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O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Humanidade.



Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas.
A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60 em Biafra, na Nigéria. Enquanto a equipe médica socorria vítimas em uma brutal guerra civil, o grupo percebeu as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos faziam com que muitos se calassem frente aos fatos observados.

MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, trazendo à luz realidades que não podem permanecer negligenciadas.

Em 1999, MSF recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Hoje, mais de 34 mil profissionais, de diferentes áreas e nacionalidades, compõem a organização. Espalhados por mais de 70 países, eles atuam em contextos que envolvem desastres naturais e humanos, conflitos, epidemias, desnutrição e exclusão do acesso à saúde.
Atualmente, Médicos Sem Fronteiras é a maior organização médico-humanitária não governamental do mundo. Sua atuação é fundamentada nos princípios de independência, imparcialidade e neutralidade.
  
Independência
Médicos Sem Fronteiras é independente: não está atrelada a poderes políticos, militares, econômicos ou religiosos e tem liberdade de ação, decidindo onde, como e quando atuar com base em sua própria avaliação do contexto e das necessidades. Essa independência de ação é garantida por sua independência financeira, já que, de todo o financiamento de MSF, pelo menos 80% é proveniente de doações de indivíduos e da iniciativa privada.
Imparcialidade
Médicos Sem Fronteiras presta cuidados de saúde àqueles que mais precisam, sem discriminação de raça, religião, nacionalidade ou convicção política. A organização define o público que será priorizado com base, exclusivamente, na avaliação das necessidades de saúde identificadas. A possibilidade de aliviar o sofrimento de indivíduos por meio da ação médica é o que determina a norteia as atividades de Médicos Sem Fronteiras.“



Neutralidade
Em situações de conflito, MSF não toma partido.

A neutralidade é crucial para as equipes conseguirem chegar a qualquer pessoa afetada, independentemente do lado do conflito em que esteja. A neutralidade de MSF é possibilitada pela sua total independência financeira de governos ou partes envolvidas em conflitos. 

Médicos Sem Fronteiras oferece cuidados de saúde a pessoas em necessidade de ajuda humanitária. Conflitos armados, epidemias, catástrofes naturais, refugiados e deslocados internos e desnutrição são os principais contextos nos quais a organização atua. Tais situações pedem ajuda rápida, com atendimento médico especializado e apoio logístico.
Além de oferecer cuidados de saúde em situações de extrema urgência, as equipes da MSF também estão presentes onde as populações sofrem com a falta de acesso à assistência médica. Falhas crônicas no sistema de saúde local, como a escassez de instalações de saúde, de profissionais qualificados e a inexistência da oferta de serviços gratuitos para populações sem recursos financeiros, podem motivar a atuação da MSF. 




O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas de vacinação até cirurgias de guerra.
MSF também procura unir-se a grupos de pacientes para sensibilizar e, às vezes, pressionar os atores envolvidos – órgãos e instituições internacionais e indústria farmacêutica – para que as populações que mais precisam tenham acesso a medicamentos de qualidade
Como organização que atua de forma independente, neutra e imparcial, Médicos Sem Fronteiras determina, de acordo com sua própria avaliação, onde, quando e como atuar. Um projeto pode ser desencadeado pela existência de uma situação de crise que requer uma resposta humanitária emergencial, pelo pedido de organizações internacionais, de governos ou mesmo de outras organizações não governamentais ou ainda pela identificação de uma demanda de saúde específica, com a qual a organização considera que possa contribuir de forma relevante.
No local, profissionais de MSF analisam, de acordo com o contexto, o número de pessoas afetadas, as necessidades de saúde, as condições de vida, água e saneamento, o ambiente político e a capacidade local de responder ao problema. Assim, a organização toma a decisão de atuar ou não naquele país, determinando as prioridades e compondo a equipe que entrará em ação e os recursos necessários para iniciar o projeto.





Quando a atuação se dá em resposta a uma emergência repentina, como uma catástrofe natural, ela pode ser viabilizada entre 48 e 72 horas. Por trás da agilidade de MSF, está um sistema de logística extremamente eficiente que envolve a padronização dos métodos de trabalho, a manutenção de estoques permanentes e a experiência dos profissionais.

Em 1980, a organização passou a utilizar kits personalizados e adaptados para cada contexto, que são pré-embalados e prontos para viagem e estão constantemente sendo aprimorados.

Os kits contêm medicamentos, suprimentos e equipamentos básicos e atendem desde campanhas de vacinação até a montagem de um hospital inflável.

Aguente firme, nós estamos chegando para ajudar.

Marcelo Ferla
fonte: Médicos sem Fronteiras

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