Seja bem vindo ao Blog do Marcelo Ferla

Informativo

Sempre gosto de lembrar aos leitores que este blog tem como intenção trazer à tona a informação, o conhecimento e o debate democrático sobre os assuntos mais variados do nosso cotidiano, fazendo com que todos se sintam atualizados.

Na medida em que você vai se identificando com os assuntos, opine a respeito, se manifeste, não tenha medo de errar, pois a sua opinião é de suma importância para o funcionamento e a real função deste espaço, qual seja, a de levar a todos o pensamento e a reflexão.

O diálogo sobre o que é escrito aqui e sobre o que vem acontecendo ao nosso redor é muito mais valioso e poderoso do que podemos imaginar.

Portanto, sinta-se em casa, leia, informe-se e opine. Estou aqui para opinar, dialogar, debater, pensar, refletir e aprender. Faça o mesmo.

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sábado, 29 de janeiro de 2011

Sabia Dessa!!!




Desta com certeza você já sabe. O cãozinho aí de cima não é o tal Caramelo, o cão que segundo toda a imprensa, fielmente, permaneceu após a tragédia da região serrana do Rio de Janeiro, ao lado do túmulo de seu suposto dono.

A imprensa toda achava que o cão, animal este que sabemos ser dotado de um sentido aguçado, estava ao lado do túmulo de seu dono, vítima da tragédia, isto tudo até o coveiro do local comunicar a todos que o animal era de sua propriedade.
Viva o sensacionalismo baseado em péssimos acontecimentos. "Nota 0" para os fotógrafos oportunistas.

Marcelo Ferla
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Nunca Será







Nesta última terça, li texto do nosso querido José Antônio Pinheiro Machado ou se preferirem o nosso “Anonimus Gourmet”, onde o mesmo falava a respeito da possibilidade de se ter (algo que ele não acredita claro, como toda pessoa sã) a extinção do livro tradicional, aquele com folhas, cheiro, toque do leitor e outras coisas mais, tudo por conta da tecnologia.

Digo a vocês todos desde já, somente aquele que lê entenderá os meus sentimentos colocados nas próximas linhas.

Sinceramente, a mim é algo completamente improvável de ocorrer essa coisa aí de extinção do livro. É algo que não consigo conceber, não por ser arredio à tecnologia, não, não, mas por que a textura, as figuras, as letras, a capa, o cheiro, a postura em uma estante e o olhar de quem o leu e recorda de ter conquistado cada linha daquela caminhada pelo conhecimento, são coisas que jamais poderão desaparecer ou serem substituídas. Seria mais ou menos como só podermos jogar futebol no videogame, algo que não se equipara nem de perto quando comparado á emoção do jogo real com amigos ou adversários.

Quando leio um livro ocorre uma coisa comigo muito interessante, isso desde minhas primeiras letras lidas. Em determinado momento de minha leitura, na maior parte das vezes logo nas primeiras páginas, ultrapasso as letras que formam as frases e as linhas  no fundo branco e começo a fazer um exercício mental de imaginação, começo a imaginar o que estou lendo e, na medida em que vou lendo, cada vez mais vou imaginando como aquilo que estou lendo ocorreu ou poderia ter ocorrido, as roupas, o local, o cenário, os personagens e seus rostos, suas expressões, enfim, tudo.

Lembro-me das muitas vezes quando pequeno da cabana de cobertores que fazia em minha cama nas frias noites de inverno e, debaixo destas, lia sem parar. Tinha a sensação de que tudo que estava lendo, acontecia ali mesmo, a minha volta ou lá fora, logo depois dos toldos de minha cabana.

Mergulhava de verdade no que estava lendo e assim, atravessei mares, desertos, enfrentei chuvas, terremotos, furacões, inimigos mortais. Estive na Pérsia, no Egito, na Roma dos Imperadores, na Índia, na África, sempre próximo de animais perigosos, fugi de armadilhas fatais, onde sempre escapava por pouco. Demais tudo isto.     

