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O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

"AMOR INCONDICIONAL".

O famoso cão Hachiko reencontra com seu tutor 90 anos depois.


A equipe da Faculdade de Agricultura da Universidade de Tóquio criou uma outra estátua que promove o reencontro do cão e seu tutor, 90 anos depois, e a apresentou ao público no domingo (8/mar) no seu campus. 

O tutor desse cão de raça Akita, Hachiko, era professor da Faculdade de Agricultura de Universidade de Tokyo Teikoku, Hidesaburo Ueno. 

Essa estátua foi criada para homenagear esse professor, conhecido como o pai da engenharia agrônoma do Japão e para representar o amor incondicional entre ele e o seu cão.
Eles eram inseparáveis. A rotina dos dois era de Hachiko acompanhá-lo à faculdade, mas quando precisava viajar ou se deslocar ao trabalho, o cão ia com ele até Shibuya e lá ficava esperando a sua volta. 

Mesmo depois da morte do professor Ueno, Hachiko ia todos os dias até a estação de Shibuya na esperança de reencontrá-lo.
Hachiko é o cão mais famoso do Japão e tem uma estátua erguida em Shibuya, bairro central de Tokyo, representando a fidelidade e o amor entre o ser humano e o cachorro. Hachiko foi todos os dias, durante 10 anos, esperar pelo seu dono sem saber de sua morte.
O escultor criou uma imagem bem realista da alegria do reencontro dos dois. O cão pula de alegria no professor Ueno, abanando o rabo. Assim, o reencontro depois de quase 1 século se imortaliza para a história de amor com final feliz.

post: Marcelo Ferla
Fonte: IPC Digital

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Apoio essa luta.

Oito atitudes típicas de pessoas que têm depressão, mas não demonstram.
Medo ou desconhecimento?
Nesse artigo conheça 8 sintomas de pessoas que levam a vida com o que chamamos de “depressão mascarada”, doença que elas tentam esconder ou mesmo que nem sabem que têm.
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Embora a sociedade atual demonstre, de modo geral, um maior conhecimento sobre a depressão, o que se vê, muitas vezes, é uma compreensão equivocada desta doença e de seus sintomas.
Por tratar-se de uma doença marcada por um estigma, nem sempre conseguimos identificar familiares ou pessoas próximas que estejam lutando contra a depressão. 

Pior ainda: devido às concepções equivocadas sobre os diferentes modos de manifestação da doença, e o tipo de ajuda a ser buscado, muitos indivíduos que sofrem de depressão não recebem o devido diagnóstico.
O resultado disso é que muitos indivíduos convivem com uma depressão mascarada – ou seja, invisível para as pessoas que os cercam, ou mesmo para eles próprios. 

Além disso, nos casos em que não recebeu o diagnóstico adequado, o indivíduo tenderá a lidar com seus problemas de modo a esconder a depressão, e terá dificuldades para reconhecer os verdadeiros sintomas da doença.
É preciso deixar de lado a concepção de que o sofrimento é sempre visível. Deste modo, será possível compreender melhor e oferecer ajuda aos que lutam contra as doenças não manifestas. Listamos, a seguir, alguns sinais de uma pessoa que talvez sofra de uma depressão mascarada.

1. Ela talvez “não pareça deprimida”
Influenciados por estereótipos culturais e veiculados pela mídia, muitos têm uma imagem equivocada do comportamento e da aparência do indivíduo com depressão. Na visão do senso comum, esta pessoa raramente sai de seu quarto, veste-se com desleixo, e parece estar sempre triste. Porém, nem todos que sofrem de depressão têm o mesmo comportamento.
Claro que os indivíduos são diferentes, assim como variam os sintomas e a capacidade de cada um de lidar com a doença. Muitos conseguem exibir um “verniz” de boa saúde mental – como mecanismo de autoproteção –, mas o fato de serem capazes de fazê-lo não significa que eles sofram menos. Do mesmo modo, as pessoas incapazes de mostrar tal “verniz” não são mais “fracas” que as demais.

2. Ela pode parecer exausta, ou queixar-se de um cansaço constante
Um efeito colateral da depressão é um cansaço permanente. Embora este sintoma não se manifeste em todos que sofrem de depressão, ele é muito comum. 

