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Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.
T2 Trainspotting: quando o
lema "Escolha a Vida" escapa à ironia.
por
Miguel Martins
Na sequência do filme de
1996, Renton e seus velhos companheiros põem a limpo suas relações, que vão
além de agulhas compartilhadas.
Antes
tratada como uma dama de “grande personalidade”, a heroína surge como
coadjuvante.
"Nostalgia!
Você está querendo ser
turista da própria juventude."
(Sick Boy/Simon)
Em um momento, você tem
tudo ("you've got it"), depois perde para sempre.
O craque
norte-irlandês George Best tinha, perdeu.
Os ídolos do rock David Bowie, Lou
Reed, Malcolm McLaren e Elvis Presley também.
Há 20 anos, o personagem de
Trainspotting Sick Boy tentava convencer o amigo Mark Renton, vivido por Ewan
McGregor, de sua “teoria unificadora da vida”: quando ficamos velhos, não damos
mais conta e ponto final.
Na sequência T2
Trainspotting, Sick Boy, novamente interpretado por Jonny Lee Miller, é
obrigado a pôr a teoria à prova na pele de um envelhecido Simon.
Seus planos de
se firmar como um traficante e cafetão seguem no horizonte.
Com sua parceira de
negócios, Veronika (Anjela Nedyalkova), sonha em erguer um controverso
empreendimento em Leith, região portuária de Edimburgo.
Simon pouco se arrisca com
as agulhas.
Tampouco Renton, com quem se reencontra 20 anos depois de o amigo o
trapacear em um operação amadora de tráfico.
Ao menos em relação ao abuso de
drogas, a dupla parece confirmar a velha teoria: ambos velhos, não parecem dar
mais conta.
Na sequência do filme
original, um picante retrato dos usuários de substâncias injetáveis também
dirigido por Danny Boyle, a heroína, antes tratada como uma dama de “grande
personalidade”, surge como coadjuvante.
Um reflexo do amadurecimento dos
personagens e dos temas nesta sequência, mas também da perda relativa de espaço
do opiáceo no universo das drogas ilícitas.
Quando o primeiro
Trainspotting foi lançado, em 1996, o consumo de heroína era um notório
problema de saúde pública na Europa e nos Estados Unidos.
No Reino Unido, eram
mais de 350 mil usuários, segundo estimativas da organização britânica
DrugScope.
Hoje, são 260 mil, grande parte concentrada entre aqueles com 35 a
64 anos.
Ao retratar jovens que
compartilhavam agulhas sem o moralismo das campanhas contra entorpecentes, o
filme original foi tema até das eleições norte-americanas de 1996, quando o
senador Bob Dole, candidato do partido Republicano contra Bill Clinton, atacou
o longa por “depravação moral” e “glorificação do uso de drogas”.
No fim dos anos 1990, a
heroína não se restringia a círculos marginais, como o grupo de amigos
escoceses retratados no primeiro Trainspotting, jovens aferrados ao
seguro-desemprego e a programas de redução de danos para dedicarem-se à
“injeção intravenosa de drogas pesadas”.
Mesmo entre as bandas que
marcavam presença na trilha sonora do filme, havia diversos usuários regulares
ou eventuais do opiáceo, como Donna Matthews e Justine Frischmann, guitarrista
e vocalista do Elastica, e Damon Albarn, líder do Blur.
No filme de 1996, a
realidade de usuários de heroína descortinava relações também viciadas:
famílias que não conversam, amigos incapazes de confraternização superior à
partilha de uma agulha ou de lucros do tráfico, a escolha sem saída entre o
consumo ou o autoconsumo.
Em
T2, a teoria de Sick Boy é posta à prova: ficamos velhos, não damos mais conta
(Foto: Divulgação).
Tema de uma campanha
antidrogas de 1980, “Choose Life” ("Escolha a vida"), o gancho do
famoso discurso de abertura do primeiro Trainspotting, não parecia oferecer
muito mais que carros, máquinas de lavar, tocadores de CD e abridores elétricos
de lata — eram os anos 1990, afinal.
Em vez do consumismo vazio, Renton defende
sua opção pela heroína para se libertar de “contas, comida, um time de futebol
que nunca ganha porra alguma e relações humanas”.
No discurso “Choose Life”
de T2, as referências de consumo são atualizadas para Facebook, Twitter,
Instagram e outras referências da cultura digital, mas distanciar-se da heroína
não significa apenas integrar um mercado consumidor.
O lema escapa à ironia:
nesse filme, o protagonista "escolhe a vida" ao encarar os erros do
passado.
