Seja bem vindo ao Blog do Marcelo Ferla

Informativo

Sempre gosto de lembrar aos leitores que este blog tem como intenção trazer à tona a informação, o conhecimento e o debate democrático sobre os assuntos mais variados do nosso cotidiano, fazendo com que todos se sintam atualizados.

Na medida em que você vai se identificando com os assuntos, opine a respeito, se manifeste, não tenha medo de errar, pois a sua opinião é de suma importância para o funcionamento e a real função deste espaço, qual seja, a de levar a todos o pensamento e a reflexão.

O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.

Pesquisa

Custom Search

domingo, 26 de fevereiro de 2017

O arco-íris da Lua, fenômeno raríssimo que surpreendeu as redes sociais.


O arco-íris da Lua, fenômeno raríssimo que surpreendeu as redes sociais.
Kelly Grovier
Da BBC Culture

Arco-íris lunares raramente apresentam todo o espectro de cores como o de um arco-íris comum.
O registro de um arco-íris lunar, fenômeno raro e quase desconhecido, em um par de fotos tiradas em outubro no norte da Inglaterra provocou um frisson nas redes sociais pelo mundo.
As imagens captadas nas regiões de Yorkshire e Northumberland apresentaram aos usuários do Twitter e do Facebook um registro visual de algo que muito pouca gente viu ou mesmo ouviu falar.
Gerado de maneira semelhante à do arco-íris solar, seu "primo" mais comum, o arco-íris lunar ocorre quando a luz (refletida pela Lua, em vez de irradiada diretamente pelo Sol) é refratada pela chuva ou pela névoa suspensa na atmosfera.
Muito mais delicado e fugaz do que um arco-íris comum, o lunar raramente apresenta todo o espectro de cores e aparece tipicamente num tom branco-gelo.

Tema para as artes
Por causa de seu aspecto fantasmagórico e de seu charme espectral, pode-se pensar que o arco-íris lunar é um tema ideal para os artistas que querem evitar cair no lugar-comum do arco-íris mais conhecido.
Um comentário do pintor de paisagens inglês John Constable, que chamou o arco-íris lunar de "o mais belo e raro acontecimento", sugere que alguns artistas de fato estiveram atentos ao seu apelo.

Tela do pintor alemão Caspar David Friedrich é um dos poucos registros conhecidos do fenômeno na pintura.
Mas é surpreendente descobrir que, além de uma tela notável do pintor romântico alemão Caspar David Friedrich (1774-1840), o arco-íris lunar está ausente dessa forma de arte.
Em sua obra Paisagem Montanhosa com Arco-Íris (1809-1810), um arco resplandecente atravessa a escuridão observada por um caminhante, como se formando uma cúpula sobre ele.
Além das artes plásticas, há também ao menos uma referência conhecida ao fenômeno na literatura.
Há mais de dois séculos, no outono de 1799, o poeta inglês William Cole, hoje quase desconhecido, se surpreendeu com a visão extraordinária sobre o céu que escurecia sobre a região de Norfolk e registrou seu fascínio com a cena em um poema:
"A atmosfera com vapores úmidos no ar/ E a Lua pálida exibe seu arco lunar."
Consciente de que os leitores de seu poema provavelmente ficariam surpresos com o evento que ele descrevia, Cole incluiu uma nota de rodapé, direcionando os leitores a um artigo num jornal local que comprovava sua citação:
"Veja o Norfolk Chronicle, edição de 17 de novembro de 1799."

post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo.


O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo
Redação    
BBC Mundo

Esse é o objeto mais esférico do Universo que já foi estudado.
Os planetas e as estrelas não são. 
As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam "esmagados" nos pólos.
Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC 11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. 
Trata-se do objeto mais esférico encontrado no espaço até agora.
A sua esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio às turbulências do espaço.

"Kepler 11145123 é o objeto natural mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol", disse o astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna das estrelas e determina a esfericidade do objeto.

Passo de tartaruga
Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos.
O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos pólos. 
No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros.
Já a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros, incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de 1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.

O Sol é muito menor que Kepler 11145123, mas tem uma rotação mais rápida e um campo magnético distinto.
Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites:
"A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo", disse Gizon à BBC.
"Mas, ao girar mais devagar, deforma menos", acrescentou.
Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas.