Em geral, é um dos piores efeitos colaterais desta doença.
Além disso, se o indivíduo não recebeu o diagnóstico de depressão, a causa deste cansaço pode ser uma incógnita. 

Mesmo que ele durma um número suficiente de horas à noite, talvez acorde na manhã seguinte como se tivesse dormido pouco. 

Pior que isso: talvez ele culpe a si mesmo, atribuindo isso à preguiça ou então que algum defeito de sua personalidade esteja causando esta sensação de fraqueza e falta de energia.
Este sintoma também acaba se tornando uma dificuldade para quem recebeu o diagnóstico de depressão, mas tenta ocultá-la dos amigos e colegas. Isso porque esta sensação de cansaço afeta o seu ritmo de trabalho e também os seus relacionamentos pessoais.

3. Ela poderá ficar mais irritadiça
O comportamento de uma pessoa com depressão pode ser interpretado equivocadamente, como melancolia. 

É muito comum que a pessoa deprimida fique mais irritadiça, e que isso não seja interpretado como um sintoma da doença. Isso é compreensível, já que a depressão não é problema de saúde “visível”, e tampouco pode ser medido com precisão – o que dificulta o combate à doença.
Além disso, o esforço constante exigido do indivíduo para lidar, ao mesmo tempo, com as inúmeras demandas de sua vida cotidiana, e com a depressão, suga suas energias, deixando-o impaciente e incapaz de ter a compreensão exata sobre as coisas.
Se o seu amigo ou conhecido recebe o diagnóstico de depressão, e compartilha esta informação com você, uma dificuldade poderá surgir, caso o comportamento desta pessoa não corresponda à imagem (equivocada) que se tem de uma pessoa com depressão: um indivíduo tímido e calado. A tendência a ter “pavio curto” e a irritar-se com facilidade é, na verdade, um efeito colateral da depressão.

4. Para ela, pode ser difícil corresponder ao afeto e preocupação das pessoas ao redor.
A ideia equivocada mais comum em relação à depressão, sugerida nos parágrafos acima, é que ela causa um sentimento de tristeza.
Pelo contrário: muitas vezes, o indivíduo com depressão não sente nada; ou então vive as emoções de modo limitado ou passageiro. Depende de cada caso, mas muitos relatam um sentimento parecido com o “torpor”, e o mais próximo que chegam de uma emoção é uma espécie de tristeza, ou irritação.
Deste modo, o indivíduo terá dificuldade para corresponder de modo adequado a gestos ou palavras afetuosas. Ou então nem se dará ao trabalho de manifestar qualquer reação.
Talvez demonstre uma irritação nada racional: é possível que o cérebro dele tenha dificuldades para processar e corresponder ao seu afeto e carinho.

5. Talvez recuse a participar de atividades de que gostava muito.
Uma atípica falta de interesse em participar de atividades – e durante um longo período – pode ser um sinal de depressão. Conforme mencionado acima, esta doença drena a energia do indivíduo tanto no plano físico quanto no mental – o que afeta sua capacidade de sentir prazer com as atividades cotidianas.
Um indivíduo com depressão talvez não se sinta mais atraído por atividades que adorava no passado, pois esta doença acaba dificultando o desfrute de tais atividades, que não satisfazem mais o indivíduo. 

Se não há nenhum outro sinal visível que possa explicar o interesse cada vez menor do indivíduo por estas atividades, este talvez seja um sintoma de depressão clínica.

6. Talvez passe a ter hábitos alimentares incomuns.
O indivíduo deprimido desenvolve hábitos alimentares incomuns por duas razões: como um modo de lidar com a doença, ou como um efeito colateral da ausência do cuidado consigo mesmo. Comer pouco ou em demasia é um sinal comum de depressão. A ingestão excessiva de alimentos é vista como vergonhosa, e neste caso a comida talvez seja a principal fonte de prazer da pessoa com depressão, o que a faz comer além do necessário.
Quando o indivíduo depressivo come pouco, em geral é porque a doença está afetando seu apetite, transformando o ato de comer em algo desagradável. 

Isso também pode ser uma necessidade subconsciente de controlar algo, já que ele não é capaz de controlar sua depressão. 

