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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

DILEMA NOSSO DE CADA DIA.


DILEMA NOSSO DE CADA DIA.
POR RAÍZA TELES

Quem não se identifica com a fase de indecisões e transições?



Perdidos na masmorra entre obter capital e se diluir em si mesmo. 
O desejo de fazer o que gosta e lucrar com isso tem sido labiríntico e confuso. 
Estamos imersos e presos no próprio sistema que nos coloca em uma redoma de vidro. 
A palavra secular é: Estabilidade Financeira. 
Fiz um curso ao qual não me agradava o ambiente exatamente por esse motivo, no direito a única palavra é essa, com ressalva à obsessão gradativa por concursos públicos. 
''Está feita na vida se passar'', a questão, se alguém me esqueceu de avisar, é exatamente essa? 
Vou ter o que comprar, mas vou ter como me satisfazer com isso? 
É uma pergunta que cada vez menos as pessoas fazem. 
O dinheiro nos move na atualidade, e é fato que a falta e a necessidade traz uma condição até infeliz, limitada e por vezes, humilhante. 
Ninguém quer passar por isso, necessitar da ajuda de outrem que pode se transformar em um tormento, levada à uma implícita condição que pode gerar servidão e troca de favores. 
Não criar sua própria independência, é também dor, algo que fere nosso orgulho, liberdade, e até prazer. 
Conciliar o prazer com o dinheiro é uma questão metodológica que tem sido até muito discutida, e pouco utilizada. 
A falta de recursos, de direção, mobilização não conduz a caminhos, só a limbos. 
A impressão que tenho é que estamos na era de segurar tochas, o caminho mais ''iluminado'' e seguido por vários parece ser o mais correto, mais exato, seguro, e aparentemente concreto.


Até que um cargo altamente renomado, e uma breve tosse para enfatizar o que digo, rentável, se traduz na sua prevista vontade de ter todos os pontos acima, segurança, independência financeira, status e a história de sempre. 
E aí? 
Você volta pra casa no seu incrível carro novo com câmbio automático e direção hidráulica, um descanso na banheira com incenso e ambiente aromatizado, e então surge uma agonia e uma inquietação, ou melhor dizendo, insatisfação. 
Oras, que raios precisa mais além do que conseguiu conquistar com o dinheiro? 
Não intento discutir no tópico a filosofia da satisfação porque é fato que o instinto é inconstante, e a questão se duela por vários retratos, moldes e ângulos em um extenso corredor de várias portas dubitáveis. 
Não vou tão a fundo, não é o propósito e a intenção com um tema sem multifaces, a questão nesse sentido é só uma: 
Quando o profissional e o pessoal podem sentar na mesma mesa do jantar? 
Um pouco de coentro, curry, páprica, chimichurri e a mistura dos temperos na comida pode ser fatalmente desagradável.


Há quem largue cargos altos e muito bem pagos para viver uma vida mais calma com o salário mínimo. 
Poucos casos, mas a questão é que existem, e independente da probabilidade, há quem jogue tudo pro alto e de um empresário de multinacional vende discos na avenida santa cruz com a 10 em um sebo alternativo. 
Acho que deu pra entender o meu ponto, talvez esse post seja um apelo. 
O que é mais importante? 
Como podemos realizar o mais lúdico sonho em realidade que financie o pão do dia diário? 
Estamos caminhando nesse modo de vida para sermos independentes ou autodestrutivos? 
Que as perguntas deixem um senso ou contrassenso de indagação, e permitem a quebra, fusão, ou até mesmo a bancarrota de uma questão tão atual e sensível ao seu próprio idealismo, influenciado pelo meio, e as lacunas de um subjetivo vazio pessoal, pela ingratidão do próprio processo mecânico e furtivo de uma situação imposta, provendo a matéria e sufocando os anseios. 
Encarcerando o proletário a comer pelas bordas, e deixar a calda de fora. 
Na metáfora para finalizar pode ser apenas a sua essência se esvaindo pelo ar.

post: Marcelo Ferla

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