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O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.

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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A Vida como ela É.


Nada é mais justamente distribuído que o senso comum: ninguém pensa que precisa mais do que realmente já tenha.
René Descartes






































































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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Frases.



“Um presidente da República que foi denunciado duas vezes pelo procurador-geral da República, uma por corrupção passiva e outra por obstrução de Justiça. 
Há um ex-presidente da República condenado criminalmente em primeiro grau. 
Há um outro anterior presidente da República já denunciado perante o STF por corrupção passiva. 
Dois ex-chefes da Casa Civil já foram condenados, um em primeiro grau e outro já em segundo grau, por corrupção ativa e outro por corrupção passiva. 
Um ex-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República está preso preventivamente porque supostamente se teria encontrado em seu apartamento a bagatela de R$ 50 milhões. 
Dois ex-presidentes da Câmara dos Deputados encontram-se neste momento presos. 
Diversos governadores encontram-se neste momento respondendo a processos criminais, alguns presos.

Todos os conselheiros do Tribunal de Contas de um Estado, menos um, foram presos preventivamente por determinação do STJ. 
A delação premiada da Odebrecht fez menção a 415 políticos de 26 partidos, a colaboração premiada da JBS envolveu 1.829 políticos de 28 partidos. 
Esta é a fotografia do momento atual brasileiro. 
Um episódio espantoso de corrupção generalizada” 
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal.
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Frases.



"Se a sua atitude mental for positiva, mesmo quando as ameaças são abundantes você não vai perder a sua paz interior. 
Por outro lado, se sua mente for negativa, marcada pelo medo, desconfiança e sentimentos de impotência, mesmo entre os seus melhores amigos, em um ambiente agradável e confortável, você não será feliz."

Dalai Lama
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Brasil desconhecido.


Intelectuais se articulam em defesa de Paulo Freire como patrono da educação brasileira
Helô D'Angelo

O educador e filósofo Paulo Freire, patrono da educação brasileira (Divulgação).
Nas últimas semanas, membros do Instituto Paulo Freire (IPF) e apoiadores do pensamento do educador têm se articulado dentro e fora do Brasil contra uma petição online do movimento Escola Sem Partido. 
Publicada no portal do Senado, a campanha pede apoio na revogação da Lei 12.612, que instituiu Freire como patrono da educação brasileira no governo Dilma Rousseff.
O abaixo-assinado foi redigido por uma estudante de direito e membro do Escola Sem Partido, Stefanny Papaiano, e coloca o filósofo como “doutrinador” e “marxista”: 
“O sócio-construtivismo é a materialização do marxismo cultural, os resultados são catastróficos e tal método já demonstrou em todas as avaliações internacionais que é um fracasso retumbante” [sic], diz o texto. 
De 13 de janeiro até 11 de outubro, a página reuniu 21.112 assinaturas – ultrapassando as 20 mil exigidas para uma petição informal pode ganhar status de Sugestão Legislativa e ser analisada pelo Senado, podendo transformar-se em Projeto de Lei.
“Assim que ficamos sabendo, escrevemos outra petição como forma de alertar as pessoas sobre o que está acontecendo e travar o avanço do abaixo-assinado do Escola Sem Partido”, conta a diretora pedagógica do IPF Ângela Biz Antunes. 
O documento em defesa de Freire, escrito em português, inglês e espanhol, faz cinco considerações sobre a importância do pensador, destacando que seu legado intelectual “vem sendo aplicado em todos os níveis, modalidades e graus de ensino, em diferentes lugares do mundo”.
Já na segunda (16), quando a petição do IPF foi ao ar na plataforma online, 400 assinaturas foram reunidas; até a última segunda (23) havia 22.211incluindo representantes de instituições como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
Além das instituições, se prontificaram a apoiar a causa a Deputada Federal Luiza Erundina (PSOL), autora da lei que institui Freire como patrono; Daniel Cara, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e Ana Maria Araújo Freire, conhecida como Nita Freire, viúva do pensador e responsável por todo o seu acervo.
Para além do Brasil, instituições internacionais também assinaram a petição, repudiando o Escola Sem Partido. 
A Universidade de Stanford, a Korbel School of International Studies e a Universidade de Denver são algumas delas, junto aos IPFs da Argentina, da África do Sul, de Cabo Verde, dos Estados Unidos, da Espanha, da Alemanha, de Portugal e da Itália. Há, ainda, assinaturas de intelectuais como Manuel Castells, Joelle Cordesse, Ramon Moncada e do ex-ministro de educação da Nicarágua, Carlos Tünnermann Bernheim.