Se a pessoa não recebeu o devido diagnóstico, ou se omitiu diante das pessoas o fato de estar deprimida, elas poderão considerar que os hábitos alimentares “errados” se devem a um defeito de personalidade, e tal “julgamento” fará com que o indivíduo deprimido se sinta ainda pior.

7. Os outros talvez passem a exigir mais de você.
Naturalmente, as funções vitais de um indivíduo com depressão não podem ser as mesmas de alguém com boa saúde mental. Haverá coisas que ele não será mais capaz de fazer com a mesma frequência, ou abandonará de vez. 

Perturbá-lo ou fazer com que ele se envergonhe por causa disso só tende a causar mágoas, em vez de ajudar. 

Se a depressão é um assunto que ele tem tido dificuldade de abordar, será igualmente difícil para ele lidar com alguém que fique irritado diante de sua incapacidade de agir do mesmo modo que uma pessoa mentalmente sadia.
Por isso, convém sempre ser compreensivo com as pessoas, seja de seu círculo profissional ou do pessoal. 

Não há como saber se um indivíduo está simplesmente “desacelerando”, ou se está enfrentando um verdadeiro problema de saúde.

8. Ela poderá ter dias ruins, e dias “melhores”.
Trata-se de uma doença com altos e baixos. 

Se o indivíduo sofre de uma depressão mascarada, ou não diagnosticada, pode parecer que suas flutuações de humor são aleatórias, dependendo da regularidade de sua depressão. 

Para você (e mesmo para ele, no caso de ele não ter recebido um diagnóstico), talvez não haja uma motivação para as alterações de humor, mas esta é simplesmente a maneira como a depressão se manifesta em algumas pessoas.
Se você sabe que o indivíduo sofre de depressão, poderá ter a falsa impressão de que ele, tendo passado por uma sequência de dias “bons”, está definitivamente curado. 

O fato de ele ter passado um dia melhor do que na véspera pode ser excelente, mas convém que você sempre lhe peça para que ele deixe claro o que consegue ou não fazer, e em que momentos.
Concluir que o indivíduo que sofria de depressão está plenamente recuperado, ou forçá-lo a retomar rapidamente a rotina normal poderá sobrecarregá-lo, e fazer com que ele se “retraia” novamente. 

Ofereça apoio ao amigo ou parente com depressão, mas deixe que ele tome as decisões necessárias.

Por Jane Scearce  
post: Marcelo Ferla
fonte: http://www.contioutra.com/

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VERDADE, PERCEPÇÃO E ESTEREÓTIPOS: VOCÊ É O QUE PARECE?

VERDADE, PERCEPÇÃO E ESTEREÓTIPOS: VOCÊ É O QUE PARECE?
PUBLICADO EM SOCIEDADE POR CAROLINA ZIMMER
Confronto entre os estereótipos sociais e a necessidade subjetiva do ser humano de manter a sua individualidade.


Categorizar, catalogar, generalizar e simplificar: atos da razão humana, praticados minuto a minuto por cada um de nós.
Seres humanos são individualidades extremamente complexas que não podem ser encaixados em padrões preestabelecidos, não de forma absoluta.

Você não é somente o bairro onde mora, a profissão que escolheu ou mesmo a imagem que projeta para o mundo. Você é bem mais profundo do que isso.
A palavra “estereótipo” vem do grego “stereos” e “typos”, ou seja, “impressão sólida” e foi inventada pelo francês Firmin Didot, referindo-se à placa metálica utilizada para a impressão de livros mais baratos, o que revolucionou a indústria gráfica da época.
Pode-se dizer que impressão sólida e verdade é a mesma coisa? Não, em absoluto.
Numa sociedade líquido-moderna, termo cunhado sabiamente pelo sociólogo Zygmunt Bauman, o superficial, a imagem projetada, a rapidez da comunicação, torna-nos intolerantes à subjetividade do outro, principalmente se ele for diferente, se não conseguirmos atribuir a ele, uma das nossas ideias preconcebidas do que ele deve ser.


Todo engenheiro é ateu. Todo advogado é conservador. 

Todo publicitário é louco. Todo ator é gay. 

Todo mundo que mora na zona sul de São Paulo é rico. 

