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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Mega-Sena ou Eduardo Cunha?


Mega-Sena ou Eduardo Cunha?


Estava eu quarta a noite assistindo televisão na casa de minha mãe esperando o confronto entre meu time o Grêmio e o poderoso Palmeiras pela Copa do Brasil, quando me deparei com uma propaganda promocional, a qual oferecia um prêmio de 1 milhão de reais.
Nesta mostraram, logo depois, a reação daqueles que já haviam  ganho o valor via promoção.
Na mesma propaganda ainda, perguntaram aos já vencedores o que pretendiam fazer como prêmio.
A reação destes foi a seguinte: 

"Eu não sei o que eu vou fazer com o dinheiro que acabei de ganhar, preciso parar e pensar".

Como resultado da propaganda que acabara de assistir, refleti a respeito, isso acontece com frequência em uma cabeça analítica e cheia de análises e ideias malucas como a minha, e cheguei a uma conclusão que até então não tinha me chamado atenção.
Notei que sou acometido do mesmo mal que os vencedores da promoção tem.
De imediato coloquei minha cabeça a refletir, me perguntando em um exercício mental: 
"O que eu, Marcelo, faria se ganhasse 1 milhão de reais?". 
Fora o óbvio, também não sabia.
Mas a coisa ainda pioraria.
Hoje lendo mais notícias, vício que tenho a mais de 15 anos, descobri que a Mega-Sena acumulou de 33 milhões para 42 milhões de reais.
Não descobri, nem a matéria mencionou, como costuma ocorrer, quanto que tal valor renderia no mais simples dos investimentos, a poupança.
Ouvi que giraria em torno de 351 mil reais por mês, mas não tenho certeza deste número.
A primeira coisa que pensei, na verdade a única que consegui elaborar era a de que, em sendo vencedor de um valor do vulto da Mega-Sena, realizaria os desejos coerentes de meus pais e meus irmão, assim como de meus três avós, dois maternos e uma materna, ou seja, o típico pensamento de quem ganha uma grana preta, ser grato pelos familiares que te ajudaram em teu caminho por meio do exercício da gratidão.
A segunda ideia que veio logo depois foi a de honrar minhas poucas dívidas, questão de palavra, caráter.
Mas continuei pensando e o fazendo tudo de forma muito rápida.
Ainda no exercício delirante, eis que nas pouquíssimas vezes que apostei em algo deste tipo nunca cheguei nem perto de ganhar, acertando no máximo dois números, tive, como um raio, outro pensamento que me atingiu.
Assim pensei:

“Com um dinheiro destes, por questões de segurança, colocaria todos embaixo de minhas asas e sairia do país, já que não há, de forma segura, como viver e garantir a segurança de todos que amo em sendo um multimilionário aqui, no Brasil”.

Confesso que montei esses pensamentos em minha cabeça, levando em consideração baseado no primeiro sentimento que deve atingir um vencedor multimilionário, o medo.
Digo isto, haja vista a natureza dos demais seres humanos que não conheço, mas sabem quem sou e que me cercam, bem como aqueles que me conhecem ou me conheceram em algum dia em nossas vidas que se cruzaram, mas que é suficiente para recordarem de mim, tudo diante de tal notícia, ele é um multimilionário.
Poderiam estes se transformar, poderiam já ser ou converter-se em seres do mal, eis que, como disse, muitos não conheço e aqueles que conheço, por sua vez, poderiam mudar de ideia em relação a minha pessoa por conta da notícia de que me dei bem, restando somente meus parentes mais próximos e muito íntimos para confiar.
Paranoia instalada.
Junto com esta, estaria instaurada a famosa maldição do multimilionário, que consiste em derrubar o jargão popular de que “dinheiro traz felicidade”.
Pelo contrário, dinheiro não traz só felicidade, mas também, sérios problemas e graves, como colocar as pessoas que você ama de verdade em perigo de vida, haja vista eu ser morador de um país absurdamente violento.
Sequestros, latrocínios, assaltos, tudo vindo com o dinheiro.
Que problema.
O que parecia ser a solução de todos os meus problemas, quando pensado com mais profundidade, passa a ser um tremendo problema, tão grande quanto o prêmio da Mega-Sena tão desejado e almejado por qualquer mortal.
Alguns iriam me criticar, chamando-me de amarelão, antipatriota, covarde, etc.
Mas me mandaria mesmo daqui, mesmo não sabendo se realmente o lugar que escolheria é realmente tão seguro quanto parecia ser antes de me importar e estudar ele com mais atenção como opção.
O que sei é que já vi muitas matérias em que a principal vítima em ganhar um prêmio desta natureza é o próprio vencedor, tudo em decorrência do aparecimento, pós-prêmio, dos seus perante a situação, agindo estes últimos como verdadeiros abutres.
Quem você, vencedor, menos espera, pode trazer a tona seu lado mais íntimo, bizarro e nefasto, lado este o qual não costumamos conhecer, eis que a situação ainda não existia, não as conhecia, nunca ganhara um prêmio assim.
Se mal sei o que fazer com o dinheiro ou como começar as coisas, como vou ter a petulância de achar que conheço integralmente certas pessoas próximas a mim? 
São duas coisas completamente novas, eu multimilionário e a reação das pessoas diante disto.
Que as pessoas que até então eram classificadas por mim como “do bem”, agora podem transformar-se em predadores por eu ter me dado bem?
Os dias passaram, mas guardei tudo isto, meu delírio ou nem tanto, além do que não sei do futuro e do que ele, nesse sentido específico, me guarda.
Ai veio o que muitos duvidavam até um tempo atrás.
O poder em forma de ser humano em nossas terras brasileiras fora preso. 
Sim, Eduardo Cunha estava dentro de um jato da PF decolando de Brasília para a cela da PF em Curitiba.
Fiquei olhando aquele avião e recordando-me que coberturas assim só eram feitas aqui quando da morte de pessoa pública importante.
Mas os pensamentos lá, da Mega-Sena retornaram e pensei:

