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sábado, 10 de agosto de 2013

Opinião do Blogueiro.


O órfão e seu padrasto.
Como todos ou nem tantos, venho acompanhando o caso de Amarildo, um pedreiro, de 47 anos, casado, pai de 06 filhos que em um passe de mágica, está desaparecido a mais de 25 dias.
A primeira notícia que ouvi quando me deparei com o caso de Amarildo fora a de que um rapaz havia estado em frente a um bar, na Rocinha e que neste havia tido uma operação policial, onde o até então "tal Amarildo", tivera sido confundido com um criminoso e levado assim, pela polícia local da Rocinha a uma UPP da comunidade.
Ocorre que, após a chegada de Amarildo a UPP, o criminoso que não era criminoso, não saiu mais deste posto e, como uma carta na mão de um mágico, desapareceu.
O que me move a ficar tão ligado ao caso de Amarildo, eis que este não é uma novidade e sim fato que ocorre todos os dias é o corpo que o caso ganhou em decorrência do período diferenciado que estamos vivendo em nosso país, uma vez que foi e vem sendo o caso Amarildo, objeto de manifestações no Rio de Janeiro e fora do país inclusive, assim como, me chama atenção a forma como determinados fatos continuam ocorrendo, insistentemente, depois de tantos gritos de manifestos contra estes. Ao que me parece, as manifestações não estão vingando, pegando liga, como se diz na cozinha. Outro ponto que me faz refletir é o de que depois de tanto tempo em que crimes cometidos por aqueles que deveriam proteger, além desse fator tem o seu cometimento todos os dias e, por fim, por não serem coisas assim, mais novidade ou incompreendidas pelo povo o que de certa forma torna atos assim populares. Por fim, como se não bastasse, depois da máscara utilizada pelo Estado chamada pacificação, complementando o traje, vem a roupa de vigarista.


Veja bem, para compreender este primeiro ponto, recordo aqui do que Jô Soares disse em seu programa quando assim citou: “Um lugar pacificado, não precisa de polícia, como assim Polícia Pacificadora? Onde se tem polícia não se tem paz e onde se tem paz, não é necessário polícia, que coisa mais idiota”.
As vigarices do Estado vêm na medida em que este já não sabe mais o que dizer á cerca do que ocorrera com Amarildo e tão pouco o que fazer a respeito do que tentam explicar e é inexplicável, ou seja, mais um órfão do mundo destes homens do poder ou dos que tem poder e que fazem as coisas a seu bel prazer e vontade, pouco importado se isso é feito de forma correta, legal e, se como efeito, geram a destruição de uma família, um lar que estava para ser ampliado e não terminará, ou seja, mais um violento ato, enfim.
O que me parece num primeiro momento é que ele, o Estado, se encontra mais uma vez, ou melhor, desde sempre, perdido em relação a tudo que vem ocorrendo, ora porque lhe convém agir assim, ora porque o caos é necessário para desvirtuar a cabeça do povo. Prova disto se dá quando ele, o Estado, tenta através de atos atrapalhados, de verdadeiro humor negro, demonstrar que está se interessado nas reivindicações e pedidos do povo, aí vai o Estado lá e faz algo, mas que quando feito, só confirma que não há ainda nem forma, nem jeito, nem inteligência e tão pouco prática para se fazer acontecer o que se grita e se exige nas ruas. Mais se grita, mais ocorre, mais se vê, mais se notam coisas que antes, talvez, não eram tão notadas.
O Estado, como um todo, está perdido em um labirinto de cercas vivas, formadas por cidadãos esgotados e cansados de fatos como este. Mas o que ocorreu com Amarildo, o cara de pau Estado pergunta?