Nita com Paulo Freire, em Nova York, 1988 (Acervo pessoal).
“Quando ouviram falar que o Brasil queria apagar Paulo Freire da educação, nossos parceiros internacionais ficaram chocados. 
Fora do país, Freire é o intelectual brasileiro mais citado em trabalhos acadêmicos”, diz a diretora, mencionando uma recente pesquisa da London School of Economics, segundo a qual o livro Pedagogia do oprimido (1968) está entre os três mais citados na área das ciências sociais – e entre os 100 mais pedidos e consultados por universidades de língua inglesa.
Além da petição, que agora segue para o Senado, os apoiadores de Freire organizaram, entre os dias 14 e 18, o Coletivo Paulo Freire por uma Educação Democrática. 
Encabeçado por Erundina, Nita Freire e Daniel Cara, o grupo tem como objetivo debater o futuro da educação do país de forma prática e democrática. 
“Queremos fazer aulas públicas, sediar debates e abrir espaço para apresentar o pensamento de Freire, porque há uma concepção equivocada do que ele defendia”, define Antunes.
Nesta segunda (23), o nascimento do Coletivo foi marcado por um encontro que reuniu 200 pessoas na PUC-SP, instituição em que Freire ensinou por 17 anos. 
Na mesa do evento, estiveram presentes, além dos três fundadores do grupo, a professora Ana Maria Saul, representando a Cátedra Paulo Freire da PUC-SP; Moacir Gadotti, do IPF, e o ator Paulo Goya – que ficou responsável pela leitura do manifesto que registra as diretrizes e objetivos do Coletivo.
“Defender Paulo Freire como patrono da educação brasileira é defender nossa produção intelectual, a boa prática pedagógica e o próprio Brasil”, leu Goya. 
Em sua fala, Daniel Cara complementou: 
“A ideia do Coletivo Paulo Freire nada mais é do que propor uma luta em torno de um pensamento construído no Brasil que é referência no mundo inteiro, mas que está sendo desvalorizado”.
Problematizador, não doutrinador
Paulo Freire (1921-1997) foi um estudioso da educação cuja obra, reconhecida mundialmente, foi premiada pela UNESCO em 1986. 
Foi também o brasileiro mais homenageado da história, acumulando 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades no mundo inteiro. 
Entre 1989 e 1991, foi Secretário de Educação do Município de São Paulo, na gestão de Erundina, embora seu método pedagógico não tenha sido aplicado nas escolas públicas brasileiras. 
Em 2012, uma votação unânime da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, conferiu ao pensador o título de patrono da educação brasileira.
“Ao contrário das acusações do Escola Sem Partido, Freire não é doutrinador, mas problematizador de uma educação passiva e hierarquizada”, coloca Antunes. 
A pedagogia freiriana prevê a formação de indivíduos críticos e ativos por meio de uma educação respeitosa e sempre baseada no diálogo, dentro da qual a democracia e a igualdade possam ser construídas de maneira consciente. 
“Se as pessoas que criticam Freire lessem o que ele escreveu, não estariam votando para retirá-lo do posto de patrono da educação”, pondera a diretora.
Uma das maiores preocupações dos envolvidos no coletivo é a justificativa leviana do Escola Sem Partido para a retirada, segundo a qual o educador seria um “filósofo de esquerda” cujo método de educação se basearia “na luta de classes”. 
“Dizer que Paulo Freire é doutrinador é desconhecer profundamente a proposta dele, que é sobre diálogo, sobre viver a democracia em todo o seu conflito e a sua diversidade, nunca de forma imposta”, afirma Antunes.
No evento de inauguração do Coletivo, a professora Saul opinou que, talvez, não haja interesse da parte dos críticos em conhecer, de fato, Paulo Freire, já que sua forma de pensamento “irrita as elites ultraconservadoras e fascistas de nosso país”
Para Daniel Cara, porém, não há momento melhor para recuperar o pensamento freiriano. 
“Retomar a obra de Paulo Freire talvez seja o único caminho para vencermos este movimento ultraconservador brasileiro”, disse.
Nita Freire concorda: 
“Os movimentos de direita estão dizendo que o Brasil não merece Paulo Freire, que o Brasil não quer Paulo Freire. 
Mas nós lutamos por um homem que é o maior educador da história do Brasil, e um dos maiores educadores do mundo”.

