MIRIAM REVELA TORTURA
GRÁVIDA NA DITADURA.
Em
depoimento, jornalista Miriam Leitão narra o período que passou numa unidade do
Exército no Espírito Santo, após ser presa no final de 1972; segundo ela, nua e
grávida, além de espancamentos, simulações de fuzilamento e ameaças de estupro,
foi torturada com cães pastores alemães e uma cobra jiboia; ela diz que a
decisão de trazer a público sua história está relacionada ao atual momento político:
"O país está olhando para seu passado. Estou convencida de que ainda falta
um passo: as Forças Armadas devem reconhecer que erraram.".
A jornalista Miriam
Leitão, abriu um depoimento inédito em que ela conta como foi torturada com uma
cobra, nua e grávida, durante a ditadura (1964-1985).
O texto foi divulgado no site "Observatório da Imprensa", pelo jornalista
Luiz Cláudio Cunha (leia na íntegra).
No depoimento, a
jornalista narra o período que passou numa unidade do Exército no Espírito
Santo, após ser presa no final de 1972.
Segundo ela, gravida e despedia pelos
militares, além de espancamentos, simulações de fuzilamento e ameaças de
estupro, foi torturada com cães pastores alemães e uma cobra jiboia.
Segundo Miriam, a decisão
de trazer a público sua história está relacionada ao atual momento político.
A
Comissão Nacional da Verdade, que deve concluir os trabalhos no final do ano,
apura os crimes do período.
"O país está olhando
para seu passado.
Estou convencida de que ainda falta um passo: as Forças
Armadas devem reconhecer que erraram.
Isso ajudaria o país a seguir adiante", afirmou ela.
Isso ajudaria o país a seguir adiante", afirmou ela.
"Sei que estou me expondo, é uma história
dolorosa, mesmo sabendo que foi menor, comparando com a de outras pessoas.
Tenho cicatrizes, mas não me arrependo de ter dado esse depoimento.
Não tenho
mágoa nem ódio, só gostaria que minha palavra ajudasse num esforço nacional
para que reconheçam o erro".
post: Marcelo Ferla


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