O iPad que está causando dor de cabeça, causa esse efeito naqueles que, não são leitores assíduos, pois aqueles que o são, sabem que mesmo este equipamento e tantos outros que virão por aí não possuem essa capacidade de extinção, bem como sabem muito bem das sensações que citei acima, insubstituíveis.

Se me disserem que o iPad é um novo instrumento de divulgação do hábito de ler e que com este se lerá mais e mais, sou o primeiro a apoiar, pois é assim que prefiro pensar a respeito, mas da minha parte não esperem que eu troque o livro pelo iPad. E mais, disto tudo até a extinção de nosso companheiro livro, com toda honestidade, acho essa análise um grande exagero.

Sinto-me muito aliviado quando Pinheiro Machado traz em seu texto de terça a informação de que na virada do século, a F. de São Paulo demonstrou em matéria vinculada ao assunto que desde o advento da televisão o aumento na aquisição de obras literárias aumentou de 1,8% ao ano para 2,8% ao ano. Parece muito pouco, mas em um país onde se lê quase nada é muito.

Portanto, esa informação me deixa muito feliz, pois como defensor da leitura e da educação de qualidade, coisas estas que penso serem as únicas duas que podem fazer de um país uma superpotência, espero que a cada ano, a cada dia, esse número só aumente a ponto de chegarmos a um futuro bem próximo, espero, onde todo brasileiro terá acesso a obras literárias de qualidade e terá a capacidade de lê-la fluentemente, até por que o iPad, com toda sua tecnologia, nunca será, nunca será o substituto do livro.     
  
Marcelo Ferla
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Luto










Já estava desistindo de escrever algo sobre a tragédia sem proporções ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro.

Quase tudo já foi dito, terror, desespero, incompetência, demora, desprezo, culpados.

Esperei até o presente momento para que pudesse reunir o maior número de informações possíveis e, assim, elaborar um texto de qualidade a cerca do assunto.

Muito já foi dito a respeito da tragédia, aliás, tudo já foi dito, ao menos aquilo que é comum aos olhos da população brasileira que acredita na mídia e nas coisas simples que ela diz a respeito de coisas sérias e muito complicadas.

Coisas estas que, em alguns casos raros foram boas notícias e, do outro lado, o que dá ibope, coisas muito, mais muito ruins que, não podendo ser de outra forma (por conta do maldito ibope), aparecem sempre mais e em maior número do que as boas notícias sobre o que ocorreu, assim como, sobre o que ainda vem ocorrendo e sobre o que ainda vai ocorrer, sendo este último item, aquele que corre grande risco de não ter nada publicado a respeito dele, por que será esquecido de se dizer algo, já passou e o povo brasileiro já terá esquecido tudo, infelizmente.

Mas sobre a tragédia, não escreverei e nem vocês lerão aqui quase nada de novo em relação ao que já viram, leram e ouviram, mas me senti na obrigação de registrar o ocorrido da forma crítica, pois nada justifica o que aconteceu e por que aconteceu.

Surpresa, pavor, espanto, dor, impotência, frustração, demora, revolta, foram palavras recorrentes nas notícias, assim como os corpos que eram e ainda serão (quanto a isto tenho dúvidas) recolhidos, vítimas de uma tragédia anunciada, uma tragédia sabida a chuva demorou a passar, foram burocráticos para tomar uma atitude e demonstraram um grau de incompetência e irresponsabilidade no mesmo volume de água que caiu por aquelas bandas.

Todos os Presidentes, Governadores do Rio de Janeiro, Prefeitos, Deputados Estaduais, Deputados Federais e vereadores que passaram nos últimos 20 anos por estes cargos são co-autores das mortes no Rio de Janeiro.

A todos estes, inclusive eleita, Excelentíssima Senhora Presidente da República Dilma Rouseff, ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e ao Excelentíssimo Prefeito do rio de Janeiro, Eduardo Paes digo, "A TODOS", vocês começaram ou permanecem com 817 pontos nos seus governos, 817 pontos negativos, número que correspondia, até ontem, ás 08h40min, segundo o site www.folha.uol.com.br ao número de mortos nesta tragédia apocalíptica, número este que não cessará por aí. A vocês dois, ditos responsáveis e sábios, minha total desaprovação. O mesmo para os demais que passaram pelo poder público nos últimos 20 anos, sabiam disto tudo e nada fizeram.

