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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Hot Ink's.


Estilo, atitude, personalidade, eis as mulheres mais belas mostrando o que há de melhor sobre a arte na pele.
E não basta só ter tudo acima, os trampos no corpo também valem muito.


















































































post: Marcelo Ferla
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Sem civilidade. Por quê?



Sem civilidade. Por quê?
Estava passando pelas postagens em meu facebook (02/01/20017), quando me deparei com os questionamentos interessantes de uma amiga psicóloga, Denise Alberto.
As perguntas consistiam no seguinte conforme sua postagem:
“Porque as pessoas quando estão no litoral deixam a civilidade nas suas cidades de origem? E pior porque muitos habitantes locais do litoral (não são todos) não possuem civilidade (capacidade de viver em uma sociedade organizada) nenhuma?”
Como todos sabem, eu e minha família possuímos dois hotéis no litoral gaúcho (praia de Torres-RS, Balneário Itapeva Norte).
Desta feita senti-me com capacidade para dar a minha versão deste fenômeno, que de fato ocorre e, já que lido com ambos os “tipos”, por assim dizer, durante três meses do ano.
Pois bem. 
Basicamente, a minha opinião a respeito desse fenômeno se funda em alguns motivos na sua origem distintos, mas em seu resultado iguais, eis que são, cada um destes, pertencentes a um dos tipos que frequenta um local litorâneo, qual seja, aquele que é o veranista e aquele que é o morador do local o qual chamamos, popularmente, de litoral ou praia.

Veranistas
A primeira característica a ser observada sobre aqueles que se deslocam das grandes, médias ou pequenas cidades, como queiram, para um lugar onde basicamente todos estes pretendem encontrar tranquilidade e benefícios se dão com a questão do stress.
Todos nós sabemos que os humanos que habitam as grandes cidades, via de regra, são pessoas mais estressadas do que aquelas que habitam locais litorâneos ou paradisíacos. Ao menos é o que pensamos.
Mas esta questão não é tão simples como parece se observarmos o comportamento destes de forma mais aguda e atenta.
O grande conflito que se dá no que se refere ao comportamento deste tipo de pessoa é o de não só ser uma pessoa altamente estressada em decorrência dos mais variados motivos, como transportar o seu stress para um local que deveria lhe proporcionar, via de regra, o relaxamento, a tranquilidade.
Estamos vivendo um momento em que o ser humano médio, quiçá o alto e baixo (extremos da nossa existência social material), encontra-se querendo mais ter do que ser.
Claro que cada um de nós tem a liberdade de decidir como e com o que vai se importar mais dentre estas duas opções, isto não é problema, o problema sim se aloja na forma e nos mecanismos que utilizamos para percorrer o caminho daquilo que optamos, e a partir do que optamos, alcançar dentro destas duas possibilidades, resultados que nos agradem e sejam bons.
Quero dizer a todos que, na maior parte das vezes, o que já não é um bom sinal, para termos o que queremos, nos submetemos a um sacrifício tal que acabamos por nos tornarmos, na atualidade, seres descontrolados, logo, desequilibrados, e ainda pior do que isto,  ao fazermos isto, na ocorrência de termos que manter um nível do ‘ter’, o fazemos não mais para nós mesmos ou para com os nossos, mas para os outros e não mais para nós mesmos, daí o ponto exato onde a coisa toda se torna insuportável, onde temos o exato momento em que nos tornamos seres insuportáveis, tamanha a intensidade e rigidez que nos impomos inconscientemente.

