‘Uso
da força vai gerar resistência’, diz associação de caminhoneiros
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Caminhoneiros
bloqueiam parcialmente a Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, Rio de
Janeiro (Crédito: Mauro Pimentel / AFP)
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O presidente da Associação
Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, classificou como
tardio o pronunciamento do presidente Michel Temer para tentar solucionar a
crise de abastecimento gerada pela paralisação dos motoristas.
Para o líder da
entidade que não concordou com o acordo firmado na quinta-feira, 24, o uso da
força citado por Temer vai tornar ainda mais difícil o fim da paralisação.
“O uso da força vai tornar
ainda mais difícil acabar com a mobilização porque essa estratégia vai gerar
resistência”, disse o presidente da entidade ao Broadcast. serviço de notícias
em tempo real do Grupo Estado.
Para Fonseca, se forças de segurança tentarem
retirar caminhoneiros a força, “haverá gente presa, machucada e muita
confusão”.
“Essa foi uma reação tardia
e acontece cinco dias após o início do movimento.
A situação não precisaria do
uso da força para ser resolvida”, disse.
Fonseca rejeita a afirmação de Temer
que apenas uma “minoria radical” segue na estradas.
“O número de manifestantes
mostra que não somos minoria.
Ao contrário, somos a maioria do movimento e que
não está de satisfeito com o acordo feito ontem”, disse o dirigente.
post: Marcelo Ferla
fonte: https://istoe.com.br

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