A demora com que estas autoridades, juntamente com as forças armadas e demais autoridades competentes que poderiam auxiliar na situação, para iniciar suas atividades foi grotesca, rodeado de supostas burocracias que mais são desculpas, do que propriamente existentes.

Pessoas passam, ainda, por quase duas semanas, sem qualquer contato com a civilização, muitos deles feridos, doentes e todos eles com sede, fome e frio. Algo que mais parece material para piadas de humor negro do que qualquer outra coisa que possa se imaginar.

Nunca na história deste país, tivemos uma tragédia tão grande quanto esta, em que a palavra mais entoada em todas as reportagens e entrevistas concedidas por vítimas diretas ou indiretas foi “assustador”.

Todos os ingredientes de proporções bizarras foram demonstrados da forma mais crua e desumana que poderíamos presenciar e ouvir. 
Muitas vezes não foi necessário sensacionalismo ou qualquer outro tipo de exercício de imprensa marrom a que estamos acostumados todos os dias em nossas televisões para ver e sentir um mínimo de desespero pelo qual as vítimas passavam e passam ainda.

Bastava dar a notícia, crua, fria, dolorosa, simplesmente dizer o que estava acontecendo que a sensação de tristeza se formava em nossos pensamentos, assim como a sensação de impotência e, todas aquelas que eu descrevi anteriormente, todas, como um coquetel de coisas ruins, vinham à tona e tomavam conta dos telespectadores, dos leitores, enfim, de quem se envolveu de alguma forma descente com esta “coisa”.

Só não sentiram estes sentimentos três tipos de animais, eu disse animais e não seres humanos:


Aqueles que conseguiram e digo, não consigo compreender esses animais, os saqueadores, que como o nome diz saqueavam casas condenadas, os comerciantes locais que, ao invés de cobrar uma caixa de leite por R$ 2,00, cobravam animalescamente, vejam vocês, R$ 10,00 cada litro e por fim, os donos de moradias para alugueis, que agora, ao saberem da tal “bolsa aluguel” ou “auxílio aluguel”, como queiram, passaram a cobrar aluguéis que antes eram R$ 200,00, a bagatela de R$ 400,00, R$ 450,00.

Como já disse isto tudo é animalesco, selvagem e, em sendo assim, seres como estes podem ser chamados de qualquer coisa, menos de seres humanos.

Os repórteres choraram, pessoas pediram ajuda, alarmes falsos de novas enxurradas de água foram dados, novos deslizamentos ocorreram, tudo está um caos por lá, nada sobrou, só a dor, a incompreensão, a lamentação e pessoas com seqüelas pós-traumáticas, dentre as mais comuns, a síndrome do pânico, o que não poderia ser diferente, todos com sintomas típicos de pessoas em estado de choque.

Para finalizar, li no domingo, editorial da Zero Hora de um escritor e jornalista e cometi o erro de não anotar seu nome para compartilhá-lo aqui com vocês.

Neste editorial dominical, ele criticava o foco das preocupações trazidas com a tragédia serrana do Rio e criticava o fato destas não condizerem com a realidade não mostrada àqueles que deveriam vê-la.

Relatou em seu texto que viu um (dentre os tantos animais que vagam pelas ruínas das cidades serranas do Rio de Janeiro) cachorro que, dominado pelo desespero da fome, alimentava-se dos restos de um cadáver já em estado de decomposição em decorrência da demora do resgate do corpo.

Disse também que a noite, principalmente à noite, o cheiro putrefação era insuportável, pois vertia da terra e da lama acumulada, sinal, imagino eu, de que muito há ainda por debaixo de tudo aquilo. Que desgraça.

Foi um relato em poucas linhas que resumiu de forma também crua e verdadeira a realidade destas pessoas que lá estão e que precisam ser lembradas até que suas novas vidas sejam postas em seus devidos lugares, pessoas estas que já carregam consigo uma cruz maior do que podem levar, pois aqui o ditado popular de que Deus não dá a ninguém uma cruz maior do que se possa carregar a mim não convence.