Mas o que quero dizer com tudo isto?
Ao nos submetemos a isto, neste ritmo, em decorrência de uma ambição nossa que surge de variadas formas de insegurança, destaque para a comparação com outrem, perante os nossos e os demais, nos colocamos em um grau de sacrifício enorme, eis que o ‘ter’ se torna cada vez mais importante, intenso, exigente, implacável, ou seja, ocupa um lugar de maior importância do que tudo, passamos a precisar ‘ter’ cada vez mais e mais, fenômeno este ao qual Zigmund Bauman chama de “liquidez”.
Acabamos com isto, consequentemente, nos tornando cães que correm atrás dos seus próprios rabos, algo como uma espiral viciosa que nos tira do prumo, desequilibra, e que pode nos levar a loucura patológica da busca pelo poder absoluto, muitas das vezes nos tornando para tal em viciados escravos da droga chamada ‘senso comum’, algo imposto pelos demais e não por nós a nós mesmos.
Não sendo o suficiente, para tal, agimos e nos comportamos de forma intensa, retraída, contraída, tensa, enrijecida, e claro, como efeito ficamos irritadiços, agressivos, intolerantes, inconsequentes, e claro estressados, o que faz com que sejamos seres vorazes para com tudo e com todos, logo a explicação do motivo o qual perdemos a forma civilizada de comportamento, se é que a possuímos na nossa origem, em um lugar onde deveríamos agir ao contrário de tudo isto, qual seja, de forma relaxada, educada, descontraída, alegre, feliz e, finalmente, como efeito final, muito mais civilizada do que a forma que agimos em nosso nascedouro, as metrópoles.
Há uma emigração, seguida de uma imigração de sentimentos ruins dos quais não conseguimos mais deixar de utiliza-los em nosso dia a dia, uma vez que estamos escravizados por um motivo maior que muitas das vezes nem nos cabe, mas que nos autoflagelamos com este, nos auto sobrecarregando e nos auto responsabilizando em mantê-lo a todo custo.
Não há esperar e nem tão pouco como cobrar de uma pessoa escravizada por este vício frenético e fatal que seja a mesma civilizada quando se desloca para um lugar onde deveria exercitar sua civilidade, reforçando-a através de atos mais leves, lentos e feitos de forma relaxada, daí o lixo jogado ao chão de areia, os carros nas beiras das praias e a destruição de locais de beleza natural.
Não bastando, existe outra característica altamente peculiar e ligada á pessoa do veranista, a ‘sensação de posse’, igual ou mais fatal do que a primeira, diria mais, é esta a matéria prima primeira deste fenômeno.
O veranista ao se deslocar para um local como a praia gasta para obter tal benefício e, ao gastar, entenda-se no sentido de desapegar-se de um status social material (dinheiro) conquistado, ao longo do ano, na metrópole a duras penas, movido pelo inconsciente irracional do vício ‘ter’, passa este, a pensar, automaticamente, desapercebidos muitas das vezes, como sendo a praia e seus habitantes, serviços e locais de hospedagem, mecanismos de reposição do que daquilo que este acabara de se desfazer, causando uma imediata sensação de pose por tudo que ele, veranista, pagou, não precisando para tal, já que pensa ser seu tudo que paga, dar explicações de como age e do que faz com o que é seu por direito de ‘posse’.
Automaticamente estabelece este uma situação de domínio para com tudo aquilo que pensa estar pagando para ‘possuir’, para ‘ter’, para ‘tornar seu’, passando de todo e qualquer limite civilizatório de relacionamento para com o ambiente onde se encontra e para com os demais que habitam este ambiente, independentemente de sua origem e função.
Posto isto, este ‘ser’ que surge impulsionado por este sentimento de reposição e manutenção do equivocado sentimento de desapego, de perda do que chamamos de “status” torna-se este deseducado, agressivo, arrogante, prepotente, etc., uma vez que necessita desesperadamente manter-se acima dos demais, usufruindo da sensação equivocada de ‘poder’ perante ‘o outro’, ‘aquilo’, quando de fato possui sim este, um grau muito elevado de insegurança e baixa autoestima, complexado por sua inferioridade existencial diante da comparação com os demais, chamando seu ‘novo’ (entenda-se antigo) posicionamento como justificativas implícitas formadoras de seu comportamento.
“Tenho poder, logo, tudo posso para com todos e tudo”.
“Estou pagando, logo, posso fazer o que bem entender com o que é meu”.
“Sofri muito para estar aqui, agora chegou a hora de aproveitar da maneira a qual tenho direito”.
Por fim, respondendo a primeira pergunta de minha amiga Denise digo que estas pessoas não deixam sua civilidade em casa, mas sim, elas deslocam esta para o litoral levando junto com suas bagagens, dentro de seus meios de locomoção, consigo, no seu íntimo, a falta de civilidade que já não possuem nas suas cidades, muito antes de saírem de suas casas para o litoral, portanto não mudam, apenas extravasam repressões contidas.

