mask (1982), o melhor trabalho dele desde Transformer. New Sensations (1984) tinha aspecto mais comercial e, em 1989, New York encerrou a década com uma coleção de músicas engraçadas e políticas que foram amplamente elogiadas.

Em 1991, ele colaborou com Cale em Songs For Drella, um tributo a Warhol. Três anos mais tarde, o Velvet Underground se reuniu para uma série de shows bem-sucedidos na Europa.
Reed e Morales se divorciaram no começo da década de 90. Poucos anos depois, Reed começou um relacionamento com a artista performática Laurie Anderson. Os dois se tornaram ícones inseparáveis de Nova York, colaborado e se apresentando juntos ao vivo enquanto também se envolviam em ativismo cívico e ambiental. Eles se casaram em 2008.
Reed continuou a seguir os impulsos idiossincráticos como artista depois de 2000. Depois de passar por uma fazer de roqueiro decadente, se tornou um ávido estudante de T'ai Chi, chegando até a levar o instrutor para o palco durante shows, em 2003. Em 2005, lançou um disco duplo chamado The Raven, baseado no trabalho de Edgar Allen Poe. Em 2007, lançou um álbum de ambiente intitulado Hudson River Wind Meditations. Reed retornou ao rock mainstream em 2011 com Lulu, uma colaboração com o Metallica.
“Ao longo de tudo isso, sempre achei que se você pensa em tudo isso como um livro, então você tem o Grande Romance Americano, sendo que cada disco é um capítulo”, ele disse à Rolling Stone EUA em 1987. “Estão em ordem cronológica. Se você empilhar tudo e ouvir em ordem, é o meu Grande Romance Americano."

Marcelo Ferla
fonte: Rolling Stones

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Luto.






Muitos os consideravam brega, mas independente de qualquer rótulo, ela era, sem dúvida, um romântico e sabia como cantar a forma que se deve tratar uma mulher como ninguém.




Adeus Wando, fique com Deus e que ele deixe você repousar em uma nuvem de calcinhas.


Marcelo Ferla


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Luto







Etta James nasceu Jamesetta Hawkins em no dia 25 de janeiro de 1938 e começou a cantar aos cinco anos, em uma igreja próxima à sua casa. 

Ela ficou famosa durante os anos 1950 e 1960, quando começou a cantar blues e R&B. Uma de suas músicas mais conhecidas é a versão de "At Last", de Mack Gordon e Harry Warren. 




Aos 14 anos, Etta formou um grupo de doo-wop chamado The Peaches, que alcançou os primeiros lugares das paradas de sucesso com os hits "The Wallflower (Dance with Me, Henry)" e "Good Rockin' Daddy". 

Na década de 1960, ela lançou dois de seus melhores discos, "At Last!" e "The Second Time Around", pela gravadora Argo Records.









Nos anos 1970, a cantora lutou contra o vício em heroína, que conseguiu largar em 1974, reconstruindo aos poucos sua carreira. 

Em 1989, ela lançou o disco "Seven Year Itch", após passar alguns anos esquecida, e conseguiu chamar a atenção da indústria novamente, tendo recebido vários prêmios Grammy.

Etta continuou gravando e se apresentando até os anos 2000, lançando mais de 30 álbuns ao longo de sua carreira. 

A revista "Rolling Stone" elegeu Etta uma das 100 melhores cantoras da história (ela ocupa a posição 22) e um dos 100 melhores artistas (na posição 62). 

Até hoje, a cantora já ganhou seis Grammy e 17 prêmios Blues Music. Ela entrou para o Hall da Fama do Rock n' Roll em 1993 e para o Hall da Fama do blues em 2001. 


A cantora  morreu nesta sexta-feira aos 73 anos, informou à CNN o seu empresário, Lupe De Leon. A cantora tinha leucemia, hepatite e demência. 

Em dezembro, os médicos da cantora revelaram que ela estava em estágio terminal de leucemia. Ela foi internada no mesmo mês, mas recebeu alta no início de janeiro. 

Segundo De Leon, a cantora morreu em um hospital na Califórnia ao lado do marido, Artis Mills, e seus dois filhos, Donto e Sametto James. 

James foi uma figura importante nos primórdios do R&B, com canções de sucesso como "The Wallflower" e "Good Rockin' Daddy". Mas "At Last", gravada em 1961, foi seu grande marco.

Descanse em paz Eta.