Campo magnético
O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela.
Também existe o campo magnético.
"Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação", diz o especialista.
"É por isso que também atribuimos sua forma à presença do campo magnético".
"Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade", relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances.
Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos.
"Este trabalho é um primeiro passo no estudo de formas estelares com a asterosismologia", conclui.

post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Em que escola ponho meu filho? - por Marcos Piangers.



Em que escola ponho meu filho?


Pais sempre fazem essa pergunta, com olhos de desespero, como andarilhos em um deserto cheio de lagos, mas nenhum parece ser ideal. 
Querem o oásis perfeito, se não for a melhor água desse deserto estarão falhando como pais. Eu sei qual a escola que você deve colocar seu filho. 
Mas só falo no final do texto, porque não sou bobo nem nada e se eu dissesse agora você pararia de ler.
Existem duas escolas que eu não colocaria de jeito nenhum: a escola mais longe da sua casa e a escola mais cara. 
A primeira vai fazer você pegar trânsito, e trânsito acaba com a sua qualidade de vida. 
Ou a criança vai de van, uma hora pra ir outra hora pra voltar, e eu já estive em uma van escolar e sei que aquilo é barulho e grito e choro. 
A escola mais cara, apesar de tentadora, tem dois problemas: falta de convívio com pessoas diferentes e a necessidade de você trabalhar como um maluco pra conseguir pagar. 
Quanto mais você trabalha menos tempo tem com o filho e aí já viu, o mundo está cheio de gente rica e infeliz.
O segredo é entender que a escola não é uma forma de terceirizar a educação do seu filho. 
Se você não tem tempo ou saco pra educar um filho não vai ser uma professora que vai educar trinta crianças. 
Além disso, a escola padronizadora está cada vez mais obsoleta: o mercado de trabalho não absorve mais a mão de obra mediana, pensada desde a revolução industrial, mas indivíduos com habilidades especiais. 
A melhor escola explora as potencialidades individuais do seu filho, o melhor método é personalizado, seja construtivista, finlandês, antroposófico ou home school.

Por fim, pra você que pulou direto do primeiro parágrafo pra cá e depois reclama que seu filho não tem saco pra ler um livro, a melhor escola é aquela na qual o seu filho é feliz. 
Crianças são seres cheios de energia e ânimo e é uma pena que muitas vezes tenham que ir obrigados para a aula. 
Do nosso tempo de escola lembramos pouco das matérias: o que sobra são nossos amigos, nossos bons professores, nossas brincadeiras favoritas. 
O verdadeiro professor é a sua presença, o seu exemplo e o seu amor. 
O resto é miragem, nesse deserto que criamos pra nós mesmos.

post: Marcelo Ferla
texto: Marcos Piangers
fonte: 

Continue Lendo... ►

Como foto mudou vida de menino filipino que estudava sob luz do McDonald's


Como foto mudou vida de menino filipino que estudava sob luz do McDonald's
Aurora Almendral    
Da BBC nas Filipinas

Cabrera recebeu doações e família teve ajuda para alugar casa.
Daniel Cabrera, de 9 anos, chega em casa e, com orgulho, conta que acabou de fazer uma prova na escola. 
"Tirei nota máxima", diz ele.
O resultado é fruto de muito esforço: há três meses, ele foi fotografado fazendo seu dever de casa na calçada de um estacionamento, aproveitando a luz de uma lanchonete da rede McDonald's. 
A imagem viralizou no Facebook e foi vista por milhões de pessoas. 
Mas como está o menino atualmente?
Logo após a foto ficar famosa, Daniel começou a receber diversas doações: ganhou mesa, uniforme e sapatos para ir à escola.
Não só a vida dele, mas a de toda a família mudou. 
Hoje, eles moram em uma casa alugada e a mãe dele, Maria Christina Espinosa, recebeu ajuda para montar uma barraca de comida.
Daniel também não precisa mais estudar na rua. 
A família consegue bancar até uma lan house quando ele precisa fazer pesquisas para a escola.

