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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Falando nisso.

A novela que ludibria a sociedade
Iko (Thiago Fragoso) e (Eron) Marcelo Anthony. Os dois são o casal "mais esperado" da trama; Amarilis (Danielle Winits) gestaria a criança.
Por Cristiana Sanchez Gomes Ferreira, advogada (OAB/RS nº 80.461).
A atual novela das nove da Rede Globo, “Amor à Vida”, retrata o caso de um casal homoafetivo que deseja ter um filho, e que, para tanto, pede a uma amiga que, mediante remuneração, empreste seu útero para a germinação do bebê.
Contudo, na vida real o sonho do casal trilharia um caminho bastante distinto.
No Brasil, a matéria não é objeto de legislação específica, cabendo ao Conselho Federal de Medicina (CFM) a regulamentação das normas éticas para a utilização da técnica de reprodução assistida, denominada “doação temporária do útero” (vulgarmente batizada como “barriga de aluguel”).
A resolução mais recente que versa sobre o tema é a de nº. 2.013, publicada em 09.05.2013, a qual impõe, como requisitos, que as doadoras pertençam à família de um dos parceiros em um parentesco consanguíneo até o quarto grau (mães, irmãs, avós, tias e primas), respeitada a idade limite de até 50 anos, bem como que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética ou que se trate de casal homoafetivo.
Ainda, expressamente veda que o procedimento tenha caráter lucrativo ou comercial (tal como ocorre na novela).
Assim, a hipótese de gestação por parte de qualquer indivíduo que não se enquadre em tal perfil requer aprovação do CFM, o que também não se verificou na trama, que retrata como “natural” a possibilidade de uma amiga doar o útero ao casal.
Ainda, na vida real, deveria o casal solicitar óvulos por meio de “ovodoação anônima”, já que imperioso o sigilo acerca da maternidade biológica.
Desta forma, ao mesmo tempo em que a trama de Walcyr Carrasco traz à baila questão tamanhamente atual, por outra banda apresenta o tema de forma deveras equivocada, ludibriando, inaceitavelmente, a sociedade.


Do Blogueiro:

Na verdade as novelas da Rede Globo vem se utilizando de duas fórmulas que são verdadeiras trapaças e que com certeza, já colocaram pessoas que achavam estar agindo de forma correta em maus bocados. A primeira se dá com a introdução na novela, sempre, de um assunto de cunho social grave, eis que as telenovelas, tem por obrigação, que abordar algum problema desta natureza e auxiliar a sociedade como um todo na melhor informação e esclarecimento possíveis sobre o assunto em pauta. 
Ocorre que ao invés de se ter uma exploração maciça deste tema, demonstrando este em todas as suas facetas com o adequado auxílio de profissional qualificado, que lidem no seu dia-a-dia com o problema em suas várias esferas, os núcleos destas obras medonhas não cita nem trata de forma séria e devida o que deve, ou seja, com extrema seriedade.
Em segundo lugar, ocorrendo como acima se tem o resultado de que tal assunto sério e grave acaba sendo abordado com todos os erros possíveis e imagináveis, eis que não ocorre o que citei acima, passando a novela, baseada no cumprimento de sua função social, a abusar loucamente de fatores que não poderiam ser vinculados no horário em que estas passam na televisão, sexo, drogas, violência desenfreada, xenofobia, homofobia, etc, tudo de forma desajeitada, desbaratinada e irresponsável. O bumbum de fora, o sexo na cama entre traidores, o uso da droga de forma irresponsável, aparecem de forma estapafúrdia, grotesca, deixando de lado explicações a respeito destas coisas que são de suma importância para a mídia de massa. 
A Rede Globo de televisão já foi inúmeras vezes citada pelo MP como fonte de material impróprio vinculado em horário inadequado, mas por ser uma potência em termos televisivos, o assunto sempre morreu na casca.
Desta forma temos o caos instalado, o que deveria aparecer de forma adequada e, principalmente, elucidativa ao seu máximo, aparece com o único intuito de dar ibope, sem regulação alguma por parte daqueles que são responsáveis por ditas obras. 
Do lado dos protagonistas destas, alegam os mesmos que não podemos viver em um país de censura, onde as coisas são proibidas na televisão e que em acontecendo isso, retrocedemos ao período de chumbo, e portanto, isso é pegação de pé nossa e devemos nos calar, caso contrário estaremos sendo ditadores da televisão. 
    
Post: Marcelo Ferla

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