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Sempre gosto de lembrar aos leitores que este blog tem como intenção trazer à tona a informação, o conhecimento e o debate democrático sobre os assuntos mais variados do nosso cotidiano, fazendo com que todos se sintam atualizados.

Na medida em que você vai se identificando com os assuntos, opine a respeito, se manifeste, não tenha medo de errar, pois a sua opinião é de suma importância para o funcionamento e a real função deste espaço, qual seja, a de levar a todos o pensamento e a reflexão.

O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Lugares.


Botswana do alto


Zack Seckler fotografou a vida selvagem de Botswana a menos de 500 metros acima do solo.
Em Botsuana, Seckler capturou de um ângulo mágico a beleza sem limites da África. Mágico porque desse ponto de vista, os animais, a vegetação e os lagos de sal parecem pinturas. "Como um artista, a experiência foi visceral, mudou minha vida.", diz Zack.








Marcelo Ferla

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Opinião do Blogueiro.


Políticos de toga

Não falo quase de direito aqui no blog. Aqueles que me conhecem sabem que este espaço é um hobbie sério meu, onde exponho minhas opiniões a cerca de assuntos que me chamam atenção, ora por serem polêmicos, ora por sua natureza bela ou horrenda. É um local de extremos, das coisas belas que admiro, as mais repugnantes que já passaram por aqui, mas que são necessárias de serem reveladas e comentadas. 

Hoje abrirei um exceção, não sei bem se uma exceção, mas o que espero é que mais tarde, com o passar do tempo, não me engane a respeito deste homem que, até presente momento, vêm se demonstrando reto e ético em suas decisões e no exercício de seu ofício.

Antes algumas observações. Para aqueles que tem a ilusão, como um dia tive na faculdade de que o nosso STF em sendo a maior instituição de nosso Poder Judiciário e que este Supremo não tem exclusivamente conotação política se equivoca, por completo. O STF é sim e, sempre o foi, uma instituição do Poder Judiciário que decide de forma política.

Exemplo disto mais do que clássico nas cátedras acadêmicas, são os exemplos de colegas meus que trabalham com causas que envolvem as instituições financeiras do país (bancos) e que são claramente protegidas por essa instituição por uma questão de segurança judicial e proteção da economia do país como um todo. Interesses recíprocos e relação de boa vizinhança.      

Quanto ao homem a que me refiro, todos o conhecem e já devem saber quem é, falo do ilustre Presidente do STF Joaquim Barbosa, que com todas as suas forças e contra seu problema crônico nas costas lutou, até onde pode, para que o futuro do país na esfera política se tornasse mais correto e reto. Não obteve sucesso.

Não o conseguiu, eis que para que vingasse o correto, o claro, o transparente contido no processo do mensalão do PT aos olhos de quem quisesse saber, e soubemos,  bem como o julgamento dos recursos que defendiam a absolvição da quadrilha sim deste partido, seria necessário que os pares de Barbosa decidissem e fundamentassem de forma favorável em seus votos ditos técnicos (entenda-se utilizando estes, furos jurídicos que os permitem decidir legalmente assim) pela absolvição de 11 réus pelo crime de formação de quadrilha, o que traz como efeito imediato, saibam todos, a mudança de regime de prisão de José Dirceu e companhia do fechado para o semi-aberto.

Políticos e pessoas com influência avassaladora neste país, ainda não pagam pelo que fazem contra o povo neste país, não fora desta vez, independente do esforço de Barbosa. Restou a este um desabafo triste da realidade que todos presenciamos, a realidade de fatos claros a serem punidos contrastando com a realidade do fato de os criminosos, por serem quem são, terem sido absolvidos de um crime (Formação de quadrilha) que os coloca em uma situação completamente diferente da que deveriam ficar, mas quiseram os colegas Ministros de Barbosa colocar os criminosos em situação muito mais favorável a estes.

Restou a Barbosa as palavras por ele proferidas ao final do julgamento resumindo de forma eficiente a decepção de quem trabalhou meses a fio para tentar mudar, através de um início de reforma na punibilidade de políticos no país que não aconteceu, infelizmente. Fico decepcionado como Barbosa ficou eis que ainda sofremos dos mesmos males. Nada mudou.
    

