Seja bem vindo ao Blog do Marcelo Ferla

Informativo

Sempre gosto de lembrar aos leitores que este blog tem como intenção trazer à tona a informação, o conhecimento e o debate democrático sobre os assuntos mais variados do nosso cotidiano, fazendo com que todos se sintam atualizados.

Na medida em que você vai se identificando com os assuntos, opine a respeito, se manifeste, não tenha medo de errar, pois a sua opinião é de suma importância para o funcionamento e a real função deste espaço, qual seja, a de levar a todos o pensamento e a reflexão.

O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.

Pesquisa

Custom Search

Calendário

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Opinião do Blogueiro


Pac-Man do transporte público.
"A violência é uma questão de poder. As pessoas se tornam violentas quando se sentem impotentes." 

(Andrew Schneider).
O fato de a prefeitura municipal de Porto Alegre ter tomado a decisão de abrir, depois de décadas licitação para os meios de transporte sem ar condicionado só me soa aos ouvidos como piada.
Mais ainda, é abuso do piadista governo quando este diz que retirará os benefícios de passagens livres para cidadãos com idade entre os 60 aos 64 anos.
O que está ocorrendo é bem simples e se assemelha muito com aquele famoso jogo que muito me divertiu nos anos 80, o famoso Pac-Man do console Atari.
No jogo você é um simpático smile que come sementes, por assim dizer, e que em determinado momento pode comer uma pílula mágica que lhe dá o poder de comer também os fantasmas que o perseguem durante a sua comilança em um labirinto.
Já no jogo real do transporte público o que ocorre é o smile (Empresários e Governo) que comem as sementes (dinheiro público) fugindo dos fantasmas (povo).
Funciona da seguinte forma: o povo (fantasmas) é aquele que corre atrás do governo (Pac-Man) que em conluio com os empresários tem a capacidade de recolher as benesses de impostos, taxas e contribuições de melhorias (sementes) e que ainda pode pegar uma pílula mágica que ferra o povo (fantasma), eis que depois de comê-la pode comer estes, literalmente os fodendo a vida.
A licitação que a prefeitura de Porto Alegre quer abrir com a condição de que os veículos em circulação não possuam ar condicionado, bem como a retirada do direito de passe livre dos cidadãos com idade entre 60 e 65 anos é uma ideia maluca e no mínimo de mau gosto que ocorre em um momento desapropriado principalmente, no que se refere ao transporte público no país, tudo por meros R$ 0,10 centavos a menos nas passagens. Isso irrita.
Não prefeitura de Porto Alegre, assim não.
Acho que seus componentes e seu chefe, o prefeito atrapalhado José Fortunati não entenderam as reivindicações de Junho e muito menos as atuais. Em sendo desta forma, só posso acreditar que as manifestações que ocorrem por conta da má qualidade do transporte público como um todo, bem como a insatisfação dos gastos excessivo nas obras para a Copa do Mundo convém ao governo atual, sim, por que quem presencia tudo o que está ocorrendo e toma uma atitude ridícula destas apresentando uma ideia escrota como esta para não dizer coisa pior, só pode estar gostando e demais de tudo que está ocorrendo.
Até penso aqui com meus botões agora um sentido para este gostar do governo, seria ele um desvio de interesse sobre assuntos desgastados e desgastantes que o povo (fantasma), distraído, deve parar de cobrar (perseguir) do governo (pac-man) que tudo come e que tudo devora de forma imperdoável e compulsiva, eis que jamais se satisfaz? Pode ser né.
Só que o que ele governo (pac-man) não conta ou não recorda, visto que a muito não joga jogos deste tipo é que estes possuem “fases”, uma elevação de dificuldade e, na medida em que estas vão ficando mais difíceis e acirradas, os fantasmas (povo) correm mais rapidamente atrás do personagem famoso que representa nesta metáfora que vos escrevo o governo que com o cinto cada vez mais apertado, não de dinheiro, mas de cobranças e insatisfação crescentes e estas se demonstrando mais velozes, nada faz, pois, jamais foi pego.
O que também não estava no roteiro do governo era a persistência do povo que antigamente deixava as coisas para trás, mais tranquilas, fazia com que o tapete fosse maior para que debaixo deste fosse jogada mais sujeira.

