Ratos, que ratos o que, expulsem estes leprosos daqui, já!
Estou aqui para comentar a cerca de um fato que não posso mentir, dizendo que não sabia, nem dizer que não sabia que a reação do Estado perante esta, seria diferente do que foi.
Eu sabia que a única saída que eles, “o Estado” encontrariam seria esta, de se mostrar tão desorientados e insanos, quanto aqueles que estavam e ficam fora de si em decorrência de uma das mais letais das drogas, o crack.
O que aconteceu na chamada Cracolândia, demonstra muito mais do que simplesmente viciados em crack sendo mal tratados, demonstra o total desespero de uma sociedade, nós sociedade, que não sabemos o que fazer com “isso”.
Os governantes, e escrevo no plural, pois no meio político não há decisão isolada, e sim grupal, eis que o número de interessados é muito grande e que muitos têm interesse, o que forma uma colcha de retalhos sem fim, pessoas estas, todas, que não tem capacidade de avaliar “coisas”, eca, assim, como a situação crônica que é a Cracolândia.
Entraram estes em parafuso, saíram de si, ficaram insanos, a exemplo do que acontece com a cabeça do viciado, agiram como se estivessem em surto de abstinência, na fissura, e mandaram expulsar os viciados do único local que estes tinham para se matar, como se estes fossem lixo tóxico, condenados e que precisavam ser pulverizados de nossa “boa e careta sociedade”.


Os policiais militares, ao invés do uso da boa música que sai de uma flauta, tocada por um flautista que se dizia “caçador de ratos” como no conto “O Flautista de Hamelin”, que assopra e toca sua flauta, seduzindo assim os roedores, e os levando a morte no rio da cidade, fizeram algo que eles, o Estado, julgou mais adequado a um monte de lixo humano.
Decidiu que lá, num dos purgatório acima da terra, eis que temos vários, aliás, espalhados por todos os cantos do nosso mundo, os lixos humanos seriam valorizados a peso muito mais baixo do que o dado aos ratos no conto dos Irmãos Grimm, seriam, literalmente, lixo tôxico.
Decidido estava, feito conforme o combinado foi! Não deixaram nem os viciados, nossos viciados, serem seduzidos, com uma proposta de internação consensual ou forçosa, sentaram o pau nos nossos lixos, antes deles dizerem ai, jogaram bombas de efeito moral, deram neles como não se deve dar nem em animais desgarrados que devem ser conduzidos ao cercado.

Ocorre que nenhum dos “animais”. lixos humanos, foi para o seu cercadinho, e como era de se esperar o lixo se espalhou. Assustados, se desgarraram mais ainda, assustando assim, a socialite paulista que circunda a Cracolândia, os bacanas se assustaram, e pensaram:
“Nossa, e agora? Estamos sendo atacados por doidos, doentes, leprosos, meu Deus, meu filho (a) que cheira fileiras sem fim de pó e bebe como um tanque de gasolina furado e, depois pega seu possante e sai a matar pedestres pode ser morto, que horror. Meu maconheirozinho, queridinho da mamãe, pode apanhar ou ser atacado por um demente destes e meu marido que me senta a mão na cara todos os dias, após cada gole de seu uísque 12 anos, pode ter seu importado roubado, e agora?”.
Pobres imbecis. Pais, mães, todos. Não sabem o que se passa a frente de suas fuças empinadas e ficam marginalizando, tendo marginalizados dentro de suas casa. “Moral de cuecas”, como se diz aqui no Rio Grande. “Casa de ferreiro, espeto de pau, malandro".
Melhor matar estas coisas que nem o nobre título de ratos merecem, do que tentar seduzi-los com uma flauta e boa música, arriscando leva-los até o rio da cidade para que se afoguem por si só. Vamos nós, sociedade, matá-los, humilhá-los, leprosos malditos que infestam meu reino! Abusados cretinos, disse o Estado, só atrapalham nossos planos nefastos de $$$$$, money.
É mais propício, mais salutar a nós, sociedade, matá-los, pestes de nossos tempos.
Meros animais, todos vocês! Um dia isto acaba, podem apostar, governantes de merda.
Marcelo Ferla.
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