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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Djalma, agora mais eterno do que nunca


Daqui a pouco vou bater na casa dos 40 anos de profissão, mais de 90% no jornalismo esportivo. Vi surgirem e desaparecerem grandes jogadores, esforçados cabeças-de-bagre. Vi promessas se tornarem astros ou sumirem do mapa, como cometas. Nesse tempo todo, dezenas de nomes marcantes no esporte criaram asas e subiram ao céu.
Mas, admito, poucos foram os momentos em que me emocionei tanto como ao ler a notícia da morte de Djalma Santos. Foi no final da noite, ao repassar as novidades na internet antes de ir para a televisão, que topei com a informação de que o craque não havia resistido às complicações de pneumonia e foi reunir-se a velhos companheiros. Não me envergonho de dizer: fui para o SportSCenter com os olhos cheios de lágrimas.
Djalma Santos tinha 84 anos e espírito de garoto. Alegria de menino que jamais perdeu. Aliás, teve a mesma cara desde quando começou na Portuguesa, no fim dos anos 40, até fechar os olhos nesta terça-feira em um hospital da cidade de onde morava. O tempo parecia não ter feito estragos em Djalma, teve tanto respeito por ele que os danos se limitaram àqueles inevitáveis pelo acúmulo de Natais vividos.
Djalma foi lateral-direito da mais fina qualidade. Felizes os que puderam acompanhá-lo em ação, seja na Lusa, no Palmeiras, no Atlético-PR e na seleção brasileira. Opa, e na seleção da Fifa, numa época em que fazer parte do “time do mundo” era honraria pra lá de especial. Pois Djalma brilhou, encantou, esbanjou categoria com qualquer camisa. Jogou quatro Copas (54, 58, 62, 66), foi campeão em duas, acumulou dezenas de honrarias e taças.
Locutores antigos o chamavam de “Lorde”. Apelido adequado ao estilo discreto, eficiente, clássico, impecável. Não se tem notícia de um pontapé desferido por Djalma em canelas adversárias. Nem precisava: com precisão e bote certeiros, roubava a bola de atacantes com a mesma naturalidade com que bebia água.
Djalma era irreverente fora de campo. Dentro, era sóbrio, sólido, uma muralha. Pelo lado direito, treinadores, companheiros e torcedores não tinham a menor preocupação. Se a equipe rival atacasse por aquele lado, era tempo desperdiçado. Djalma não se abalava nunca, não perdia a cabeça, não catimbava, não caía em artimanhas. Era lorde, era gentleman, era especial. Era Djalma Santos.
Djalma saiu de fininho, discreto como sempre foi, no futebol e na vida pessoal. Sem se queixar, sem amarguras. Com sorriso que era uma de suas marcas registradas. Djalma foi como os justos e puros. Era tão especial que São Pedro mandou para cá seu principal representante, o papa Francisco, só para conferir que a passagem para o céu fosse tranquila.
E foi. Djalma agora, mais do que nunca, é eterno. Adeus, ídolo.

texto: Antero  Greco
post: Marcelo Ferla

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