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domingo, 1 de junho de 2014

Curiosidades.




Os dez milagres mais estranhos da Idade Média
Mais um artigo curioso veiculado pelo Medievalist, adaptado e ampliado por nossa equipe, catalogando 10 dos milagres mais estranhos que se tem registro de ocorrência na Idade Média.

1. O cinto de São Guthlac.

São Guthlac (675-714), um monge asceta inglês famoso por sua capacidade de entender as “línguas sibilintes” (espécie de idioma falado por demônios na Inglaterra) e realizar exorcismos. Certa vez teria se deparado com um louco chamado Ecgga, que percebeu estar possuído por um demônio. O santo pegou seu cinto e, envolvendo o louco com ele , passou a apertá-lo enquanto orava o exorcismo. O demônio teria saído pela boca de Ecgga à vista dos presentes. O grato Ecgga nunca mais tirou o cinto e sua loucura nunca mais voltou.
2. São Kevin e o ninho.

Segundo consta, São Kevin teria vivido até os 120 anos.

O monge irlandês também foi um famoso asceta que viveu como eremita em uma caverna por cerca de 7 anos, de onde, segundo a lenda, fora levado por um anjo quando morto. O caso curioso sobre ele não chega a ser um milagre, mas um ato de transcendência sobre o corpo e relação soberana sobre a natureza. Certa manhã, ele estava esticando os braços através da janela quando um melro pousou em sua mão e ali pôs seus ovos. Kevin manteve a mão aberta e deixou que o pássaro ali construísse um ninho e chocasse, sem nunca descansar, até que os ovos eclodiram e os filhotes nasceram..
O pássaro que pediu ajuda a um santo.

Tomás Becket (1118 – 1170) foi um religioso popular em seu tempo, influente na Inglaterra, acabou assassinado por conselheiros do rei Henrique II, com o qual mantinha uma contenda a favor de privilégios para a Igreja. Há várias lendas atribuídas ao santo, dentre as quais a de que os rouxinóis da região onde residia, Kent, não cantam por terem sido proibidos pelo então bispo Becket.

Mas o milagre curioso diz respeito a uma mulher inglesa adoentada que teria um pássaro adestrado de estimação.

Quando ela estava com dor, gritava pela ajuda de São Tomás Becket, dizendo “Santo Tomás, ajude-me!” Um dia, enquanto seu pássaro estava fora de sua gaiola um papagaio desceu e o agarrou. Como o pássaro estava sendo levado embora ela espiou e disse: “Santo Tomás, ajude-me!” Imediatamente, o papagaio soltou o pássaro e caiu no chão morto. Enquanto isso, o pequeno pássaro voou de volta para sua dona “com grande alegria.”
4. O leite da Virgem Maria.



Conta a lenda que Bernardo, que viria a se tornar São Bernardo de Clairvaux, havia ficado cego, com os olhos infeccionados. Em busca de cura, teria ido visitar a mãe do Messias e a encontrara amamentando o salvador. Há duas versões para a lenda.
Em uma delas, Maria, a pedido do doente, teria salpicado gotas de seu leite nos olhos do enfermo, enquanto a outra, versão, sobre a qual há algumas obras medievais e mesmo do Barroco, consta que Maria teria, no descanso da lactação, esguichado um jorro de leite na face de Bernardo de Clairvaux, que passara a enxergar  imediatamente, curado de sua infecção ocular. Também adquirira a visão de que a Virgem Maria era sua mãe (no sentido santo) e de toda a humanidade. Algumas imagens mostram um esguicho impressionante do seio da Virgem.
Os mendigos que não queriam ser curados.

Jacques de Vitry foi um poderoso cardeal francês (1160 – 1240). Foi um dos mais importantes religiosos franceses na propaganda e articulação das cruzadas de sua época, chegando mesmo a lutar na quinta (1218-1220). Conta a lenda que o cardeal fazia uma importante e milagrosa procissão com as relíquias de São Martin pelas ruas de um vilarejo, curando a todos que ali estavam com alguma enfermidade. Dois mendigos, um cego e o outro manco, vendo isso, disseram: “se ele nos pega seremos curados imediatamente e ninguém no futuro nos dará qualquer esmola, vamos ter que trabalhar e com nossas próprias mãos.” Para fugir da cura santa, o cego diz ao coxo que se apoie nele por ser mais forte, enquanto o coxo o guiaria.

Contudo, o plano fracassa, pois a multidão os envolve, o relicário passa por eles curando-os contra a vontade.
Curado com um fio de cabelo.