“Se até o poder em pessoa, o ex-Deputado Federal e ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha estava com medo da prisão, e após esta, da integridade de seus familiares, caso este venha a abrir a boca em uma delação premiada do tanto de coisas que sabe, quem sou eu, Marcelo, um mortal, para achar que nada aconteceria comigo por ter adquirido poder por meio de um prêmio, o fato de ter dinheiro em abundância?".

Ter dinheiro traz consigo poder, ter poder custa muito caro, cobra-se um alto preço. Engana-se quem pensa sr o poder gratuito.
Pessoas que exercem isso com frequência como o ex-Deputado Federal e o ex-Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mesmo sendo este calejado, tendo muita experiência e tendo todos os macetes de como lidar com situações limites, amedrontam-se ao saber que problemas surgirão a partir de sua atual situação, quem sou eu com minha Mega-Sena de 42 milhões?
Nada.
Agora um homem que tinha a capacidade d articulação como Cunha tinha, Presidente da câmara dos Deputados, um dos responsáveis pelo Impeachment da ex-Presidente Dilma, que segundo especialistas consultados pela BBC, possui estimados mais de 5 milhões de francos suíços (US$ 5,1 milhões), espalhados por quatro contas na Suíça,  que pagou uma festa de casamento para sua filha ao custo de R$ 266 mil, em documento de abertura de uma, eu disse uma só destas contas na Suíça, a Triumph, no Banco Suíço Julius Baer, em 2007, o peemedebista declarou possuir um patrimônio de US$ 20 milhões.
A coisa não para por ai.
A declaração feita por Cunha ao IR foi de R$ 1,2 milhão de reais, o que já seria uma bela bolada.
Em 2008, Cunha abriu outra conta, a Orion SP, no Banco Merril Lynch na Suíça (atual Julius Baer) e a própria instituição financeira avaliou seu patrimônio em US$ 16 milhões “proveniente de investimento no mercado imobiliário e na bolsa de valores”.
Naquela ocasião, o ex-parlamentar declarou que o patrimônio seria de US$ 11 milhões.
“As demais contas suíças foram fechadas pelo ex-deputado federal, sendo que permanece oculto um patrimônio de aproximadamente USD 13 milhões”, diz a gerente do Merril Lynch, responsável pela conta de Cunha no Banco Orion, em Nova York.
Agora pegue parte do que coloquei aqui e pense que esse pode ser só um pedacinho que não pode ser sequer chamado de ponta do iceberg do que Cunha tem, podendo seu patrimônio ilegal ser 53 vezes maior. 

Imaginem quanto dá isto?

Impossível saber, só calculando e o número final será absurdamente surreal.
Segundo uma postagem do blog de Nelson Vinencci:


Desta forma, começo a pensar que realmente este homem precisa se preocupar com sua mulher e filhos.
Ele teme pelo que sabe, deve temer em falar o que sabe, tudo em decorrência das teias que prendeu a certas pessoas, articulações feitas, pedidos, favores feitos, favores pedidos, enfim, tudo que engloba ambiente de “tramas políticas” que são comuns em nossa política, coisas que podem se tornar trágicas para Cunha, na medida em que quando dinheiro se tem, mais poder ele tinha e mais perigoso se torna a sua delação para ele e para os seus, como já se sabe.
Depois de tudo isto, chego a uma conclusão bem simples:
A diferença entre o que delirei para mim e o que Eduardo Cunha possuía, para mim não é problema. 
Problema é estar preso fisicamente, psicologicamente e intelectualmente que é a atual situação de Eduardo Cunha.
Em sendo assim, respondo que depois de tudo acima, ainda optaria em ser o vencedor da Mega-Sena, nada mais.

texto: Marcelo Ferla


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