Marcelo Ferla
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Luto





Hoje o mundo esportivo e o rádio estão de luto. O jornalista esportivo Luiz Mendes, 87 anos, natural de Palmeiras das Missões, morreu na manhã desta quinta-feira, por volta das 10h15, de complicações decorrentes de uma leucemia linfocítica crônica, no Hospital São Lucas, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele estava internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da unidade desde o último dia 18.

Começou a trabalhar na Rádio Globo em 1950, e posteriormente foi comentarista da Rádio Globo AM. Em 1995, integrou a equipe de esportes da Super Rádio Tupi, retornando à Rádio Globo em 1999. 

Para se ter uma idéia de quem fora Luiz Mendes, ele fora um dos criadores do debate esportivo chamado de "mesa redonda" na televisão brasileira com a criação da Grande Resenha Facit, na década de 1950, na TV Rio. Foi também o fundador da Rádio Globo em 1944. 

Lembrado como "craque do microfone esportivo", Mendes foi testemunha dos mais importantes eventos esportivos do Brasil e do Mundo em mais de 60 anos de profissão. Único brasileiro a transmitir a final da Copa do Mundo de 1954, o comentarista da "Rádio Globo" era dono de uma fala simples e envolvente. 

Devem estar com Mendes em uma mesa no céu, batendo papo sobre futebol Garrincha, Leônidas, Zizinho, Didi e tantos outros que passaram pela vida deste homem que se dedicou integralmente ao rádio e o futebol.

No coração devem permanecer o Grêmio e o Botafogo, seus times de coração.

 
Fique com Deus Mendes. 

 
Marcelo Ferla 
 
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Luto




Morre um homem abnegado, que nasceu com dois dons, o de colocar o trabalho e o resultado deste, como algo possível e com total excelência e o de ter nascido com uma mente além de seu tempo para exercer o seu trabalho. Steve Jobs era um homem assim, para ele nada era impossível, estava sempre um passo a frente e atrás dele, sempre a sombra da história que ele forjou.
Marcelo Ferla
 
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sexta-feira, 25 de março de 2011

Luto






Um amigo de verdade

 

Sexta, 25 de março de 2011 às 09:29


Hoje o dia amanheceu muito mais cinzento,  muito mais feio e, principalmente, muito mais triste.


A manhã de hoje amanheceu feia mesmo. 

No início, achei que seria mais uma sexta-feira daquelas, duras de aturar, não por ser sexta-feira, um dia emblemático por marcar o início do descanso de muitos, até por que se não fosse sexta, poderia ser qualquer outro dia da semana no lugar da sexta significando isso, mas pelo fato do dia estar chato mesmo, enfim.

Eis que aproximadamente, as 09:00, fui acordado por minha mãe, repentinamente, mal sabendo que as coisas ficariam muito pior .

Me fora dada, por intermédio dela a trágica e péssima notícia de que um grande amigo, um irmão, adoraria que ele fosse meu irmão, um grande brasileiro e não somente isto, mas como diz a canção da banda gaúcha Chacorro Grande um "Bom Brasileiro", havia se ido. 

José Danilo Machado, havia nos deixado, a todos.

Em se falando de prejuízo e em perda não podemos medir  nem falar a respeito, pois estas são imensurável neste caso. Perdemos muito, demais.

Ficamos sem risadas, sem o canto e o assobio avisando que ele estava chegando a meu esscritório, trazendo sua infinita alegria. 

Ficamos sem boas piadas, sem seu ânimo infalível, sem suas boas conversas.

Danilo sempre tinha ótimos assuntos e contos da vida cotidiana, bons demais, engraçados por demais.

Ficamos ainda, sem o deboche, sempre sadio, sem sua curiosidade interminável, sem uma malícia, também saudável, sem suas danças engraçadas,  pois era um adorador dos bailes e dançava muito bem, sem debates ótimos sobre futebol, sem escalações decoradas de times antigos de futebol (sabia todas), sem fofocas, igualmente sadias e sem suas perguntas de cunho jurídico, igualmente muito engraçadas.

Danilo era uma figura engraçada, daquelas emblemáticas, que enchiam um ambiente vzio e muitas vezes chato, tomado pelo silêncio. As coisas ficavam vivas, alegres e engraçadas.

Enfim, a partir de hoje o mundo não será mais o mesmo,  eis que perdemos um homem desse quilate, pois assim, era o meu amigo, irmão, Danilo, que nos deixou, o "Dondo", como carinhosamente era chamado por seus familiares.

