Seja bem vindo ao Blog do Marcelo Ferla

Informativo

Sempre gosto de lembrar aos leitores que este blog tem como intenção trazer à tona a informação, o conhecimento e o debate democrático sobre os assuntos mais variados do nosso cotidiano, fazendo com que todos se sintam atualizados.

Na medida em que você vai se identificando com os assuntos, opine a respeito, se manifeste, não tenha medo de errar, pois a sua opinião é de suma importância para o funcionamento e a real função deste espaço, qual seja, a de levar a todos o pensamento e a reflexão.

O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.

Pesquisa

Custom Search

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Especial Guerra do Vietnã - 50 anos depois.



Hoje compartilho com vocês mais fotos do confronto no front.

Algumas destas fotos são inéditas e mostram definitivamente o quão cruel é um campo de batalha com os que estão lá lutando, ainda mais, quando se está lutando sabe-se lá pelo o que, perdendo amigos e  companheiros em ambos os lados.

P.S - as fotos que serão publicadas neste especial, bem como todo o restante do material, contem cenas fortes e reais. Tenha bom senso e cautela. Obrigado.



Guerra do Vietnã - parte XVII












































 Marcelo Ferla



Continue Lendo... ►

Opinião do Blogueiro






O bom livro é aquele em que você entra na história, de uma forma tal, que não só consegue ver á sua frente os cenários alí descritos, como vive, conversa, interage e fica ao lado dos personagens que fazem parte desta mesma história. 

Tudo fica quieto, o mundo para ao seu redor e você passa a viver intensamente o que está lendo. Essa intensidade é tal, ao ponto de se passarem 20 anos e, depois destes, ao estar em uma conversa onde alguém menciona algo, você tem a capacidade de citar um trecho deste livro lido que fala justamente do comentário recém feito.


Marcelo Ferla


Continue Lendo... ►

Especial Guerra do Vietnã - 50 anos depois.




Especial Guerra do Vietnã - Parte XVI


Vietnamização (1969–1973)

  

 Um Bombardeiros B-66 e quatro F-105 Thunderchiefs lançando suas bombas em uma cidade no Vietnã do Norte.

Durante a eleição presidencial de 1968 nos Estados Unidos, o presidente Richard Nixon, então o candidato republicano, havia feito uma campanha baseada no lema ‘paz com honra’ no Vietnã.

Seu plano era reforçar as forças armadas sul-vietnamitas de maneira que eles pudessem levar adiante sozinhos a defesa do país. Esta política foi chamada de vietnamização e tinha muito em comum com a política de John Kennedy. Entretanto, havia uma importante diferença. Enquanto Kennedy pregava que os sul-vietnamitas deveriam lutar a guerra por si sós, ele também tentava limitar o tamanho do conflito. Nixon, ao contrário, em busca de uma retirada com honra, tinha a intenção de empregar táticas variadas para isso, inclusive aumentando o alcance geográfico da guerra.

Nixon também tentou estabelecer negociações, procurando uma "détente" com a União Soviética, que levou a uma redução de armas nucleares pelas superpotências, e uma reaproximação com a China, numa política que ajudou a diminuir as tensões internacionais. Entretanto, os dois países continuaram a enviar ajuda aos norte-vietnamitas. Em setembro de 1969, Ho Chi Minh morreu em Hanói, aos 79 anos.

Neste meio tempo, o movimento antiguerra crescia nos Estados Unidos com manifestações constantes. Nixon apelou para a maioria silenciosa de americanos em apoio à guerra. Porém, as revelações do massacre de civis, mulheres e crianças principalmente, na aldeia de My Lai, provocou uma revolta nacional e internacional, aumentando a pressão pela paz.

O príncipe Norodom Sihanouk havia proclamado a neutralidade do Camboja no conflito da Indochina desde 1955. Entretanto, tolerava a presença de forças do vietcong e do exército norte-vietnamita em seu território porque desejava evitar que seu país fosse arrastado a um grande conflito regional. Sob pressão de Washington, porém, ele mudou esta política em 1969 e o Exército Popular do Vietnam e o vietcong deixaram de ser bem-vindos.

