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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Curiosidades


SABIA QUE HÁ BUNKERS QUE SERVEM DE LAR PARA 1 MILHÃO DE PESSOAS NA CHINA?

A China, como todos sabem, está entre os países mais populosos do mundo, com um número de habitantes que passa de 1,3 bilhão de pessoas. 
Sua capital, Pequim, está entre as cidades com mais residentes no país, somando mais de 21,7 milhões no início de 2016, segundo algumas estimativas. 
Agora imagine as dificuldades de se disponibilizar moradia para essa quantidade absurda de gente!


Uma das entradas que dão acesso aos bunkers.
Segundo Charley Locke, do site Wired, Pequim, como você bem pode imaginar, é uma cidade com muita, muita gente. 

Por todos os lados. 
Portanto, não é de se surpreender que exista uma grande demanda por moradia e, por conta dessa procura, os valores dos imóveis estejam se tornando cada vez mais altos. 

Para contornar essa situação, cerca de um milhão de pessoas decidiram se mudar para o subterrâneo da cidade, onde existem milhares de bunkers da época da Guerra Fria.

Quartos atômicos

De acordo com Charley, no final dos anos 60, Mao Zedong ordenou que os edifícios residenciais de Pequim contassem com abrigos subterrâneos para o caso de que ocorresse uma guerra nuclear e a população tivesse que se proteger da radiação. 

Por sorte, o conflito que muitos esperavam que fosse eclodir nunca aconteceu, então, na década de 80, os bunkers começaram a ser vendidos.

A grande maioria dos habitantes são estudantes, famílias de baixa renda e pessoas que vieram de zonas rurais para tentar a vida na capital.
No total, foram construídos uns 10 mil abrigos nucleares a cerca de 15 metros de profundidade e, gradualmente, eles foram sendo convertidos em espaços comerciais e residenciais de baixo custo. 

Hoje, a estimativa é que aproximadamente um milhão de pessoas — a maioria estudantes, famílias de baixa renda ou sujeitos que vieram das zonas rurais para tentar a vida na capital — viva nesse “mundo” subterrâneo, onde o valor dos aluguéis varia entre US$ 40 a US$ 100 (por volta de R$ 125 e R$ 310) por mês.

Alguns espaços chegam a acomodar 12 pessoas.
Barato, né? 

Entretanto, por esse custo, os moradores se espremem em pequenos espaços de 3,7 por 4,5 metros sem janelas e, em alguns casos, até 12 pessoas dividem um mesmo apartamento. 

Existem cozinhas, lavanderias e banheiros comunitários, assim como locais onde os habitantes podem fazer compras, cortar os cabelos e socializar, mas a vida nessa cidade subterrânea não é nada fácil.

Jovens socializando em um dos espaços comunitários.
Segundo Cherley, o fotógrafo italiano Antonio Facciolongo conseguiu visitar cerca de 30 bunkers em 2015 — são dele as fotos que ilustram esta matéria —, e teve que driblar os guardas que patrulham o local para registrar a vida no subterrâneo de Pequim. 

Facciolongo contou que com o cheiro, a atmosfera úmida e a escuridão é impossível esquecer que você se encontra nas profundezas.

A vida não é fácil no subterrâneo.
Em 2010, as autoridades chinesas declararam os espaços residenciais ilegais e existem planos de evacuar os bunkers ainda neste ano. 

O problema é que a maioria das pessoas que ocupam esses locais não têm condições de pagar os altos aluguéis da superfície, portanto, existe um impasse sobre o futuro desses habitantes. 

Veja mais imagens dos bunkers na galeria a seguir:







post: Marcelo Ferla

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Brasil deconhecido.



Ministério da Saúde estuda tirar insulina do Farmácia Popular se preço não for reduzido.


Terrorismo na disputa sobre o preço da insulina.
"Decididamente, a promessa do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, é um exercício explícito de terrorismo aplicado à saúde pública."
Leiam a excelente matéria da repórter Lígia Formenti, do jornal “O Estado de São Paulo”, reproduzida a seguir:
Dr. Augusto Pimazoni Netto

