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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Admirável mundo torto.


BBC mostra condições degradantes em fábrica de iPhone e Apple responde: ‘profundamente ofendidos.’
Emissora flagra jornadas de trabalho de até 16 horas e menino de 12 anos em mina. ‘Nós podemos melhorar. E o faremos’, rebate empresa.

Reportagem flagrou funcionários, exaustos, adormecendo na linha de produção /BBC.
LONDRES — Um programa exibido pela BBC nesta quinta-feira está causando mal-estar entre a emissora e a Apple. 

A reportagem “Apple quebrou as promessas” mostrou as condições degradantes às quais os funcionários de uma fábrica da Pegatron em Xangai — que produz iPhones 6 — estão submetidos, como longas jornadas de trabalho e ausência de descanso semanal. 

Em uma mina de estanho na Indonésia, os jornalistas flagraram crianças trabalhando. Em e-mail assinado por Jeff Williams, vice-presidente global de operações, a empresa mais valiosa do mundo rebateu as acusações e se disse “profundamente ofendida”.
Repórteres da emissora britânica conseguiram se infiltrar como funcionários e mostraram turnos exaustivos de 12 horas diárias de trabalho, que em alguns dias chegaram a 16 horas, sem que os trabalhadores pudessem optar por não cumprir as horas extras. 

Um dos jornalistas foi obrigado a trabalhar por 18 dias seguidos, sem direito a qualquer folga.
— Mesmo que estivesse com fome, eu não conseguia me levantar para comer. Só queria deitar e descansar — relatou um repórter.
As condições dos dormitórios também impressionaram a reportagem. Num quarto minúsculo, 12 trabalhadores tentam conseguir espaço para descansar. 

Nas imagens é possível ver vários trabalhadores dormindo, esgotados, na linha de montagem. 

Em dado momento, um superior avisa sobre o risco de morrer eletrocutado pelos equipamentos.
Em e-mail enviado a 5 mil funcionários no Reino Unido e publicado pelo jornal “Telegraph”, a Apple acusa a emissora de ter omitido o posicionamento da empresa.
“Eu gostaria de mostrar fatos e outra perspectiva, que nós compartilhamos com a BBC com antecedência, mas que ficaram claramente ausentes do programa” afirmou Williams.
A BBC afirma que a Apple se negou a conceder entrevista para o programa.
Segundo o executivo, a “reportagem do Panorama supõe que a Apple não está melhorando as condições de trabalho”

“Deixe-me dizer uma coisa, nada está tão distante da verdade”

Williams afirma que há poucos anos, trabalhadores excediam as 60 horas semanais, sendo que mais de 70 horas era algo comum. 

Agora, a companhia rastreia os horários de mais de um milhão de trabalhadores e os fornecedores alcançaram índice de 93% de conformidade com o limite de 60 horas.
“Nós ainda podemos melhorar. E o faremos”, disse Williams.
A companhia diz manter 1,4 mil funcionários próprios na China gerenciando e supervisionando as operações dos fornecedores. Este ano, foram realizadas 630 auditorias na cadeia produtiva da Apple, com entrevistas a funcionários.
“A realidade é que nós encontramos violações em todas as auditorias que fizemos, não importa o quão sofisticada é a companhia. Nós encontramos problemas e implementamos melhorias”, afirmou o executivo.
A equipe de repórteres também visitou minas de estanho na Indonésia e flagraram crianças trabalhando em situação de alto risco. 

Rialto, um menino de 12 anos, trabalhava ao lado do pai dentro de uma cratera de 20 metros de profundidade:
— Eu tenho medo com os deslizamentos de terra. Isso pode acontecer — disse o menino à reportagem.
A Apple confirma as condições precárias entre os mineiros na Indonésia, mas justifica o uso do estanho lá explorado em seus produtos dizendo que está organizando os trabalhadores para melhorar suas condições:
“A Apple tem duas opções: nós poderíamos comprar estanho de fundições fora da Indonésia, o que provavelmente seria a medida mais fácil e nos protegeria das críticas. Mas seria o caminho preguiçoso e covarde, porque não faríamos nada para melhorar a situação para os trabalhadores indonésios, já que a Apple consome apenas uma pequena fração do estanho lá explorado. Nós escolhemos o segundo caminho, que é ficar e tentar conduzir uma solução coletiva”.

Veja o vídeo e conclua você mesmo (a):


post: Marcelo Ferla
fonte: O Globo

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