'Quero ser policial'
Antes do episódio, o menino e sua família "moravam" no minimercado em que a mãe dele trabalhava, depois que a casa deles, em uma favela nas Filipinas, tinha sido destruída por um incêndio.
Como o local não tinha luz, o menino usava uma mesa improvisada construída por seu irmão para estudar perto da lanchonete.
Maria Espinosa ganhava cerca de 80 pesos filipinos (R$ 5,60) por dia trabalhando como atendente na loja e era empregada doméstica na casa dos donos do estabelecimento. 
Ela também vendia cigarros e doces nas ruas para complementar a renda.
A situação da família piorou quando o pai de Daniel morreu.

Foto de menino estudando com sob luz de de lanchonete viralizou.
"Eu disse que ele poderia estudar até a 6ª série se eu tivesse dinheiro e ele perguntou por que tinha que parar de ir à escola tão cedo", contou a mãe à BBC.
"Às vezes, eu falava para ele ficar em casa porque não tinha dinheiro para o almoço na escola, mas ele falava que não queria, que a professora havia dito para ele ir", diz.
E por que era tão importante ir à escola? 
"Quero ser policial", diz ele.
Segundo sua mãe, o sonho veio do pai, que dizia para Daniel ser um bom menino e se tornar policial.
A história de Daniel começou a mudar no final de junho, quando foi fotografado pela estudante Joyce Torrefranca, de 20 anos, fazendo seu dever de casa. 
Ela afirmou ter sido "inspirada" pela criança.
O post original foi compartilhado por mais de sete mil perfis do Facebook, que exaltavam, em diversas línguas, a importância dos esforços do garoto.
Para a mãe do menino, as primeira doações foram uma surpresa.
"Fiquei nervosa, pensei 'isso é real?'
Mas estou feliz, agradecida a Deus, porque antes os vizinhos diziam que Daniel nunca ia terminar a escola, porque eu não tinha emprego fixo e o pai dele morreu", conta ela.

Pesquisa no YouTube
Além das doações que chegaram para Daniel, um padre da região está pagando o aluguel da família, de 2.200 pesos filipinos, ou US$ 45, que agora mora em uma outra favela.
A família – Daniel, a mãe, os irmãos e sobrinhos – vive agora em uma pequena casa com dois quartos simples. 
Ainda que apertados, todos conseguem se deitar para dormir à noite.
Com a ajuda de uma emissora de rádio local, Christina montou uma barraquinha de comida na própria favela, onde há bastante movimento de pedestres. 
Com isso, já consegue suprir as necessidades básicas do menino.
E ele não precisa mais da luz do McDonald's para fazer sua tarefas. 
No dia em que conversou com a reportagem, Daniel precisava fazer uma pesquisa no YouTube sobre terra e água para a aula de geografia. 
Conseguiu dinheiro com a mãe para fazer o trabalho em uma lan house próxima.
"Espero que Daniel continue na escola. Espero viver muito para ver ele alcançar seus sonhos e sua vida melhorar", disse a mãe à BBC.

post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

As meninas skatistas do Afeganistão.


Em imagens: As meninas skatistas do Afeganistão.
Fiona Macdonald
Da BBC Culture 


Quando a fotógrafa britânica Jessica Fulford-Dobson visitou Cabul, no Afeganistão, pela primeira vez, em 2013, logo notou dois fortes aromas no ar: “as rosas, que vivem muito bem naquele clima, e o asfalto, já que os trabalhos de recapeamento das ruas estava a pleno vapor”.
E foi no asfalto que Fulford-Dobson encontrou um surpreendente grupo de meninas que estão aprendendo a andar de skate – em um país onde até a bicicleta é considerado um tabu para as mulheres.

As garotas são objeto de um ensaio em um recém-lançado livro, Skate Girls of Kabul (“As Skatistas de Cabul”, em tradução literal). 
(Todas as fotos foram cedidas por Jessica Fulford-Dobson)

Pé firme


Na introdução do livro, a fotógrafa escreve: 
“É fácil achar que meninas afegãs andando de skate representam um estranho choque de culturas. 
Mas quando você vê essas garotas com suas belas roupas coloridas e esvoaçantes cruzando a pista de skate, rindo e vibrando, nossos preconceitos caem por chão”.
“Mas, assim como qualquer menina no mundo, se elas têm a chance de fazer algo que amam, começam a descobrir suas próprias personalidades e estilos”, afirma Fulford-Dobson.