Sou uma pessoa que, na medida do possível, tento crer na frase “nada é impossível”, mas neste caso, especificamente, todos nós sabemos que Amarildo, salvo a interdição do impossível, está morto, já sentado ao lado do Todo Poderoso. Até sua esposa declarou ter certeza disto. Sabemos disto.
Veja que se fizermos uma análise, a declaração da viúva de Amarildo vai de encontro àqueles antigos apelos desesperados que víamos de mães desesperadas e inocentes que diziam ter certeza de que seus filhos, vítimas de execução, estariam vivos aparecendo, logo depois, quando era o caso, mortos. Hoje em dia, já não se tem mais esperança quando isso acontece, não há mais ilusão e, se há, ela diminuiu e muito, o povo brasileiro como um todo não acredita mais em polícia, políticos, investigação, justiça, etc.
Imaginem vocês se Amarildo, renascido do inferno ou do lixão, aparece vivo. Seria Amarildo um santo, um semideus, eis que seria o primeiro a ser dado como mortinho da Silva pelas mãos de uma polícia executora e depois disso, viesse a aparecer vivo, em carne e ossos, talvez alguns destes quebrados.
Não há possibilidade de se pensar nisso. Imaginem quantas entrevistas Amarildo daria e a quantos programas ele iria? (todos possíveis), quantas vezes teria que explicar o que realmente ocorrera naquela noite, expondo a ferida de uma forma tal que nenhum medicamento a curaria, contaria como a polícia agira com ele de forma violenta, cruel, bizarra, tudo por motivos pessoais ou a mando de seus superiores, milicianos ou não em uma noite tão óbvia quanto a execução imotivada do pedreiro, tão óbvia quanto fora o apagão das câmeras em frente à UPP para onde ele foi levado, que nada viram, nada gravaram e nada sabem, pois estavam queimadas ou queimadas foram para não se queimarem com o povo se tivessem registrado o brutal ato que não puderam registrar.
Amarildo é um órfão de um padrasto maldito chamado Estado, tão maldito que resume piamente a pior das mentes que um adulto que ocupa este posto pode ter em relação a uma criança indefesa que é adotada por ele.
A este órfão por natureza, visto que nada lhe fora dado nunca, eis que era só tudo lhe fora negado por seu padrasto (Estado), que lhe negara num primeiro momento, educação, saúde e emprego digno. Depois, com fortes traços de crueldade e transgressão mental, lhe tirou de sua liberdade, o levou como criminoso que não era a uma UPP, negou direito de defesa, advogado, mandado de prisão, depoimento, averiguação, trato adequado na delegacia, presunção de inocência, etc.

O padrasto por sua vez, a muito sabemos é portador de grave doença mental que possui graves sintomas, sintomas estes que urgentemente precisam ser tratados, o padrasto é sociopata, um ser de poucas palavras, arrogante, egoísta, agressor, violento, impiedoso, indiferente, sem coração, frio, maléfico, sedento por sangue, por mais força, por mais poder, por mais domínio, por ver o mais fraco submisso a ele, etc. Já sobre sua personalidade predominam a mentira, o ardiloso, o escorregadio, o inteligente, aquele que tem resposta para tudo, que a ninguém responde por seus atos, o maldito, o preconceituoso, o racista, o executor, o destemperado, o gritão, o forte, muito forte, pois bem, eis ai as características que determinam a sua personalidade doentia, ou seja, realmente, um verdadeiro sociopata de extremo perigo.
Amarildo foi vítima daquele que mais amava ou se não o amava, até que provem em contrário, ao menos o respeitava, pagava luz, água, impostos. Fora enganado, na medida em que foi instrumento falho e, não o primeiro, de um ato que o Estado cometera, tentando amenizar as coisas mostrando que pode com sua doença maldita, que pode melhorar diante de seus filhos amargurados com suas loucuras sem fim e sem tamanho. Ledo engano.
Não deu certo, pessoas assim não podem conviver entre nós, o que as acomete não tem cura devem ser isoladas e tratadas de forma adequada, não como elas tratam os outros, mas como devem ser tratadas. O Estado está sofrendo gravemente de doença mental, não está medicado, nem internado, nem tão pouco sedado, está a plenos pulmões executando suas atividades da forma como sua doença incurável lhe manda e, ele, só diz amém aumentando a bola de neve.
Por fim, gostaria de dizer algo a vocês leitores. Não consigo deixar de me recordar, quando escrevo sobre acontecimentos assim, do personagem de Wagner Moura nos dois filmes de José Padilha, o Cap. Nascimento (Tropa de Elite I e II):
“Senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o senhor é um fanfarão, Senhor Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o senhor é um fanfarão, Senhor Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, o senhor, igualmente, é um fanfarão, todos vocês, fazem parte de uma máfia de almofadinhas que nada faz e que pouco se importa com a morte por execução de um, dentre vários cidadãos brasileiros que assim se foram e que, apesar de ser, este último, como tantos outros, caso posto em rede nacional, não os comove.
Senhores, vocês são coautores deste e de outros tantos crimes, vocês mataram mais um pai de família em decorrência das suas péssimas administrações e não, qualquer um de vocês que já foi aos microfones de rádios e televisão e disseram que o caso Amarildo será solucionado, não está com a verdade, estão mentindo descaradamente para um povo que sofre por pessoas que se esforcem em cumprir com suas atribuições públicas, por cumprir as suas obrigações, estando dentre estas, a segurança pública, caso este de cumprimento que pouco importa para os senhores.    


Marcelo Ferla

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