Mas há o céu. Ah o céu, este está em vantagem e festa em relação a nós que ficamos, como é de costume por lá quando chegam pessoas assim, como Danilo, pois recebe, mesmo que por um tempo somente, boas pessoas e, em sendo assim, estará este mais especial ainda a partir de agora, pois contará, a partir de hoje,  com Dondo, um cara simples, que tornará o local muito mais alegre, divertido,  preenchido, pois ele divertirá e animará a todos que lá estão, lá em cima onde está agora, com Deus, provavelmente fazendo este rir muito com suas piadas e contos engraçados de nossas vidas mundanas.

Danilo, tu farás muita falta a tua família e a teus amigos, dos quais me incluo com orgulho e respeito. Pessoas de bom coração como tu eras, não se encontram mais hoje, pessoas como tu,  fáceis de lidar, sempre prestativas, sempre educadas, sempre animadas, sempre divertidas, sempre de bom humor, SEMPRE, são raras por demais hoje, quase não existem mais. 

O céu, mesmo que por um tempo, fica em vantagem novamente. 

Ganhou um colorado que como gremista que eu sou, o admirava, pois jamais, EU DISSE JAMAIS, levantou a voz em um debate de futebol comigo em defesa de seu time, sempre falava com calma, sereno, tranqüilo. Um excelente debatedor, portanto.

Há uma música, que talvez somente os jovens conheçam, pois é de autoria de uma banda que gosto muito e que é atual, mas que de uma forma surpreeendente, resume o que foi este cara, um "grande" em tudo. Aí vai ela:


Bom Brasileiro - Cachorro Grande

Ele era um bom brasileiro
Não pensava só em dinheiro
Conhecia o bairro inteiro
Fazia charme pra usar o isqueiro

A arte de amar
A cachaça no bar
E a cabeça cansada de pensar

As partidas de futebol
Iluminadas pelo pôr do sol
E o amigo lá do morro
Pra quem pode pedir socorro?

A arte de amar
A cachaça no bar
E a cabeça cansada de pensar.


Fique bem amigo, pois nós já sentimos sua falta aqui. Bjus eternos a ti e divirta todos por aí.

Do amigo, Marcelo Ferla.
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domingo, 13 de março de 2011

Imagens



Estou de luto por todas as vidas que infelizmente se foram, foram estas perdidas na tragédia recente do Japão.

Mas ao mesmo tempo, sei que este povo é sábio e esforçado por demais, são características dos japoneses e, acreditando nisto tudo,  sei que o povo não trará os seus entes queridos, mas, sabendo também que os japoneses não medem esforços em suas empreitadas, conseguirão estes se reerguer de tudo isto. Força a todos.




Marcelo Ferla
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Luto










Já estava desistindo de escrever algo sobre a tragédia sem proporções ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro.

Quase tudo já foi dito, terror, desespero, incompetência, demora, desprezo, culpados.

Esperei até o presente momento para que pudesse reunir o maior número de informações possíveis e, assim, elaborar um texto de qualidade a cerca do assunto.

Muito já foi dito a respeito da tragédia, aliás, tudo já foi dito, ao menos aquilo que é comum aos olhos da população brasileira que acredita na mídia e nas coisas simples que ela diz a respeito de coisas sérias e muito complicadas.

Coisas estas que, em alguns casos raros foram boas notícias e, do outro lado, o que dá ibope, coisas muito, mais muito ruins que, não podendo ser de outra forma (por conta do maldito ibope), aparecem sempre mais e em maior número do que as boas notícias sobre o que ocorreu, assim como, sobre o que ainda vem ocorrendo e sobre o que ainda vai ocorrer, sendo este último item, aquele que corre grande risco de não ter nada publicado a respeito dele, por que será esquecido de se dizer algo, já passou e o povo brasileiro já terá esquecido tudo, infelizmente.

Mas sobre a tragédia, não escreverei e nem vocês lerão aqui quase nada de novo em relação ao que já viram, leram e ouviram, mas me senti na obrigação de registrar o ocorrido da forma crítica, pois nada justifica o que aconteceu e por que aconteceu.

Surpresa, pavor, espanto, dor, impotência, frustração, demora, revolta, foram palavras recorrentes nas notícias, assim como os corpos que eram e ainda serão (quanto a isto tenho dúvidas) recolhidos, vítimas de uma tragédia anunciada, uma tragédia sabida a chuva demorou a passar, foram burocráticos para tomar uma atitude e demonstraram um grau de incompetência e irresponsabilidade no mesmo volume de água que caiu por aquelas bandas.

