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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Brasil desconhecido.



Brasil é o melhor “pior país do mundo”!
               
Espaço Vital
Atribui-se a Gilberto Gil com seu jeito brejeiro, certa vez, quando era ministro da Cultura do primeiro governo Lula, ter respondido a uma crítica sobre as dificuldades brasileiras, dizendo que “o Brasil é o melhor pior país do mundo”.
Talvez tenha tido razão, se compararmos, por exemplo, que no Brasil de 2014 “ninguém sabia”, que na Petrobras roubavam-se bilhões. E que, nesse contexto de “quem pode, pode”, os bem remunerados juízes e promotores brasileiros tenham conseguido, via liminar, o imoral  “auxílio-moradia” de R$ 4,3 mil  sem desconto de Imposto de Renda.  E por aí se vai.
Façamos agora uma comparação com o noticiário internacional barra pesada: 1) massacre de estudantes no México; 2) ataque a religiosos em Jerusalém; 3) recorde de atentados no Iraque; 4) sequestro de general na Colômbia; 5) ebola na Libéria; 6) assassinato de miss em Honduras; 7) degola de reféns na Síria; 7) linchamento de mulher pela própria família no Paquistão; 8) crimes contra a Humanidade na Coreia do Norte; 9) liderança de Nicolas Maduro na Venezuela; 10) comando total de Putin na Rússia... – e por aí se vai.
A impressão que se tem do Brasil, é a de que – como disse Gil - ainda vivemos no melhor pior país do mundo. Assim, “sorria, pois você está sendo filmado”...

Do Blogueiro:
Ao ler o texto e analisa-lo não concordo totalmente com ele. Acho que o Brasil não é o melhor entre os piores, mas sim os piores entre os piores, eis que algumas das coisas postas acima ocorrem de forma analógica em maior volume e com uma frequência muito maior do que nos lugares citados. Vejamos.
Massacre de estudantes no México - como se aqui no Brasil, não ocorressem mortes diárias em decorrência de acertos entre traficantes e policiais ou milicianos; ataques a religiosos em Jerusalém - bem, podemos não ter ataques diretos a religiosos aqui, mas em compensação quase que todas as outras formas de manifestação livre são objeto de violência, opção sexual, cor da pele, forma do corpo, deficiências, limitações, situação social e arisco dizer sim que por religião também, só não me recordo de um caso pontual para citar agora; Recorde de atentados no Iraque - pois bem, me digam o que seria a queima indiscriminada com vítimas fatais de ônibus em escala também recorde em São Paulo, os assaltos a caixas eletrônicos explodidos com uma quantidade de explosivos usados e apreendidos para este fim que não deixa devendo em nada a quantidade que é utilizada nestes atentados no Oriente, os Black blocs que vem em arrastões destruindo tudo e todos que veem pela frente, arrastões no verão em vários locais do litoral por todo Brasil; Sequestro de General na Colômbia – isso acho até desnecessário comentar. 
Ao se falar em sequestro no Brasil, tal delito é algo que rende uma trilogia de casos famosos que terminaram bem e outros tantos que terminaram muito mal, com a invasão atrapalhada da polícia, podendo aqui citar dois casos de comoção nacional, o do ônibus 174, com a morte por asfixia do sequestrador dentro da viatura e de uma das sequestradas que fora atingida por um tiro de um policial do Bope quando o primeiro se entregava. Virou até filme. 
O outro, não menos famoso é o da menina Eloá que fora vítima de um rapaz desequilibrado, que nada tinha feito até que a polícia com sua expertise de jogadores de primeira viagem de paintball, invadiu o local e fez com que o rapaz matasse a mesma; 
Ebola na Libéria – bom poderia este ser bem mais difícil, mas em um país onde se tem surtos descontrolados de dengue e um povo que não consegue se conscientizar em virar baldes, furar pneus e potes onde se regam plantas, o ebola mataria a todos nós em uma semana e olhe lá; 
Assassinato de miss em Honduras e linchamento de mulher pela própria família no Paquistão – é preciso repetir? O grau de violência contra a mulher no Brasil é algo digno do tempo da ditadura militar aqui ou dos campos de concentração da segunda guerra. Exagero? 
Nos primeiros seis meses de 2014, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 realizou 265.351 atendimentos, sendo que as denúncias de violência corresponderam a 11% dos registros – ou seja, foram reportados 30.625 casos – somente por essa via em seis meses. 
Em 94% dos casos, o autor da agressão foi o parceiro, ex ou um familiar da vítima (fonte: Agência Patricia Galvão) - ...a pesquisa estima que mais de 13 milhões e 500 mil mulheres já sofreram algum tipo de agressão (19% da população feminina com 16 anos ou mais). 

Destas, 31% ainda convivem com o agressor. E pior: das que convivem com o agressor, 14% ainda sofrem algum tipo de violência. 
Este resultado, expandido para a população brasileira, implica em dizer que 700 mil brasileiras continuam sendo alvo de agressões. (fonte: Secretaria da Transparência – Data Senado), e por ai os números se alastram sem dó nem piedade;
Degola de reféns na Síria – caímos novamente nas barbáries geradas pelo tráfico de drogas e pelo crime organizado no país. 
Caso queiram mais dramaticidade podemos ir até o Maranhão, onde no início do ano se arrancam cabeças de detentos em presídios deste Estado, o que também ocorreu no Paraná no final do primeiro semestre do ano.

Aqui já podemos adicionar os crimes contra a humanidade que ocorrem na Coréia do Norte. 
Nicolas Maduro na Venezuela – bem, quem tem Dilma não precisa de Nicolas Maduro e tão pouco de Putin, eis que vivemos em um país em regime autoritário a muito.
Ainda somos o melhor dentre os piores? 
Ou somos um dos piores dentre os piores?

post: Marcelo Ferla
fonte do texto inicial: Espaço Vital

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