O Irã, já nosso grande conhecido, ora por declarações bestiais de seu governante, ora pela aproximação misteriosa de nosso presidente com o besta acima, tenta, por meio deste, se declarar uma nação que possuí um governo, entenda-se aqui ditador ou déspota, que nada teme e que pode enfrentar a todos.
Ora, isso não condiz com o fato de se ter um artigo, vinculado a um jornaléco daquelas bandas, em que neste, se tem uma publicação textual, não assinada, na qual no decorrer de suas linhas chama Carla Bruni e outras celebridades francesas de prostitutas.
Onde está, neste caso, a declarada coragem de quem se auto-intitula o homem-zinho em altura e cérebro, que ignora o holocausto, que quer varrer do mapa mundial Israel, que diz ser o homossexualismo anormalidade e que queria apedrejar, mas agora depois de muita pressão internacional, enforcar a pobre Sakineh Mohammadi-Ashtiani?
Escrever um artigo com estas declarações de forma anônima demonstra como funciona a coragem de um homem assim, que bem provavelmente deve ter coagido um pobre jornalista a escrevê-lo.
Quem sabe se tal coragem e demência de um homem destes possam levá-lo a cometer um ato como o de Adolf Hitler, não os decorrentes de uma possível terceira guerra mundial, não quero e não desejo isso àquele pobre povo iraniano e nem a ninguém, mas, e aí me desculpem as ONGs a favor dos direitos humanos, um ato de desespero por assim se chamar, no sentido de tomar alguma coisa mais forte como tomou Hitler e sua bolachuda amante Eva Anna Paula Braun, uma bebida mais forte ou um baque na cabeça mais violento.
Tenho certeza de que essa idéia não passa tão somente por minha cabeça e só não é mais difundida por que aqueles que escrevem de forma mais formal aos grandes meios de comunicação e formadores de opinião necessitam ser, sempre, éticos. Não que eu não o seja, mas não sou jornalista e nunca, jamais, posso esquecer que vivo em um país de negros, miscigenados, o que é lindo e raríssimo. Tenho, com orgulho, amigos que são assim, são negros, são gays, são pobres e tenho uma esposa judia, uma polonesa judia, uma Jefinnycovisk, a minha “piękny polski” que hoje é tão somente Jefinny, por que lhe castraram o restante do nome, questão de sobrevivência para seus bisavós quando da fuga de sua terra natal, a invadida Polônia.
Pensem o que quiser, pois eu, sendo ético, não posso compartilhar e silenciar perante atos covardes de quem se diz corajoso, o corajoso Mahmoud Ahmadinejad.
Marcelo Ferla
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe sua opinião.