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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Imagens.


Uma lente que conta histórias.
Não é de hoje que a paulista Paula Vasone, 29 anos, aprendeu a olhar o mundo através das lentes de uma câmera. Desde os 16 anos, quando se apossou de uma velha máquina fotográfica do avô e teve acesso a aulas de fotografia na St. Paul’s School, escola britânica na capital paulista, ela descobriu que tinha nas mãos um instrumento para contar histórias.


Em um bom momento profissional, Paula acaba de realizar sua primeira exposição solo em Miami (intitulada Shadow Pointe), participa de uma mostra coletiva em Nova York (a Raw Beauty NYC) e estuda galerias brasileiras para trazer seu trabalho. Vale ficar ligado.
Os enredos que Paula desenvolve em séries como a recente Shadow Pointe são densos, inquietantes e totalmente lindos.
Como aconteceu sua ligação com a fotografia?
Sempre fui criativa e gostei de contar histórias. Na adolescência, passei a ter aulas de fotografia e descobri as possibilidade de contar histórias usando imagens. Primeiro, usava uma máquina manual antiga do meu avô, depois comprei uma DSLR e tirava muitas fotos em viagens. Fui me identificando cada vez mais com fotos e vídeos e com o estilo de vida proporcionado por esses trabalhos. Sinto prazer em conhecer pessoas, vivenciar situações diferentes e descobrir detalhes de objetos. Apesar disso, não pensava em me tornar fotógrafa.
Por quê? E como aconteceu a virada?
Eu me sentia intimidada. O mundo da fotografia ainda é muito dominado por homens. Eu não conhecia nenhuma mulher na área e não conseguia me imaginar nesse trabalho. Resolvi fazer publicidade e propaganda, mas assim que me formei percebi que só me realizaria trabalhando com imagem – foto, vídeo, filme. Depois de um curso rápido em São Paulo, fui para a Miami Ad School, onde fiz o programa de portfólio.
Shadow Pointe é sua primeira incursão na fotografia profissional?
Não. Já fotografei para anúncios e para a Healthers Magazine Brazil. Mas Shadow Pointe é minha primeira exposição solo. Estreou em Miami, agora no dia 13 de setembro, e pretendo levá-la brevemente para o Brasil. Em paralelo, estou também na mostra coletiva Raw Beauty NYC, em Nova York, que tem como foco mulheres cadeirantes e terá renda revertida para a Christopher and Dana Reeve Foundation.
O que é Shadow Pointe?
É uma série formada por 15 fotos e um vídeo, nos quais exploro as confluências do balé e do boxe, por meio da história da catarse de uma mulher que projeta sua vulnerabilidade e sua força nas figuras de um bailarino e de um boxeador. A inspiração veio da observação dos corpos desses dois profissionais. Ambos são tremendamente definidos, têm movimentos leves e resultam de muito treino e disciplina, mas buscam efeitos aparentemente antagônicos: a graciosidade no balé e a agressividade no boxe.  Em Shadow Pointe, essas oposições se fundem e emergem em harmônica integridade. Para realizar a série, trabalhei com dois bailarinos do Miami City Ballet e um boxeador profissional.
Foto ou vídeo, o que você prefere?
Depende. Com fotografia, gosto de contar histórias de lugares, como a minha mais recente série Calle 8, onde dou um mergulho no mundo da comunidade cubana de Miami. Já o vídeo, reservo para expressar percepções e experiências próprias ou de pessoas próximas, uso muitos close ups e busco criar um clima mais introspectivo. Recentemente, como aparece em Shadow Pointe, também tenho trabalhado bastante com fotos em movimento e com exposição dupla, que causam efeitos desconcertantes.
Quem são seus fotógrafos favoritos?
Há vários, mas o primeiro da lista é o fotojornalista americano W. Eugene Smith, que descobri ainda na adolescência. Os retratos dele, tirados em zonas de guerra, para mim são uma definição da essência da fotografia: humanidade e empatia.
entrevista: Caroline caroline@viveiros.com.br
post: Marcelo Ferla

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