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Curiosidades.


O remoto lugar na Terra para onde os satélites são enviados para 'morrer'
David Whitehouse*
Escritor e astrônomo

A estação Tiangong-1 voltará à Terra em 2018, mas ainda não se sabe exatamente onde irá cair | Foto: Engenharia espacial chinesa.
A estação espacial chinesa Tiangong-1 está, atualmente, fora de controle. 
Espera-se que ela caia na Terra em algum momento do ano que vem, mas não exatamente no local onde outros módulos espaciais terminam seus dias.
Exploradores e aventureiros, em geral, gostam de procurar novos lugares para conquistar, já que os picos mais altos já foram escalados, os polos foram alcançados e os vastos oceanos e desertos já foram atravessados.
Alguns desses lugares são chamados polos de inacessibilidade.
Dois deles são especialmente interessantes. 
Um é o polo continental de inacessibilidade - o local na Terra mais longe do oceano. 
Existe uma discussão sobre sua posição exata, mas para muitos ele fica próximo ao chamado Passo de Alataw - uma passagem montanhosa na fronteira entre a China e o Cazaquistão.
O ponto equivalente no oceano - aquele que fica mais afastado de qualquer território em terra - fica no sul do Pacífico, cerca de 2.700 km ao sul das Ilhas Pitcairn - em algum lugar na "terra de ninguém" entre a Austrália, a Nova Zelândia e a América do Sul.


Este polo de inacessibilidade oceânico não atrai apenas o interesse de exploradores - operadores de satélite também se interessam por ele.
Com o fim da vida útil de satélites e espaçonaves atualmente em órbita ao redor da Terra, a grande maioria destes artefatos irão voltar em algum momento. 
Mas, onde cairão?
Satélites menores geralmente se incendeiam ao entrar na atmosfera terrestre, porém alguns pedaços dos maiores conseguem sobreviver ao atrito e se chocam com o solo. 
Para evitar que caiam em áreas populosas, eles costumam ser conduzidos para a área em torno do ponto de inacessibilidade oceânica.
Uma área que se estende por aproximadamente 1.500 km² no leito oceânico está, aos poucos, sendo transformada num verdadeiro cemitério de espaçonaves construídas pelo homem. 
Na última contagem havia mais de 260 delas, a maioria russas.
Os destroços da estação espacial Mir, por exemplo, estão lá. 
Ela foi lançada ao espaço em 1986 e recebeu diversos cosmonautas russos e visitantes de várias nacionalidades.
Com uma massa de 120 toneladas, a estação não conseguiria queimar completamente na atmosfera. 
Por isso, ela foi direcionada à região em 2001, e chegou a ser vista por alguns pescadores locais como uma bola de destroços brilhantes se desintegrando enquanto percorria o céu.

Quando reentrou na atmosfera terrestre, em 2001, a estação espacial russa Mir se desintegrou quase completamente, mas alguns pedaços foram para o polo oceânico | Foto: Getty Images.
Controle
Ao retornar à Terra, o módulo que leva suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) entra em combustão nessa região, incinerando também o lixo que traz da Estação.
Esta desintegração controlada de satélites e módulos espaciais em nossa atmosfera não causa perigo para ninguém.
A região desse polo de inacessibilidade também não costuma ser frequentada por pescadores, porque as correntes oceânicas não passam pela área e, portanto, não levam nutrientes para lá, o que torna escassa a vida marinha no local.
Uma das futuras habitantes deste ponto isolado será a própria Estação Espacial Internacional.
Os planos atuais são de que ela seja desativada na próxima década e seja conduzida para o polo oceânico de inacessibilidade. 
Com uma massa de 450 toneladas - quatro vezes maior do que a da estação russa Mir - sua volta à Terra provavelmente será um acontecimento espetacular.
No entanto, nem sempre é possível conduzir um satélite ou estação espacial para o sul do oceano Pacífico, pois os controladores podem perder contato com ele.

