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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sadegh Souri - A espera da pena de morte.


À espera da morte: meninas menores de idade à beira da execução são registradas por fotógrafo iraniano.

MAHSA, 17 ANOS (FOTO: SADEGH SOURI)
Por Gabriel Camillo Fotografia
Meninas presas desde os 10 anos de idade, sem receber visitas da família, tudo isso em situações miseráveis aguardando pelo corredor da morte... 
Pois é, impactante, não é mesmo? 
Saiba que assim vivem as meninas no Centro de Correção de Delinquentes Juvenis, no Irã. Elas podem ser enforcadas ao completar 18 anos.
Antes de prosseguirmos, saiba que lá as crianças podem ser presas a partir dos nove anos. 
Segundo relatório divulgado pela Anistia Internacional, apesar da recente aprovação de novas leis, muitos jovens ainda são condenados à morte. 
O Irã é um dos países que mais usam tal sentença, perdendo apenas para a China.
Frente a isto, o premiado fotógrafo Sadegh Souri, de 30 anos, realizou um ensaio cujo nome é “A espera da pena de morte”. 
Com ele, o fotógrafo ganhou um prêmio pelo site de fotografia LensCulture.
No ensaio, o fotógrafo retratou as condições precárias em que as encarceradas vivem. 
Algumas meninas revelaram que foram forçadas a confessar os crimes após sessões de violência e tortura.
As detentas que tiverem filhos podem ficar com eles no centro de detenção somente até que eles completem dois anos de idade.

ZAHRA, DE 17 ANOS, CRIA O FILHO NA PRISÃO (FOTO: SADEGH SOURI)
Zahra é uma das meninas que cria um dos filho ali. 
Ela se casou aos 14 anos e tem dois filhos. 
Hoje, aos 17, está presa por ter roubado o celular de uma mulher. 
Zahra foi presa três vezes pelo mesmo motivo.
Elas podem ir ao pátio por uma hora, duas vezes ao dia.

AS MENINAS PODEM IR AO PÁTIO DUAS VEZES AO DIA (FOTO: SADEGH SOURI)
SOWGAND, 16 ANOS (FOTO: SADEGH SOURI)
Sowgand tem 16 anos. A polícia encontrou na sua casa 250 kg de ópio, 30 g de cocaína e 20 g de heroína. 
As drogas pertenciam ao seu pai, mas apenas Sowgang estava em casa quando a polícia chegou. 
Já faz quase um ano que foi presa e nenhum de seus parente foi vistá-la.

O CLERO VISITA AS MENINAS DIARIAMENTE E ORA PARA QUE DEUS AS PERDOE (FOTO: SADEGH SOURI).
O clérigo vai à ala das meninas menores de idade do Centro de Correção todos os dias. Após as orações, o responsável fala sobre a educação adequada para meninas e reza a Deus para que sejam perdoadas.

KHATEREH, DE 13 ANOS, FOI ABUSADA PELO TIO E SOFREU ESTUPRO COLETIVO (FOTO: SADEGH SOURI)
Khatereh tem 13 anos. 
Ela fugiu de casa após ser estuprada pelo tio. 
Uma semana depois de escapar, ela sofreu um estupro coletivo por um grupo de jovens num parque. 
Para se salvar, a menina machucou o próprio braço com uma faca. 
A polícia a encontrou no chão inconsciente e, depois de ser levada ao hospital, Khatereh foi transferida para o Centro de Correção de Deliquentes Juvenis.

SHAQAYEQ,15 ANOS (FOTO: SADEGH SOURI)
Shaqayeq tem 15 anos. 
Ela está presa há quase um ano acusada de ter roubado uma corrente de uma loja no Teerã. Ela e o namorado estavam na local quando a polícia chegou. 
Seu namorado fugiu e Shaqayeq foi presa. 
No dia da foto, sua avó foi visitá-la pela primeira vez, depois de um ano de prisão. 
Sua sentença de morte foi emitida e ela deve ficar presa até os 18 anos, quando o veredito será realizado.
Mahsa (foto no topo da matéria) tem 17 anos. 
Ela se apaixonou por um rapaz e tinha a intenção de casar, mas seu pai era contra. 
Ela teria esfaqueado o pai durante uma briga e ele morreu. 
Seus irmãos pediram a sua execução ou a Lei de Talião, que consiste na reciprocidade do crime da pena, o famoso "olho por olho, dente por dente".

post: Marcelo Ferla

Referências: Cláudia - Vitrine Revista Online - Revista Marie Claire

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