Brasil
fica em 2º em ranking de ignorância sobre a realidade
Pesquisa do Ipsos mostra que
os brasileiros só perdem para sul-africanos em percepção distorcida sobre a
realidade
Por Luiza Calegari
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Brasil: realidade é
menos pior do que parece (Mario Tama/Getty Images/Getty Images)
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São Paulo – Quantas garotas
de 15 a 19 anos você acha que dão à luz no país?
A taxa de homicídios hoje é
mais alta ou mais baixa que no ano 2000?
A cada cem presos no país, quantos são
imigrantes?
As respostas dos brasileiros
a perguntas como essas estão entre as mais distantes da realidade do mundo.
Na verdade, poucas
adolescentes dão à luz no Brasil, cerca de 6,7%, mas a resposta média foi de
48%.
A taxa de homicídios desde o ano 2000 continuou a mesma, apesar da
percepção de alta, e só 0,4% dos presos são imigrantes, embora os entrevistados
tenham respondido, em média, 18%.
Essas distorções fazem com
que o país tenha ficado em segundo lugar no ranking Ipsos Mori de “Percepção
errada da realidade”, atrás apenas da África do Sul.
Os dados estão disponíveis
na pesquisa “Os perigos da percepção 2017”.
Mesmo em relação a questões
mais amplas, como religião, as respostas dos brasileiros ficam longe da
realidade: os entrevistados estimaram que 80% do país declara acreditar em
Deus; o índice real é de 98%.
Outros dados que têm
distorção são os relacionados à internet: os entrevistados acham que 85% dos
brasileiros têm smartphone, quando na verdade são 38%, segundo a Ipsos; e acham
que 83% têm perfil no Facebook, quando na realidade são 47%.
Em alguns assuntos nos
saímos melhor: só 10% dos brasileiros acreditam na ideia de que vacinas causam
autismo, um índice baixo se comparado a países como a Índia, onde a crença é
disseminada entre 44% da população.
*grifos nosso
post: Marcelo Ferla


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