Marcelo Ferla

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Mulheres admiráveis.


Cláudia Laitano: Terra em Transe



Colunista analisa as recentes atrocidades de presídio maranhense a partir de curta-metragem de Glauber Rocha sobre Sarney
Sarney no curta-metragem "Maranhão 66", de Glauber Rocha
claudia.laitano@zerohora.com.br
Em meados dos anos 60, Glauber Rocha filmou a posse de um jovem político que prometia tirar seu Estado do atraso e da miséria. O curta Maranhão 66, disponível no YouTube, contrapõe as promessas de renovação do governador recém-eleito, José Sarney, a imagens reais de pobreza, doença e abandono – chocantes até mesmo para os padrões brasileiros de indigência.
À luz do que sabemos hoje sobre a família Sarney e seu comovente empenho para diminuir a miséria do Maranhão nos últimos 50 anos, é tentador encarar o filme como uma brilhante (e premonitória) crítica social, capaz de denunciar não apenas as contradições do jovem político em ascensão, mas a ingenuidade da massa de manobra que saudava em êxtase o novo governador como se genuinamente acreditasse que lábia, bigodes e gomalina fossem a solução definitiva para todos os problemas da nação.
O documentário é uma peça de propaganda no mínimo ambígua: foi encomendado pelo próprio Sarney, que já não era bobo, ao amigo Glauber, que já não era certo. Nele vemos um orador cheio de energia parnasiana lendo um discurso que qualquer adversário assinaria embaixo:

"O Maranhão não quer a desonestidade, a corrupção. O Maranhão não quer a violência como instrumento da política. O Maranhão não quer a miséria, a fome, o analfabetismo". Seria Sarney o salvador da pátria ou a nova cara do continuísmo? É provável que os maranhenses da época não achassem tão evidente o que hoje nos parece óbvio.
São muitas as lições que podemos extrair do curta Maranhão 66. Uma delas é que nenhum artista é dono da posteridade de sua obra. Um filme feito para defender uma ideia pode vir a assumir o sentido exatamente oposto, sem que sua qualidade estética seja questionada – um fenômeno parecido aconteceu com a diretora alemã Leni Riefenstahl, a cineasta de Hitler, que filmou a Olimpíada de 1936 de forma a exaltar a superioridade ariana e acabou se tornando um símbolo da estética racista.
Outra é quase uma obviedade: somos muito mais impactados por imagens do que por palavras – falsas ou verdadeiras. O arrebatador discurso do jovem e vigoroso Sarney fala de um Maranhão miserável, doente e corrupto, mas é a imagem de um único homem, morrendo de fome e de abandono, que nos dá a real dimensão da tragédia que ele descreve.
Algo parecido aconteceu esta semana com a divulgação do vídeo com as atrocidades cometidas no presídio de Pedrinhas. Imagens de virar o estômago, que muitos não tiveram coragem para assistir, acabaram desencadeando a reação nacional e internacional que todas as denúncias anteriores não foram capazes de provocar. Chocante, mas necessário.
Por permitir que o clã Sarney se perpetue no poder, por dar as costas para o que acontece no coração mais escuro da miséria nacional, por repetir sempre e de novo os mesmos erros, o Brasil talvez precisasse mesmo enfrentar o mal-estar, a vergonha e a culpa de ver corpos sem cabeça amontoando-se no chão.

Assista ao curta-metragem Maranhão 66, de Glauber Rocha:



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Animais.


Mastim tibetano: o cão mais caro do mundo
Os cães são os melhores amigos do homem, e, no caso do mastim tibetano, podem ser o mais caro também. Ter um cachorro dessa raça rara virou um símbolo de status entre os ricos da China. No país, os animais são vendidos a cerca de U$ 750 mil (cerca de R$ 1,5 milhão).
O mastim tibetano chama atenção por seu enorme tamanho, que lhe rende o título de um dos maiores cães do mundo. Outra característica única são seus pelos espessos e volumosos. Por esse motivo, os animais vivem mais adequadamente em regiões frias.
A raça foi recriada por britânicos no fim da década de 1800, após ter sido declarada extinta. Antigamente, esses cachorros enormes eram conhecidos por protegerem casas e rebanhos. Depois de mais de um século de cruzamentos seletivos, o mastim se tornou um ótimo cão e companhia.
Você provavelmente não terá condições financeiras para comprar um cachorro lindo desses, mas pode conferir mais fotos do cão mais caro do mundo abaixo:











Marcelo Ferla



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Sabia dessa.


