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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Admirável mundo torto.


Irmão de jovem presa por tentar ver vôlei masculino no Irã consegue meio milhão de assinaturas.
Petição on-line pede a libertação Ghoncheh Ghavami, na prisão já há três meses
POR BERNARDO TABAK

Ghoncheh Ghavami foi presa com outras 30 mulheres.


Três meses após a prisão de Ghoncheh Ghavami, uma britânico-iraniana de 25 anos detida ao tentar assistir a uma partida entre as seleções masculinas de vôlei de Irã e Itália, em Teerã, o irmão da jovem, Iman Ghavami, conseguiu quase meio milhão de assinaturas pedindo sua libertação. A informação é da ONG Change.Org.


No dia 20 de junho, Ghoncheh foi assistir à partida, válida pela Liga Mundial. Mas, em vez de torcer e incentivar a equipe do seu país, ela e outras jovens terminaram presas, ironicamente, na entrada do Ginásio Liberdade. 

No Irã, mulheres são proibidas de frequentar grandes eventos esportivos, entre outros impedimentos.
Fã de vôlei, Ghoncheh estuda Direito em Londres e estava passando uns meses em Teerã. Lá, soube do jogo.
— Ano passado, o Irã acordou com a Liga Mundial que mulheres pudessem assistir aos jogos. Minha irmã pensou que estava tudo bem — conta Iman ao GLOBO. — Ela e mais 30 mulheres foram presas, talvez mais.
Iman, que também mora em Londres, onde se formou em Medicina Genética, explica que ele e a irmã têm dupla cidadania, já que a mãe é britânica e o pai, iraniano. 

Ele acredita que isso pode ter sido a razão da prisão.
— Minha irmã e as outras foram soltas. Mas, uma semana depois, ao ir à delegacia prestar depoimento, foi presa de novo, ao perceberem o passaporte britânico. Mas realmente não sei se foi por isso. É difícil compreender. Não faz sentido — conta ele. — Somente agora, três meses depois, informaram que Ghoncheh foi presa por “propaganda contra o regime”. Após quatro visitas, meus pais foram impedidos de vê-la. Estão arrasados.
Com o abaixo-assinado, Iman já conseguiu a publicação da história em jornais de vários países, como EUA, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Itália. E nesta semana, num encontro histórico, que não ocorria desde a Revolução Iraniana, em 1979, o premier britânico, David Cameron, falou sobre a prisão de Ghoncheh com o presidente do Irã, Hassan Rouhan. Os dois se encontraram em Nova York, durante a abertura da 69ª Assembleia Geral da ONU.
Iman também foi para a cidade americana, onde tentou entregar as assinaturas à delegação iraniana, e ao consulado do país. Ambas as tentativas em vão. Apesar de animado pela intervenção de Cameron, ele sabe que nada mais resta a não ser esperar.
— É um apoio de peso. Espero que algo seja feito nos bastidores — disse Iman. — Pessoas são presas sem explicação no Irã. Ela está confinada em semissolitária, sofrendo pressão psicológica, sem saber se vai sair. Amanhã, volto a Londres, para mais entrevistas, e ver o que acontece.

post: Marcelo Ferla
fonte: O Globo 

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