Temer identificou que
existe revolta contra os irmãos Batista, da JBS, e partiu para o contra-ataque.
É uma estratégia inteligente.
Afinal, os Batista são delatores exatamente
porque são criminosos.
Ou seja: não terão a simpatia de ninguém.
Colocar-se como
oposto deles será sempre positivo.
Para ajudar sua tese, há a
questão da adulteração da gravação.
Fica evidente que houve malícia de Joesley
Batista em seu encontro com Temer. Foi, claro, uma cilada.
O problema é que mesmo o
que resta da gravação é péssimo para Temer.
O presidente da República não pode
ouvir o que ouviu de um empresário e manter-se impávido, sem reação alguma.
Só municiado de muito
cinismo alguém pode afirmar que a conversa de Temer e Joesley foi natural.
Ao
contrário, o diálogo provou o que se tem visto na Lava Jato: que a relação
entre poder e dinheiro, no Brasil, é mais do que promíscua - é obscena.
post: Marcelo Ferla
texto: David Coimbra

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