Todos os Presidentes, Governadores do Rio de Janeiro, Prefeitos, Deputados Estaduais, Deputados Federais e vereadores que passaram nos últimos 20 anos por estes cargos são co-autores das mortes no Rio de Janeiro.

A todos estes, inclusive eleita, Excelentíssima Senhora Presidente da República Dilma Rouseff, ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e ao Excelentíssimo Prefeito do rio de Janeiro, Eduardo Paes digo, "A TODOS", vocês começaram ou permanecem com 817 pontos nos seus governos, 817 pontos negativos, número que correspondia, até ontem, ás 08h40min, segundo o site www.folha.uol.com.br ao número de mortos nesta tragédia apocalíptica, número este que não cessará por aí. A vocês dois, ditos responsáveis e sábios, minha total desaprovação. O mesmo para os demais que passaram pelo poder público nos últimos 20 anos, sabiam disto tudo e nada fizeram.

A demora com que estas autoridades, juntamente com as forças armadas e demais autoridades competentes que poderiam auxiliar na situação, para iniciar suas atividades foi grotesca, rodeado de supostas burocracias que mais são desculpas, do que propriamente existentes.

Pessoas passam, ainda, por quase duas semanas, sem qualquer contato com a civilização, muitos deles feridos, doentes e todos eles com sede, fome e frio. Algo que mais parece material para piadas de humor negro do que qualquer outra coisa que possa se imaginar.

Nunca na história deste país, tivemos uma tragédia tão grande quanto esta, em que a palavra mais entoada em todas as reportagens e entrevistas concedidas por vítimas diretas ou indiretas foi “assustador”.

Todos os ingredientes de proporções bizarras foram demonstrados da forma mais crua e desumana que poderíamos presenciar e ouvir. 
Muitas vezes não foi necessário sensacionalismo ou qualquer outro tipo de exercício de imprensa marrom a que estamos acostumados todos os dias em nossas televisões para ver e sentir um mínimo de desespero pelo qual as vítimas passavam e passam ainda.

Bastava dar a notícia, crua, fria, dolorosa, simplesmente dizer o que estava acontecendo que a sensação de tristeza se formava em nossos pensamentos, assim como a sensação de impotência e, todas aquelas que eu descrevi anteriormente, todas, como um coquetel de coisas ruins, vinham à tona e tomavam conta dos telespectadores, dos leitores, enfim, de quem se envolveu de alguma forma descente com esta “coisa”.

Só não sentiram estes sentimentos três tipos de animais, eu disse animais e não seres humanos:


Aqueles que conseguiram e digo, não consigo compreender esses animais, os saqueadores, que como o nome diz saqueavam casas condenadas, os comerciantes locais que, ao invés de cobrar uma caixa de leite por R$ 2,00, cobravam animalescamente, vejam vocês, R$ 10,00 cada litro e por fim, os donos de moradias para alugueis, que agora, ao saberem da tal “bolsa aluguel” ou “auxílio aluguel”, como queiram, passaram a cobrar aluguéis que antes eram R$ 200,00, a bagatela de R$ 400,00, R$ 450,00.

Como já disse isto tudo é animalesco, selvagem e, em sendo assim, seres como estes podem ser chamados de qualquer coisa, menos de seres humanos.

Os repórteres choraram, pessoas pediram ajuda, alarmes falsos de novas enxurradas de água foram dados, novos deslizamentos ocorreram, tudo está um caos por lá, nada sobrou, só a dor, a incompreensão, a lamentação e pessoas com seqüelas pós-traumáticas, dentre as mais comuns, a síndrome do pânico, o que não poderia ser diferente, todos com sintomas típicos de pessoas em estado de choque.

Para finalizar, li no domingo, editorial da Zero Hora de um escritor e jornalista e cometi o erro de não anotar seu nome para compartilhá-lo aqui com vocês.

Neste editorial dominical, ele criticava o foco das preocupações trazidas com a tragédia serrana do Rio e criticava o fato destas não condizerem com a realidade não mostrada àqueles que deveriam vê-la.

Relatou em seu texto que viu um (dentre os tantos animais que vagam pelas ruínas das cidades serranas do Rio de Janeiro) cachorro que, dominado pelo desespero da fome, alimentava-se dos restos de um cadáver já em estado de decomposição em decorrência da demora do resgate do corpo.