Nixon, então, aproveitou-se da oportunidade para lançar um bombardeio maciço e secreto contra os santuários comunistas na fronteira dos dois países, o que violava uma longa sucessão de discursos anteriores apoiando a neutralidade cambojana.

Ele havia escrito a Sihanouk em abril de 1969, assegurando-lhe que "os Estados Unidos respeitarão a soberania, a neutralidade e a integridade territorial do Reino do Camboja". Mas sem o conhecimento da opinião pública americana, durante quatorze meses mais de 2.700 mil toneladas de bombas foram lançadas na área.

Em 1970, devido à sua tibieza no trato com as questões internacionais, Sihanouk foi deposto por seu primeiro-ministro Lon Nol, favorável aos Estados Unidos, e a fronteira cambojana fechada. 

Os EUA e o exército sul-vietnamita lançaram então incursões militares ao Camboja, para atacar diretamente as bases comunistas ali instaladas e ganhar tempo para o Vietnã.


Panfletos de propaganda norte-americana convocando os Viet Congs e soldados norte-vietnamitas a desertar para o sul.

O Exército da República do Vietnam lançou uma grande ofensiva na fronteira, determinado a cortar e interromper o fluxo de soldados e armas do Norte na Trilha Ho Chi Minh, o que era uma clara violação à neutralidade laosiana, desrespeitada pelos dois lados nos combates.

Depois de encontrarem forte resistência, as forças sul-vietnamitas se retiraram em confusão, fugindo através de estradas cobertas por seus próprios mortos. Quando seus caminhões e blindados ficaram sem combustível, os soldados abandonavam os veículos e seguiam se arrastando e cambaleando por quilômetros até o helicópteros Huey americanos enviados para evacuar os feridos.

Muitos deles se agarravam nas sapatas de pouso dos helicópteros levantando voo, na tentativa de se salvarem. Aviões americanos tiveram que destruir tanques e caminhões abandonados na rota de fuga para impedir que caíssem em mãos dos inimigos e metade das tropas sulistas foram mortas ou aprisionadas. A operação foi um fiasco e representou uma clara falha na vietnamização da guerra levada a cabo por Nixon. O estrago foi monumental.

Os oficiais de alto escalão do Vietnã do Sul tinham sido tutorados pelos americanos por mais de dez anos, muitos deles cursando escolas de treinamento militar nos EUA, mas aprenderam muito pouco e fracassaram quando tiveram que fazê-lo sozinhos.

A invasão do Camboja provocou protestos em todos os Estados Unidos. Durante uma manifestação estudantil em Ohio, quatro estudantes da Universidade de Kent foram mortos pela Guarda Nacional do estado, enraivecendo a opinião pública americana contra o governo. A reação que Nixon teve sobre este episódio em Kent foi considerada indiferente, aumentando ainda mais o ímpeto dos protestos antiguerra.

Em 1971, documentos secretos do Departamento de Defesa foram vazados para o jornal The New York Times. Chamados de ‘Pentagon Papers’ (Papéis do Pentágono), a história ultra-secreta do envolvimento dos Estados Unidos no Vietnã, promovida pelo Departamento de Defesa, foi trazida a público mostrando a deliberada fabricação de razões que levaram os EUA a entrarem na guerra, e provocou uma longa série de decepções entre a opinião pública.

Em 1971, a Austrália e a Nova Zelândia retiraram suas tropas do Vietnã e as tropas dos Estados Unidos foram reduzidas a um total de 196 mil homens, com uma data limite de fevereiro de 1972 para a retirada mais 45 mil soldados. A medida que os protestos pela guerra cruzavam os EUA, a desilusão crescia e a moral caía entre a tropa, com o aumento do uso de drogas, conflitos raciais e desobediência aos oficiais.

