SABIA QUE HÁ BUNKERS QUE SERVEM DE LAR PARA 1 MILHÃO DE PESSOAS NA CHINA?
A China, como todos sabem, está entre os países mais populosos do mundo, com um número de habitantes que passa de 1,3 bilhão de pessoas.
Sua capital, Pequim, está entre as cidades com mais residentes no país, somando mais de 21,7 milhões no início de 2016, segundo algumas estimativas.
Agora imagine as dificuldades de se disponibilizar moradia para essa quantidade absurda de gente!
Quartos atômicos
Hoje, a estimativa é que aproximadamente um milhão de pessoas — a maioria estudantes, famílias de baixa renda ou sujeitos que vieram das zonas rurais para tentar a vida na capital — viva nesse “mundo” subterrâneo, onde o valor dos aluguéis varia entre US$ 40 a US$ 100 (por volta de R$ 125 e R$ 310) por mês.
Entretanto, por esse custo, os moradores se espremem em pequenos espaços de 3,7 por 4,5 metros sem janelas e, em alguns casos, até 12 pessoas dividem um mesmo apartamento.
Existem cozinhas, lavanderias e banheiros comunitários, assim como locais onde os habitantes podem fazer compras, cortar os cabelos e socializar, mas a vida nessa cidade subterrânea não é nada fácil.
Facciolongo contou que com o cheiro, a atmosfera úmida e a escuridão é impossível esquecer que você se encontra nas profundezas.
O problema é que a maioria das pessoas que ocupam esses locais não têm condições de pagar os altos aluguéis da superfície, portanto, existe um impasse sobre o futuro desses habitantes.
Veja mais imagens dos bunkers na galeria a seguir:
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Uma das entradas
que dão acesso aos bunkers.
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Segundo Charley Locke, do
site Wired, Pequim, como você bem pode imaginar, é uma cidade com muita, muita
gente.
Por todos os lados.
Por todos os lados.
Portanto, não é de se surpreender que exista uma
grande demanda por moradia e, por conta dessa procura, os valores dos imóveis
estejam se tornando cada vez mais altos.
Para contornar essa situação, cerca de um milhão de pessoas decidiram se mudar para o subterrâneo da cidade, onde existem milhares de bunkers da época da Guerra Fria.
Para contornar essa situação, cerca de um milhão de pessoas decidiram se mudar para o subterrâneo da cidade, onde existem milhares de bunkers da época da Guerra Fria.
Quartos atômicos
De acordo com Charley, no
final dos anos 60, Mao Zedong ordenou que os edifícios residenciais de Pequim
contassem com abrigos subterrâneos para o caso de que ocorresse uma guerra
nuclear e a população tivesse que se proteger da radiação.
Por sorte, o conflito que muitos esperavam que fosse eclodir nunca aconteceu, então, na década de 80, os bunkers começaram a ser vendidos.
Por sorte, o conflito que muitos esperavam que fosse eclodir nunca aconteceu, então, na década de 80, os bunkers começaram a ser vendidos.
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A grande maioria
dos habitantes são estudantes, famílias de baixa renda e pessoas que vieram de
zonas rurais para tentar a vida na capital.
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No total, foram
construídos uns 10 mil abrigos nucleares a cerca de 15 metros de profundidade
e, gradualmente, eles foram sendo convertidos em espaços comerciais e
residenciais de baixo custo.
Hoje, a estimativa é que aproximadamente um milhão de pessoas — a maioria estudantes, famílias de baixa renda ou sujeitos que vieram das zonas rurais para tentar a vida na capital — viva nesse “mundo” subterrâneo, onde o valor dos aluguéis varia entre US$ 40 a US$ 100 (por volta de R$ 125 e R$ 310) por mês.
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Alguns espaços
chegam a acomodar 12 pessoas.
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Barato, né?
Entretanto, por esse custo, os moradores se espremem em pequenos espaços de 3,7 por 4,5 metros sem janelas e, em alguns casos, até 12 pessoas dividem um mesmo apartamento.
Existem cozinhas, lavanderias e banheiros comunitários, assim como locais onde os habitantes podem fazer compras, cortar os cabelos e socializar, mas a vida nessa cidade subterrânea não é nada fácil.
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Jovens socializando em um dos espaços
comunitários.
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Segundo Cherley, o fotógrafo
italiano Antonio Facciolongo conseguiu visitar cerca de 30 bunkers em 2015 —
são dele as fotos que ilustram esta matéria —, e teve que driblar os guardas
que patrulham o local para registrar a vida no subterrâneo de Pequim.
Facciolongo contou que com o cheiro, a atmosfera úmida e a escuridão é impossível esquecer que você se encontra nas profundezas.
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A vida não é fácil
no subterrâneo.
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Em 2010, as autoridades
chinesas declararam os espaços residenciais ilegais e existem planos de evacuar
os bunkers ainda neste ano.
O problema é que a maioria das pessoas que ocupam esses locais não têm condições de pagar os altos aluguéis da superfície, portanto, existe um impasse sobre o futuro desses habitantes.
Veja mais imagens dos bunkers na galeria a seguir:
post: Marcelo Ferla











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