Empresários
podem estar estimulando a greve do setor de transportes
A paralisação é do setor de transporte.
E a greve só
chegou a esse ponto porque as grandes empresas estão estimulando o movimento.
O
país precisa discutir, com a participação do Judiciário, o limite de uma ação
como essa, porque empresário não pode fazer greve, está na lei.
Tem que ser
debatido como as maiores empresas podem participar da solução do problema,
porque nesse momento quem sofre é o consumidor, que já não encontra
determinados produtos para comprar.
A paralisação do setor está estrangulando a
economia.
O debate tem que acontecer.
Em uma reunião com o governo, um dos grandes do setor disse que concorda com a
paralisação e não aceita a política de preços da Petrobras.
Deixou claro aos
participantes do encontro que seu objetivo é mudar a forma como a companhia vem
repassando as variações na cotação internacional.
O Brasil tem uma frota de
dois milhões de caminhões que fazem as conexões de transporte desse país
imenso.
Uma parte, 30%, é formada por autônomos, e outros 50% da frota estão
com pequenas empresas, contratadas pelas grandes.
Essa pulverização favorece as
maiores.
Elas têm como escolher contratar quem está alinhado ao movimento.
Um outro ponto sobre as
manifestações é que o autônomo, que tem todo o direito de parar de trabalhar,
não pode sequestrar a via pública.
Isso interfere no direito de ir e vir dos
outros cidadãos.
O que parece é que há um
acordo em todo o setor pela paralisação.
Sem a participação dos autônomos e dos
contratados nem o apoio dos contratantes, isso dificilmente seria possível.
post: Marcelo Ferla
fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post
post: Marcelo Ferla
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