Lígia Formenti, O Estado de São Paulo
15 Setembro 2017

Segundo o ministro Ricardo Barros, pasta paga por unidade do produto distribuída pelo programa quase três vezes mais que o desembolsado para distribuição na rede pública; farmácias credenciadas garantem 30% do acesso à insulina no País.
BRASÍLIA - O Ministério da Saúde estuda retirar a insulina do Aqui Tem Farmácia Popular caso o preço pago pelo produto não seja reduzido. 
A medida faz parte de uma estratégia da pasta para restringir o orçamento do programa, criado durante o governo petista e que beneficia mensalmente uma média de 9,8 milhões de pessoas. 
Pela proposta, a que o Estado teve acesso, a distribuição do produto passará a ser feita somente nos postos de atenção básica caso não haja uma redução nos valores pagos pelo Ministério da Saúde às farmácias. 
Estimativas de mercado indicam que 30% do acesso à insulina no Brasil é feito por meio das farmácias credenciadas ao programa.
O ministro da Saúde Ricardo Barros afirmou que a pasta paga pela unidade do produto distribuída no Farmácia Popular R$ 27,50, quase três vezes mais do que é desembolsado para o produto distribuído na rede pública R$ 10.
"O objetivo é sensibilizar os parceiros para diminuir essa diferença de custo e ampliar a oferta de medicamentos", justificou o ministro. 
De acordo com ele, a oferta da insulina será mantida "desde que não onere os recursos públicos"
Pela proposta feita pelo ministério a que o Estado teve acesso, caso não haja entendimento, a insulina deixaria de ser distribuída no Aqui Tem Farmácia Popular a partir de 1 de janeiro. 
Procurado, no entanto, o ministério disse não haver data definida.
A retirada da insulina da cesta de produtos oferecidos no Aqui Tem Farmácia Popular é um dos pontos da discussão com fabricantes e representantes do setor varejista para reduzir o preço pago pelos medicamentos do programa.
Estão incluídos no Aqui Tem Farmácia Popular 42 produtos. 
Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita. 
Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%.
Atualmente, o investimento no programa é de R$ 2,6 bilhões. 
Caso nenhuma mudança seja feita, o governo estima que, para 2018, o Farmácia Popular exigiria R$ 3 bilhões. 
A proposta de Barros é reduzir a base de cálculo dos remédios, o que, a princípio, traria uma economia de R$ 750 milhões.
"Quero organizar o pagamento. Hoje tem uma tabela, com valores distintos. 
Minha proposta é que paguemos o preço médio do mercado, com uma remuneração de 27% para farmácias", disse o ministro.
A proposta, no entanto, provocou uma forte reação do setor produtivo, que ameaça sair do programa. 
"Para alguns itens, a redução seria de 70%. 
Isso tornaria inviável nossa participação no Aqui Tem Farmácia Popular", afirma o presidente executivo da Associação Brasileira de Redes e Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto. 
O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, disse estar preocupado. 
"O programa é de grande importância, com impacto positivo nos indicadores de saúde", disse. 
"Mas é impossível atender a proposta do ministro."
Queda de braço. 
A queda de braço entre a pasta e o setor ainda deve se arrastar. 
Questionado sobre a ameaça de debandada do programa, Barros afirmou que a negociação ainda está em curso e que aguarda resposta dos setores envolvidos. 
"Vamos de novo contrariar interesses", resumiu. 
"Queremos reduzir o gasto com medicamento individualmente para atender mais pessoas. 
Quanto mais barato a gente compra mais pessoas podem ser atendidas."
Barreto sugere que outras mudanças sejam feitas no programa para garantir os preços atuais. 
Entre elas, a proposta para redução de ICMS. 
Como o imposto faz parte da arrecadação dos Estados, tal medida somente poderia ser possível caso houvesse anuência de secretários de fazenda. 
Na reunião, também foi proposto pelos empresários o fim do remédio gratuito no Aqui Tem Farmácia Popular ou a restrição do programa para aqueles que tenham obtido a receita de profissionais do Sistema Único de Saúde.
O Farmácia Popular é um dos programas símbolo da gestão do PT. 
O formato mais antigo da iniciativa, as unidades próprias de farmácia, foi extinto pelo governo em junho deste ano, sob a justificativa de que ele era dispendioso e pouco eficaz. 
A verba que era usada no programa passou a ser rateada entre os municípios.
A maior parte das pessoas atendidas pelo Aqui Tem Farmácia Popular acessa medicamentos de forma gratuita. 
De acordo com última informação do ministério, entre os medicamentos mais distribuídos estão o para controle de hipertensão e para diabetes. 
Para retirar os medicamentos, o usuário deve apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade, que em fevereiro deste ano foi ampliada para 180 dias. 
A prescrição médica pode ser emitida tanto por um profissional da rede pública quanto por médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.

post: Marcelo Ferla

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Aprenda.


“A lição é a seguinte: nunca desista, nunca, nunca, nunca. 
Em nada. 
Grande ou pequeno, importante ou não. 
Nunca desista. 
Nunca se renda à força, nunca se renda ao poder aparentemente esmagador do inimigo.”
Winston Churchill









































post: Marcelo Ferla
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