Agora o tecido encolheu e ele governo joga todas suas fichas em um evento esportivo, tanto para lucrar quanto para acalmar.
Também esqueceu este que o povo agora se encontra mais informado, talvez não com as melhores e mais corretas informações, mas informado, o que faz com que este mesmo povo se questione, pense, e com isso tudo fale e fale e fale cada vez mais exercendo e exigindo seus direitos da mesma forma e intensidade que fala.
O povo está cansado, muito cansado e, como consequência de tudo isto tem, literalmente, como no jogo a perda de vida quando os fantasmas pegam o pac-man.
Mas atenção, muita atenção, há algo errado nesta cena que escrevi, pois nela o pac-man se transforma como que em um passe de mágica em fantasma (povo) e são estes que perdem suas vidas e de forma real, tudo através da retirada da vida de pessoas que jogam o jogo, mas que diferente do original, encontram armadilhas no decorrer da perseguição, ou seja, a pílula não é somente acessível ao pac-man (governo) ou no caso, o pac-man seria mais do que o governo, já que um dos assassinos de Santiago Andrade, bem como seu advogado disseram que há aliciamento e incentivo financeiro e logístico para certos grupos de protestos e que estes supostamente são feitos por células políticas do país. Estratégia da defesa antes do julgamento ou fato? Por enquanto somente especulações que serão, espero, bem investigadas pelas autoridades pertinentes, mas que se forem comprovadas entram mais fundo ainda em um vírus fatal, a violência como forma de poder.
Não nos esqueçamos, com o devido respeito que registro aqui aos parentes, amigos e colegas de trabalho do cinegrafista morto, que antes dele foram vítimas dos protestos destorcidos o menino que caiu do viaduto em Belo Horizonte e o senhor que fora baleado no Rio de Janeiro.
Me indigna e me sinto assim porque é fato, o movimento que a mídia fez tão somente quando da morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes por meio da intensificação maciça da cobertura deste fato desde a agressão ao profissional da imprensa até seu falecimento e da captura dos suspeitos. Isso ocorreu com o menino e com o senhor? Vocês se lembram deles? Creio que nem se recordavam mais.
Acredito que ainda vivamos em um país democrático, confesso que o esforço aumentou para manter minha crença, mas ainda acreditando, penso que as mortes do menino, bem como a do senhor, deveriam ser tão insistentemente postas na televisão como a notícia do cinegrafista, tudo para amedrontar os manifestantes e diminuir a força da violência nos manifestos, bem como os próprios manifestos, eis que alguns especialistas que li esta semana afirmaram que isso pode ocorrer depois das cenas de sangue e dor de Santiago Andrade estirado ao chão.
Pessoalmente não acredito nisto, acredito que o black bloc, este movimento do mal, composto por pessoas que tem qualquer coisa na cabeça que não lutar por direitos coletivos, não cessará assim tão facilmente, eis que está obtendo sucesso, qual seja, a discórdia total por meio de uma força que não deveria ter como força motriz a violência e as mortes de cidadãos, nem tão pouco a depredação de patrimônio público e privado. Deve-se registrar aqui a falta total de preparo de nossa polícia, a falta de planejamento da contenção dessa violência, da prisão destes marginais infiltrados dentre os cidadãos de bem, enfim, a falência no que se refere á ação adequada do Estado para conter de forma adequada tudo que vem ocorrendo.
Volto a fazer uso das mesmas palavras que usei em meu último texto, estamos sofrendo de uma Labirintite coletiva, completamente tontos, não sabemos o que fazer, ninguém sabe o que realmente fazer, só o que se faz a arrumar forças para se pedir tolerância como fizera a viúva de Santiago, mas isto meus amigos, infelizmente, não é o suficiente.  
Marcelo Ferla


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua opinião.