segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Curiosidades.



“Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. – Invictus.
É difícil mensurar quantas vezes esses versos foram repetidos na literatura, no cinema ou em discursos inspiradores.
Mais de um século após ser escrito, o poema “Invictus”, do britânico William Ernest Henley continua fascinando e influenciando pessoas em todo o mundo. 
Certamente, Henley, o mais velho de seis filhos, não imaginou que tanto tempo depois suas palavras – escritas em 1875 – inspirariam um personagem importante da história não só da África, mas mundial: Nelson Mandela.
Quando aprisionado em Robben Island, onde cumpria pena de trabalhos forçados, o líder sul-africano, símbolo da luta contra o Apartheid, encontrou nas palavras de Henley a esperança e a força necessárias para manter-se vivo. 
Mandela conta que toda vez que começava a esmorecer, lia e relia o texto, em busca de um “companheiro” para a dor.  
O professor de literatura inglesa Marion Hoctor, em entrevista a CNN, explicou que o poema representa o humanismo secular, o espírito da época vitoriana, a ascensão de Darwin e as ciências como um desafio ao pensamento tradicional e criacionismo.

“Invictus” é a inspiração para o filme homônimo, de Clint Eastwood.
Leia o poema na integra

INVICTO
William Ernest Henley

Da noite escura que me cobre,
Como uma cova de lado a lado,
Agradeço a todos os deuses
A minha alma invencível.

Nas garras ardis das circunstâncias,
Não titubeei e sequer chorei.
Sob os golpes do infortúnio
Minha cabeça sangra, ainda erguida.

Além deste vale de ira e lágrimas,
Assoma-se o horror das sombras,
E apesar dos anos ameaçadores,
Encontram-me sempre destemido.

Não importa quão estreita a passagem,
Quantas punições ainda sofrerei,
Sou o senhor do meu destino,
E o condutor da minha alma.
**
Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta
William Ernest Henley (23/08/1849 – 11/07/1903)
Nelson Mandela (18/07/1918 – 05/12/2013)

post Marcelo Ferla
Fonte das tradução: A Magia da Poesia

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