Habitantes locais do litoral
Respondendo a segunda parte da pergunta da Denise, confesso a vocês que parei mais para pensar a respeito do que da primeira, mas por outro lado, achei a resposta desta muito mais simples do que a primeira.
Aqui com meus botões acho que o motivo maior pelo qual não existe civilidade por parte daqueles que vivem em áreas litorâneas, praias ou locais paradisíacos se dá, primeiramente, por serem igualitariamente como os que vivem na metrópole, ou seja, o ser humano, via de regra, é o ser mais destrutivo de seu próprio habitat.
Não me resguardando dessa análise leviana, eis que se trata de comportamento conhecido de todos, digo ainda que tal fenômeno ocorre em sua formação e concretização pelo mesmo motivo que citei quando do comportamento do veranista, o stress, novamente ele, só que de modo inversamente proporcional ao daquele, ou seja, aquele que mora em um lugar onde, via de regra, não há estrutura comparável àquela a qual pertence o veranista, a metrópole, necessita em sendo o ‘ser litorâneo’, por assim dizer, quando da invasão do veranista, por similaridade, comparação, movido este pela mesma insegurança, complexo de inferioridade e baixa autoestima, que se igualar àquele, usando da mesma metodologia, pensando irracionalmente que com isto adquire um ‘status’ equivalente ao ‘ser’ e, principalmente, o ‘ter’ do que vive na metrópole.
Ainda alicerçando meu pensamento sobre o assunto nesta linha de raciocínio, também concluo que, mesmo que o habitante local do litoral more em uma praia estruturada (metrópole litorânea), este já se encontrará em pé de igualdade com o veranista, passando assim, a incorrer no mesmo erro deste, utilizando-se dos mesmos mecanismos e ferramentas para sustentar o mesmo ‘ciclo vicioso’ do ‘ter’, custe o que custar, doa a quem doer, prejudique a quem prejudicar. 
Ele, o ‘local’ precisa igualar-se ou irmanar-se com aquele que mora em uma metrópole no ‘ter’, sendo assim, o criador, juntamente com o veranista, de um devastador e irreversível poder de destruir tudo e a todos, sem culpa.
Desta forma, podemos pensar que o litorâneo compartilha dos mesmos ‘vícios’ do veranista quando o local o qual mora se equipara a metrópole ou quando de local mais isolado, inexplorado, eis que necessita igualar-se.
Resumidamente, o ‘litorâneo’ age com gravidade crescente, na medida em que se sente desigual ao ‘veranista’ (caso este que ocorre quando o ‘litorâneo’ é morador de local isolado e pouco explorado, se dando tal fenômeno quando este passa a conhecer as ”benesses” do mundo mais moderno que o seu ou no caso de já ser um frequentador de local habitado e estruturado, ‘metrópole litorânea’).
Este age no sentido de igualar-se ou proteger-se daquele e vice-versa, tendo ambos, como pano de fundo, o litoral ou a metrópole, pouco importando o local.

Iguais
A conclusão final e lamentável que podemos retirar de fenômenos comportamentais sociais como este é a de que o ser humano idolatra a soberba, o poder, o egoísmo, o ‘ter’, o empoderamento, a ostentação e, por fim, alimenta de forma escravagista o seu medo, a sua insegurança e baixa autoestima para com o outro (compara-se), todas estas características formadoras de seres humanos que possuem um grau de competitividade demasiado imotivado, mas devastador, eis que se tornam agressivos e maus para com os seus e para com as coisas do outro e as suas, demonstrando o lado mais triste da persona do ser humano.
Vivemos em tempos onde o ‘homem’ gênero, em decorrência de suas fragilidades, e somente suas, sem serem estas de conhecimento dos outros, muitas das vezes, ataca de todas as formas e com todas as armas, tudo e todos que não sabem sequer o que este esta passando, qual sentimento o move para tal, sendo os demais, locais ou semelhantes seus, vítimas de razões e efeitos desconhecidos destes, passando tudo e todos a serem vistos como meros objetos de posse daquele que tenta sobrepor-se a estes.
Não existe conscientização ou campanha em qualquer forma de mídia que faça com que este ser, dotado de capacidade, a princípio inteligente, deixe de descarregar suas agruras por onde passa, nada, absolutamente nada, pode impedi-lo a partir do momento em que este, e somente este, sente-se de forma equivocada, o dono e senhor de tudo e todos.
O problema, em se tendo esta situação posta e vinda a mesma de todos os lados é o completo caos para aqueles que ainda nutrem algum pouco de sentimento e comportamento civilizado, sentindo-se este, espremido e isolado, muitas das vezes frustrado e chateado ao extremo por não compreender qual o motivo de tamanha imbecilidade. Surge a revolta.
Somos humanos, e simplesmente por isto, somos seres imperfeitos e muito mais irracionais do que realmente deveríamos ser ou conseguimos ser, ou como diria Napoleão Bonaparte:
“O ser humano não tem amigos. Somente os tem os seus sucessos”.
Marcelo Ferla

   
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Por que o homem é safado? - Luiz Felipe Pondé


Por que o homem é safado? - Luiz Felipe Pondé


Em mais um de seus vídeos, o mestre filósofo Pondé dá uma direção de como, nós, homens de bem, devemos ser compreendidos pelas mulheres nos dias de hoje, mas não somente isto, ele também nos diz como nós, Homens, espécie, devemos entender a inteligência feminina.
Curta ai. 

post: Marcelo Ferla

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Frases.