A ONG afegã Skateistan começou com um projeto pequeno em 2007 e hoje ensina o esporte para mais de 1,2 mil crianças toda semana.
“Uma coisa impressionante do skate é que ele demonstra o quanto essas garotas são firmes e resilientes”, diz a fotógrafa. 
“Elas se jogam com uma coragem incontrolável e quando caem, levantam-se e voltam para o fim da fila para tentar a manobra de novo.”
Para ela, o skate está mostrando a força, o entusiasmo e o otimismo das jovens afegãs de hoje.


Como Fulford-Dobson visitou Cabul sozinha, conseguiu conquistar a confiança das garotas.
“Passei algumas semanas com elas e, mesmo tendo que me comunicar através de um intérprete, comecei a perceber a personalidade de cada uma – inclusive pela maneira como elas andam de skate”, conta.

Pose premiada


Esta foto ganhou o segundo lugar em um concurso realizado pela National Portrait Gallery, de Londres, em 2014.
Para registrar a imagem, Fulford-Dobson conta que deixou a menina, de 7 anos, encontrar sozinha a pose em que se sentia mais confortável.
“Esta foi a última foto que fiz dela, antes de ela sair correndo para a escola. 
Mesmo parecendo tranquila, ela estava mesmo com muita pressa”, revela.
“O que mais gosto neste retrato é a segurança que a menina transmite com seu olhar firme.”
Apesar do ritmo frenético das meninas e da pista de skate, muitos dos retratos transmitem calma.
“Notei esta menina por causa das cores que ela estava usando. 
E, pela a maneira tão bonita e natural como ela amarrou seu véu, é possível notar que ela tem um sentido nato de graciosidade”, elogia a fotógrafa.
Apesar do look parecido a um ensaio de moda, Fulford-Dobson conta que não produziu nada e que as garotas usavam suas próprias roupas.

Base para mudanças


A fotógrafa teve que usar um espaço restrito para registrar as garotas, mas acredita que isso deu energia às imagens.
“Quando você vê os retratos em sequência, é bonito observar tantas personagens diferentes refletidas em suas posturas e suas roupas”, afirma. 
“Usei apenas luz natural.”
A Skateistan leva crianças vulneráveis ao sistema escolar – mais da metade de seus alunos trabalha nas ruas. 


post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

Você aplica insulina sempre no mesmo local?


Você aplica insulina sempre no mesmo local?
Alguns diabéticos aplicam insulina poucas vezes, uns chegam apenas a usá-la uma vez ao dia. Porém, muitos se aplicam mais de três vezes ao dia.
E quando essa é a realidade, é muito importante fazermos o rodízio dos locais de aplicação. 
Porque? 
Usar a mesma área por muito tempo pode provocar caroços ou depósitos de gordura extra, formando nódulos. 
Essas lesões  também podem alterar a forma como a insulina é absorvida, tornando mais difícil manter o controle glicêmico nos valores desejados
Como devo fazer o rodízio?


Essa prática é muito mais simples do que se imagina. 
Lembre-se sempre que esta variação de locais vai evitar lesões cutâneas, nódulos e depósito irregular de gordura local. 
Adotar as práticas abaixo pode ser interessante:
Dica legal para não se esquecer : que tal usar um lado durante uma semana, e outro na semana seguinte?
  Alterne a coxa ou o braço esquerdo e direito
· Divida cada região em pequenas partes com distância mínima de 1 cm (um ou dois dedos), formando vários pontos distintos em cada região de aplicação..
· Aplique em um ponto diferente a cada aplicação.
. Aplique no mesmo ponto somente após 14 dias, tempo necessário para a cicatrização, prevenindo o depósito de gordura no local
·           
Algumas dicas:
Faça o rodízio com acompanhamento das glicemias e comunique seu médico endocrinologista. Desta forma, você poderá perceber variações de acordo com cada local.
· Não injetar insulina perto do umbigo.
Como o tecido não é resistente, a absorção da insulina não será tão consistente.
· Usar somente a área exterior do braço, onde há mais gordura.
Para fazer a prega cutânea, o ideal é apoiar o braço em uma cadeira ou usar agulhas curtas
· Nas coxas, o local de aplicação é sempre o quadrante de fora, e não o interno.
· Se você vai, por exemplo, exercitar perna, ou parte superior, programe-se para aplicar sua insulina lenta em outro lugar, que não seja a parte treinada.
O aumento do fluxo sanguíneo no esporte faz com que a insulina lenta seja absorvida de uma forma diferente, mas rápida.
· Escolher o comprimento da agulha corretamente
· Mudar o local de aplicação a cada uma ou duas semanas.
· Usar a mesma área por pelo menos uma semana para evitar variações extremas de glicose no sangue.
Alternar os lados (direito e esquerdo) do local escolhido.
Conversar SEMPRE com seu médico para discutirem os locais de aplicação!
      