Não nos esqueçamos deles, não nos esqueçamos do que aconteceu ou acontece ao longo da história de nosso país, não podemos esquecer, não podemos deixar de falar, escrever e se revoltar, por mais redundante e repetitivo que estes atos sejam.

Precisamos construir juntamente com nossos irmãos de pátria cariocas, sobreviventes que são um país que olhe por nós, mesmo que muitos deles e de nós mesmos já não acredite mais nisto.    

p.s - Este texto é dedicado a todos que de alguma forma fizeram parte desta triste marca que ficará em nossas mentes, mortos, desaparecidos, sobreviventes, doadores e a todos aqueles que de qualquer forma, mesmo sem ferramentas adequadas, tiraram um punhado de terra e lama para assim, ajudar, auxiliar e trazer um pouco de alento.

A todos vocês, o meu total respeito e muito obrigado por serem brasileiros, verdadeiros brasileiros.

 
Marcelo Ferla
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Comunicado!



Venho até meus parceirinhos (as), comunicar que foram necessárias algumas alterações no quadro de seguidores do Blog. 

Em sendo assim, nem todos que seguem o Blog aparecem nessa nova atualização, sendo que me senti encubido de comunicar e solicitar aos seguidores mais recentes que cliquem em seguir, no quadro seguidores e registrem alí o seu prestígio pelo espaço.

Obrigado,

Marcelo Ferla 

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cuidado



1.    Muitos pacientes, influenciados pela rede, passam a sentir alguns dos sintomas que encontraram descritos;

2.    Convencem-se de que são portadores desta ou daquela patologia, daí resultando a automedicação;

3.    Sofrem desnecessariamente, por se imaginarem portadores de doenças graves; ou

4.    Deixam de procurar o atendimento médico profissional aos primeiros sinais de alguma enfermidade, convencidos de que não são importantes.

Parceirinhos (as), se vocês apresentam um ou mais dos sintomas apresentados acima e tem acesso a internet, onde fica procurando doenças e seus sintomas, lamento informar, mas vocês, todos, estão sofrendo de algo muito sério, você é portador do Dr. Google, exatamente, um novo mal que vem se espalhando dentre aqueles que têm acesso a internet e consultam, compulsivamente, doenças e seus sintomas e mais, sentem seus efeitos achando que as possuem.

Vale lembrar que o Dr. Google nem sempre traz consigo informações seguras a respeito de doenças e seu tratamento adequado o que no final, acaba se tornando um perigo enorme e muitas vezes letal a quem faz o uso indiscriminado desta ferramenta.
 
 

Cuidado, pois o tal Dr. Google pode estar lhe vendendo gato por lebre, o que para você será péssimo, pois isto lida diretamente com o que você, aí, tem de mais valioso, sua vida.

Portanto, não deixe de navegar e descobrir coisas maravilhosas na internet, nem tão pouco fique dando corda a sua imaginação, achando que pode estar com algo que não tem e, se achar que tem, consulte um médico e não se automedique.

Mais uma vez lhes peço, cuidado.

Marcelo Ferla
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Opinião do Blogueiro



Sem preconceito

Está justificada a entrega da Medalha do Mérito Farroupilha da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul a dupla Zezé de Camargo e Luciano.

A homenagem se deu em decorrência de um pedido da comunidade do Município de Santa Rosa, visto que a dupla, no ano de 2008, fez um show na cidade sem que fosse cobrado cachê, que fora revertido para a manutenção financeira de hospitais do local.

Já em 2010, a dose foi maior. Por meio de um novo show da dupla, mais 22 instituições da região foram beneficiadas.

Em sendo assim só posso chegar à seguinte conclusão. Menos preconceito musical e mais solidariedade, colaboração e auxílio aos que necessitam.

Marcelo Ferla
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Sabia dessa!!!



Parceirinhos (as), vocês estão sem grana para dar uma volta no exterior, para que respirem novos ares, por que não gostam do calor ou pior do que isto, estão todos vocês tão duros ao ponto de nem sonharem com o mar e as praias dos litorais de nosso Brasil?