Argentina avisa ao Brasil que investigará a morte do presidente Jango Goulart

Jango tentou fazer as grandes reformas de base que o Brasil precisa, mas foi interrompido e assassinado pela ditadura, segundo apura a Comissão da Verdade
A Justiça da Argentina anunciou, nesta quinta-feira, a intenção de investigar os motivos que levaram à morte do ex-presidente do Brasil, Jango Goulart, e de outros brasileiros desaparecidos durante exílio no país vizinho.

A ação será tomada após o pedido do Ministério Público argentino, que investiga a Operação Condor – nome dado à série de golpes na América Latina durante as décadas de 60 e 70 e que tiveram influência dos Estados Unidos.
Procurador federal, Miguel Angel Osorio recebeu do governo brasileiro centenas de documentos oficiais da época, onde a maioria contém informações sobre os exilados e perseguidos. Jango governou o Brasil de 1961 a 1964, quando foi deposto pelo golpe militar. Após o evento, ele se exilou com a família no Uruguai e, depois, na Argentina, onde morreu, no dia 6 de dezembro de 1976 em Mercedes, cidade do Norte do país.
Em maio de 2013, foi anunciada a exumação dos restos mortais para serem periciados. O trabalho, feito em novembro envolveu, além da Comissão Nacional da Verdade, o Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul, a Secretaria de Direitos Humanos e a Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. A expectativa da comissão e dos parentes de Goulart é que os resultados sejam entregues no fim do primeiro semestre deste ano.
Comissão da Verdade
Na capital gaúcha, a Comissão da Verdade do Rio Grande do Sul, com o apoio declarado da Comissão da Verdade de São Paulo, quer pedir ajuda aos Estados Unidos para que colaborem nas investigações através dos depoimentos dos agentes norte-americanos que atuaram na Operação Condor, de repressão a opositores dos regimes ditatoriais da América do Sul.
João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart (1919-1976), depôs na comissão Vladmir Herzog, da Câmara Municipal de São Paulo na antevéspera e, durante sua exposição, disse esperar que o Ministério Público brasileiro “tenha a autonomia e a soberania necessária para abrir uma ação cautelar que permita realizar a oitiva de agentes norte-americanos” que atuaram no país durante a ditadura militar (1964-1985).

A solicitação de ajuda aos EUA, através do governo brasileiro, será feita depois que saírem os resultados da exumação, “algo que pode demorar entre seis meses e um ano”. Presidente da Comissão da Verdade de São Paulo, o médico e vereador Gilberto Natalini apoia a ideia de Goulart Filho.
– Tudo se encaixa. O regime foi eliminando de 75 em diante todos aqueles que viriam a atrapalhar o processo de abertura – assegura.
Exames póstumos
Para legitimar o pedido, João Vicente citou como exemplo o juiz Baltasar Garzón, que pediu ao governo argentino informações sobre o desaparecimento de espanhóis durante a ditadura no país sul-americano e do Chile, que solicitou esclarecimentos sobre a morte de seu ex-presidente Eduardo Frei Montalva, em 1982, por suspeitas de envenenamento.
Em relação à morte de Jango, os depoimentos citam o serviço de inteligência norte-americano, a CIA, além do chefe do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo, o delegado Sérgio Fleury. Mas, segundo indicou Natalini, eles podem ter relação com muitos outros assassinatos.
A família de João Goulart aguarda, atualmente, os resultados da exumação do corpo do ex-presidente, deposto pelo golpe militar de 1964. O procedimento está sendo feito no exterior porque “o Brasil não tem a tecnologia necessária para examinar os ossos em busca de uma das 35 mil substâncias que podem comprovar que houve envenenamento”, disse João Vicente. Em seu depoimento, ele lembrou do testemunho do uruguaio Mario Neira, que contou à Polícia Federal em 2006 que o ex-presidente teria sido envenenado com uma troca de comprimidos, tomados diariamente por problemas no coração. Neira teria trabalhado para a ditadura uruguaia.