Todo músico usa drogas. Os exemplos de sofismas que criamos para catalogar superficialmente pessoas e comportamentos são infinitos.
O grande perigo da nossa intolerância é, pela rapidez e liquidez do nosso comportamento social atual, relegarmos pessoas a representarem papéis estereotipados atribuídos pela sociedade a elas, em franco confronto com a sua individualidade e subjetividade, numa espécie de “bullying psicológico comunitário” que beira ao preconceito, que não é sinônimo de estereótipo.


E essa é uma luta individual, não coletiva. 

Assim como é da natureza humana a complexidade subjetiva, também é da mesma natureza a racionalização e catalogação, numa polaridade que acaba por se complementar, gerando a grande beleza que há no feio e a grande feiura que há no belo.
Portanto, cabe a cada um de nós, o esforço de projetar em imagens a sua verdade interior e não aquela que deriva de um estereótipo coletivo, isso sim, é a verdadeira liberdade de expressão.
Você tem a licença poética de ser quem você é, de oferecer ao mundo a sua beleza e a sua podridão, independentemente dos rótulos morais-sociais que, porventura, possam ter-lhe catalogado em uma ou outra categoria preestabelecida pela sociedade.
E como diz Rita Lee, na linda voz de Maria Rita:
“Nem toda feiticeira é corcunda,
Nem toda brasileira é bunda.
Meu peito não é de silicone,
Sou mais macho que muito homem.”

post: Marcelo Ferla

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Saramago, Platão … e o Mito da Caverna.

Saramago, Platão … e o Mito da Caverna.
José Saramago, Platão…o Mito da Caverna.
Nesta versão moderna do mito da caverna de Platão, José Saramago faz uma apresentação sutil da face cruel do mundo capitalista e tecnológico: um “Ensaio sobre a Cegueira”.


Post: Marcelo Ferla

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Para os que condenam os já condenados a morte.

Retratos da insanidade carcerária.
Por André Barrocal


Brasil vive febre de encarceramento, atiçada pela mídia e conservadores. Número de presos cresceu quinze vezes mais que população, em quinze anos. Estamos agora mais seguros?

O mineiro A.M.P. foi preso em flagrante em 2013 ao tentar furtar uma moto no Rio de Janeiro. 

Dois anos antes, entrara em vigor uma lei que estimula os juízes a aplicar penas alternativas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica ou o pagamento de fiança. 

A ordem de prisão, supunha-se, deveria ficar reservada a situações mais graves. Para A.M.P., não adiantou. 

Por ser réu primário e não ter antecedentes, a promotoria sugeriu uma punição inicial branda, mas a juíza condenou-o a 12 meses de prisão preventiva, sob o argumento de evitar ameaças à sociedade, até a decisão final sobre o caso. 

O rapaz foi solto em 2014 e hoje mora em local incerto, o que impede sua intimação para um julgamento no qual o Ministério Público propõe anular todo o processo.
A história de A.M.P. é ilustrativa de uma epidemia que tomou conta do Brasil nos últimos anos. 

O País ficou viciado em prender e faz pouco caso de outras soluções, talvez mais produtivas e inteligentes, situação que já causa desconforto em autoridades. 

Entre delegacias e presídios, os cárceres brasileiros amontoavam 581 mil detentos em dezembro de 2013, último dado oficial disponível. 

Segundo estimativas extraoficiais, no fim de 2014 esse total já havia ultrapassado os 600 mil, entre condenados e réus à espera de julgamento. 

É a quarta maior população prisional do planeta, atrás de Estados Unidos, China e Rússia. 

E cresce em ritmo alucinante. 

De 1995 a 2010, subiu 136%, porcentual abaixo apenas daquele registrado na Indonésia (145%). 

No mesmo período, o número de habitantes Brasil cresceu 8,4% — de 160 para 190 milhões. 

Os presos avançaram, portanto, quinze vezes mais rápido que o a população – Nota de “Outras Palavras”. 

No ritmo atual, o Brasil chegará ao bicentenário de sua independência com 1 milhão de reclusos.
O que para alguns parece boa notícia não justifica festejos. O fantasma da cadeia como punição não tem conseguido conter os assassinatos, o crime mais danoso que se pode cometer. O País é recordista mundial em homicídios, cerca de 60 mil por ano. 

O número só aumenta, apesar do encarceramento massivo. Foram 37 mil mortes em 1995, 45 mil em 2000 e 56 mil em 2012, último dado conhecido. 