Se você aí que está lendo se encaixa em uma dessas duas situações, saiba desde já que os Deputados Estaduais de nosso país estão amparados em uma regalia prevista em lei, que permite a estes recorrerem aos serviços da Casa (Câmara dos Deputados) para fazer um pedido que é sempre concedido, claro. Consiste este em terem nossos representantes  acesso a concessão de vistos de viagens internacionais para si e seus entes queridos, tudo gratuitamente, para eles claro, não para nós, que pagamos a mais alta carga tributária do mundo.



Dentre as humildes localidades mais visitadas pelas caravanas de turistas formadas por Deputados Estaduais e parentes mil estão Nova York, seguida de perto por Miami. E vejam vocês, de todos os pedidos efetuados pelos parlamentares, apenas em três ocasiões a justificativa para a concessão dos vistos foi a de “missão diplomática”.

É isso aí parceirinhos (as), estamos condenados a pagar cada vez mais tributos ou podemos exercer a sonegação, que depois é criticada pelos mesmos parlamentares e pelos demais governantes, como se estes de nada soubessem, defendendo ainda os mesmos, ser de suma importância para o país a coleta e manutenção da carga tributária.

Marcelo Ferla
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Falando Nisso!!!



Neste último sábado, dia 15 de janeiro, um homem de grande importância para a história mundial estaria completando 82 anos.

Martin Luther King, um homem além de seu tempo, lutou até seus últimos dias, mais precisamente até 04 de abril de 1968, data de seu assassinato, por uma causa que nos faz muita falta nos dias de hoje, a valorização e aplicação dos direitos civis e a igualdade entre todos nós, independentemente de qualquer rótulo que pudesse vir a ser colado em nosso corpo por pessoas desagradáveis e sem noção.



Quem sabe, se os princípios que regiam a mente de Martin Luther King fossem realmente valorizados e aplicados nos dias de hoje por todos nós, ou melhor, imaginem se Martin fosse vivo, imagine você, poderia o negro de bigode, elegantemente vestido e com feições sérias, unir-se com um amigo chamado Nelson Mandela, sim por que eles seriam amigos com certeza, fazendo assim, com que coisas que presenciamos deixassem de ocorrer, ou melhor, fossem observadas e tratadas de forma mais séria.

Seria demais ter um Martin e um Nelson, seria demais mesmo, pois o mundo carece e por demais de homens como estes.

Martin, de onde estiver nos olhando, ao lado de ótima companhia com certeza, por favor, se não for pedir muito, olhe por nós aqui embaixo, estamos precisando e muito.

Marcelo Ferla
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domingo, 9 de janeiro de 2011

O futebol brasileiro não vale nada




A novela que mais deu audiência nos últimos dias e, vejam vocês, novela esta que pela primeira vez na história da teledramaturgia brasileira pertenceu a todas as emissoras de televisão, simultaneamente, chama-se a transferência de Ronaldinho Gaúcho.

Na contramão da maioria das novelas brasileiras que, na medida do possível, tentam trazer um pouco de alegria aos brasileiros (as) no final de seus capítulos, a novela que teve como protagonista não Ronaldinho Gaúcho, mas seu irmão e procurador Assis, teve um final péssimo para o futebol brasileiro e para o próprio Ronaldinho Gaúcho.

Depois de armar um verdadeiro picadeiro de circo onde estava na platéia, assistindo ao show, Grêmio, Palmeiras, Flamengo, Blackburn dentre outros, (se falou até em Corinthians), começou a ter seu desenrolar hoje pela manhã e logo depois a tarde quando Grêmio e, logo depois, Palmeiras, enviaram comunicados públicos declarando ambos, com o mesmo tom de indignação e frustração, que não tinham mais interesse algum em Ronaldinho.

Muitas foram às especulações, o que trouxe o mistério da novela, muitos foram os boatos, que traziam aquela pitada de fofocas de corredor de que o brasileiro tanto gosta, o drama era de estourar os nervos de quem assistia à cada capítulo, mas o final, contrariando a tradição das novelas tupiniquins, trouxe um clima de tragédia,  a criatura virou vítima e, pelo que se viu, tudo por ter uma postura frágil diante da situação e, principalmente, por ter sido, como sempre o fora, manipulado por alguém que demonstrou ter um perfil frio, que se demonstra pensar somente em mais e mais cifras para a família Assis Moreira, como se esta já não possuísse o suficiente.