Marcelo Ferla


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Admirável mundo torto.


Gay é queimado vivo na Uganda


As coisas continuam piorando para os gays da Uganda. Após a aprovação da lei que criminaliza a homossexualidade e da publicação feita pelo jornal local Red Pepper com o nome de 200 homossexuais, foi divulgada no twitter na última quarta-feira (26) uma foto de um homem sendo queimado vivo.

Na imagem, que foi retuitada mais de 8.000 vezes, é possível ver que o ato aconteceu na frente de diversas crianças. A ONU ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

Marcelo Ferla

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Admirável mundo torto.


Lei da Nigéria proíbe casamento gay e criminaliza instituições homossexuais
Por iG São Paulo
Medida assinada por presidente prevê sentença de até 14 anos para quem participar de casamento ou união civil gay

Cópia de lei assinada pelo presidente Goodluck Jonathan (C) em 7 de janeiro foi obtida pela Associated Press (foto de arquivo)                                  
O presidente da Nigéria assinou uma lei que proíbe o casamento gay e criminaliza associações, sociedades e encontros homossexuais, com penas de até 14 anos de prisão.
Dezembro: Uganda aprova projeto de lei que pune gays com prisão perpétua
A Associated Press obteve uma cópia da Lei de Proibição do Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo nesta segunda-feira, que foi assinada pelo presidente Goodluck Jonathan em 7 de janeiro.
Não está claro por que a aprovação da lei foi mantida em segredo. A cópia obtida pela Casa dos Representantes em Abuja, capital nigeriana, mostrou que foi assinada pelos deputados e senadores em 17 de dezembro, embora nenhum anúncio tenha sido feito.
O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta segunda-feira que os EUA estavam "profundamente preocupados" com a lei que "perigosamente restringe a liberdade de reunião, associação e expressão de todos os nigerianos".
No Senegal: Obama faz apelo pelos direitos dos gays na África
É agora um crime ter agora um encontro de gays ou operar um clube, uma sociedade ou uma organização gay.
A nova lei diz: "Uma pessoa que se registra, opera ou participa em clubes, sociedades ou organizações gays ou que direta ou indiretamente faça uma mostra pública de relação amorosa homossexual na Nigéria comete um crime e está passível de ser sentenciada a dez anos."
Qualquer um que seja condenado por um casamento ou união civil gay enfrentará uma sentença de até 14 anos.
A Nigéria, nação na África Ocidental, já tem uma lei herdada dos colonizadores britânicos que torna ilegal as relações sexuais homossexuais.
*Com AP


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Falando nisso.


Por que a rejeição pauta a atitude de alguns grupos frente a grandes fenômenos de mídia
Pesquisadora analisa "trolls" e "haters" das redes sociais


Adriana Amaral*
*PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos e pesquisadora do CNPq
Nesta segunda década dos anos 2000, observamos a popularização dos sites de redes sociais, bem como uma diversificação dos seus usos pela população em geral. 

