quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O impacto de uma visita à Casa de Anne Frank, em Amsterdã.

Detalhe do Anexo, onde se esconderam Anne, familiares e amigos
Foto: Holland Alliance / Divulgação
Quando incluí Amsterdã no roteiro, ficou evidente que era o momento certo para desvendar O Diário de Anne Frank, um dos livros mais lidos no mundo. 

A história me deixou com o peito apertado e a sensação de claustrofobia. 

O sofrimento em que a personagem se encontra me fez parar na metade das cerca de 500 páginas.
Fui viajar sem ter terminado o diário. 

Ao entrar na Casa de Anne, muitas frases do livro estão nas paredes. 

Ao subir as escadas, passei pelo escritório e cheguei em frente ao armário que escondia a porta para o Anexo. 

A partir daquele ponto, as coisas ficavam mais sombrias: as janelas são tapadas como eram na época. 

A tensão é sustentada por todos os que caminham em fila a passos lentos, sem a coragem de quebrar o silêncio. Os quartos do sr. e da sra. Frank, de Margot e o de Anne e Fritz Pfeffer estão vazios, a pedido de Otto Frank, para lembrar as milhares de pessoas que foram levadas e nunca mais voltaram.

Fachada da Casa de Anne Frank. Foto: Holland Alliance, divulgação.
Com medo do que podia acontecer a sua família depois da invasão alemã à Holanda, Otto decidiu se mudar com a mulher e as duas filhas — Anne e Margot — para o anexo em cima dos escritórios de suas empresas, que ficava no prédio. Ali, escondidos por mais de dois anos, os Frank dividiam dois quartos pequenos, a cozinha, o lavabo e o sótão com o sr. e sra. Van Pels, Peter van Pels e Fritz Pfeffer. Na manhã de 4 de agosto de 1944, a polícia alemã invadiu o Anexo e, um mês depois, eles foram deportados para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau. 

Das oito pessoas escondidas, só Otto Frank sobreviveu à guerra.

post: Marcelo Ferla 

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