APLICATIVO
DE TRANSPORTE SÓ PARA MULHERES CADASTRA 8 MIL MOTORISTAS.
O Lady Driver
aceita somente motoristas e clientes do sexo feminino. Fundadora criou o
serviço após sofrer assédio.
Por Estadão
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Gabriela Correa e
as sócias Bianca Saad e Raquel Correa (Foto: Divulgação).
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Está em funcionamento
desde março deste ano em São Paulo o aplicativo Lady Driver, que funciona da
mesma forma que outros apps de transporte, mas com um diferencial: só há
motoristas mulheres.
Em menos de seis meses, a
empresa já cadastrou cerca de 8 mil motoristas na capital e em Guarulhos, na
Grande SP, e agora quer expandir o serviço para o Rio.
Apenas mulheres podem
usar o serviço.
A fundadora e hoje CEO da
Lady Driver criou o serviço após ter sofrido assédio.
"Ele (o motorista)
me buscou na porta de casa e chegou a mudar o caminho.
Cheguei bem, graças a
Deus, mas comecei a pensar quantas mulheres passam por isso diariamente.
A
gente se sente mais segura e tranquila com outra mulher", disse Gabriela
Correa, de 35 anos, que comanda a empresa, que tem 15 funcionários.
Ela destaca que o serviço
acabou servindo para proteger as profissionais.
"Era uma demanda das
mulheres que dirigiam e para quem ninguém olhava. Valorizamos o trabalho
delas", disse.
Gabriela diz que o aplicativo funciona como forma de chamar
atenção para a causa.
"As mulheres passam por situações difíceis com
frequência, mas não falam, têm vergonha.
O nosso trabalho serve para mostrar que
temos voz, que o assédio não é uma coisa rara."
Clara Averbuck
A escritora Clara
Averbuck, de 38 anos, denunciou nesta segunda-feira, 28, em sua página noFacebook que foi vítima de estupro e agressão física cometidos por um motorista
do Uber.
A empresa afirma ter banido o motorista.
post: Marcelo Ferla





















































































































































































































