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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O homem que registra cada instante da sua vida.


A matéria a seguir é do site da BBC Brasil, mas tenho uma observação a fazer.
O fato de termos pessoas que deixam de fazer muitas coisas que faziam por conta de um aparelho de celular (a cada dia são mais modernos, o que trás mais possibilidades) não é algo que deva ser tratado como normal.
Tanto não é normal, e saiba se você estiver fazendo isso ou tem este hábito, que a OMS (Organização Mundial da Saúde) já deu nome e classificou este mal.
Chama-se Nomofobia, sim, este é o nome de ter medo de ficar em algum momento sem o celular e, consequentemente, leva também ao vício do uso deste.
É uma das patologias cibernéticas de nossos tempos, doença esta que faz com que não se tenha mais vida real, mas sim artificial, com a sensação de que o artificial é real e satisfaz.
Mas esta satisfação tem prazo de validade curto, e quando este termina, as consequências são pesadíssimas como, por exemplo, a depressão.
Eis abaixo um dos tantos exemplos de como isto pode ocorre.
Fique esperto!!! 

O homem que registra cada instante da sua vida.

O professor espanhol Morris Villarroel tem uma pequena câmera no peito que tira fotos a cada 30 segundos e um relógio que monitora todos os seus movimentos.
Todos os dias, o espanhol Morris Villarroel tira 1.200 fotos. 
A maioria bastante sem graça. 
Há seis anos ele faz isso porque resolveu registrar a própria vida minuto a minuto, com a ajuda de uma câmera, um caderno e um relógio Fitbit, que monitora todos os seus movimentos.
Entre as fotos, várias da direção do carro, de uma torrada, da prateleira onde ele guarda a cebola na cozinha... E nenhuma delas vai ser apagada. 
Morris quer registrar as coisas banais e as extraordinárias que acontecem na sua vida.

São 1.200 fotos por dia, nem todas interessantes.
Fotos e registros minuto a minuto
"Comecei isso quando fiz 40 anos e me peguei pensando no que fizera da vida até então. 
Para os próximos 40 anos, eu queria dar uma ideia melhor do que eu tinha feito", explica o professor universitário de fisiologia animal e aquicultura.
Desde 2010, ele registra tudo num caderno, como um diário. 
"Escrevo quando acordo, o que como, o que faço," diz.
No dia 14 de abril de 2014, Morris Villarroel passou a usar uma pequena câmera presa no peito e que dispara automaticamente a cada 30 segundos. 
Resultado: já acumula mais de um milhão de fotos.
"Não vi todas. É muita coisa," admite.
"A câmera tira fotos do que está bem na minha frente"
Sua mulher, Erin, "não tem nada contra, mas bem que ela queria mais privacidade".
"Eu não uso a câmera quando estou no quarto, se é que você me entende."

Da morte do pai ao nascimento do filho, tudo catalogado
No ano passado, Morris gastou 37 diários e registrou atividades, observações e ideias assim:
"Acordei às 5h45 num hotel na Suécia. 
Os músculos posteriores da minha perna doem um pouco."
"Conversei com colegas sobre observação de pássaros na hora do cafezinho."

Morris Villarroel também faz anotações diárias. Para registrar tudo o que viveu, só no ano passado gastou 37 cadernos.
"Seria legal saber por que algumas pessoas, quando estão fazendo jogging, sentem a necessidade de tocar em algo, como numa parede, quando estão na metade do percurso".
Morris Villarroel atribui categorias e palavras-chave para tudo o que registra. 
Os dados são organizados numa planilha e, quando combinados com as leituras do relógio Fitbit e as fotos, revelam exatamente o que ele fazia em qualquer momento do seu passado recente.
Por exemplo, às 12h22 de 7 de dezembro de 2014, o registro é de que ele não se mexeu durante 60 minutos. 
As fotos mostram parte de um corredor de hospital.
Naquele instante seu pai acabara de morrer.

A pequena câmera fotografa tudo o que aparece na frente de Morris. Aqui, no hospital, quando soube da morte do seu pai.
Ou às 16h36 do dia 4 de novembro de 2014, hora em que seu filho Liam nasceu, num parto feito em casa.

Ele guarda os registros do parto do filho Liam desde o momento em que sua mulher sentiu as contrações em casa.
Um pai comum certamente tem várias fotos posadas da mãe e do filho. 
Morris, no entanto, registrou tudo, do começo das contrações até o momento em que a parteira deixou sua casa.
"Mas meus equipamentos não conseguiram captar a intensidade daquela hora", reconhece.
Ele acredita que o filho vai achar interessante ver as fotos e registros. 
"Quando ele tiver 80 anos, vai poder saber como a mãe era quando estava grávida e o que ele fez no quinto dia de vida...".

As anotações diárias são passadas para planilhas cujas informações também podem ser cruzadas com as fotos.
Os filhos aprovam o projeto. 
A filha, June, de 15 anos, "gosta de ver os registros. 
É divertido ver onde estivemos", diz.

'Processo ajuda na reflexão'
Claro que classificar essa enorme quantidade de dados é um desafio e tanto.
Morris desenvolveu um ritual matinal que dura uma hora e inclui escrever em 750 palavras seus sentimentos, quanto tempo passou fazendo coisas diferentes e baixar arquivos.

Morris confessa que não consegue ver todas as fotos, como esta, da sua mão ao volante do carro. Para catalogar tanto material, ele usa palavras-chave.
"Eu não fazia muita coisa nesse horário, mas agora consegui produzir algo importante para mim mesmo", analisa.
Ele também revisa cada semana, mês e ano registrados: 
"É também um processo de reflexão, que me ajuda a lembrar o que fazer, assim como a planejar e avaliar o que está acontecendo."
Para muitos, tudo isso pode parecer completamente sem sentido. 
Mas ele garante que existe uma razão de ordem prática.
Um dia, Morris perdeu o notebook por duas semanas. 
Até que examinou as fotos e descobriu onde o tinha deixado.
Antes de voltar a um lugar onde já esteve, ele analisa seus dados, vê como chegou lá, quanto tempo levou, onde estacionou e o que fez. 
Numa dessas vezes, lembrou que havia uma ótima padaria na esquina.
O registro também funciona como defesa: se alguém o ameaçar, ele terá a sequência completa de fotos para provar o que aconteceu. 
Mas até agora não teve que recorrer a isso.
O processo o ajuda a saber quanto exercício precisa fazer. 
O monitor Fitbit estabelece como meta 10 mil passos por dia e por isso ele usa o transporte público para ir trabalhar, em Madri. 
Morris também aprendeu que seu total diário de passos aumenta à medida em que o semestre universitário avança.


Mudança de hábitos
"Somos criaturas que têm hábitos, mas nem todos eles são bons," observa. 
"Posso mapear hábitos e melhorar alguns, assim como evitar os mais negativos."
Às vezes, ele tem a sensação de que não fez muito em um dia ou mesmo durante toda uma semana, mas quando dá uma olhada nos registros, vê que realmente não foi assim.

O professor Morris Villarroel diz que, com seu sistema, passou a valorizar mais o tempo e tudo o que vive.
"Você olha a sua vida e pergunta: 
'O que estou aprendendo? 
Estou progredindo? 
Como estou me sentindo?' e com base nas respostas, novas questões surgem, 'Quero mudar ou ficar do jeito que estou?'"
Morris não pretende encerrar o projeto, afinal fazer um registro tão preciso de cada dia mudou a maneira como ele valoriza o tempo e os acontecimentos.

post: Marcelo Ferla

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