“Estamos naturalizando o superencarceramento no Brasil e isso é preocupante. Prendemos muito e errado. O sistema não consegue se concentrar nos crimes contra a vida”, diz o diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Renato de Vitto.

Uma parcela ínfima, 12%, está presa por assassinato. 

O índice de resolução desse tipo de crime é ridículo, entre 5% e 8% dos casos. O latrocínio, roubo com morte, representa 3%. O grosso da massa carcerária é formado por criminosos menos agressivos. 

Roubo e tráfico de drogas representam cada um 26%. 

Há ainda 14% por furtos (roubo sem violência) e 20% de casos considerados leves.
O sistema é um sumidouro de verbas. 

Entre presídios e unidades socioeducativas, em 2013 foram gastos 4,9 bilhões de reais, segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública. 

A despesa média com cada preso, informa o Depen, situa-se entre 2,5 mil e 3 mil reais por mês (valor aproximado do investimento anual com alunos da rede pública).
Os gastos não dão conta, porém, da sanha encarceradora. 

São necessárias 216 mil vagas novas para acomodar em condições decentes a massa hoje presa. 

Sem isso, assistem-se à superlotação das cadeias e a um ciclo vicioso. 

Do jeito que as cadeias brasileiras estão – lotadas, sem controle do poder público e entregues ao domínio do crime organizado –, não resta dúvida, dali ninguém sai melhor, só pior. “Presídio é um ambiente criminógeno. 

Prender deveria ser exceção, não regra”, defende o juiz Luís Geraldo Sant’ana Lanfredi, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Conselho Nacional de Justiça. 

“O sistema é medieval. Nele não existe nenhuma possibilidade de ressocialização”, afirma Maria Laura Canineu, diretora no Brasil da Human Rights Watch, entidade que há um mês divulgou um relatório sobre a caótica situação no País.
O complexo penitenciário de Curado, no Recife, é o exemplo mais recente do risco de o encarceramento lotar as cadeias e estas se transformarem em escolas de crime. 

O governo de Pernambuco enfrenta uma rebelião desde o início do ano, motivada pela superlotação. 

O local tem capacidade para 2 mil detentos, mas abriga quase 7 mil. 

Na fúria intramuros, não faltaram foices, facões e barbárie. 

O preso Marco Antonio da Silva, de 52 anos, foi decapitado pelos colegas.
É sintomático que a crise tenha eclodido em Pernambuco. 

O estado apostou nas prisões em massa no combate ao crime. 

Sob o comando do falecido Eduardo Campos, criou-se o programa Pacto Pela Vida, para coibir assassinatos. 

De lá para cá, a população carcerária triplicou. Soma hoje 31 mil. 

Suas cadeias aguentam, porém, não mais que 11 mil detentos. A situação ficou tão crítica que o governo tem repensado sua estratégia.

“É importante adotarmos mais as penas alternativas, para os jovens não serem capturados por quadrilhas nos presídios”, especula Pedro Eurico, secretário estadual de Justiça.
A  tornozeleira eletrônica, de monitoramento por GPS, é uma opção. 

Segundo estimativas, 21 mil estão em funcionamento e outras 30 mil, prontas para uso. 

É uma opção mais econômica também. Custa 10% das despesas com encarcerados. Prisão domiciliar é outro caminho, percorrido por 147 mil presos. 

Uma lei de 2011 tentou estimular a aplicação de medidas alternativas. 

Em vão, pelo que indicam as estatísticas.
A explicação talvez esteja na “cultura do encarceramento”, apontada recentemente pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, como um dos “problemas mais sérios” do Judiciário. 

Nunca um chefe da mais alta Corte do País havia se pronunciado assim sobre o tema, nem perante colegas de toga. 

A manifestação pública deu-se no lançamento de um programa-piloto que tentará “quebrar” essa “cultura”.


Nem tudo é otimismo. Responsável por implantar o projeto em São Paulo, a juíza Márcia Helena Bosch, da Corregedoria do Tribunal de Justiça, vê um “equívoco” na ideia de que a audiência de custódia vai agir para esvaziar cadeia, pois há “um problema muito grave de criminalidade”. 