A busca tardia de Renton
de reabilitar relações humanas feridas amplia o escopo de dilemas do primeiro
filme, reduzidos a uma escolha entre vícios lícitos ou ilícitos.
Para além de
agulhas compartilhadas, os amigos querem pôr suas relações a limpo.
Em Trainspotting 2, Renton
assume a posição de “turista de sua própria juventude”, uma condição que se
estende para os fãs do primeiro filme.
Flashes de cenas do longa de 1996
combinam-se com imagens do protagonista e seus amigos durante a infância.
Há diversos personagens
revisitados nessa sequência, como Diana (Kelly Macdonald) e o traficante Mikey
Forester, interpretado por Irvine Welsh, autor do livro Trainspotting e de
Porn, sequência que serviu de base ao novo filme.
Os personagens despem-se
de estereótipos.
Ao conhecermos suas relações familiares, Francis Begbie (Robert
Carlyle) torna-se mais humano, mas não menos intimidante.
Ewen Bremner empresta
uma persistente ingenuidade a Spud, aprofundado nessa sequência para além de
cenas de humor e escatologia, embora elas ainda estejam presentes.
Tema de abertura do
primeiro filme, o clássico “Lust for Life” surgia como uma sugestiva ironia:
enquanto Iggy Pop cantava que estava “cansado de dormir na calçada destruindo
seu cérebro com bebidas e drogas”, Renton e Spud corriam da polícia após roubarem
uma loja para financiarem seu vício em heroína.
Neste filme, Renton veste a
carapuça dos versos da música, repaginada por um remix do grupo eletrônico
Prodigy.
“Você é um viciado, então
seja viciado em outra coisa”, resume o velho "Rent Boy".
Trainspotting I - Escolha a vida.
Escolha uma vida.
Escolha
um emprego.
Escolha uma carreira – escolha uma família!
Escolha a porra de uma
TV grande!
Escolha uma máquina de lavar, carros, discman, abridora de latas
eletrônico.
Escolha uma boa saúde, baixo colesterol, plano de saúde dentária.
Escolha parcelas fixas para pagar.
Escolha uma casa – escolha seus amigos!
Escolha roupas, acessórios.
Escolha um terno feito do melhor tecido.
Escolha
bater uma punheta num domingo de manhã pensando nessa merda de vida.
Escolha
sentar no sofá pra ficar vendo programas de auditório.
Comer um monte de
porcaria e acabar apodrecendo.
E no fim do caminho escolha uma família e filhos
que vão se envergonhar de você por causa desse sentimento egoísta de que você o
pôs no mundo pra substituí-lo.
A noiva de 40 anos deixa
uma cadeira reservada para seu filho morto.
Mas, ao ver quem chega para a
cerimônia, ela não pode se conter.
Há alguns anos, Becky
Turney, do Alasca (EUA), viveu o pior dia de sua vida, quando o seu filho
Triston morreu com apenas 19 anos.
No entanto, apesar da dor, Becky não teve
outra opção que não fosse seguir com sua vida.
Dois anos mais tarde, ela se
casava com o homem dos seus sonhos, Kelly Turney.
Claro, nesse dia tão
especial, a noiva tinha Triston presente a cada passo que dava, e deixou uma
cadeira reservada para o jovem com a seguinte mensagem:
"No dia do seu
casamento, estarei no céu, o que eu posso fazer?
Virei à Terra para passar o
dia contigo, então guarda um lugar para mim, uma cadeira vazia.
Pode ser que
você não me veja, mas estarei ali."
Mas a surpresa que seu noivo havia
preparado para esse dia a deixou literalmente sem palavras.
Minutos antes da cerimônia
começar, tinha um homem a ser apresentado a ela: ele se chamava Jacob Kilby,
tinha 21 anos e tinha ido de avião desde a cidade de San Diego apenas para
conhecê-la.
Quando Becky o viu, começou a chorar imediatamente, pois já sabia
do que se tratava.
Há dois anos, quando seu
filho faleceu, Becky autorizou a doação de seus órgãos.
Esse gesto tão
altruísta fez com que cinco pessoas pudessem seguir vivendo.
Uma dessas pessoas
era Jacob, que em outubro de 2015 recebeu o coração de Triston.
O noivo de
Becky planejou esse encontro com Jacob por meses, pois ele estar presente no
dia mais especial de suas vidas significaria que uma parte de Triston também
estaria com eles.
O momento do encontro foi
indescritível. Becky pôde escutar o coração de seu filho mais uma vez com um
estetoscópio.
