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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A vida como ela é.

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.”

Platão


































post: Marcelo Ferla

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

SOU MULHER E CHICO BUARQUE NÃO ME COMPREENDE.

SOU MULHER E CHICO BUARQUE NÃO ME COMPREENDE.
POR CAROLINE BARRUECO
Enquanto Chico Buarque se diz um grande desentendedor da alma feminina diversos admiradores tendem a discordar. Vou aqui questionar a própria natureza da alma feminina e sua presença na obra de Chico.


Com mais de cinquenta anos de carreira, o romântico já cantou muito sobre relacionamentos, casamentos, ciúmes... já encarnou personagens traídas, saudosas e apaixonadas, divagando e explorando a condição da mulher. 

Parece unanimidade: Chico Buarque compreende a alma feminina.
Mas o que seria, de fato, a “alma feminina” além de um conceito equivocado de um sopro florido que une todas as mulheres do mundo? Porque me parece que é sobre isso que o Chico canta, e é disso que ele entende.
As mulheres que encontramos nas músicas de Chico são bastante parecidas entre si, é como se habitassem o mesmo universo fictício. 

Elas basicamente transbordam ou quietude e passividade ou histeria, e esses são dois lados do mesmo clichê. 

Um clichê que pode ser chamado de alma feminina.
A querida antropóloga Margaret Mead foi uma precursora dos questionamentos acerca da natureza da “alma feminina”. Ela viveu com algumas sociedades indígenas que ainda não haviam tido contato com a cultura ocidental, para descobrir se o comportamento dos gêneros era realmente ditado por fatores biológicos. 

Em seu livro Sexo e Temperamento, escrito a partir dessa vivência, Mead sugere que as características masculinas e femininas são principalmente construções culturais. 

Entre os Tchambuli da Nova Guiné, por exemplo, os homens são emocionalmente dependentes e irresponsáveis, se pintam, se enfeitam e dançam para as mulheres (carecas e detentoras da riqueza e patrimônio da tribo), apresentando comportamentos aparentemente inversos aos típicos da sociedade ocidental. 

É o que a filósofa Judith Butler chama de performatividade de gênero, ou seja, as condutas femininas e masculinas não passam de representações, performances , nessa sociedade do espetáculo em que estamos todos inseridos.
  

Não se nasce mulher, torna­-se mulher. E as mulheres de Chico além de estarem envoltas em suas “almas femininas” têm mais algumas características em comum:
Primeiramente elas não têm profissão, a não ser que consideremos profissão cozinhar para o marido, rodopiar, ser fogosa ou esperar na janela.
A espera feminina é representada em suas músicas como uma não­-ação cheia de melancolia, um forte símbolo de passividade. Ter esperança.
“Ela e sua menina, ela e seu tricô (...) Da sua janela /Imagina ela /Por onde ele anda?” (Ela e Sua Janela)

"Morena, dos olhos d'água/ Tira os seus olhos do mar. (..) Seu homem foi­-se embora, Prometendo voltar já." (Morena dos Olhos D’agua)

"Quem madruga sempre encontra / Januária na janela." (Januária)

"Seis da tarde como era de se esperar /Ela pega e me espera no portão." (Cotidiano)

"Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde /E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe / Esperando, parada, pregada na pedra do porto." (Minha Historia)

As mulheres de Chico também não têm muitos questionamentos além da relação com seus respectivos homens ou questões da casa.
Esses dias estava escutando a música ‘Feijoada Completa’, que começa assim: 

“Mulher, você vai gostar:"Tô levando uns amigos pra conversar.” Na hora fiquei feliz por esse marido pensar na mulher como amiga, que participa da conversa com os amigos dele. Parece simples, mas lembremos que estamos falando do universo das esposas que esperam na janela. Bom, a música segue e “..Mulher, você vai fritar/ Um montão de torresmo pra acompanhar/ Mulher, depois de salgar / Faça um bom refogado.” 

O que o marido realmente queria era que a esposa cozinhasse uma feijoada para os camaradas dele. Nossa, que notícia boa, ela realmente vai adorar.
Em diversos momentos, Chico, assim como muitos compositores, vê as mulheres como musas, e é comum que elas sejam representadas em estado de romantismo, sem profundidade, como se vivessem para inspirar os homens.

"Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas / Não canso de contemplá-­la." (Essa Pequena)

Musa pode ser uma categoria um tanto redutora, mas esse não é nem de longe o destino mais cruel das moças que habitam a discografia Buarque de Hollanda:
Na música ‘Se Eu Fosse Teu Patrão’ um homem sonha em acorrentar a mulher ao pé do fogão, tratá-­la como escrava e estuprá-­la no chão da cozinha. 

No fim da música chega a vez da mulher dizer o que ela sonha fazer como patroa do homem, e ela contenta-­se em imaginar que continua servindo o marido, mas dando­-lhe um café pequeno, e afagando-­lhe como quem afaga um cão. 

Tudo isso cantado num ritmo alegre e com um tom despretensioso.
É inegável a importância de se chamar a atenção para aspectos da opressão sofrida por tantas mulheres pelo Brasil afora, e é importante que essas mulheres sejam representadas, que não sejam invisíveis. 

Mas ao retratar romanticamente relações abusivas, tão claras como essa, e também mais sutis como em tantas outras canções, Chico Buarque evita questionar a situação ou empoderar suas personagens. Pelo contrário, ele naturaliza e normatiza o machismo e pinta suas personagens femininas com um forte tom de resignação. 

“Assim que as coisas são, sem possibilidade de mudança, e tudo bem.”
"Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança/ Pra chorar o meu perdão, qual o quê! (...)E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado/ Ainda quis me aborrecer? Qual o quê! / Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato/ E abro os meus braços pra você." (Com açúcar, Com Afeto)
A autora Janaía Rufino sugere que Chico compunha músicas sobre relacionamentos amorosos opressores como forma de driblar a censura, e ainda assim representar a repressão, na época da ditadura. 

Não encontrei confirmação alguma do próprio Chico, mas acredito que possa ser o caso em algum momento. 

De qualquer forma as músicas existem sozinhas e falam por si, quer dizer, elas ultrapassaram a ditadura e sobreviveram, quer queira, quer não, como músicas românticas sobre relacionamentos amorosos.
Qualquer que tenha sido sua intenção inicial, Chico lançou foco e ajudou a reforçar um arquétipo da mulher brasileira, que está incrustado profundamente no nosso inconsciente coletivo e que precisamos, no mínimo, questionar. 

Esse arquétipo não é um reflexo de mulheres reais, a alma feminina não é um atributo que está no DNA, (ou no útero), de todas as mulheres, e sim uma série de características culturalmente construídas, que muitas meninas ainda hoje insistem em abraçar e que, em geral, enfraquecem as potencialidades delas.


É importante lembrar que não somos todas “mulheres de Chico”. E que diferentes representações de diferentes individualidades existam em todas as artes e mídias. 

Mudar um conceito que foi forçado e reforçado durante várias gerações é um processo lento, mas acredito que estamos no caminho para que algum dia expressões como “alma feminina” deixem de fazer sentido.
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post: Marcelo Ferla

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Jogue os dados.


ROLE O DADO
Eis o meu segredo para manter a minha força de vontade sempre afiada:
Quando quero que esse dado dê 12, eu não paro de jogá-lo até atingir o resultado esperado.
Fico rolando quanto tempo for necessário!
Como qualquer outra conquista na vida, às vezes é rápido, porém em outras demora e MUITO.
O importante é que, ainda que eu o tenha rolado mil vezes, se der 12 na milésima primeira, toda a persistência empregada será compensada e a sensação de vitória será a melhor do mundo.
Isso me faz lembrar que nenhum esforço, por maior que seja, jamais será em vão.
Contribuição de Eduardo Ribeiro.
post: Marcelo Ferla
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Sexy Girls.

Conheça as Sexy Girl’s, as garotas que arrasam em qualquer lugar e situação com sua beleza e sensualidade.
Elas são provocantes, charmosas, muito ousadas e muito atrevidas sem a necessidade de ser vulgares, mostrando todo o erotismo e feminilidade da mulher.
Curta ai! 



































































 






















post: Marcelo Ferla

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