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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Manifestos.

RIO DE JANEIRO:  MANIFESTO DO DIA 30/06/2013

30/06/2013, dia do jogo do Brasil contra a Espanha, festa no maracanã, final da Copa das Confederações, mas, se dentro do estádio eram tudo flores, os espinhos ficaram ao redor:

Manifestantes começaram a aparecer desde cedo para se concentrarem nos arredores do local mais comentado no Rio naquele momento, o próprio Maracanã. Pela manhã a manifestação foi pacífica. Pessoas com cartazes gritavam palavras de ordem e caminhavam de um lado a outro, tudo, porém, na maior calma. Digamos, assim, que foi feita uma manifestação saudável a qual muitas pessoas compareceram e marcaram sua presença.





Porém, logo mais a noite, na hora do jogo, a paz acabou de forma flamejante. Em qualquer ocasião da vida, até nas melhores coisas, sempre tem de aparecer alguns babacas para estragarem tudo. Naquele dia não poderia ser diferente. Tudo ia bem, até que uns vândalos, disfarçados de manifestantes, jogaram contra a policia garrafas d´água e outros objetos, até mesmo coquetel molotov, o eu causou ferimentos em um policial.

Como resultado da agressão parte da perna do militar que fora atingida pelo fogo, ficou bem comprometida. A calma que antes reinava se transformou numa guerra e o confronto entre manifestantes e policiais durou cerca de uma hora.





Os policiais que formavam o primeiro cordão de isolamento afastaram-se dando passagem para a Tropa de Choque, que veio arrasando tudo com balas de borracha e gás lacrimogêneo, muito gás. Os manifestantes, desta vez, responderam com coquetéis molotov. 

Os PMs usaram ainda, contra todos, os habituais sprays de pimenta para tentar conter a bagunça que uns poucos haviam iniciado. 

No caos e desespero que se seguiu, pessoas tentaram fugir da confusão correndo pelas ruas adjacentes, mas a polícia as cercava por todos os lados. Não vendo saída, muitos manifestantes sentaram na calçada e esperaram, outros vieram e se depararam com a cena.

Todos queriam fugir, mas a polícia não deixava, pois ficara tentando conter a multidão ali concentrada.

Quem escapou e passou perto do colégio militar também não deixou de se surpreender: Policiais haviam acampado lá dentro desde o início da manhã. Há quem tenha visto até colchonetes pela grama, vários deles, e de dentro do colégio militar, os PMs atiravam gás pra todo lado. No desespero, as pessoas não sabiam para onde fugir. Estavam cercadas.

Aqui, depoimento de uma pessoa que passou na hora do confronto, 


"centenas de cabecinhas com capacete verde especial dentro do colégio militar
se quer mais notícias, acabaram de soltar uma bomba aqui nesse instante"...
Pessoas que passavam naquele momento voltando do trabalho viram a cena de batalha e mal podiam acreditar. Carros de polícia, caminhões enormes do exército, a própria Guarda Nacional, todos esses veículos estavam lá e o ambiente tomado pelas muitas bombas de gás lançadas pelos policiais e militares. Era a guerra instalada nas ruas do Rio de Janeiro...




E a testemunha desse evento continuou...

"fique à vontade para pegar o material que precisar, o que eu disse ter visto é verdade os caminhões gigantescos do exército a guarda nacional o próprio exército escondido dentro de um colégio observando as manifestações".


Muitos vídeos foram feitos. Em um deles, vi que pessoas começavam a ir embora e não estavam fazendo qualquer coisa, exceto caminhando pela rua após todo o tumulto, e, de repente, estas foram alvejadas, pelas costas, por balas de borracha. Desta vez, a polícia atirou sem necessidade, pois, essas pessoas estavam simplesmente indo embora, caminhando devagar, normalmente, e eles vieram pra cima delas feito cães raivosos. O tumulto se reiniciou e até mesmo um apartamento foi alvo do gás lacrimogêneo dos policias, já que o dono do apartamento filmava tudo.



Enquanto isso, as manifestações no Rio continuam em vários pontos da cidade. Todos os dias, temos manifestantes nas ruas, em pontos variados. Claro que a TV parou de mostrar os protestos, como estratégia para ver se o movimento esfria e o povo vai esquecendo. Mas, para mim, e creio que também para qualquer que desejar falar com sinceridade, ficou óbvio que tudo isso que começou está distante de parar, pois as exigências do povo são muitas e o governo precisa de pressão para ouvir o clamor das massas.

Nossos governantes precisam de um aperto para assimilar que agora todos veem tudo, todos sabem de tudo, e todos querem mudanças... Mudanças já, pra ontem, e não uma coisa a ser colocada no papel, para depois se pensar no que será fazer. Não. O povo quer atitude do governo agora, quer melhorias em vários pontos que nossos políticos, até hoje, tinham deixado abandonados ou deixado em suspenso...





 


Queremos sim uma atitude do governo, uma atitude imediata, corajosa e incisiva para consertar o que está mal feito em nosso país. Acredito que esses manifestos só irão parar quando o povo sentir que sua voz não está apenas sendo ouvida, mas também atendida. A surdez voluntária de nossos governantes tem de acabar.



Sei dos manifestos não pela TV, uma mídia suspeita, para a qual as novelas são mais importantes do que a realidade, numa atitude questionável de querer dopar o brasileiro e continuar condicionando-o a programas sem nenhuma importância. Infelizmente, alguns ainda caem nisso, e se conformam em não querer saber como está o desenrolar da história que neste momento acontece nas ruas.

Ora, é muito importante todos saberem que, apesar do que os governantes pensam a mídia tradicional — viciada em esconder, iludir e distorcer para agradar os poderosos — não controla mais esse país, não é mais dona de nossa percepção da realidade. A internet tomou as rédeas da situação e mesmo que as manifestações cessem, nossos governantes, a partir de agora, sempre terão o receio de que se fizerem algo errado, poderemos voltar e reivindicar tudo de novo.

Sei por que passei perto duas vezes, soube do quebra-quebra que infelizmente ainda acontece, mas pelo menos não estamos tendo perdas, como no Egito, onde já morreram muitos, e mesmo assim ainda tivemos nossas perdas, perdas irreparáveis na construção desse novo país.

Esperemos para ver até onde isso irá. Até lá, peço a proteção de Deus, para que cuide dos guerreiros que estão nas ruas e são muitos, que estão lá fora dando a cara a tapa, para ver se conseguem finalmente o progresso tão almejado para este país.

Regina Castro

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