A
gorila mais famosa do mundo partiu pacificamente durante o sono aos 46 anos
Koko, a gorila que mostrou
ao mundo que os animais sentem emoção tanto quanto os humanos, morreu durante o
sono na passada terça-feira.
Tinha 46 anos de idade.
Uma gorila da planície
ocidental, espécie criticamente ameaçada, nasceu no Zoológico de São Francisco,
mas mudou-se para as montanhas de Santa Cruz para trabalhar com a pesquisadora
Francine Patterson, quando tinha apenas 1 ano de idade.
Patterson ensinou Koko ensinou Linguagem Gestual Americana (ASL) e ajudou a fundar a The Gorilla Foundation, a organização que cuidou de Koko durante a maior parte da sua vida.
Patterson ensinou Koko ensinou Linguagem Gestual Americana (ASL) e ajudou a fundar a The Gorilla Foundation, a organização que cuidou de Koko durante a maior parte da sua vida.
Koko aprendeu mais de 1.000
sinais e conseguia perceber mais de 2.000 palavras em inglês, exibindo
autoconsciência ao reconhecer seu próprio reflexo no espelho – e esse tipo de
conquistas e feitos, levaram a gorila à fama.
Ela fez capas de revistas e foi
destaque em vários documentários.
Conheceu celebridades como Leonardo DiCaprio
e o falecido Robin Williams.
Em 1974, Koko chegou a ter
seu próprio gatinho, All Ball, depois de pedir aos seus cuidadores, em
linguagem gestual, um gatinho como prenda de Natal.
Koko era super gentil com
All Ball, carregando-a como um bebê e até mesmo tentando amamentá-la.
All Ball,
infelizmente, faleceu, e quando os zeladores contaram a Koko sobre a morte, ela
começou a choramingar e a fazer um barulho alto – um sinal claro de que ela
estava de luto.
Agora, o mundo está de luto
pela perda de Koko, que ajudou muitas pessoas a entender que os animais se
comunicam e experimentam/sentem emoções de maneira semelhante aos humanos.
“A capacidade de linguagem e
empatia de Koko abriu a mente e o coração de milhões de pessoas”, disse a
Fundação Gorilla em comunicado à imprensa após a sua morte.
“Seu impacto foi
profundo e o que ela nos ensinou sobre a capacidade emocional dos gorilas e
suas habilidades cognitivas continuará a moldar o mundo”.
Enquanto ela quebrava
barreiras, enfrentava ainda muitos dos problemas dos primatas em cativeiro –
ela estava supostamente obesa, e ex-cuidadores e pesquisadores afirmam que a
sua dieta era composta, em parte, por alimentos de humanos pouco saudáveis,
juntamente com outros problemas que afetavam o seu bem-estar.
Ex-funcionários
também relataram que ela às vezes parecia deprimida.
Mas, apesar desses desafios,
a natureza gentil de Koko e seu legado de derrubar barreiras, entre pessoas e
animais, causaram impacto no mundo – e por tudo isso e ainda mais, sentiremos
sua falta.
Descanse em paz, Koko.
post: Marcelo Ferla




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