“A audiência de custódia tem sido vendida como uma panaceia para o encarceramento e isso não é verdade”, concorda Paulo Malvezzi, assessor jurídico da Pastoral Carcerária. 

Ele aponta, porém, outra razão: o conservadorismo de toga. 

“Os mesmos juízes que hoje prendem provisoriamente e condenam por motivos absurdos são os mesmos que estarão na audiência.”
A opção pelas prisões em massa remonta aos anos 80 e 90, em linha com uma tendência mundial. 

A ideia de recuperação dos criminosos enfraqueceu-se, em boa medida, por causa de iniciativas surgidas nos Estados Unidos, a exemplo da política de tolerância zero. 

Venceu a “linha-dura”, defensora da segregação de quem comete um delito. Para Salo de Carvalho, professor de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em criminologia, apesar de seguir uma tendência mundial, o encarceramento massivo no Brasil tem suas peculiaridades, a começar pelo foco em crimes contra o patrimônio (furtos, roubos) e drogas. 

“O aumento do encarceramento aumenta a violência, todos os estudos mostram isso.”
Segundo o acadêmico, uma medida imediata de desafogo das prisões deveria ser a descriminalização da posse de drogas, como acontece em Portugal há anos, no estado norte-americano do Colorado desde 2014 e no Uruguai a partir deste. 

A lei em vigor, de 2006, foi um dos principais combustíveis do abarrotamento das cadeias. Desde sua edição, somaram 100 mil as prisões por tráfico.
A lei atual criminaliza o uso, embora não chegue a prescrever punição com cadeia nestes casos. Determina advertências sobre os malefícios, prestação de serviços comunitários e a participação em cursos educativos. 

O problema é existir uma linha tênue de interpretação entre quem é usuário e quem é traficante, riscada pelo policial, primeiro, e pelo juiz, depois. 

É bem mais comum o enquadramento como traficante, crime para o qual a pena é a de reclusão.


A história do publicitário gaúcho Alexandre Thomaz é um exemplo desse rigor excessivo. Em 2002, ele descobriu um câncer na garganta. 

Deixou de sentir sabores, perdeu a fome e peso. 

Por conselho médico, descobriu na internet que a maconha estimula o apetite. Plantou pés de cannabis em um sítio. 

Em 2009, graças a uma denúncia anônima, foi preso como traficante. 

Está em liberdade, mas responde a processo por tráfico e pode pegar de 5 a 15 anos. 

“Os cidadãos não sabem o que é tráfico. Têm uma imagem a respeito, mas não sabem o que se encarcera como tráfico no Brasil”, explica Carvalho.
Essa mistura da imagem entre usuário e traficante tem alguns responsáveis, entre eles a mídia, que estimula o clima de medo alimentador das políticas públicas de encarceramento em massa. 

O papel de jornalistas no tratamento da criminalidade dispensado por governos, tribunais e parlamentares mereceu um estudo em 2012 na Fundação Escola do Ministério Público do Paraná. 

O trabalho intitula-se “A influência da mídia no processo penal brasileiro e seus reflexos no julgamento dos crimes” e deixa os meios de comunicação em maus lençóis, especialmente aqueles programas “pseudojornalísticos” na linha Ratinho, Datena e congêneres.
O autor do estudo, Fernando Michalizen, analisou uma série de leis aprovadas no Congresso e identificou, quase sempre, algum escândalo midiático por trás. 

Dois casos relatados: a Lei de Crimes Hediondos surgiu em 1990 após uma onda de sequestros de figurões, incluídos aqueles dos empresários Roberto Medina e Abilio Diniz, noticiados sem trégua dia e noite. 

Quatro anos depois, o Congresso incluiu na lista de crimes hediondos o homicídio qualificado, resultante da intenção de matar. Motivo? O assassinato em 1992 da atriz global Daniela Perez por um colega de novela.
A tentativa de mudar a Lei de Crimes Hediondos para moderar a onda encarceradora caiu, ela mesma, na armadilha midiática, segundo o estudo. 

Em 2004, o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, defendeu a revisão da lei, que lista uma série de crimes que podem ser chamados de “os piores” para os brasileiros. 

Homicídio doloso, latrocínio, estupro e extorsão mediante sequestro ou seguida de morte, entre outros. 