Uma nova ofensiva no início de 1972 pelas tropas norte-vietnamitas, partindo do Camboja e do interior do Vietnã do Norte tentando cortar o sul em dois, foi salva apenas pela intervenção aérea dos Estados Unidos, deixando claro que, com a retirada contínua das tropas americanas, só o poder de fogo aéreo de seu aliado poderia salvar o Vietnã do Sul.

As últimas tropas americanas foram retiradas em agosto de 1972, deixando apenas conselheiros militares e funcionários civis do Estados Unidos no país.

A guerra foi o tema central das eleições de 1972. O oponente de Nixon, George McGovern, tinha uma plataforma de retirada do Vietnã. O conselheiro de segurança nacional de Nixon, Henry Kissinger, continuava porém em negociações secretas com o representante do Vietnã do Norte, Le Duc Tho, e em outubro eles chegaram a um acordo. Entretanto, o presidente sul-vietnamita Nguyen Van Thieu exigiu mudanças significativas no acordo.

Quando o Norte tornou públicos aos detalhes do acordo, a Casa Branca afirmou que os norte-vietnamitas tentavam embaraçar o presidente e as negociações estancaram, com os comunistas desejando novas mudanças.

Para mostrar seu apoio aos sulistas e forçar Hanói a voltar à mesa de negociações, Nixon deu ordens para um bombardeio maciço da capital inimiga e do porto de Haiphong. A ofensiva destruiu a maior parte da capacidade industrial e econômica remanescente dos nortistas. Simultaneamente, Nixon pressionava Thieu ameaçando concluir um tratado bilateral de paz com os norte-vietnamitas e retirando qualquer auxílio ao sul.

Em 15 de janeiro de 1973, o presidente Nixon anunciou ao mundo a suspensão das operações ofensivas norte-americanas no Vietnã. Os Acordos de Paz de Paris foram assinados em 27 de janeiro, encerrando oficialmente o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Um cessar-fogo entrou em vigor entre os países do norte e do sul e os prisioneiros de guerra foram libertados, com a integridade territorial do Vietnã sendo garantida.

Como depois da Convenção de Genebra em 1954, eleições foram marcadas para os próximos seis meses nos dois países. O acordo também previa a retirada completa das forças dos EUA em sessenta dias e este artigo acabou sendo o único integralmente cumprido.


Marcelo Ferla
fonte: wikipédia.





Continue Lendo... ►

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Especial Guerra do Vietnã - 50 anos depois.




Guerra do Vietnã - parte XV


Os sons da guerra.


Em uma guerra onde a maior parte dos soldados eram muito jovens, não foi difícil que a Guerra do Vietnã fosse marcada como a guerra do rock, das drogas e da carnificina, tudo em uma época de muita riqueza musical e pouca riqueza mental por parte daqueles que mantinham os jovens nos campos de batalha.
























Correr Pela Selva ( Run Trought The Jungle)
Creedence Clearwater Reviva 
 
Achei que fosse um pesadelo
 Olhe, é tudo tão verdadeiro 
Eles me disseram: "Não vá andar devagar 
Pois o Diabo anda solto"

É melhor correr pela selva

 É melhor correr pela selva 
É melhor correr pela selva 
Não olhe para trás para ver
Pensei ter ouvido um estrondo 

Chamando meu nome
Duzentos milhões de armas estão carregadas
 Satã exclama, "Apontar!"

É melhor correr pela selva

 É melhor correr pela selva 
É melhor correr pela selva
Não olhe para trás para ver

No alto da montanha 

O trovão mágico falou 
"Deixe as pessoas conhecerem minha sabedoria
 Encha a terra de fumaça"
 É melhor correr pela selva

É melhor correr pela selva
É melhor correr pela selva
Não olhe para trás para ver.


Tradução: Rubens Furusawa



Marcelo Ferla





Continue Lendo... ►