"Tento ser o melhor na minha profissão e trabalho para isso. 
Ser o jogador mais bem pago ou o jogador mais valioso, não é isso o que me motiva. 
O que me motiva é jogar futebol e ser o melhor",
"Amo o meu trabalho, adoro jogar e me divirto. 

É isso que procuro: deixar as pessoas próximas de mim felizes, meus fãs e a mim também."
Cristiano Ronaldo

post: Marcelo Ferla

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Traumas da guerra na Colômbia, um desafio do pós-conflito.


Traumas da guerra na Colômbia, um desafio do pós-conflito.

Combatente da guerrilha das Farc em Vegaez, no departamento de Antioquia, no dia 1º de janeiro de 2017 - STR/AFP,
Vítimas ou atores do conflito armado, milhões de colombianos viveram os horrores da guerra e sofrem os estigmas de décadas de violência, cuja cicatrização é um dos desafios a superar no caminho para a paz.
“Mantenho sempre meio que uma certa aflição”, confessa Maria, a voz quase inaudível.
Quando criança, ela viveu os combates entre militares e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas), que recentemente assinaram um acordo histórico de paz para encerrar 52 anos de guerra.
“Eu tinha seis aninhos (…) Sempre tive medo. 
Todas as tardes, tínhamos que ficar na cidade, porque a guerrilha chegava ao sítio para matar as pessoas”, conta à AFP essa mulher de 49 anos.
Seu pai, que se negou a trabalhar para eles, sobreviveu por pouco a um ataque da guerrilha.

Membro da guerrilha das Farc segura arma em Vegaez, no departamento de Antioquia, no dia 30 de dezembro de 2016 - STR/AFP.
Ratificado no fim de novembro, o acordo de paz é a luz no fim do túnel de uma guerra da qual também participaram outras guerrilhas, grupos paramilitares e agentes do Estado, deixando pelo menos 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e quase sete milhões de deslocados.
Algumas linhas do acordo, de mais de 300 páginas, são dedicadas a “medidas de recuperação emocional”. 
Para “contribuir para aliviar o sofrimento das vítimas”, o governo se compromete a “melhorar a qualidade da atenção psicossocial” e reforçar os serviços de saúde mental, aponta o documento, sem detalhes.
Preocupa o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) que esses traumas possam gerar violência em tempos de paz. 
Em outubro, o organismo pediu que não se esqueça que a saúde mental é “o eterno trauma do conflito que a Colômbia não pode ignorar”, destacando que as vítimas “também trazem as cicatrizes da violência na cabeça”.

Vítimas e/ou agressores?
Após uma infância marcada pelo medo, Maria, cujo nome foi alterado por segurança, teve um marido violento, o qual abandonou. 
Sem dinheiro e endividada para cuidar do filho doente, trabalhou para os paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), criadas para combater as guerrilhas.
“Eu trabalhava na parte logística, preparando as refeições deles, ou lavando sua roupa”, conta.
“Nunca lhes perguntava de ondem vinham, ou o que faziam”, afirmou, enquanto arranha, nervosa, a mesa de sua casa simples, localizada no quintal de um edifício em um subúrbio da capital, Bogotá.
Maria garante que nunca manipulou uma arma, mas contou ter participado do processo de desmobilização dos paramilitares de extrema direita, completado em 2006. 
Dez anos depois – e embora tenha se mudado para um local mais de quatro horas afastado de sua região de origem -, vive com medo de que alguém a reconheça.
“Ouviram-se muitos rumores, que iam matar as pessoas que trabalhavam com eles. 
Aí, sim, a gente sente medo”, confessa a mulher de cabelos castanhos e constituição física robusta, que diz nunca se sentir como ela mesma, mas como se tivesse “um dublê”.
“Definir uma linha entre quem é vítima e quem é o carrasco é muito complexo”, explicou à AFP Joshua Mitrotti, diretor da Agência Colombiana para a Reintegração (ACR), que acompanha os ex-combatentes em seu retorno à vida civil, inclusive uma breve terapia que, se necessário, é ampliada no serviço de Saúde pública.
“Das 49.000 pessoas que atendemos, 90% chegam afetadas: temos estresse pós-traumático em mais ou menos 30%”, indicou.
Os outros problemas combinam dependência ao álcool e/ou drogas (34%), dificuldade de controlar os impulsos (26,2%) e ansiedade (27,3%).
Os mesmos sintomas podem ser encontrados em vítimas civis, ou em testemunhas de massacres, estupros, sequestros, recrutamento de crianças, deslocamento forçado e outras crueldades dessa guerra.

