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terça-feira, 18 de maio de 2010

Bulling de burro






















Dezembro de 2008


Esta semana estava lendo os jornais, como faço diariamente, desde que me conheço por gente e, li a respeito de um fenômeno relativamente novo em relação a sua execução, que vem ocorrendo nas escolas, principalmente, mas que a muito vem ocorrendo, qual seja, o bulling, expressão americana que não possui tradução clara para a nossa língua portuguesa, mais que é perfeitamente compreensível no que tange aos atos de quem pratica e aos efeitos de quem o sofre.
Trata-se de uma violência praticada contra pessoas com características estereotipadas, praticado por aqueles que possuem uma posição alta na hierarquia de turmas formadas por adolescentes nas escolas, feito sempre em grupos e sem motivo aparente. Sinceramente, não concordo muito com esse conceito, vou explicar.

Primeiro que a exemplo do que o conceito trás, não entendo o que vem a ser “características estereotipadas”, estereotipadas por quem?
Ao ler a matéria, notei que existe uma menina de nome Daniele Vuoto, 22 anos, universitária, magra, loira, inteligente, com notas altas na escola e na universidade, que fora a tempos atrás vítima desse tipo de violência, o que fez com que a mesma criasse um blog (nomorebulling.blig.ig.com.br), ela também é blogueira, para combater esse tipo de barbárie.

Mas uma pergunta permanece me perturbando. Quem é autorizado a dizer que outra pessoa possui uma figura ou um tipo estereotipado? Ninguém. Simplesmente pelo fato de se ser alta, usar óculos com lentes grossas, ter um nariz dito grande, coisas desse tipo, as demais pessoas que não tem estes tipos de “estereótipos”, talvez outros, ou nenhum por não existirem, não são autorizadas a fazer tal crítica.

Em segundo, me parece que tais violências ocorrem não por se ter como vítima alguém “estranho”, mais sim por se ter nestas vítimas, potencialidades dessas pessoas que incomodam muito mais pelo que podem do que pelo que são. Analisemos.

A menina acima citada, hoje no alto de seus 22 anos, é inteligente, foi e ainda deve ser ótima aluna, alta, loira e tem um belo nome, Daniela. O que ela fez para sofrer o Bulling? Ela é inteligente, alta, loira e tem um lindo nome. Por Deus, quem não quer ser como a Daniela nos dias de hoje, sim, porque eu vejo, no caso especifico das mulheres, as que querem ser loiras e para isso pintam o cabelo, as que querem ser altas e põem saltos e as que querem ser inteligentes mais não o são, aliás, grande problema este.

Ao meu modo de se analisar a situação, prefiro pensar que os inteligentes, espertos, diferenciados hoje e amanhã, sofrem por terem potencias em elevado nível, muito além do que os demais, são diferenciados sim, tiram notas boas, não sofrem para passar de ano, enfim sabem das coisas.

Já aqueles que agridem nada sabem, prova do alegado se dá pelo próprio ato agressão, uma apelação e tanto para quem não sabe argumentar, para quem não tem conteúdo, potencial, qualidade.
Daniela não era motivo de chacotas porque era “seca”, “girafa”, ou algo assim. Ela era motivo de chacotas porque incomodava as demais ou os demais, era e é inteligente, loira e alta.

O fenômeno que se chama bulling, que vem de burro na minha concepção, não um burro no sentido de se ser burro, daquele que nunca vai aprender, mais do acomodado, do bruto, do tosco, algo que me parece o inverso do que dizem, ato motivado e executado por aqueles que não possuem ou não querem possuir capacidade de ser o tal, não poder ser o que o ofendido, violentado é, uma total represália ao correto, ao potente, ao intelecto e a qualidade em todas suas formas.

Deus perdoai vos, eles não sabem o que fazem.

Marcelo Ferla 

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