Você sabia? A Velocidade de absorção da insulina
A velocidade da absorção da insulina varia de acordo com a parte do corpo em que aplicamos. 
Por isso é preciso ficar atento ao locais onde foram aplicadas as injeções, programar as próximas. 
Muitos médicos recomendam sempre usar a mesma parte do corpo para cada uma das injeções diárias. 
Por exemplo, se na hora do almoço a dose é aplicada no abdômen, o paciente deve usar este mesmo local todos os dias. 
Se a coxa foi escolhida para receber a insulina à noite, o diabético deve fazer o rodízio sempre nesta mesma área.
A velocidade com que a insulina é absorvida pelo organismo segue a seguinte ordem:
  • É mais rápida no abdômen
  • Um pouco mais lenta nos braços
  • Mais lenta ainda nas pernas
  • Mais lenta nas nádegas

A menos que o médico oriente o contrário, a dose de insulina aplicada no café da manhã e almoço deve ser feita no abdômen. 
Isso porque a insulina é absorvida mais rápido nesta área e a ação é necessária para cobrir os carboidratos da alimentação e evitar picos glicêmicos.
Por outro lado, após o jantar ou antes de se deitar, a dose de insulina de longa duração pode ser aplicada na coxa, nas nádegas ou no braço.
Isso porque a insulina terá sua ação longa de forma eficaz e gradual, cobrindo as necessidades do diabético ao longo da noite.
Se a aplicação for de dois tipos de insulina, a injeção pode ser realizada no abdômen, braço, coxa ou nádegas.
Claro que tudo isso deve ser discutido com seu médico, no momento em que definem o tratamento, ok?
Com essas dicas, fica mais fácil usar esta arma para manter o controle glicêmico em ordem, certo? 
Vamos começar a praticar o rodízio?

post: Marcelo Ferla
Fontes de Consulta:http://www.bd.com/brasil

Continue Lendo... ►

Joguemos fora e vamos partir para outra.


Planetas "e", "f" e "g" teriam mais chances de conter água em estado líquido.
foto: http://www.bbc.com/portuguese/geral
Astrônomos europeus e americanos anunciaram a descoberta de sete planetas do tamanho da Terra, situados a apenas 40 anos-luz de distância. 
Três deles, de acordo com os cientistas, poderiam ter água em suas superfícies, o que poderia resultar na existência de vida.
O sistema, formado em torno da já conhecida estrela-anã superfria TRAPPIST-1, tem o maior número de planetas de dimensões semelhantes aos da Terra já encontrados e o maior número de mundos com condições favoráveis à existência de água.