Viver com o sofrimento

Ivonne Zabala, da organização Médicos Sem Fronteiras, durante entrevista com a AFP em 10 de outubro de 2016 - AFP.
Ivonne Zabala, da ONG Médicos sem Fronteiras (MSF), assegura que muitos “viveram mais de um evento e têm mais de um fator de risco”: por exemplo, “uma pessoa que teve um familiar assassinado, mas que também teve de se deslocar e chegar a um local com situação de violência em seu entorno”, como certas comunidades de grandes cidades.
“Isso leva a uma deterioração significativa da saúde mental”, declarou essa psicóloga colombiana, enumerando os problemas crônicos mais comuns: depressão, ansiedade, problemas de adaptação, estresse pós-traumático.
Segundo um estudo da Organização Internacional para as Migrações (OIM) de 2014, citado pelo CICV, 80% das vítimas do conflito “não esquecem, mas conseguem viver com seu sofrimento”. 
Além disso, “20% têm um trauma profundo em sua vida”.
“É uma população muito traumatizada ao longo de muito tempo. 
É multigeracional, e isso gerou disfunções e uma menor empatia e compaixão” entre os colombianos, disse à AFP Maarten de Vries, psiquiatra holandês, após uma palestra sobre “A saúde para uma paz duradoura”, na Universidade Javeriana de Bogotá.
Além das múltiplas causas de sofrimento, a duração do conflito, o mais antigo da América, faz que várias gerações de colombianos estejam afetadas direta, ou indiretamente. 
E essa violência endêmica, com esses traumas, repercute em casais e famílias.
Publicada em dezembro, a última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (ENDS) mostra que uma em cada três mulheres apanhou de seu companheiro (ou marido) atual, ou do anterior.
A especialista colombiana em Saúde Pública, Mary Luz Dussan, que trabalha na Nicarágua, considera que “falta à Colômbia pensar no bem-estar do povo” e rejeita a carência de “acompanhamento psicossocial efetivo”.
“Mas ainda pode ser feito! É preciso pensar na reconstrução da pessoa destruída nesta guerra”, ressalta Mary Dussan.

post: Marcelo Ferla
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Auschwitz recebe recorde de visitantes em 2016.


Auschwitz recebe recorde de visitantes em 2016.


Mais de 2 milhões de pessoas visitaram o antigo campo de concentração, localizado na Polônia. 
Local que testemunhou a morte de mais de 1,1 milhão de vítimas do nazismo foi transformado em memorial em 1947.
O antigo campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, recebeu mais de 2 milhões de visitantes em 2016 e bateu o recorde histórico registrado no ano anterior, anunciou nesta segunda-feira (02/01) a direção do memorial. 
Em 2015, 1,72 milhão de pessoas visitaram o local.
Os poloneses foram o maior grupo de visitantes (424 mil), seguido de britânicos (271 mil), americanos (215 mil), italianos (146 mil), e espanhóis (115 mil).
"No mundo de hoje, atribulado por conflitos, pelo aumento da sensação de insegurança e pela ascensão do populismo, é mais necessário do que nunca lembrar os capítulos mais sombrios do passado e os alertas que contêm os exemplos desse passado obscuro, como o campo de concentração de Auschwitz", disse o diretor do memorial, Piotr Cywinski.
O campo de Auschwitz-Birkenau, situado no sul da Polônia, foi aberto como museu-memorial em 1947 e declarado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade em 1974. 
Até 2001, o número de visitantes por ano ficava abaixo dos 500 mil. Em 2007, pela primeira vez esse número chegou a 1 milhão.
Auschwitz-Birkenau foi o maior campo de extermínio dos nazistas. 
Calcula-se que, entre 1940 e 1945, os nazistas tenham assassinado ali mais de 1,1 milhão de pessoas, a maioria judeus, além de ciganos, homossexuais, católicos e presos soviéticos e poloneses.

post: Marcelo Ferla
fonte: CN/efe/kna
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Juremir Machado da Silva



Tudo é narrativa e todas as narrativas dependem do ponto de vista do narrador. Essa afirmação, em tom de clichê sensato, topográfico e subjetivista, contém um aparte de verdade que se dilui no relativismo ingênuo que pode traga-la.
Se tudo depende do ponto de vista de quem narra, não há verdade. Se isso é verdade, então há verdade e essa verdade já não depende do ponto de vista do narrador.

Juremir Machado da Silva – “1964 – Golpe Midiático-Civil-Militar”.

Post: Marcelo Ferla
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