Para estes, a lei de 1990 não admitia nem redução da pena após certo tempo de cadeia. Bastos defendia o combate à cultura do encarceramento e o desafogo dos presídios. 

Foi alvejado pela mídia, segundo Michalizen, que enxergou no noticiário uma predileção por mostrar o ministro como alguém disposto a soltar milhares de criminosos.
A cultura do medo disseminada pelos meios de comunicação é só um dos obstáculos ao debate do encarceramento massivo. E não só no Brasil. 

Ministro da Corte Suprema da Argentina e vice-presidente da Associação Internacional de Direito Penal, Eugenio Raúl Zaffaroni acredita que o mundo moderno no fundo gosta da situação. 

As sociedades atuais são excludentes e precisam se livrar dos indesejados. 

Sistema prisional que não recupera ninguém e parece um matadouro ou uma universidade do crime seria o bueiro perfeito. 

As elites políticas e econômicas não sujam as mãos. 

“Quanto mais se matem os pobres, melhor. Esse é o programa das sociedades excludentes”, resume Zaffaroni.

Colaborou Marcelo Pellegrini

post: Marcelo Ferla

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10 sintomas de câncer que a maioria das pessoas ignora.

10 sintomas de câncer que a maioria das pessoas ignora.
Estar atento aos sinais dados pelo corpo é uma boa forma de prevenir doencas!
Renata Finholdt.


A medicina desenvolveu-se de forma fantástica nos últimos anos e tem se desenvolvido mais e mais, encontrando novos medicamentos que ajudam com o controle de várias doenças que antes assombravam e até matavam a população.
Porém todo o avanço da medicina de nada serve se nós não fizermos a nossa parte. A prevenção é um cuidado fundamental para mantermos nossa saúde em dia e combater fortemente doenças no início de sua aparição.
O bom uso da medicina é outro fator importante, o excesso de medicamentos deve ser combatido, pois o mau uso deles também pode provocar sintomas desagradáveis.
O câncer, uma doença que espanta muitas pessoas quando recebem este diagnóstico, tem uma grande chance de cura quando tratado no início. Ele deixa de ser tão assustador quando fazemos periodicamente exames preventivos.
Devemos nos observar cuidadosamente todos os dias, reações diferentes podem ser o indicativo de que algo não vai muito bem e existe necessidade de ajuda médica.
O câncer pode atacar várias partes do corpo então é fundamental ficar atento a tudo.

1. Tosse frequente
Tosses frequentes podem ser um sinal alérgico sim, mas quando a tosse é muito persistente o ideal é procurar um especialista. Mesmo pessoas não fumantes podem desenvolver câncer de faringe, laringe e pulmão. Therese Bartholomew Bevers, M.D do MD Anderson Cancer Center, disse que "a maioria das tosses não são câncer, mas a tosse persistente precisa ser avaliada pois pode ser sintoma de câncer de pulmão."

2. Emagrecimento sem dieta
Emagrecimento é o sonho de várias mulheres, porém ele pode ser o indicador de uma doença. Assim também como o ganho de peso repentino também pode estar associado a alguma doença.

3. Dores frequentes nas juntas
Dores nas juntas é um dos sintomas do câncer nos ossos, se ela está frequente em você não custa dar uma olhadinha. Dra. Therese diz ainda que "dores de cabeça podem não ser um tumor no cérebro, mas é sempre bom avaliar de perto e mais profundamente. Muitos cânceres de ovário foram diagnosticados após dores persistentes no abdômen, bem como dores no peito como câncer de pulmão".

4. Cansaço sem causa aparente
Indisposição pode sim ser pela vida corrida e atribulada que todos levam, mas também é um sinalizador de leucemia, câncer no sangue.

5. Icterícia
Icterícia, aquele amarelão conhecido nos bebês, quando aparece em adultos pode ser sinal de problemas no fígado, inclusive o câncer

6. Manchas escuras e sardas que mudam de cor e tamanho
Manchas escuras e diferentes sobre a pele precisam ser examinadas. O câncer de pele pode ser detectado justamente por estas manchas.

7. Dor nos olhos que persiste
A dor no olho, um sinal muitas vezes de cansaço, pode ser confundido com câncer nos olhos. Se sua dor persistir, procure um especialista.