Mesmo que ele não pudesse estar presente fisicamente, seu coração
batia ali mesmo, junto a ela.
Que momento maravilhoso deve ter sido!
"Eu
estava fora de mim.
Chorei como uma garotinha, não parava de pular.
Foi
incrível.
Nunca me surpreenderam assim.
Eu sempre abro os presentes de Natal
antes da hora certa.
Que ele tenha conseguido fazer isso sem que eu soubesse é
incrível", conta Becky, emocionada.
Jacob nasceu com a
síndrome do coração esquerdo hipoplásico e teve que ser operado três vezes
antes de seu primeiro transplante, aos dois anos de idade.
Mas em 2015 o
coração começou a se deteriorar e pouco depois ele sofreu um ataque cardíaco.
Jacob entrou na lista de espera e em outubro do mesmo ano lhe transplantaram
com sucesso o coração de Triston.
Para Becky, saber que seu filho pôde salvar a
vida do jovem e outras quatro pessoas é maravilhoso.
"Todos deixamos nossa
pegada no mundo, mas ver como Triston mudou a vida de Jacob é incrível.
Faz eu
me sentir tremendamente orgulhosa."
Kelly espera que esse
presente para sua esposa e sua enteada de 13 anos sirva para que outras pessoas
considerem a doação de órgãos.
"É a atitude mais altruísta que se pode
ter.
Além disso, damos força para que [a família] dos doadores e os receptores
se conheçam, pois serve muito para curar [o luto]", disse Kelly.
E mais:
segundo Becky, "o vínculo que se cria entre as famílias dos doadores e
receptores dura a vida toda".
Não é de se estranhar que
no casamento de Becky e Kelly não tenha ficado um olho seco depois do
emocionante encontro.
Perder um filho é um tremendo golpe para qualquer mãe,
mas, graças ao seu marido, Becky pôde ter seu filho junto dela em um dos dias
mais especiais de sua vida.
E, claro, Jacob não hesitou nenhum segundo quando
pediram que ele fosse à cerimônia.
Essa família lhe havia dado uma nova vida!
Uma história triste, mas
com final feliz, que demonstra que existem muitos corações bons neste mundo, em
todos os sentidos.
Quando a música Rock
Around The Clock chegou ao Japão, se tornou um ritmo imediato.
Mas foi por volta dos anos
70 que a subcultura das gangs dançantes inspiradas pelo visual e lifestyle
rockabilly se tornou algo estabelecido.
O fotógrafo americano
Denny Renshaw se atraiu automaticamente por eles, talvez por ter nascido em
Jackson, no Tenessee, local de nascimento do Rockabilly.
Mas coordenar qualquer
tipo de sessão de fotos acabou sendo impossível: eles não têm presença on-line
e nenhuma informação de contato formal.
Assim, com apenas um vago
conhecimento de onde e quando se encontram, Renshaw fez as malas e voou para
Tóquio.
Ele relata a experiência
incrivelmente estranha de tentar fazer contato com eles e obter permissão para
filmá-los.
“Depois de várias
tentativas de contato (incluindo um onde ele foi obrigado a jogar um jogo de
palavras), Renshaw foi finalmente capaz de capturar os retratos que tinha
sonhado em fazer.
Os retratos foram
capturados durante 5 semanas entre 2013 e 2015,em parques, festas, bares e
lshows.”
Os grupos como o
Roller-Zoku são compostos de jovens e idosos, homens e mulheres.
Seus topetes gigantescos
lubrificados e danças teatrais ainda podem ser vistos no Yoyogi Park nos fins
de semana.
DESIGNER REPENSA FORMATO
PARA PRÓTESES BASEANDO-SE EM LEVEZA E ELEGÂNCIA.
Damaris
de Angelo
William Root é designer
industrial e ele se baseou em projeções futurísticas e formas geométricas para
criar uma inovadora visão sobre a engenharia de prótese.
O formato desenvolvido
pelo cara combina materiais resistentes, leveza estrutural, além é claro da
elegância.
A Exo Prótese é feita com titânio sinterizado a laser e é feita sob
medida.
Para criar o molde, um membro intacto é digitalizado e a imagem depois
serve de base, usada mais tarde em um software de renderização 3D.
Quando o
projeto é finalmente concluído, ele é impresso.
A visão do artista é de que as
impressões 3D vão possibilitar um mundo novo para o processo de criação de
próteses.
Para ele, a indústria inevitavelmente se tornará mais criativa e
acessível.