Disse também que a noite, principalmente à noite, o cheiro putrefação era insuportável, pois vertia da terra e da lama acumulada, sinal, imagino eu, de que muito há ainda por debaixo de tudo aquilo. Que desgraça.

Foi um relato em poucas linhas que resumiu de forma também crua e verdadeira a realidade destas pessoas que lá estão e que precisam ser lembradas até que suas novas vidas sejam postas em seus devidos lugares, pessoas estas que já carregam consigo uma cruz maior do que podem levar, pois aqui o ditado popular de que Deus não dá a ninguém uma cruz maior do que se possa carregar a mim não convence.

Não nos esqueçamos deles, não nos esqueçamos do que aconteceu ou acontece ao longo da história de nosso país, não podemos esquecer, não podemos deixar de falar, escrever e se revoltar, por mais redundante e repetitivo que estes atos sejam.

Precisamos construir juntamente com nossos irmãos de pátria cariocas, sobreviventes que são um país que olhe por nós, mesmo que muitos deles e de nós mesmos já não acredite mais nisto.    

p.s - Este texto é dedicado a todos que de alguma forma fizeram parte desta triste marca que ficará em nossas mentes, mortos, desaparecidos, sobreviventes, doadores e a todos aqueles que de qualquer forma, mesmo sem ferramentas adequadas, tiraram um punhado de terra e lama para assim, ajudar, auxiliar e trazer um pouco de alento.

A todos vocês, o meu total respeito e muito obrigado por serem brasileiros, verdadeiros brasileiros.

 
Marcelo Ferla
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010







Luto!!!


Mércia Nakashima, Eliza Samudio, Celso Daniel, onde o ser humano vai parar assim?

Marcelo Ferla
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Luto

























Luto

Hoje estou de luto por uma pessoa que, bem provavelmente, uma grande parcela de vocês nem se recorda mais. Na verdade não é tão somente um luto pela vitima em si, mas também por todos aqueles que são vítimas da nossa atual violência social mundial e que sequer conquistam um afago do Estado por meio de punição do(s) criminoso(s) que cometem determinados delitos.  

Nesta sexta-feira próxima, dia 20 de Agosto do ano corrente, estará sendo fechado um ciclo de impunidade de uma década, em que o jornalista Marcos Pimenta Neves, então diretor do jornal O Estado de São Paulo, matou com dois tiros pelas costas a repórter do jornal Sandra Gomide, de 32 anos, em um haras em Ibiúna (SP). Motivo: algumas semanas antes o jornalista havia sido abandonado por Sandra, na época sua namorada.

Há que se lembrar ainda sobre o caso que Marcos Pimenta Neves foi réu confesso do crime de homicídio qualificado, pelo qual fora condenado, por júri popular ocorrido em 2006 a 19 anos de prisão, com redução de pena em decorrência de suas atenuantes para 18 anos e, posteriormente, para 15 anos, sendo esta última a pena fixada em definitivo.

Destes 15 anos passou menos de 07 meses preso, eu disse menos de sete meses na prisão, nem mais, nem menos, mas tão somente 07 meses.

Dentre recursos protelatórios, cumprimento de procedimento já ultrapassado e outros fatores, todos estes, unidos, possuem como efeito nefasto uma pessoa assim solta, por aí.

Mais uma vez poderia se dizer que eu estaria dando um tiro em meu pé, pois são casos assim, que trazem descrédito ao nosso atual Poder Judiciário, e eu faço parte deste Poder Judiciário que aí está para todos apreciarem como advogado que sou.

Mas a minha inconformidade com tal situação faz com que eu prefira arriscar o tiro no pé, até porque o pé é meu.

Confesso a vocês que ainda tenho a sorte de ter duas de minhas avós e o meu avô paterno, o qual é minha referência de vida. Da mesma forma, nenhum de meus parentes diretos sofreu qualquer barbárie até o presente momento, o que eu considero uma dádiva de Deus nos atuais dias em que vivemos um caos da bestialidade.

Espero que a justiça, em seu mais alto escalão, dotada de seres de ilibado saber jurídico, assim como a nossa constituição pátria exige, faça o correto, e fazendo o correto tragam justiça e afago, se é que isso é possível, a família de Sandra.


Marcelo Ferla

Fonte: Espaço Jurídico
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