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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sabia dessa.

Hollywood colaborou com Hitler e com os nazistas durante anos, revela novo livro
Um novo livro de um acadêmico de Harvard, Ben Urwand, promete desvendar uma parte obscura do passado de Hollywood. "The Collaboration: Hollywood's Pact with Hitler" traz documentos que mostram grande envolvimento entre os estúdios de cinema americanos e os nazistas para que os filmes produzidos em Hollywood pudessem ser exibidos na Alemanha no período entreguerras e no início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O livro tem data de lançamento marcada para setembro nos Estados Unidos, mas a revista "The Hollywood Reporter" obteve acesso a algumas passagens que explicam a colaboração entre os estúdios e os alemães.
Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha era o segundo maior mercado cinematográfico do mundo. Depois, apesar da crise pós-guerra, ainda representava um terreno frutífero para os filmes americanos, exibindo por volta de 250 deles por ano.
Divulgação         

As colaborações teriam começado após o lançamento de "Nada de Novo no Front", filme de 1930 que retratava eventos da Primeira Guerra Mundial. Incitados por Joseph Goebbels (que, mais tarde, seria ministro da Propaganda do regime nazista), os alemães viram o filme como depreciativo de seu Exército, por mostrá-lo batendo em retirada, como "covardes", segundo suas palavras.
O discurso de Goebbels contra o filme surtiu efeito, e "Nada de Novo no Front" foi banido dos cinemas alemães.
Carl Laemmle, judeu e presidente da Universal, responsável pelo filme, queria que ele voltasse a ser exibido no país. Assim, se sujeitou a fazer diversos cortes orientados pelos nazistas --não apenas na versão mostrada para os alemães, mas em todo o mundo.
PRESSÕES
Depois disso, Georg Gyssling, membro do Partido Nazista, se tornou cônsul da Alemanha em Los Angeles em 1933, com a ascensão de Hitler ao poder.
De lá, monitorou de perto a produção cinematográfica americana e sua representação dos alemães. Sua principal estratégia era ameaçar os estúdios com uma lei que dizia que, se um deles distribuísse um filme depreciativo aos alemães a qualquer parte do mundo, todos os filmes desse estúdio seriam proibidos na Alemanha.
Desse modo, e com a ajuda da Associação dos Produtores e Distribuidores Cinematográficos da América, Gyssling impediu a produção de "The Mad Dog of Europe", roteiro escrito por Herman J. Mankiewicz (de "Cidadão Kane"), que atacava os alemães não por seu passado na Primeira Guerra Mundial --mas pelo regime nazista.
Louis B. Mayer, fundador da Metro Goldwyn Mayer (MGM), chegou a dizer que não tinha "qualquer interesse" na produção do filme. "Nós temos ótimos lucros na Alemanha", alegou.
Nem mesmo após 1936, quando o regime nazista endureceu as restrições para os filmes americanos, os estúdios deixaram de colaborar com Hitler: uma carta revelada no livro mostra a 20th Century Fox pedindo intervenção direta do führer para que seus filmes pudessem ser liberados no país --mesmo que isso significasse cortes nos longas e colocasse o estúdio numa posição submissa.
Na época, até mesmo o presidente do braço alemão da MGM, Frits Strengholt, se divorciou de sua mulher, judia, a pedido do Ministério da Propaganda. Ela acabaria num campo de concentração.
Com o avanço da guerra, no início da década de 1940, Hollywood veria o mercado alemão cada vez mais como decadente e se voltaria à Inglaterra e à França. Embora americanos isolacionistas defendessem que os filmes produzidos no país não defendessem nenhum dos dois lados, os estúdios logo mudaram a estratégia e passaram a fazer longas antinazistas.
Na época, um discurso de 1941 feito por Darryl F. Zanuck, presidente da 20th Century Fox, no Congresso americano, marcou o rompimento do cinema americano com a Alemanha nazista. "Hitler e Mussolini baniram nossos filmes, eles não querem o 'American way of life' [modo de vida americano]", disse, conclamando Hollywood para fazer filmes contra os alemães. Ninguém, porém, apontou o óbvio: um ano antes, seu estúdio ainda estava fazendo negócio com eles.
fonte: folha
post: Marcelo Ferla

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