A descoberta foi anunciada na revista científica Nature.
Trecho da matéria em 

Sete planetas, sendo três deles com características muito parecidas com este nosso aqui, o planeta terra, o qual ferramos de várias formas todo santo dia a muito tempo com nossas sandices, foram encontrados pela Nasa, sendo três deles candidatos a semelhança absurda com o nosso Planeta Terra.
Estava comendo meu sanduíche de pão sete grãos com ricota e óleo de coco dentro quando a notícia saiu no Jornal Nacional ontem.
Tranquilamente me virei na mesa e fiquei prestando atenção no que a correspondente da Rede Globo em Nova Iorque dizia sobre a descoberta.
Foi inevitável, na hora pensei: Cara como somos caras de pau.
Esse tipo de ser o qual faço parte chamado humanidade realmente não tem vergonha na cara.
Como muitos filmes que retratam justamente isso, qual é a ideia por trás de tudo isto e do anuncio de algo que sempre que ocorre me faz pensar: 
Quanto tempo faz que eles já sabiam disso tudo?
Será que não anunciaram antes para não haver um excesso de pedidos de compra de terrenos espaciais? 
Vão dar conta da demanda? 
Será caro e, sendo caro, eu que não tenho grana vou morar na Vila Planeta Terra?
Pois bem.
Depois da notícia de que Mark Zuckerberg e o dono da SpaceX e da Tesla, Elon Musk tinham planos avançados para colonizar a Lua, nosso satélite, acusei o golpe que levei da trama.
Mark, o nerd tímido, nunca admite e, tão pouco, fala sobre o que pretende pós-facebook, mas sabemos.
Já Elon Musk é descolado e fala pelos dois.
Já mostrou ao mundo e testou, sem sucesso, um protótipo de espaçonave que tem como função levar os novos habitantes a Lua e voltar a Terra, várias vezes, tudo para levar mais de nós a Lua, e para o envio de mantimentos a quem já estiver com seu tríplex de frente para uma cratera lunar, além do que precisamos de supermercados na Lua, Shoppings, Cinemas, etc. ora essa... somos humanos cara.
A grande sacada de tudo isto é o seguinte.
Elon Musk, Mark Zuckerberg e, claro, a Nasa, querem o que todo ser humano deseja, sem limites, grana, tudo sob a alegação de “revolucionar a história da humanidade”.
Até ai tudo bem, não acho ruim a ideia, acho até bacana, tipo 2001 – Uma Odisseia no Espaço.
Mas não é este o caso, eis que tal fenômeno tem um motivo forte por trás dele.
É necessário que seja um projeto que funcione, deve saciar as expectativas dos grã-finos que já compraram suas passagens para outro astro, mas não só deles, mas de quem vai ficar aqui, ou seja, eu, que sou um duro, sob pena de uma paralisação generalizada onde todos estarão com capacetes de astronautas e nus entoando gritos de ordem como, "os terráqueos unidos, jamais podem ser esquecidos".
Isso a que me refiro é muito bem retratado no filme Elysium, com o astro Matt Damon, no papel do herói que leva todos nós para o paraíso, uma estação espacial onde, até então, somente os mais ricos viviam.
O nosso herói retirando todos os pobretões como eu do inferno, qual seja, a Terra, que ficou toda detonada e para trás, para a escória, a ralé.
Além disso, temos a grande pergunta: 
Se está tudo bem aqui para que viajar milhões de anos luz para outro planeta que fica lá onde Judas perdeu as botas?
Curiosidade?
Espírito desbravador?
Genialidade?
Não. Absolutamente não.
A verdade é que não está nada bem por aqui.
Essa é a resposta e os grandes empreendedores acharam um nicho incrível nisso tudo para levantar sua grana e se mandar daqui.
Mas porquê? 
Somos amigos cara!
A questão é que os seres humanos, nós, somos seres que nos destruímos entre nós mesmos, e pior, sem motivo, fator que nos diferencia dos demais seres vivos que, mesmo quando entram em conflito entre si e chegam as vias de fato tem um motivo específico para tal.
Diferente de nossos vizinhos irracionais, temos o “privilégio” de fazer com um semelhante nosso o que um guitarrista de uma grande banda de Rock faz com sua guitarra, a exemplo do épico momento em que Jimi Hendrix quebrou a sua guitarra no palco e depois a queimou ao vivo, ou seja, nos somos destruidores profissionais, rebeldes, instáveis, loucos de pedra, e não só isto, temos mestrado e doutorado em tudo isto.
Nunca houve na história deste planeta um ser vivo que cometa de forma tão eficiente a destruição do próprio lugar que habita com tanta gana, ambição, egoísmo e de forma tão rápida.
O Planeta Terra, por sua vez, dá severos sinais disto, dos golpes violentos que sofre todo santo dia, e esse tipo de coisa deixa a gente, seres humanos, inseguros, com medo e odiamos estes dois sentimentos.
Imagine um tsunami em plena Porto Alegre que viesse de nosso litoral sul ganhando força e arrastando tudo que encontrava pela frente até chegar a Capital gaúcha e enchesse de água a cidade até o 48° andar de um prédio que existe lá.
Já teve furacão em Santa Catarina, porque não tsunami em plena Avenida Paulista?
A verdade, inclusive para aqueles que não acham que isso é assunto sério, mas sim, coisa de hippie ou de um bando de maconheiros desocupados que tem suas ideias do tipo paz&amor, salvem os animais abandonados, plante árvores, sendo estes filiados ao PV (Partido Verde), é que estamos eliminando sem dó e culpa o nosso pátio, a ponto de destruir a grama, as plantas, derrubarmos a cerca, colocarmos fogo na nossa própria casa e, por fim, matarmos o cachorro.
Depois disto?
Sem problemas, temos outros lugares para começar do zero, novos planetas e a Lua.
Jogamos o planeta fora como uma embalagem plástica de jujubas e partimos para outro saco, cheio de jujubas e novinho.
Eureca!!!!
Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►

