Espanhol que criou lâmpada
que dura até 100 anos é ameaçado de morte constantemente.
Enquanto a maioria das
lâmpadas fluorescentes duram pouco mais de um ano, Benito Muros recebe fortes
ameaças por ter criado lâmpada que pode acabar com o complô da obsolência
programada.
Uma lâmpada fluorescente
dura cerca de 10 mil horas. São mais de 416 dias de uso direto, pouco mais de
um ano. Bastante tempo, certo? Imagine, no entanto, se existisse uma lâmpada
que durasse 100 anos. Quer dizer, não imagine, não. Essa lâmpada existe (veja
vídeo abaixo). Pelo menos é o que diz Benito Muros, espanhol que diz estar
sendo ameaçado de morte por causa de sua criação.
Muros é o presidente de um
movimento chamando Sem Obsolescência Programada (SOP) e diz que, não só
lâmpadas, mas muitos outros objetos de nosso dia a dia poderiam durar muito
mais. Na verdade, existe uma teoria - a da Obsolescência Programada - de que
muitos fabricantes desenvolvem produtos de curta durabilidade para obrigar os
consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade
real.
Segundo o espanhol, fazem parte dessa lista de itens como baterias de celular, computadores, geladeiras e televisões. “Não há nada para se fazer além de comprar outra”, disse ele em entrevista ao jornal espanhol El Economista.
Segundo o espanhol, fazem parte dessa lista de itens como baterias de celular, computadores, geladeiras e televisões. “Não há nada para se fazer além de comprar outra”, disse ele em entrevista ao jornal espanhol El Economista.
Segundo ele, algumas peças
essenciais para eletrodomésticos, por exemplo, são colocadas propositalmente
próximas das partes que mais aquecem no objeto, diminuindo seu tempo de vida.
Soma-se a isso, o uso de materiais de menor qualidade.
As lâmpadas e a causa de
Muros e da SOP querem desenvolver um novo conceito empresarial, baseado no
desenvolvimento de produtos que não caduquem. Quem não lembra daquela máquina
de lavar da casa da avó que durou a vida inteira? Ou a geladeira que está na
família há anos e nunca deu problema? "Deixaram de fabricar, porque
duravam demais. Hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos
em um parque de bombeiros de Livermore [California]. Foi então que surgiu a
ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure
toda a vida", disse ele à publicação.
Marcelo Ferla

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