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sábado, 22 de outubro de 2016

ENQUANTO BRASIL TEM ESCOLA DE PRINCESAS, CHILE DÁ CURSO DE DESPRINCESAMENTO.


ENQUANTO BRASIL TEM ESCOLA DE PRINCESAS, CHILE DÁ CURSO DE DESPRINCESAMENTO.
Camila Luz


A Escola de Princesas, instituição mineira que ministra aulas de etiqueta, culinária e organização da casa, bombou na internet recentemente. 
Mas no mau sentido. 
Foi criticada por reforçar estereótipos de gênero e ensinar valores que conectam mulheres a responsabilidades domésticas.
A instituição foi fundada pela pedagoga Nathalia de Mesquita e já existe em Belo Horizonte, Uberaba e Uberlândia. 
São Paulo também deve ganhar uma unidade, comandada pela apresentadora de TV Silvia Abravanel.
Segundo o site oficial, o curso de princesa é voltado para meninas de quatro a 15 anos e ensina a arrumar o cabelo, passar maquiagem, cuidar da casa, ter bom comportamento e até a encontrar o verdadeiro príncipe. 
As meninas também aprendem valores como humildade, solidariedade e bondade. 
As aulas acontecem em ambientes onde o cor-de-rosa predomina.

Escola de princesas repercute na internet
A Escola de Princesas ainda ensina sobre “a importância da aparência” e a “resgatar os valores e os princípios morais do matrimônio”. 

Os valores foram bastante criticados no Twitter:
Aquela™ @semprealimac
Chocante o vídeo da "Escola de Princesas"! É de uma violência absurda ensinar uma menina como não desejar ser nada e em pleno século XXI!
4:30 PM - 13 Oct 2016

Esse maravilhoso vídeo foi relembrado:

Quebrando o Tabu @QuebrandoOTabu
Escola de princesas? Só se for pra elas ficarem assim!
1:12 PM - 16 Oct 2016
Escola de “desprincesamento”
Enquanto isso, o Escritório de Proteção de Direitos da Infância da cidade de Iquique, no norte do Chile, tem um curso que pode interessar a quem criticou a Escola de Princesas: o seminário de “desprincesamento” (“Taller de “Desprincesamiento”).
Segundo reportagem publicada pelo site El Salvador em março deste ano, o seminário ensina que a meta de uma mulher não deve ser só conquistar o príncipe encantado.  
A atividade é voltada para meninas de nove a 15 anos de idade e é realizada na Casa da Cultura de Iquique. 
Inclui artesanato, canções e discussões para as meninas refletirem sobre o conceito de ser uma mulher, beleza e felicidade.

“Nem Barbie, Cinderela ou Branca de Neve. 
Os modelos de mulheres que tentam inspirar o workshop são mais parecidos com o de Beatrix Kidd em Kill Bill ou com a cientista Marie Curie“,  relata o site La Voz. 

O objetivo é questionar ideias legitimadas por contos de fada e filmes clássicos da Disney.
Segundo o coordenador da Oficina de Proteção de Direito, Yury Bustamante, espera-se abrir espaços de discussão com as meninas sobre desigualdade de gênero, trazendo elementos que elas possam identificar de acordo com a idade e incorporar na construção de suas identidades.

“Buscamos dar a elas ferramentas para que cresçam como meninas livres de preconceitos, empoderadas e com a convicção de que são capazes de mudar o mundo, e que não precisam de um homem do lado para isso”, disse, ao El Salvador.

Você gostaria de colocar a sua filha em uma Escola de Princesas, ou no workshop chileno de “desprincesamento”
Deixe a sua opinião.

post: Marcelo Ferla
texto: Camila Luz

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