Mais do que discutir questões sobre inclusão ou aspectos de cunho econômico que são relevantes mas abrem outros modos de análise, este texto pretende pensar sobre usos e apropriações do humor e do entretenimento no âmbito das práticas cotidianas. Nesse sentido, há uma série de estudos e pesquisas sobre a forma como as pessoas expressam seus gostos nas redes sociais e como produtos midiáticos da cultura pop, celebridades, marcas e até pessoas comuns se tornam alvo dos chamados "trolls" e "haters". Uma questão a ser problematizada é o fato de que a maioria das pesquisas feitas sobre o tema no contexto anglo-saxão (sobretudo Estados Unidos, Canadá e Inglaterra) fala dos trolls e da prática de "trollagem" como algo praticamente similar ao ciberbullying, enfatizando os aspectos negativos e as manifestações de ódio e desestabilização. Já as pesquisas nacionais apresentam uma ressignificação desse termo, pois os trolls são vistos como aqueles para quem, na linguagem da rede, a "zueira nunca tem fim", personagens que, por diversão, jogam lenha na fogueira das discussões online.
Vale destacar os estudos do pesquisador gaúcho radicado em Recife Fernando Fontanella, que em 2010 já tratava dos trolls no contexto brasileiro. É importante salientar como esses diferentes aspectos culturais influem na análise dos conteúdos e dos fenômenos. Evidentemente que aspectos de ódio, perseguição, preconceito e bullying também aparecem na forma como os usuários se manifestam, mas há matizes bastante complexas que vão além do bem e do mal. Interessa-me aqui discutir e listar alguns exemplos relacionados à cultura pop e ao contexto do comportamento de grupos de fãs e antifãs, como os ataques à escolha do ator Ben Affleck como novo Batman; as efusivas manifestações pró e contra o astro teen Justin Bieber e a polarização contra e a favor às pessoas que comentam o Big Brother Brasil em seus perfis.
Originalmente o termo troll foi utilizado a partir de fóruns e listas de discussões nos primórdios da internet, a partir da figura folclórica do troll escandinavo, um ser horrendo e antissocial que aparece nos contos infantis. "A primeira referência à palavra troll no contexto de anonimato na rede pode ser encontrada no arquivo da Google Usenet e foi empregada pelo usuário Mark Miller, em 08 de fevereiro de 1990" (Amaral & Quadros, 2006). Esse tipo específico de linguagem irônica estava associada, sobretudo, à identidade dos primeiros usuários, bastante vinculados à cultura nerd dos princípios da rede. É nessa época que se populariza a frase "não alimente os trolls", até hoje utilizada em fóruns da rede para encerrar discussões, postulando que a melhor resposta a um troll é o silêncio, já que qualquer interlocução apenas alimenta os impulsos provocadores do agressor. No entanto, à medida que a popularização e a monetarização aumentam, sobretudo com a ideia mercadológica de Web 2.0, se amplia a participação de um maior número de grupos sociais e constroem-se discursos que tendem a minimizar ou repudiar determinadas práticas, levando-as a um certo nível de marginalidade em fóruns de nicho, como, por exemplo, o site 4Chan, que originou o Anonymous, grupo de ativistas e hackers organizados em um movimento político online descentralizado.
Já os chamados haters ("odiadores") surgem, no contexto da internet, relacionados à expressão inglesa "haters gonna hate" ("odiadores vão odiar"), um bordão utilizado para indicar desdém àqueles que falam mal de algum ato, artista, filme, música, etc. A expressão, nascida no hip hop norte-americano tornou-se um meme na web, em forma de imagens de celebridades e animais posando – geralmente caminhando – com expressão de desprezo.

Nas pesquisas realizadas no Brasil, os haters vêm sendo analisados por vários pesquisadores no contexto das disputas entre grupos de fãs de divas pop no qual entram em jogo valores de performance e também entre fãs e antifãs de diferentes gêneros musicais e bandas pop rock, como o caso das fãs do Restart e seu poder de inclusão de hashtags no Twitter, estudados respectivamente por Thiago Soares e Camila Monteiro.
Em geral, os resultados concluem que os haters são pessoas que odeiam algo ou alguém, querem expressar seu ódio e ponto final. Eles detestam o tipo de música, o corte de cabelo, o rosto, os trejeitos, entre outras características. Já o troll, em alguns casos, joga fãs e haters de determinados artistas uns contra os outros por diversão, participando como manipulador, gerando discórdia nas comunidades online, conforme já indicava a pesquisadora norte-americana Judith Donath em 1998. 