São Cuthbert (634 – 687) foi um monge eremita inglês, de tradição celta, que se tornou um dos mais importantes santos medievais da Inglaterra, considerado o padroeiro do norte deste país.  Consta que mesmo em vida tenha sido milagreiro, curando enfermos e exorcizando demônios. Vários milagres são imputados à sua intercessão. Quando ainda era vivo, conta-se que um cego chegou a ele apelando pela cura de sua visão.

O religioso teria pegado um fio de seu cabelo e encostado nos olhos do pobre homem, que passou a enxergar instantaneamente.
7. Desde bebê e as crianças assassinadas.

Este é curioso por dois motivos, primeiro pela precocidade da manifestação de dons milagreiros por parte do santo, segundo por se tratar do mais famoso santo do mundo capitalista: Papai Noel. Nicholas foi um bispo grego por meio de cuja intersecção foram realizados tantos milagres que passou a ser chamado de Nikolaos o Realizador de Maravilhas.

Diz-se que no século IV, o pequeno Nicolau (270 – 343), que viria a se tornar São Nicolau após sua morte, desde seu nascimento já conseguia ficar em pé e recusava o leite de sua mãe por fazer jejum. Como já poderia estar de pé no dia em que nasceu, e ao mesmo tempo ser uma criança que se recusou a beber o leite de sua mãe em dias de jejum?

Há uma lenda que São Nicolau, ainda em vida tenha feito milagres como ressuscitar 3 crianças que haviam sido assassinadas friamente por um açougueiro em um período de carestia tremenda em seu vilarejo. Embora os corpos tivesse escondidos em barris, ao passar pela região Nicolau percebera a tragédia e realizou o milagre.
8. O fura feriado punido.

Apolinário foi um santo que viveu entre os anos de 642 e 671 na Antioquia. É o santo do trabalho, pelo que em seu dia de comemoração, não se trabalha.

Conta a lenda que na cidade que apadrinha, Gorinchem (Holanda), ninguém trabalhava no 23 de julho (data do santo). No entanto, um fazendeiro chamado John Haver ignorou a proibição e foi realizar sua colheita. Enquanto estava no campo, acidentalmente sua foice atingiu seu pé, forçando-o a tirar o dia de folga. John disse a todos que fora apenas um acidente e que nada tinha a ver com “Deus ou seu santo”. No ano seguinte ele voltou a trabalhar no mesmo dia. Desta vez, ele cortou a mão, sendo obrigado a parar novamente. Ainda disse a todos que fora apenas acaso que causou a lesão, mas, no terceiro ano, ao saltar sobre uma vala sua adaga caiu da bainha e esfaqueou-o na coxa. Ele finalmente desistiu e disse que nunca mais iria trabalhar em dia de festa a São Apolinário novamente.
9. O cavaleiro e a lebre.

São Bavo é um santo católico ortodoxo que viveu entre 622 e 659. Em sua hagiografia constam vários milagres interessantes, mas um chama a atenção dentre os demais.

Conta que um cavaleiro estava perseguindo uma lebre nova enquanto seu cavalo pisoteava as lavouras dos camponeses, recém nascidas. Um servo, aflito com a destruição do nobre imprudente, teria rezado ao santo responsável pela proteção dos camponeses e sua lavoura, dizendo: “Ai de mim, São Bavo, por que você não defender o seu campo?” Assim que ele disse isso, o cavaleiro caiu e quebrou e seu quadril. A pobre da lebre também não foi poupada, tropeçou e quebrou o pescoço.
10. A hóstia do Papa.

Esta é uma das mais famosas histórias sobre a eucaristia e o milagre da transubstanciação divina. Conta a lenda que em uma missa papal do ano de 595, quando São Gregório era o sumo pontífice da Igreja Católica Romana, durante a eucaristia (momento em que os fiéis comungam a hóstia consagrada, que seria, segundo a fé cristão, o corpo e o sangue de Cristo) uma das mulheres encarregadas de preparar o pão para a consagração começou a rir da crença de que aquele pedaço de pão seria o corpo e o sangue de Cristo.

O Papa Gregório teria negado a eucaristia à mulher. Momentos depois, a parte do pão preparada pela mulher teria se tornado, à frente de todos os presentes e do Papa, verdadeiramente um pedaço de carne em sangue.

Parte dessas relíquias ainda estão preservadas em Anechs, na Almenha.

Marcelo Ferla

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