8. Corrimentos com ou sem sangue
Corrimentos com cor e odor diferentes e sangramentos fora da época, também devem ser investigados. Sangramento vaginal fora do período menstrual pode ser câncer cervical. Procure o ginecologista ao menos uma vez ao ano.

9. Rouquidão
A rouquidão pode ser o indicador de um tipo de câncer. Ela pode ser iniciada com o inchaço das cordas vocais ocasionado por algum problema mais grave.

10. Diarreias e sangramento
O intestino doente também provoca sintomas mudando o hábito intestinal da pessoa.
Apesar de nos depararmos muitas vezes com sintomas muito comuns no dia a dia e que também podem ser indicadores desta doença, não fique apavorado toda a vez que perceber algum sintoma como os citados acima.
Faça exames preventivos, cuide da alimentação, pratique exercícios físicos e leve uma vida saudável, essa é a melhor forma de prevenir doenças!

post: Marcelo Ferla

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O preconceito torna o cérebro ignorante e as pessoas cegas.


Essa imagem foi colorida a partir de uma imagem antiga, mas a melhor parte é a sua história.
Dorothy Counts foi a primeira estudante negra admitida numa escola pública americana (de brancos). 

A fotografia retrata seu primeiro dia de aula na Universidade de Harry Harding, na Carolina do Norte (EUA), em 1957.
O vestido de Dorothy foi feito por sua avó especialmente para seu primeiro dia de aula. Cuspiram nele.
Centenas de alunos seguiram e acompanharam sua chegada à escola. De vez em quando alguns jogavam coisas em sua direção enquanto outros faziam gestos obscenos. Os estudantes gritam para ela voltar para casa. 

Dorothy foi em frente sem reagir.
Este absurdo momento de violência prosseguiu nos dias seguintes. Foram 4 dias de perseguições e insultos. 

Jogavam lixo durante a sua refeição e seu armário era saqueado. 

Depois surgiram ameaças telefônicas agravando ainda mais a situação. 

Por fim, os seus pais consideraram que a sua vida poderia estar em risco e optaram por tirá-la da escola.
Pode parecer pouco mas os quatro dias em que Dorothy tentou frequentar a Harry Harding High School foi de grande importância para o Movimento dos Direitos Civis e fim da segregação racial nos Estados Unidos.
O preconceito torna o cérebro ignorante e as pessoas cegas.

post: Marcelo Ferla

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

E você achando que abafa no Instagram.


Este menino de 4 anos tem um Instagram melhor do que o seu.
Dizem por aí que talento tem, sim, um viés genético – a velha história de que filho de peixe… Se a regra é verdadeira, a gente não sabe, mas o pequeno Hawkeye Huey, de apenas 4 anos, está fazendo um ótimo trabalho ao seguir os passos do pai, Aaron Huey, fotógrafo da National Geographic.
Há pouco mais de seis meses, Aaron deu ao filho uma câmera Fujifilm Instax 210, que releva as fotos instantaneamente, como as antigas Polaroids, para diverti-lo durante viagens e incentivar sua expressão. 

O resultado é uma paixão crescente do pequeno pela fotografia e imagens que têm chamado a atenção, principalmente por terem sido captadas por uma criança. 

As fotos de Hawkeye são postadas pelo pai em uma conta do Instagram que já conta com cerca de 50 mil seguidores. 

Mais do que um incentivo à fotografia, a iniciativa é uma forma de unir pai e filho, afirma Aaron.
Como o garoto não pode acompanhar o pai durante as viagens da National Geographic, Aaron cria passeios para que o filho possa explorar o mundo de forma fotográfica. 

A dupla visitou recentemente uma área de circo e também um rodeio, lugares pelos quais o garoto andou livremente, conhecendo e fotografando pessoas e situações.
“Fotografar pessoas abre a ele [Hawkeye] a oportunidade de se comunicar com pessoas que são diferentes. A fotografia é uma forma que encontrei para sair da zona de conforto e para lembrar, todos os dias em que saio com a minha câmera, que há infinitos mundos a serem explorados – que eu não sou o centro do universo e que as minhas ideias estão entre as várias perspectivas e manifestações de vida que formam o mundo”, explica Aaron.
Veja algumas das imagens captadas pelo pequeno e algumas fotos de Hawkeye se divertindo com a câmera:


















post: Marcelo Ferla

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