A Terra é circundada por milhares de pedaços de lixo espacial, como satélites e módulos desativados | Foto: NASA.
Foi exatamente isso o que aconteceu com a estação espacial Salyut 7, em 1991, que caiu na América do Sul, e também com a Skylab, primeira estação espacial americana, que atingiu a Austrália em 1979. 
Ninguém foi ferido e, até onde se sabe, ninguém jamais foi atingido por algum pedaço de um módulo espacial desativado.
No ano que vem, este problema se repetirá. 
Entre os meses de janeiro e abril, a estação chinesa Tiangong-1 voltará à Terra, em sua última viagem. 
Ela foi lançada em 2011, como a primeira estação espacial da China. 
No ano seguinte, recebeu a visita da primeira mulher astronauta chinesa, Liu Yang.
A órbita da Tiangong-1 vem declinando à medida que ela se aproxima do ponto de reentrada na atmosfera terrestre. 
Mas, os engenheiros chineses perderam o controle de sua trajetória e não estão conseguindo ligar seus propulsores para guiá-la até o Pacífico Sul.
Com isso, calculam que a estação cairá na Terra em algum local entre as latitudes do norte da Espanha e o sul da Austrália. 
Não será possível ter uma localização mais precisa de sua queda até poucas horas antes da Tiangong-1 entrar em combustão.
Mas o mais provável é que ela não se junte a suas companheiras no "cemitério de satélites".
*David Whitehouse foi correspondente de ciência da BBC de 1988 até 2006, editor de ciência do site da BBC News.

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Dica do Blogueiro.


6 maneiras de treinar seu cérebro para lidar com a ansiedade, mal que afeta 13 milhões de brasileiros.
Keila Guimarães
De São Paulo para a BBC Brasil

'Há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso', explica especialista.
Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo.
No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da ansiedade natural? 
De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de "sentir-se no limite".
"Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. 
Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso", explica. 
"Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental."
Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver habilidades para lidar com o transtorno.
Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.
1. Monitore os seus pensamentos
Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. 
"Pessoas com transtornos de ansiedade são pessimistas. 
Elas acreditam que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que aponte para isso. 
Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse tipo de preocupação", descreve a pesquisadora.

Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente.
Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como o "momento da preocupação" e se permitir um período limitado de tempo para ruminar. 
Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.
"A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não os alimentamos com energia. 
Ao empurrar esses pensamentos para um outro momento do dia, quando você chegar no momento designado para a preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez", explica Remes.
2. Faça atividades físicas e pratique meditação
A famosa citação latina "uma mente sã num corpo são" não é gratuita. 
Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. 
Em conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode ajudar mentes ansiosas.
Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na revista Nature, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas depressivos nos 52 participantes da pesquisa. 
Os pesquisadores concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.
"Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande", afirma Remes. 
"Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. 
Você simplesmente se sente melhor como um todo", aponta.
3. Encontre um propósito - nem que seja cuidar de seu animal de estimação
Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração, no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. 
Frankl também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.

Estudo de Remes notou que pessoas com senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade.
De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios que encontram. 
Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo vivendo situações difíceis.
Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com ansiedade. 
"Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um propósito mesmo naquela situação. 
Para um era saber que sua filha o aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu esperança. 
Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante para finalizar", afirma.
No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de propósito. 
Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.
"Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a dar um tempo de si mesmo", explica. 
"Ter outras pessoas em mente é muito importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos mais difíceis."
4. Veja o lado bom da vida (por mais que isso seja desafiador)
Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para lidar com a ansiedade. 
Para domar a mente e espantar os pensamentos negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.
Embora controlar quais pensamentos te veem à mente seja impossível, é possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. 
Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo. 
Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver estressante, busque ouvir uma música que te conforte - ou mesmo mude a maneira de se deslocar ao trabalho. 
Essa atitude positiva perante os pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar emocional do indivíduo, aponta Remes.

Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo.
Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente, focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma forma de amenizar seus efeitos. 
"Reconheça que esses pensamentos catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são apenas eventos mentais que irão passar", diz Remes.
5. Viva no presente
A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. 
Preocupar-se com o que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso. 
Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes aponta que é importante manter um foco constante no que você está fazendo agora.
"Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. 
Na verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. 
Se você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo. 
Simplesmente viva no presente", diz.
6. Busque terapia
Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. 
Em casos assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.
Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma como entendemos eventos internos e externos - e não o evento em si - é que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.
De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de medicamentos, quando for possível optar. 
"Em muitos casos, medicamentos não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas retornam depois de um tempo", aponta. 
Para a pesquisadora, trabalhar para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.

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