O homem que registra cada instante da sua vida.


A matéria a seguir é do site da BBC Brasil, mas tenho uma observação a fazer.
O fato de termos pessoas que deixam de fazer muitas coisas que faziam por conta de um aparelho de celular (a cada dia são mais modernos, o que trás mais possibilidades) não é algo que deva ser tratado como normal.
Tanto não é normal, e saiba se você estiver fazendo isso ou tem este hábito, que a OMS (Organização Mundial da Saúde) já deu nome e classificou este mal.
Chama-se Nomofobia, sim, este é o nome de ter medo de ficar em algum momento sem o celular e, consequentemente, leva também ao vício do uso deste.
É uma das patologias cibernéticas de nossos tempos, doença esta que faz com que não se tenha mais vida real, mas sim artificial, com a sensação de que o artificial é real e satisfaz.
Mas esta satisfação tem prazo de validade curto, e quando este termina, as consequências são pesadíssimas como, por exemplo, a depressão.
Eis abaixo um dos tantos exemplos de como isto pode ocorre.
Fique esperto!!! 

O homem que registra cada instante da sua vida.

O professor espanhol Morris Villarroel tem uma pequena câmera no peito que tira fotos a cada 30 segundos e um relógio que monitora todos os seus movimentos.
Todos os dias, o espanhol Morris Villarroel tira 1.200 fotos. 
A maioria bastante sem graça. 
Há seis anos ele faz isso porque resolveu registrar a própria vida minuto a minuto, com a ajuda de uma câmera, um caderno e um relógio Fitbit, que monitora todos os seus movimentos.
Entre as fotos, várias da direção do carro, de uma torrada, da prateleira onde ele guarda a cebola na cozinha... E nenhuma delas vai ser apagada. 
Morris quer registrar as coisas banais e as extraordinárias que acontecem na sua vida.

São 1.200 fotos por dia, nem todas interessantes.
Fotos e registros minuto a minuto
"Comecei isso quando fiz 40 anos e me peguei pensando no que fizera da vida até então. 
Para os próximos 40 anos, eu queria dar uma ideia melhor do que eu tinha feito", explica o professor universitário de fisiologia animal e aquicultura.
Desde 2010, ele registra tudo num caderno, como um diário. 
"Escrevo quando acordo, o que como, o que faço," diz.
No dia 14 de abril de 2014, Morris Villarroel passou a usar uma pequena câmera presa no peito e que dispara automaticamente a cada 30 segundos. 
Resultado: já acumula mais de um milhão de fotos.
"Não vi todas. É muita coisa," admite.
"A câmera tira fotos do que está bem na minha frente"
Sua mulher, Erin, "não tem nada contra, mas bem que ela queria mais privacidade".
"Eu não uso a câmera quando estou no quarto, se é que você me entende."

Da morte do pai ao nascimento do filho, tudo catalogado
No ano passado, Morris gastou 37 diários e registrou atividades, observações e ideias assim:
"Acordei às 5h45 num hotel na Suécia. 
Os músculos posteriores da minha perna doem um pouco."
"Conversei com colegas sobre observação de pássaros na hora do cafezinho."

