Laudo atesta estupro de
criança encontrada morta perto de UPP no Rio Janeiro.
Cerca de cem moradores da
Rocinha compareceram ao sepultamento do corpo de Rebeca.
Entenda o caso:
O corpo de uma menina de
nove anos foi encontrado a 100 metros da Unidade de Polícia Pacificadora da
Rocinha, zona sul do Rio, na manhã de domingo. Rebeca Miranda Carvalho dos
Santos desapareceu na noite de sábado, quando participava de uma festa na
favela. Seu corpo foi encontrado às 6 horas de domingo com sinais de
estrangulamento e estupro - a menina estava com a roupa íntima abaixada.
Rebeca participava de uma
festa num beco e brincava com outras crianças em frente ao local do evento. Às
21h30, ela levou um pedaço de bolo para sua mãe, Maria Miranda de Mesquita, de
43 anos, e voltou para pegar o brinde-surpresa que era distribuído. Depois
disso, não foi mais vista. Meia hora mais tarde, quando Maria foi procurar pela
filha, já não a encontrou.
Vizinhos e amigos da mãe e
da menina começaram a procurar pela criança na favela. No fim da madrugada,
foram à 15.ª Delegacia de Polícia (Gávea) registrar o desaparecimento. Por
volta das 6 horas, retomaram as buscas e o corpo de Rebeca foi localizado em um
barranco, coberto por telhas, por uma vizinha. Uma testemunha contou à polícia
que a criança foi abordada por um homem pardo, com idade entre 20 e 30 anos. A
menina teria tentado se esquivar, sem sucesso.
O crime provocou revolta
na Rocinha. Nas redes sociais, líderes comunitários e moradores comentaram o
assassinato e postaram críticas à UPP. "O que me revolta é que UPP
implantada para nós seria sinal de segurança, de uma nova vida de paz dentro da
favela. Aí eles vêm e deixam pior do que já estava, matam moradores, levam para
presídios quem estava na rua sem identidade, retiram pessoas de dentro de casa,
humilham perante a família simplesmente pra mostrar que eles que são os
mandatários", escreveu um jovem, fiscal de papelaria.
Na inauguração da Cidade
da Polícia, o governador Sérgio Cabral lamentou a morte da menina:
— Qualquer caso nos dói
muito, ainda são muitos desafios. Sabemos que estamos enfrentando o tráfico de
drogas e a milícia. A gente não tinha a ilusão de que a recuperação dessas
comunidades seria fácil — afirmou.
O caso está sendo investigado
pela Divisão de Homicídios.
A resolução do caso:
 |
Mãe de Rebeca foi amparada por familiares e amigos durante o enterro da filha |
A comandante da Unidade de
Polícia Pacificadora (UPP) da Favela da Rocinha, major PM Pricila Azevedo,
disse nesta segunda-feira, que o laudo cadavérico do Instituto Médico-Legal
(IML) comprovou que Rebeca Miranda Mesquita Carvalho, de 9 anos, foi estuprada
antes de ser estrangulada. O corpo da menina também apresentava marcas de
mordidas, segundo a oficial.
Rebeca foi encontrada
morta na manhã de domingo dentro de um buraco coberto com telhas num terreno
baldio, na localidade conhecida como Cachopa, na parte alta da Rocinha. O local
fica a cerca de 100 metros de um posto da UPP, utilizado como dormitório pelos
policiais militares.
— Achamos que o crime foi
premeditado, pois o criminoso já tinha escolhido um local ermo, escuro, para
levar a menina. Não há adjetivo para classificar uma pessoa capaz de fazer
tamanha crueldade com uma criança. Tudo leva a crer que seja um desconhecido
dos moradores da Cachopa. Para que o responsável seja identificado, precisamos
da ajuda dos moradores que viram alguém rondando por aquela região na noite de
sábado — afirmou a major.
A Divisão de Homicídios
(DH) da Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o crime. Os
investigadores vão ouvir nesta segunda-feira depoimentos de parentes e vizinhos
de Rebeca. Uma testemunha ouvida no domingo contou que viu o momento em que a
menina foi arrastada à força para um beco por um homem pardo, com idade entre
20 e 30 anos.
Rebeca estava numa festa
de aniversário e brincava com outras crianças quando sumiu, por volta das 22h30
de sábado. Sua mãe, Maria Miranda de Mesquita, de 43 anos, estava em outra
festa, a cerca de 50 metros do local. O corpo da menina foi encontrado às 6h de
domingo por moradores. Uma hora antes, Maria e pessoas que estavam na festinha
de aniversário haviam registrado o desaparecimento de Rebeca na 15ª Delegacia
de Polícia (Gávea).
Cerca de cem moradores da
Rocinha compareceram ao sepultamento do corpo de Rebeca, nesta segunda-feira,
no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. Bastante
emocionado, o motorista Reinaldo Carvalho dos Santos, de 57 anos, pai da
criança, exigiu justiça.
— No sábado à tarde,
Rebeca me perguntou `papai, você vai fazer churrasco hoje?'. Eu respondi: 'não,
minha filha. Papai estaria de folga, mas precisa trabalhar para conseguir
dinheiro para o aniversário do seu irmão'. Foi a última vez que falei com ela.
Minha filha tinha tudo para vencer na vida: era estudiosa, fazia planos... E
infelizmente ficou tudo pelo meio do caminho. O assassino precisa pagar pelo
que fez com uma criança indefesa — desabafou.
Blog: este, a exemplo do caso Amarildo é mais um caso que comprova que as UPP'S instaladas e dadas como solução e símbolos de pacificação e proximidade com a polícia militar do Rio e seus cidadãos trata-se de mero movimento político do governador Cabral, bem como do prefeito Eduardo Paes.
As UPP'S não funcionam, são corruptas, frágeis, ou seja, levam consigo todos os vícios de uma polícia militar fadada a corrupção e as tentações do mundo do crime. Enquanto houver essa praga chamada corrupção, estas faixas de campanha para enganar bobos chamadas UPP'S, não tem a mínima utilidade.
fonte: Zero Hora
post: Marcelo Ferla
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