Dentro desse quadro, páginas de humor como Unidos Contra o Indie (página do Facebook que ironiza bandas de indie rock), por exemplo, trabalham com essa dualidade irônica dos discursos. Todas essas manifestações demonstram a diversidade de comportamentos e práticas sociais nas redes, que combinam elementos do cotidiano e sentimentos ancestrais na humanidade como ódio, inveja, etc.
Por fim, é interessante lembrar uma apropriação um pouco mais recente, a do chamado Funk Ostentação e que tem no recente videoclipe Beijinho no Ombro da funkeira Valesca Popuzada um exemplo. Com milhares de visualizações em poucos dias no YouTube, Valesca ressignifica a ideia da "inveja" e dos odiadores, bordões muito repetidos na cultura internética, disparando petardos verbais contra suas supostas "inimigas". Em tempos de cultura remix, tais fenômenos são importantes para a compreensão de que nossos amores e ódios estão em todos os lugares, mas mediados e devidamente gerenciados pelos algoritmos e aparatos tecnológicos.


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Arte.


Vírus de vidro
"Eu gostaria de te contar uma revelação que eu tive durante o meu tempo aqui. Ela me ocorreu quando eu tentei classificar sua espécie e me dei conta de que vocês não são mamíferos. Todos os mamíferos do planeta instintivamente entram em equilíbrio com o meio ambiente. Mas os humanos não. Vocês vão para uma área e se multiplicam e se multiplicam, até que todos os recursos naturais sejam consumidos. A única forma de sobreviverem é indo para uma outra área. Há um outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão. Você sabe qual é? Um vírus. Os seres humanos são uma doença. Um câncer neste planeta. Vocês são uma praga. E nós somos a cura". (Agente Smith - Matrix)  


Em 2004, o artista Luke Jerram começou uma série de esculturas visualmente cientificas chamada Glass Microbiology. Com a ajuda de virologistas experts e talentosos sopradores de vidro, Jerram criou uma coleção maravilhosa, contendo os vírus  mais perigosos conhecidos do planeta.
O que inspirou esse projeto foram as constantes e imprecisas representações dos vírus em livros e na mídia. Desde que a onda de comprimento para cores seja maior que os micróbios, eles naturalmente não possuem pigmentos. No entanto, em muitas representações eles aparecem como entidades brilhantes e multi-coloridas. O artista viu que as representações não só apresentavam uma ideia errada da coisa, como também dificultava o processo de aprendizagem, sendo que cada micróbio é diferente em termos de representação artística.

Acima o Adenovírus.

H5N1

H1N1 (gripe suína)

Bacteriófago T4

Malária

HIV

HPV

EV71

E.coli

Ebola

Marcelo Ferla

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Arte.


Miniaturas intrigantes de cimento


Isaac Cordal é um artista espanhol. Sua série Cement Eclipses começou em 2002, mas ele só começou a colocar na rua em 2006
Cordal faz as pequenas esculturas em seu apartamento/estúdio. Já tirou fotos de seus pequenos trabalhos em cidades como Londres, Amsterdam, Barcelona, Milão e Berlin.

"Nosso olhar é tão focado em coisas grandes e belas , enquanto que a cidade contém zonas que tem potencial de serem bonitas, ou que já foram bonitas no passado, que negligenciamos. Acho interessante a procura por esses lugares através de intervenções em pequena escala para desenvolver um  olhar diferente para nosso comportamento social em massa.”













Marcelo Ferla

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Curiosidades.

O Instagram na Coréia do Norte
POR PEDRO PEZTE


A Coréia do Norte é famosa por sua censura. Ainda assim o fotógrafo David Guttenfelder conseguiu capturar imagens do país e compartilha-las no famoso app.
Recentemente o país deu uma relaxada com suas leis sobre a internet. Estrangeiros podem carregar seus celulares com rede 3G ativada.
“Em um país conhecido por sua censura, eu estou upando fotos no Instagram das ruas da Coréia do Norte como eu gostaria de fazer em qualquer lugar do mundo. Através de mídias sociais, estou tentando juntar uma imagem deste país para mostra ao mundo. Ninguém põe a mão na frente da câmera e ninguém me diz para não tirar fotos. Não há nenhum processo de revisão. Eles nunca olham minhas fotos antes de eu upar elas em minha conta do Instagram. O Facebook ainda me pede para eu marcar meus “amigos” Kim Jong Il e Kim Il Sun.”












Marcelo Ferla

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