Assis foi o problema. Quis fazer, e fez do retorno ao futebol brasileiro do irmão Ronaldinho um leilão, fez também Ronaldinho, ao menos em foto, chorar, se sentindo nitidamente perdido e pressionado, pois ao que me pareceu, e desculpe minha ingenuidade, Ronaldinho queria jogar no Grêmio, mas não, vai para o Flamengo, pois a verdade é que, desde o início, somente o Flamengo possuía o valor relativo a parcela rescisória e, por ter este valor levou a mercadoria tão valiosa.

Assis, novamente, pensou com a cabeça de negociador e empresário, desprezando talvez, a vontade humana e simplória de Ronaldinho, a de querer jogar não por dinheiro, mas por alegria e bem estar físico e mental, estados que o levariam novamente a seleção brasileira sem nenhum esforço, pois quando Ronaldinho joga bola a bola sorri para Ronaldinho e vice-versa e a coisa flui como a música de Marisa Monte nos ouvidos de quem a escuta.



Isso tudo me fez pensar ainda, se Ronaldinho não vem apresentando esse futebol medíocre e, principalmente triste, quando comparado àquele dos tempos de campeão europeu e espanhol pelo Barcelona, justamente por que seu procurador e irmão Assis lhe impõe decisões e caminhos a serem percorridos por Ronaldinho que não o agradam, que não fecham com suas vontades mais íntimas, mas que, em um gesto legítimo de respeito e subordinação para com o irmão mais velho e experiente, o astro da novela acaba acatando a tudo, o que o deixa triste, frustrado, cansado e entediado, ou seja, a sintonia de Assis não parece estar em harmonia com os pensamentos secretos de Ronaldinho.

Muitos foram os comentários que ouvi e li de renomados críticos e analistas de futebol dizendo que a imagem de Ronaldinho não poderia ter sido mais prejudicada com toda esta confusão durante a sua volta e dentro de seu próprio país. Alguns como Luciano do Vale, da Rede Bandeirantes, chegaram a dizer que, em respeito ao futebol brasileiro, o Flamengo bem que poderia simplesmente dizer não a Assis, deveria não aceitar as condições impostas, deixando assim, Ronaldinho sem clube e numa inversão nos papéis, Assis literalmente chupando dedo.
Outros, como Pelé, acertadamente desta vez, disse que se Ronaldinho ama tanto o Grêmio, deveria jogar neste de graça, pois não precisa mais de dinheiro, tem a vida feita para ele e muitas gerações de sua família. Mas isto tudo é impossível.

Isso realmente é algo impossível, pois Ronaldinho é gênio ou era. 
Digo era, pois não se sabe o que esperar do futebol de Ronaldinho depois de tudo isto.

Ronaldinho não será bem vindo em Porto Alegre, nem tão pouco no Palestra Itália, ambos, Grêmio e Palmeiras, foram feitos de palhaços. Ele será execrado quando jogar contra Palmeiras e, principalmente, contra o Grêmio.

Desta forma só tenho que concluir dizendo que para Assis, o futebol brasileiro não vale nada, pois, alguém que submete seu próprio irmão a um leilão como sendo mercadoria de negócio de altíssimo valor e não como jogador e humano, que envolve clubes sérios e riquíssimos na história do futebol brasileiro como Grêmio e Palmeiras e que, de lambuja, ainda toma uma decisão que pode manter o triste futebol de seu irmão Ronaldinho, não gosta de futebol, mas sim de dinheiro.
E lhes digo mais, este é Assis, assim se demonstrou o Assis que já não víamos a tempos e pior, caso Ronaldinho venha a ter um desempenho ruim ou abaixo do que a torcida espera dele, tudo ocasionado por sua infelicidade, o próprio Flamengo e seu alto investimento terão ido por água abaixo e mais uma torcida odiará Ronaldinho.

Marcelo Ferla       
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