Morris Villarroel também faz anotações diárias. Para registrar tudo o que viveu, só no ano passado gastou 37 cadernos.
"Seria legal saber por que algumas pessoas, quando estão fazendo jogging, sentem a necessidade de tocar em algo, como numa parede, quando estão na metade do percurso".
Morris Villarroel atribui categorias e palavras-chave para tudo o que registra. 
Os dados são organizados numa planilha e, quando combinados com as leituras do relógio Fitbit e as fotos, revelam exatamente o que ele fazia em qualquer momento do seu passado recente.
Por exemplo, às 12h22 de 7 de dezembro de 2014, o registro é de que ele não se mexeu durante 60 minutos. 
As fotos mostram parte de um corredor de hospital.
Naquele instante seu pai acabara de morrer.

A pequena câmera fotografa tudo o que aparece na frente de Morris. Aqui, no hospital, quando soube da morte do seu pai.
Ou às 16h36 do dia 4 de novembro de 2014, hora em que seu filho Liam nasceu, num parto feito em casa.

Ele guarda os registros do parto do filho Liam desde o momento em que sua mulher sentiu as contrações em casa.
Um pai comum certamente tem várias fotos posadas da mãe e do filho. 
Morris, no entanto, registrou tudo, do começo das contrações até o momento em que a parteira deixou sua casa.
"Mas meus equipamentos não conseguiram captar a intensidade daquela hora", reconhece.
Ele acredita que o filho vai achar interessante ver as fotos e registros. 
"Quando ele tiver 80 anos, vai poder saber como a mãe era quando estava grávida e o que ele fez no quinto dia de vida...".

As anotações diárias são passadas para planilhas cujas informações também podem ser cruzadas com as fotos.
Os filhos aprovam o projeto. 
A filha, June, de 15 anos, "gosta de ver os registros. 
É divertido ver onde estivemos", diz.

'Processo ajuda na reflexão'
Claro que classificar essa enorme quantidade de dados é um desafio e tanto.
Morris desenvolveu um ritual matinal que dura uma hora e inclui escrever em 750 palavras seus sentimentos, quanto tempo passou fazendo coisas diferentes e baixar arquivos.

Morris confessa que não consegue ver todas as fotos, como esta, da sua mão ao volante do carro. Para catalogar tanto material, ele usa palavras-chave.
"Eu não fazia muita coisa nesse horário, mas agora consegui produzir algo importante para mim mesmo", analisa.
Ele também revisa cada semana, mês e ano registrados: 
"É também um processo de reflexão, que me ajuda a lembrar o que fazer, assim como a planejar e avaliar o que está acontecendo."
Para muitos, tudo isso pode parecer completamente sem sentido. 
Mas ele garante que existe uma razão de ordem prática.
Um dia, Morris perdeu o notebook por duas semanas. 
Até que examinou as fotos e descobriu onde o tinha deixado.
Antes de voltar a um lugar onde já esteve, ele analisa seus dados, vê como chegou lá, quanto tempo levou, onde estacionou e o que fez. 
Numa dessas vezes, lembrou que havia uma ótima padaria na esquina.
O registro também funciona como defesa: se alguém o ameaçar, ele terá a sequência completa de fotos para provar o que aconteceu. 
Mas até agora não teve que recorrer a isso.
O processo o ajuda a saber quanto exercício precisa fazer. 
O monitor Fitbit estabelece como meta 10 mil passos por dia e por isso ele usa o transporte público para ir trabalhar, em Madri. 
Morris também aprendeu que seu total diário de passos aumenta à medida em que o semestre universitário avança.


Mudança de hábitos
"Somos criaturas que têm hábitos, mas nem todos eles são bons," observa. 
"Posso mapear hábitos e melhorar alguns, assim como evitar os mais negativos."
Às vezes, ele tem a sensação de que não fez muito em um dia ou mesmo durante toda uma semana, mas quando dá uma olhada nos registros, vê que realmente não foi assim.

O professor Morris Villarroel diz que, com seu sistema, passou a valorizar mais o tempo e tudo o que vive.
"Você olha a sua vida e pergunta: 
'O que estou aprendendo? 
Estou progredindo? 
Como estou me sentindo?' e com base nas respostas, novas questões surgem, 'Quero mudar ou ficar do jeito que estou?'"
Morris não pretende encerrar o projeto, afinal fazer um registro tão preciso de cada dia mudou a maneira como ele valoriza o tempo e os acontecimentos.

post: Marcelo Ferla

Continue Lendo... ►